1ª Casa da Comunidade

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A Fazenda Morada do Sol, em Areias (SP), foi o palco dos primeiros encontros - do que viria a se tornar a Comunidade Canção Nova mais tarde - durante dois anos: de 1975 a 1976. Se dependesse de padre Jonas, ele teria ficado lá por mais tempo. O que aconteceu é que ele e seus missionários foram percebendo que Deus os conduzia, pelos fatos, para que fosse construída uma casa de encontros própria. E quando Deus quer subverter algo, Ele faz de formas inimagináveis. Foi assim durante o ano de 1976, quando chovia todo final de semana.


“Era uma luta imensa, pois, com tanta chuva, todos os carros tinham de ir para a fazenda; e como também passavam tratores, carros de bois, caminhão de leite e tantos outros veículos pesados, a estrada foi ficando cada vez pior”, explica monsenhor Jonas.


No final de 1976, a partir do mês de agosto, os carros já não chegavam mais até o local. “Parávamos a uns 400 metros de distância e andávamos a pé, no barro, até a casa. Quando terminava o encontro, voltávamos até os carros e íamos para Areias, para a missa de encerramento. Chovia tanto que uma vez tivemos de ser rebocados por um trator”, lembra o sacerdote.


Foi então que o fundador desta Obra de Deus percebeu que o Senhor estava lhe mostrando um novo caminho a ser trilhado. No final daquele ano, numa sexta-feira, chegaram o Eto, o Haroldo e a Lena (pessoas que acompanhavam o padre na época) querendo saber se ele não tinha pensado em fazer uma casa de encontros em Queluz, cidade vizinha.


“Eu lhes respondi que não. Eles ficaram sem graça; nem imaginavam que eu responderia assim, tão espontaneamente. Fizeram-me uma proposta e eu aceitei: se eles conseguissem o terreno, eu pensaria na possibilidade. Mas, para mim, aquilo estava muito longe de acontecer. Seria impossível alguém doar um terreno para construirmos nossa casa. Mal pude esperar para ver!”, conta padre Jonas.


Alguns dias depois, Eto chegou e disse ao sacerdote que já tinha o terreno. No outro dia, todos foram visitar o local. “Vimos três lugares diferentes, mas senti que era o primeiro. Foi lá que deixei uma medalhinha de Nossa Senhora e Deus, em Sua pressa, cuidou do restante”, destaca monsenhor.


O terreno foi cedido por Marinho Fabri e sua esposa Dedé. Mas daí surgiu outro problema: quem conviveu com padre Jonas naquele tempo sabe que era impossível construir uma casa de encontros. Foi aí que a Providência Divina entrou em cheio na vida do sacerdote.


“Fomos ganhando tudo, começou pela terraplanagem. Era um bom terreno, mas muito acidentado. Em dezembro, um pouco antes do Natal, já estávamos celebrando a primeira Missa em nosso terreno. Era o momento de começarmos a construir. Fizemos uma campanha, conseguimos algum dinheiro e demos início aos alicerces”, lembra padre Jonas.


Em seis meses, a casa foi levantada. Na festa de São João Batista, em junho de 1976, foi realizado o primeiro encontro no local: um Maranathá de moças. A casa não tinha ficado toda pronta, mas já estava levantada, com beliches, mesas e cadeiras. O restante foi sendo adquirindo pouco a pouco.


“Já deu pra você perceber duas fortes características da Canção Nova: a Presença de Maria e a Divina Providência. Pusemos um nome na casa: Canção Nova, a Casa de Maria – lugar onde as pessoas nascem para uma vida nova. E só podia ser Canção Nova, a Casa de Maria; é nela que nascem os filhos de Deus”, conclui o fundador da Comunidade.


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