1958 - Professor em Lavrinhas

De Wiki Canção Nova
Ir para: navegação, pesquisa
Lavrinhas.jpg

Como se chegava em Lavrinhas em 1958

para quem saia de São Paulo? Duas hipóteses: ou se ia de trem, pela antiga Central do Brasil, que só parava na cidade de Cruzeiro, e daí se esperava o Bacurau,tudo era muito demorado. Ou se ia de ônibus : pois era bem mais rápido sair de São Paulo de madrugada para poder chegar em Lavrinhas pela Via Presidente Dutra. Havia uma pequena companhia Cidade do Aço ou Resendense que fazia o trecho complementar para o Rio de Janeiro e deixava os passageiros, que iam a Lavrinhas, na rodovia Dutra...na ponte do Rio Paraíba.O restante, da via Dutra até o Ginásio São Manoel , era feito à pé ou com a charrete do colégio, com seu pangaré que era cognominado de “Guarani”.Diga-se de passagem que o único que tocava bem o Guarani era o senhor Armando ,simpático carroceiro do colégio. Na volta para a Dutra, quando era anteriomente combinado,fazia-se esse techo de quatro quilômetros de terra batida...com a charrete. Quanto amor..., quanta poesia de nossos pais. Que saiam de madrugada de São Paulo e chegavam para o almoço para nos visitar e tinham que sair de charrete ou a pé às 14h30 para pegar o ônibus da viação Resendence que vinha do Rio,chegando de noite em São Paulo..Nove horas de Viajem entre ida e volta, para ficarem conosco duas ou no máximo três horas. Muitas vezes não havia acentos disponíveis e aceitavam passageiros que viajavam em pé os 220 Km da perigosa Rodovia. Quase todos os dias aconteciam acidentes mortais no trânsito , nesse trajeto até São Paulo . De tudo isto resta somente na memória de quem vivenciou esse tempo: muita paz, muita alegria e muita amorevolezza - termo usado por Dom Bosco para dizer- Carinho, Bondade Amor em nosso relacionamento humano-cristão, verdadeira vida em família , espírito de família , como queria Dom Bosco. Tudo isso como está descrito nas regras e na prática da Canção Nova quando trata da 'sadia Convivência.'

A comunidade salesiana de Lavrinhas em 1958

""Ambiente onde se vivia em verdadeiro Espírito de Família - Espírito de Dom Bosco ""


O antigo teatro foi demolido em 1959 e foi construída a primeira quadra de Basquete A antiga cozinha, substituída pela atual , foi demolida em 1960, no mês de novembro, durante as provas s finais, e no início das as férias de dezembro , antes de partirmos para o noviciado, o que sempre acontecia no dia 20 de Janeiro de 1961, demolimos o prédio de pau a pique, que já estava a pique. O prédio velho, antiga casa que alojou durante 50 anos gerações de salesianos. Desse prédio resta somente a imagem de Dom Bosco, que se encontra , em 2009, no páteo da igreja.Nesse prédio funcionou , enfermaria, dormitório, Refeitório, salão de estudo reformado em dezembro de 1958 e cimentado em janeiro de 1959. Meu pai, Euzébio Cozatti, que tinha parado de trabalhar como construtor, na construção civil, foi ajudar o seminário e durante as suas férias do Teatro Municipal de São Paulo, em janeiro, ele comandou o cimentado, cimento queimado, que se fazia na colher de pedreiro, pedaço por pedaço e não mais podia pisar até secar. Hoje se faz com máquina e não fica tão liso, como na colher, que se alizava sem queimar o cimento, pois ficaria com manchas pretas. Jogava-se pó de cimento e passava-se, com muita técnica , a colher de pedreiro até chegar no ponto. Nas sessões teatrais, aos domingos a noite, meu pai cantou algumas canções em italiano, com seu vozeirão de tenor Primeiro ao lado do então clérigo Jonas Abib que o acompanhou no piano. Bons tempos, vida de alegria, vida de família, que se perpetuarão no carisma Canção Nova. O prédio, fundo de grupos gerais de fotografias de inúmeras gerações, foi posteriormente demolido, quando se retomou, os últimos lampejos de uma lamparina que se apagava,o amor por Lavrinhas realizou, em 1982 , quando se inaugurou o prédio atual, onde atualmente realizam-se os encontros da Canção Nova e é também a casa do Discipulado, nome que se dá a experiência forte e decisiva para viver e professar na Canção Nova. Para os demais membros da Família Salesiana, corresponde ao Noviciado da Vida Religiosa, em linguagem canônica. A gruta de Nossa Senhora de Lourdes foi obra na década de 1964, posterior ao nosso tempo, pelo diretor, P. Leonardo Jacuzzi e aspirantes, comandados pelos assistentes e salesianos dessa época. Da antiga capela, que fora bombardeada durante a revolução de 1932, restam somente fotos e a belíssima Imagem de Nossa Senhora Auxiliadora na atual Capela .Essa capela, que funciona desde 1956,foi construída com assistência especial do Padre Antonio Corso, que era o Catequista. Os aspirantes dessa década, antes de 1956, trabalharam muito e ajudaram muito , como serventes do Padre Alvino Beber e do clérigo Hilário Micheluzzi A capela velha foi transformada em Teatro, em 1956 ,e assim funcionou até sua demolição. Ela ficava na paralela da igreja Nova , onde posteriormente construíram o Ginásio de Esportes, até hoje existente. Esse ginásio de esportes está situado no antigo campinho de futebol do oratório do P.Gastão do Prado Mendes, que foi construído bem depois, quando inauguraram o prédio novo. Creio eu que foi no diretorado do Padre José Song Sui Wan. Diga-se de passagem, entre o Teatro e a Igreja, durante muitos anos funcionava o ensaio de Banda do P. Clovis Vilanova que com paciência histórica formou inúmeras gerações de músicos. Os pórticos que estão logo na entrada atual, depois do ginásio de esportes , eram a portaria que recebiam nossos pais e parentes que iam visitar-nos. A escadaria e a MURALHA tem ainda recordações de 1959 1960 ...Em 1962 foi soterrada .Um vez aterrada a muralha, ampliando os páteo central e ali tínhamos um Campinho de Volei , pré história do atual Volei de Praia, que nos pequenos intervalos jogávamos dois contra dois. Os corrimões de cano, feito pelos aspirantes e o gramado construído pelos SEXTANISTAS de 1960 comandados pelo P. Adhebar Dias Pereira e pelo Mario Zangrando Nogueira, seminarista , filho de médico, que conservava o espírito de quem viveu na fazenda e era um exímio Fac- Tottum, ou como brincávamos com ele que era um verdadeiro mexi cano . Falta falar da escadaria que sobe para o campo desgramado de Lavrinhas, o páteo rodeado de bambu, lá em cima, a caminho do antigo Cemitério, que ficava na metade do morro. Foi o irmão salesiano coadjutor, Senhor Sebastião Martins, que com ajuda dos aspirantes foi construindo durante os recreios. Foi uma sinfonia desde 1958, início das obras, até 1961.Antes eram degraus de pedra viva, trazida nas costas pelos aspirantes de gerações anteriores. Iam buscar as pedras no Rio Paraíba.De tudo isto resta somente na memória de quem vivenciou esse tempo muita Paz, muita Alegria, muita Amorevolezza em nosso relacionamento humano-cristão, verdadeira vida de família , espírito de família , como queria Dom Bosco. Isso tudo , no carisma Canção Nova continua vivo.Cabe aqui uma homenagem ao salesianos daquela época que, numa extrema pobreza, verdadeira pobreza evangélica, sabiam comunicar tanto amor a Jesus Eucaristia e a nossa mãe, Maria Auxiliadora.

P.Pedro Prade

Foi diretor nos anos de 1956,1957 e 1958. . Homem dinâmico,enérgico e suave,podemos resumir como um "verdadeiro paisão". Estava sempre presente e passava nas duas divisões,maiores e menores,diariamente. Preocupado com o Sistema Preventivo de Dom Bosco. Exigia de seus colaboradores a presença constante entre os educandos, colocando-os na "impossibilidade moral de cometer pecados". sempre ocupados e fazendo o bem, nessa convivência fraterna. Conversava mensal e individualmente com todos os aspirantes,termo usado para definir o grupo de seminaristas que faziam o primeiro e segundo graus, ou seminário menor. Sabia de tudo e estava atento a todos, com carinho de pai que corrige e conquista o adolescente pelo coração. Nesse ano, foi o delegado Inspetorial e participou do Capítulo Geral dos Salesianos em Turim,Itália, representando a Inspetoria de São Paulo, que ia até o Rio Grande do Sul.

P.Alvino Beber

Ordenado em 1954 . Está atualmente na África.Ele era o ecônomo que nessa época era chamado pelos alunos de padre prefeito. Guiava um caminhão velho,GMC, verdadeiro milagre, que servia para tudo. Sempre ao lado de seu fiel escudeiro senhor Roberto Gayo e do Padre Hilário Micheluzzi,nas construções Transportava os aspirantes,transformando a carroceria do velho caminhão, com bancos de tábuas e encerado, vulgarmente chamado de Pau de Arara, o que na época era permitido;buscava pedra e areia no rio Paraíba. Fazia compras na vizinha cidade de Cruzeiro e em São Paulo, pela via Dutra, numa pista vai e vem, sem acostamento. Buscava esterco para a horta e também ia até a Fazenda de Itupeva, perto de Jundiai para buscar porcos, uvas além dos outros materiais para as construções que foram feitas em sua época. Muitas vezes puxava lenha, trazida da serra, para o fogão. Além disso preparava suas aulas de Física. Cuidava da capela na Serra da Mantiqueira, assistia a Comunidade de Pinheiros.Ia buscar utensílios velhos dos colégios, que para nós eram preciosidades: armários, camas etc...que de acordo com a lei de Lavoisier : “Nada se perdia ,tudo se transformava.” Nas horas vagas era construtor , ao mesmo tempo engenheiro e pedreiro, terminando as obras da Igreja, construindo a então cozinha nova , que ainda hoje está em funcionamento, é o pavilhão mais próximo do Lago. Com o Padre Micheluzzi, ainda chefiavam as obras de captação de água, para manter a represa cheia, que alimentava a Hidro-elétrica, a companhia de Força e Luz, em Lavrinhas , o que foi motivo até de uma famosa peça teatral em 1956 : A LIGHT em Lavrinhas. ==P. Alfonso Casasnovas,== missionário de origem espanhola, era o Padre Catequista e grande músico. Além das aulas de Religião, Francês, Espanhol cuidava da Música, ensaiava as Operetas e o Coral.Foi ser missionário na Amazônia. Em 2.003 encontrei-me com ele em Manaus e ainda tirou uma lista dos aspirantes de 1957 do seu bolso e quis saber de todos e rezava diariamente por todos os aspirantes de Lavrinhas da nossa época. Homem de fé e de muita pesquisa científica no meio das inúmeras tribos indígenas, com tantas etnias.Foi por muitos anos itinerante no Rio Negro.

P. Alfonso Casasnovas

missionário de origem espanhola,era o Padre Catequista e grande músico. Além das aulas de Religião, Francês, Espanhol cuidava da Música, ensaiava as Operetas e o Coral.Foi ser missionário na Amazônia. Em 2.003 encontrei-me com ele em Manaus e ainda tirou uma lista dos aspirantes de 1957 do seu bolso e quis saber de todos e rezava diariamente por todos os aspirantes de Lavrinhas da nossa época .Homem de fé e de muita pesquisa científica no meio das inúmeras tribos indígenas, com tantas etnias.

P.Waldir Andreatta

ordenado em 1955, foi nosso Conselheiro. Célebre por suas Leituras de Notas. Era o FANTÁSTICO da época. Aos domingos à noite, quando não havia teatro ou cinema, geralmente eram os documentários da SHELL, no Salão de estudos...revivíamos a semana com os principais fatos, sem fotos, da vida escolar e disciplinar dos alunos. Diga-se de passagem : todo ex aluno de Lavrinhas , tem saudade. Exímio professor de HISTÓRIA e ainda hoje, com mais de oitenta anos sempre dinâmico, está ainda em plena atividade na Inspetoria Salesiana de São Pio X. Que , em 1958 , foi dividida da Inspetoria de São Paulo. Os salesianos que eram do sul puderam ir para lá, para mais perto de seus parentes. Muitos catarinenses, ainda hoje , prestam serviços aqui em São Paulo. No ano de 1959,em decorrencia da divisão em duas inspetorias, houve muita mudança, em Lavrinhas.

P.Julio Bersano,

Ordenado em 1956 , no dia 4 de novembro. Foi Celebrar a sua primeira Missa Solene em 8 de dezembro em Lavrinhas . Por doze anos, como sacerdote, dedicou-se à formação dos seminaristas: dinâmico e trabalhador incansável , professor de : Latim, Matemática, Grego, Química, Francês , Secretário e Enfermeiro.Fazia tudo com perfeição e sabia exigir o mesmo de seus educandos.Um modelo de sacerdote vivendo as primícias sacerdotais, com zelo apostólico e salesiano modelar. Homem de ordem e disciplina. Formou gerações de datilógrafos. Sempre presente na vida Comunitária. Ensaiava e representava teatro conosco. Belíssima voz, Celebrava a Missa cantada,a segunda Missa dos domingos e pregava, na função da tarde, depois das vésperas baseando sua pregação na História Sagrada, preparada com carinho e muita didática. Tudo o que fazia, fazia com muita perfeição. Que saudades...quando com clareza e belíssima letra chegava ao final de um teorema de Matemática e colocava o C.Q.D.-conforme queríamos demonstrar- e perguntava se alguém tinha ainda alguma dúvida. Algumas vezes... la vinha o José Pereira, na sua simplicidade, dizia: eu só não entendi aquele comecinho.....Após uma gargalhada de toda a classe...o Professor, ficava vermelho e controlava-se , apagava o quadro negro e , com toda a paciência do mundo , começava tudo de novo...bons tempos... Por falar em Zé Pereira, lembro também do caso da gravata, depois da leitura de notas que quase sempre acontecia aos domingos a noite. Quando havia alguma comemoração especial, como sessão acadêmica , cinema ou teatro, era num dia de semana. José Pereira ficou tão apavorado com a severidade de uma dessas leituras de notas, quando se afirmou que não aparecessem sem gravata , à mesa da Comunhão , que,no dia seguinte,apareceu, na hora da comunhão, com uma camisa sem gola e sobre o pescoço uma gravata , bem chamativa, com toda a convicção e piedade,pois seguiu a risca a regra emanada na leitura de notas...bons tempos. Seus ex alunos se lembram com saudade dessa época. Posteriormente, Padre Júlio Bersano , em 1978, foi nomeado Diretor e Ecônomo da Vila Dom Bosco, casa de retiros dos salesianos, em Campos de Jordão. Com todo o zelo e carinho preparava a casa para receber os encontristas e prestava seu auxilio nas Palestras, nas Confissões e nos Encontros de Juventude, nas Jornadas, nas Colonias de Férias e participava dos encontros da Renovação Carismática Católica,com P. Jonas, P. Dilermando, tia Laura, Isabel Cortez, Luzia Santiago, Zé Pretinho e outros da comunidade do Vale do Paraíba. A Canção Nova estava nascendo. Padre Júlio Bersano também participava das Curas interiores dos Dirigentes dos Encontros , que se reciclavam fazendo esses Encontros de Oração,como então eram chamados de Experiência de Oração. Nos dias, em que não haviam encontros, geralmente às segundas, terças e quartas feiras, organizou toda a contabilidade e refez o Estatuto da Vila Dom Bosco,adequando-o e atualizando-o conforme as normas vigentes no país. Foi, para mim, muito fácil sucedê-lo, deixou tudo tão bem organizado e perfeito . Hoje ,2009,com mais de oitenta anos, Padre Júlio está na casa de Santa Teresinha,em São Paulo, cuidando de sua saúde. Podemos dizer que ele gastou toda a sua juventude e maturidade, dando a sua vida pela educação, pela formação de inúmeros jovens. Valeu, Padre Júlio. Nós, seus ex alunos, somos-lhe gratos por tudo o que nos testemunhou e transmitiu e levamos para nossas vidas, com carinho e saudade.

P.Hilário Micheluzzi

Ordenado em 1957, foi para Lavrinhas em 1958 como: Professor de Ciências, Professor de Matemática e Professor de Geografia, Confessor e construtor. Já era um santinho. Posteriormente foi Pároco, no Liceu de Campinas. Foi foi Diretor em Cruzeiro. Foi ser missionário na África, em Angola. Antes disso participou dos Encontros, com o P. Jonas, em Campos de Jordão e sempre esteve ligado a Canção Nova. Depois de muitos anos, por motivo de saúde, voltou para o Brasil e continua seu trabalho em Artur Alvin , na grande São Paulo. Continua sendo requisitado como confessor no Vale do Paraíba, como também, pelas diversas obras por onde trabalhou. Tudo o que foi descrito do padre Alvino Beber, ele esteve sempre junto, como pedreiro e engenheiro e construtor. A primeira quadra de basquete de Lavrinhas, a represa, os filtros,a captação das águas...tiveram a sua mãozinha mágica.

Senhor Roberto Gayo

Irmão Salesiano Coadjutor : homem de oração, simples, humilde, cozinheiro exímio e "fac tottum", expressão esta que traduzo : "pau para toda obra".Cozinhar com gaz ou com lenha,cozinhar com panelas adequadas, com elementos tais como:feijão, arroz, verduras e condimentos, hortaliças , carne, ovos etc ...qualquer um faz...até eu. Mas,levantar-se antes do sol raiar , acender o fogo do velho fogão que perdurou até 1959, na velha cozinha, palco de verdadeiros milagres, pegar lenha na mata,trazê-la nas costas, esquentar água, porque a serpentina do velho fogão não dava conta, fazer o café para duzentos aspirantes e salesianos da casa, pegar o leite, que vinha em lombo de burro , fervê-lo e zelar pelas panelas, que eram limpas com sabão dde cinza que ele fazia e com areia - a gente aprendia a AREIAR as panelas com ele, para não coalhar o leite e quando acontecia isso ou quando o leite era insuficiente, para tantos aspirantes, fazia o milagre da multiplicação , acrescentado água. Plantar e fazer horta, esperar crescer , cortar cana, fazer o melado ou rapadura, para complementar o café com o leite , que muitas vezes coalhava e daí fazer um requeijão, fazer a manteiga para os domingos e dia de festas. Subir a grota para “caçar bananas” deixá-las amadurecer, sem as condições de estufas, como aconteceu depois de 1960, sem geladeiras frigoríficos, sem mesmo uma simples geladeira , pois a Light chegou em Lavrinhas no meio do ano de 1957...foram vinte anos de amor e carinho ajudando assim a plasmar e formar gerações de salesianos e sacerdotes pelo seu incansável trabalho, com muito espírito de fé, otimismo, alegria. Estava sempre presente nas práticas de piedade, junto com os aspirantes e ainda, depois do jantar correr, no recreio da janta, dando vitória nas “ barras polacas” e outras recreações que aconteciam. Demonstrando o carinho ou “ amorevolezza ” para com todos os aspirantes pelo qual gastou os mais preciosos anos de sua juventude salesiana. Tendo feito o noviciado em 1944 ,que naquela época era no bairro do Ipiranga, em São Paulo, de lá até 1957 ficou direto nesse trabalho. Horta, cuidar do chiqueiro, matar porco, matar garrote, fazer churrasco, com uma lenha em brasa na mão era o fogueteiro nas festas e procissões e antes do foguete subir, com sua força hercúlea , jogava o foguete para o ar, depois de uns três metros de altura, o foguete começava subir pela própria força e ele tranquilamente assoprava o tição e preparava o outro foguete, isso acontecia também nas manhãs de alvorada festiva quando eramos despertados com sino repicando, ao som da banda e depois do foguetório, nessa altura, ele já estava de banho tomado, terno preto e gravata e medalha de salesiano no pescoço para a sua meditação, rezando para que tudo desse certo , pois a cozinha não atrasava, nem um minuto, para o café da manhã , que era logo em seguida da Missa, para o almoço, nem merenda e muito menos para o Jantar...e nos retiros, ainda tinha o chá da noite com torradinhas. Que saudades da sopa de pão - verdadeira agua e pão- arroz e feijão, que muitas vezes os Menores não escolhiam bem e comíamos com pedra e tudo. Daquela polentinha de fubá , água e sal, que dava um trabalhão para lavar e tirar dos cantos a apolenta ressecada quando introduziram as travessas quadradas , que mais pareciam formas de bolo.. Isso sem falar do Pirão...só faltava o peixe, mas comíamos, com inhame ou cará , da batata doce, variando os dias que ia abóbora em suas diversas formas cozida, em doce ou em salada ou amassada, na sopa...não sei onde arrumava tempo para ensaiar , com o clérigo Trajano os grandes teatros. Tinha tempo para tudo : tempo para brincar, rezar, sempre dando bons exemplos nas palavras, com seu testemunho de vida, com seu espírito de trabalho. Isso é um pequeno resumo de sua vida. Em 1954 seus colegas se ordenaram sacerdotes . Um dos seus alunos dessa época, o Padre Doutor Luiz Alves de Lima e Silva, que ainda se lembra da primeira pia, ao meu lado...e hoje profere aulas de teologia,ou melhor, por ser Doutor em Catequese, profere Conferências e Palestras em nível internacional. Certamente começou sua vida de pesquisador..lá ...na primeira pia lavando 200 pratos de sopa e dos duzentos pratos rasos além dos pratinhos de sobremesa e de todas as terrinas de sopa, feijão, travessas de arroz e de mistura. Daí é que saíam os latões de lavagem que iam sustentar os porcos no cheirão....que depois, em dias de festas voltavam para ser o prato principal...leitão a pururuca. A lei de Lavoisieur estava sempre presente,pois tudo se transformava...milagre do amor no dia a dia. Hoje,com mais de oitenta anos, lá em Blumenau, em Santa Catarina vive com os seus entes queridos ele acompanha e reza diariamente com a Canção Nova.

==Padre Julio Comba Padre Gastão do Prado Mendes Coadjutor Manuel dos Santos Clérigo João Bosco Romeiro Clérigo Genésio Bona Clérigo Trajano Mascarenhas Horta Clérigo Leandro Rossa Clérigo Luiz Paschoal Marra

==Clérigo Jonas Abib.==

A música em Lavrinhas....O Clérigo Jonas Abib recebe a sua primeira carta de obediência “Assistente Salesiano do aspirantado de Lavrinhas” e Professor . Foi nosso professor de Historia geral Livro de Hadoch Lobo , no primeiro ano do segundo grau, como então se chamava : Primeiro ano Colegial que era no seminário era chamado de alunos do quinto ano. 1960 Compositor do Hino da nossa turma antes de partirmos para o Noviciado Música e teatro, cantos operetas e animação durante os três anos. Dia 21 de junho de 1958 Passeio Romaria à Aparecida do Norte Volta de Aparecida no famoso caminhão GMC, anteriormente descrito, o nosso pau de Arara, no último banco ele segurava a caixa para eu tocar, cantando algum samba para animar a viagem. Daí apareceu um pandeiro, que era do Antônio Santim , da divisão dos maiores e eu, que já dominava o instrumento acompanhei o samba e as marchinhas, para animar a viagem na subida da serra de Cachoeira até Lavrinhas. O Santuário NOVO de Aparecida estava no início de sua construção.. Os homens trabalhavam na construção do primeiro círculo, da nave central. Tudo era enorme, comparando com a Basílica Velha. Foi em junho de 1958 dia 21 de junho,dia de São LUIZ DE GONZAGA, O lírio de Castiglione.