Adultério

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O adultério é falta grave; ao falar dele o Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que: “Cristo condena o adultério mesmo de simples desejo (cf. Mt 5,27-28). O sexto mandamento e o Novo Testamento proscrevem absolutamente o adultério (cf. Mt 5,32; 19,6; Mc 10,11-12; 1Cor 6,9-10). Os profetas denunciam sua gravidade. Vêem no adultério a figura do pecado de idolatria (Os 2,7; Jr 5,7; 13,27)” (CIC §2380).

E mais: “O adultério é uma injustiça. Quem o comete falta com seus compromissos. Fere o sinal da Aliança que é o vínculo matrimonial, lesa o direito do outro cônjuge e prejudica a instituição do casamento, violando o contrato que o fundamenta. Compromete o bem da geração humana e dos filhos que têm necessidade da união estável dos pais” (CIC §2381).

Aqui a Igreja explica bem todo o perigo do adultério; ele fragiliza a aliança matrimonial e põe em risco a estabilidade do lar e a felicidade dos filhos. Por essa razão, o cristão deve lutar com todas as forças contra esse mal. Não se pode brincar com esse perigo porque se pode nele perecer.

Infelizmente, hoje, há muitas forças tenebrosas que empurram as pessoas para o adultério. Uma sexualidade cada vez mais acintosa e provocante, especialmente pela internet, televisão, filmes, revistas, entre outros. Por outro lado, os problemas conjugais, as inseguranças e carências dos cônjuges, criam circunstâncias perigosas que, muitas vezes, empurram alguns para a falta do adultério.

Há o caso do adultério ocasional, cometido uma vez, por fraqueza humana, falta de vigilância e oração; e há também aquele adultério repetido, assumido, consumado, que é muito mais grave e difícil de ser superado. Ambos, sem dúvida, caracterizam falta grave; jamais podem ser justificados. No entanto, o adultério não deve ser automaticamente um motivo de separação do casal. Não. Sempre é possível uma mudança de vida, o arrependimento, o pedido de perdão ao cônjuge ferido e a retomada da fidelidade. Especialmente o Sacramento da Confissão pode apagar toda a culpa e lavar os corações da mancha do pecado. O casal cristão deve analisar – com paciência e coragem – esta recuperação e reconciliação pelo bem deles mesmos e pelo bem dos filhos.

Referência

Blog Canção Nova