Cálice

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Cálice da Nova Aliança e Eucaristia

§612

O cálice da Nova Aliança, que Jesus antecipou na Ceia, oferecendo-se a si mesmo,aceita-o seguidamente por Jesus das mãos do Pai, na agonia no Getsêmani, fazendo-se “obediente até á morte” (Fl 2, 8) . Na sua oração, Jesus diz:”meu Pai, se é possível, que se afaste de mim este cálice [...]”(Mt 26, 39). Exprime desse modo o horror que a morte representa para a sua natureza humana. Com efeito, esta, como a nossa, está destinada à vida eterna. Mas, diferentemente da nossa, é perfeitamente isenta do pecado que causa a morte . E, sobretudo, é assumida pela pessoa divina do “Príncipe da Vida” do “Vivente”. Aceitando, com a sua vontade humana, que se faça a vontade do Pai aceita a sua morte enquanto redentora, para “suportar os nossos pecados no seu corpo, no madeiro da cruz”(1 Pd 2, 24).

§1334

Na Antiga Aliança, o pão e o vinho são oferecidos em sacrifício entre as primícias da terra, em sinal de reconhecimento ao Criador. Mas também recebem uma nova significação no contexto do Êxodo: os pães ázimos que Israel come todos os anos na Páscoa, comemoram a pressa da partida libertadora do Egito; a lembrança do maná do deserto recordará sempre a Israel que é do pão da Palavra de Deus que ele vive . Finalmente, o pão de cada dia é o fruto da terra prometida, penhor da fidelidade de Deus às suas promessas. O “cálice de bênção”(1 Cor 10, 16), no fim da ceia pascal dos judeus, acrescenta à alegria festiva do vinho uma dimensão escatológica – a da expectativa messiânica do restabelecimento de Jerusalém. Jesus instituiu a sua Eucaristia dando um sentido novo e definitivo à bênção do pão e do cálice.


§1335

Os milagres da multiplicação dos pães, quando o Senhor disse a bênção, partiu e distribuiu os pães pelos seus discípulos para alimentar a multidão, prefiguram a superabundância deste pão único da sua Eucaristia . O sinal da água transformada em vinho em Cana já anuncia a “hora” da glorificação de Jesus. E manifesta o cumprimento do banquete das núpcias no Reino do Pai, onde os fiéis beberão do vinho novo tornado sangue de Cristo.


§1339

Jesus escolheu a altura da Páscoa para cumprir o que tinha anunciado em Cafarnaum: dar aos seus discípulos o seu corpo e o seu sangue.


§1365

Porque é o memorial da Páscoa de Cristo, a Eucaristia é também um sacrifício. O carácter sacrificial da Eucaristia manifesta-se nas próprias palavras da instituição: “isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós” e “este cálice é a Nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós”(Lc 22, 19-20). Na Eucaristia, Cristo dá aquele mesmo corpo que entregou por nós na cruz, aquele mesmo sangue que “derramou por muitos em remissão dos pecados” (Mt 26, 28).


§1396

A unidade do corpo Místico: a Eucaristia faz a Igreja. Os que recebem a Eucaristia ficam mais estreitamente unidos a Cristo. Por isso mesmo, Cristo une todos os fiéis num só corpo: a Igreja. A Comunhão renova, fortalece e aprofunda esta incorporação na Igreja já realizada pelo Batismo. No Batismo fomos chamados a formar um só corpo . A Eucaristia realiza esta vocação: “O cálice da bênção que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Uma vez que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, porque participamos desse único pão» (1 Cor 10, 16-17).


§1412

Os sinais essenciais do sacramento eucarístico são o pão de trigo e o vinho da videira, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo, e o sacerdote pronuncia as palavras da consagração ditas por Jesus durante a última ceia: “Isto é o meu corpo, que será entregue por vós... Este é o cálice do meu sangue...”



Jesus e o cálice que lhe deu o Pai


§607

Este desejo de fazer seu o plano do amor de redenção do seu Pai, anima toda a vida de Jesus . A sua paixão redentora é a razão de ser da Encarnação: “Pai, salva-me desta hora! Mas por causa disto, é que eu cheguei a esta hora” (Jo 12, 27). “O cálice que o Pai me deu, não havia de bebê-lo?” (Jo 18, 11). E ainda na cruz, antes de “tudo estar consumado” (Jo 19, 30), diz: “Tenho sede” (Jo 19, 28).


Significação religiosa de partilhar o cálice


§1148


“Ignoramos o tempo em que a terra e a humanidade atingirão a sua plenitude, e também não sabemos como é que o universo será transformado. Porque a figura deste mundo, deformada pelo pecado, passa certamente, mas Deus ensina-nos que se prepara uma nova habitação e uma nova terra, na qual reinará a justiça e cuja felicidade satisfará e superará todos os desejos de paz que se levantam no coração dos homens”.




Fonte:Catecismo da Igreja Católica.Fonte:http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/c/calice.html