Canonização

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Etapas do processo de canonização

Antigamente, apenas o Papa podia iniciar uma causa de canonização. Hoje em dia, os bispos têm autoridade para isso. Portanto, em qualquer diocese do mundo, pode-se iniciar uma causa de canonização.

Para cada causa é escolhido, pelo bispo, um postulador - espécie de advogado -, que tem a tarefa de investigar detalhadamente a vida do candidato para conhecer sua fama de santidade. Quando a causa é iniciada, o candidato recebe o título de Servo de Deus.

O primeiro processo é o das virtudes ou martírio. Este é o passo mais demorado, porque o postulador deve investigar minuciosamente a vida do Servo de Deus. Quando se trata de um mártir, devem ser estudadas as circunstâncias que envolveram sua morte, para comprovar se houve realmente o martírio. Ao terminar este processo, a pessoa é considerada Venerável.

O segundo processo é o milagre da beatificação. Para se tornar beato, é necessário comprovar um milagre ocorrido pela intercessão do candidato a santo. No caso dos mártires, não é necessária a comprovação de milagre.

A Santa Sé não tem o tempo ou os recursos para investigar simultaneamente todos os dossiês. Procede caso por caso; por isso, antes que um milagre seja verificado, podem se passar meses ou anos. Enquanto isso, a beatificação tem que esperar, às vezes por um período desconhecido.

O terceiro e último processo é o milagre para a canonização, que deve ter acontecido após a beatificação. Comprovado esse milagre, o beato é canonizado e o novo santo passa a ser cultuado universalmente.


O rito da Canonização

Tendo aguardado as conclusões do estudo das razões teológicas e das exigências pastorais sobre os ritos de Beatificação e Canonização, aprovadas pelo Santo Padre Bento XVI, esta Congregação para as Causas dos Santos dá a conhecer as seguintes novas disposições.

  • Sem alterar que a Canonização, que atribui ao Beato o culto para toda a Igreja, será presidida pelo Sumo Pontífice, a beatificação, que é sempre acto pontifício, será celebrada por um representante do Santo Padre, que normalmente será o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
  • O rito de Beatificação será realizado na diocese, que promoveu a causa do novo beato, ou noutra localidade considerada idónea.
  • A pedido dos Bispos e dos Promotores da Causa, após o parecer da Secretaria de Estado, o rito de Beatificação poderá ser realizado em Roma.
  • Por fim, o mesmo rito terá lugar na Celebração Eucarística, a não ser que particulares razões litúrgicas sugiram que ele se realize durante a celebração da Palavra ou da Liturgia das Horas.

fonte: Vaticano[1]