Critérios para Reconhecimento Pontifício

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A Exortação Apostólica Christifideles laici, nº 30, apresenta cinco critérios que a autoridade eclesiástica competente pode se servir para verificar a eclesialidade dos carismas dos novos movimentos e das novas comunidades. Em síntese, apresentamos aqui estes critérios. Confira:


1º. O primado dado à vocação de cada cristão à santidade manifestado nos frutos da graça que o Espírito produz nos fiéis como crescimento para a plenitude da vida cristã e para a perfeição da caridade. Nesse sentido, toda e qualquer agregação de fiéis leigos é chamada a ser sempre e cada vez mais instrumento de santidade na Igreja, favorecendo e encorajando “uma unidade mais íntima entre a vida prática dos membros e a própria fé”.


2º. A responsabilidade em professar a fé católica, acolhendo e proclamando a verdade sobre Cristo, sobre a Igreja e sobre o homem, em obediência ao Magistério da Igreja, que autenticamente a interpreta. Por isso, toda a agregação de fiéis leigos deve ser lugar de anúncio e de proposta da fé e de educação na mesma, no respeito pelo seu conteúdo integral.


3º. O testemunho de comunhão sólida e convicta, em relação filial com o Papa, centro perpétuo e visível da unidade da Igreja universal, e com o Bispo “princípio visível e fundamento da unidade” da Igreja particular, e na “estima recíproca entre todas as formas de apostolado na Igreja”. A comunhão com o Papa e com o Bispo é chamada a exprimir-se na disponibilidade leal em aceitar os seus ensinamentos doutrinais e orientações pastorais. A comunhão eclesial exige, além disso, que se reconheça a legítima pluralidade das formas agregativas dos fiéis leigos na Igreja e, simultaneamente, a disponibilidade para a sua recíproca colaboração.


4º. A conformidade e a participação na finalidade apostólica da Igreja que é “a evangelização e a santificação dos homens e a formação cristã das suas consciências, de modo a conseguir permear de espírito evangélico as várias comunidades e os vários ambientes”. Nesta linha, exige-se de todas as formas agregativas de fiéis leigos, e de cada uma delas, um entusiasmo missionário que as torne, sempre e cada vez mais, sujeitos de uma nova evangelização.


5º. O empenho de uma presença na sociedade humana, que, à luz da doutrina social da Igreja, se coloque ao serviço da dignidade integral do homem. Assim, as agregações dos fiéis leigos devem converter-se em correntes vivas de participação e de solidariedade para construir condições mais justas e fraternas no seio da sociedade.


Tais critérios são levados em consideração pela Santa Sé para o reconhecimento pontifício de uma associação de fiéis.


Ver também


Referências

  • Documento feito pelo padre Wagner Ferreira