Depressão

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Definição

Significa “buraco”. Não há quem não tenha vivido a depressão, mas não podemos parar nela, senão ela vira enfermidade. Quem nunca ficou triste? A pessoa cai no “buraco”, mas com Deus nós saímos dele e o importante é não ficar nele.

Depressão tem cura, e a cura tem 3 caminhos:

- Procure um médico psiquiatra; ele pode lhe dar remédio; - É preciso da ajuda de um psicólogo para saber como se comportar diante das situações difíceis; - O tratamento tem de ser físico e espiritual.

A depressão é uma doença mais da alma que do corpo. E o cuidado para a alma se dará com a ajuda psicológica e espiritual. Não tenha medo de procurar os três tratamentos. Vá ao grupo de oração e peça oração, busque alguém que tenha experiência e maturidade para rezar por você; mas vá também ao médico.

A depressão é muito difícil de ser diagnosticada. Eu coloquei no meu livro sobre esse assunto uma relação de coisas que uma pessoa deprimida pode apresentar: doença crônica, problema afetivo, falta de sentido para a vida, excesso de trabalho. Essas são algumas causas.

Mas o que a pessoa sente?

Muitos podem ser os sintomas da depressão como: cansaço, pensamento de culpa, tristeza, auto-estima baixa, falta de apetite, falta de vontade de rezar, fadiga, memória fraca, insônia, dificuldade para decidir, pensamento de morte, quedas de cabelos, entre outros.

O importante é saber que a depressão tem cura. Não adianta falar que a pessoa é fraca. Não importa por que ela está em depressão, você tem de tirá-la do buraco. Tem de ajuntar pai, mãe, irmãos, namorado. Rezar abraçado com a pessoa uma Ave-Maria, chamá-la para tomar um sol, sair, tomar um sorvete... Tem de tirar a pessoa do buraco com carinho e devagar. É um ato de amor e caridade, e a família é importantíssima nisso.

O deprimido tem de agir contra este mal, ou seja, reagir, ele não pode se entregar à tristeza. Temos de cultivar a alegria. Não podemos ficar no buraco.

Como sair da depressão?

Você tem de ver o valor que você tem. Só assim não ficará no buraco. Só fica nele [buraco] quem não dá valor a si mesmo. Você acredita que você é obra de Deus? Então, por que você deixa a obra d'Ele no buraco? Quem fica nesse lugar é lixo. E você é uma obra de Deus!

Perceba o valor que você tem. Você é um ser, alguém muito importante para Deus. Pare de falar que você não tem valor, que você não presta. Você tem valor: isso é a primeira coisa que um deprimido tem de entender. Você é filho do Dono do mundo!

Nenhum de nós tem a mesma impressão digital, pois Deus não quis nos fazer em série, mas individualmente.

Você quer a prova de que Deus o ama?

Jesus disse que Ele pode ter 99 ovelhas, mas se tem uma perdida Ele deixa as 99 para buscá-la. Se você é a ovelha deprimida, perdida, Ele larga as outras e vai buscar você.

Entenda o valor que você tem. Você é um filho amado de Deus, e não tem direito de "queimar" sua vida. Você tem o que os animais não têm: capacidade de amar.

Não podemos baixar a cabeça para a depressão. Olhe para o Senhor e diga: Deus é maior que esse problema. E temos de buscar o socorro da graça de Deus. Não é fácil, mas precisamos buscar o socorro na Palavra do Senhor.

Se você perdeu um namorado e está com depressão – não olhe para o “barulho do mar”, olhe para Cristo. Quando a gente está no meio do fogo, ficamos limitados humanamente e achamos que nosso problema não tem solução. Meu amigo, para Deus não existe "beco sem saída". Não adianta você ler a Palavra e não a colocar em prática. Não adianta você ler "o Senhor é meu Pastor e nada me faltará" e depois fechar a Bíblia e se afundar nas preocupações. A Palavra de Deus é para ser vivida.

A graça não dispensa a natureza. Deus está pronto para mover o céu para que seu milagre possa acontecer, mas Ele não move uma palha para fazer aquilo que você pode realizar.

Felipe Aquino

Acesse o Blog do Professor Felipe


Referência:

http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=8031


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS PARTICIPANTES NA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE "A DEPRESSÃO"

Caros amigos!

1. Estou feliz por me encontrar convosco por ocasião da Conferência Internacional organizada pelo Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde sobre o tema "A Depressão". Agradeço ao Card. Javier Lozano Barragán as gentis palavras que me dirigiu em nome dos presentes. Saúdo os ilustres especialistas, vindos para oferecer o fruto das suas pesquisas sobre esta patologia, com a finalidade de favorecer o seu conhecimento mais profundo para assim consentir melhores cuidados e uma assistência mais idónea tanto aos interessados como às suas famílias. Penso, outrossim, com estima, em quantos se dedicam ao serviço dos doentes de depressão, ajudando-os a manter a confiança na vida. O pensamento, naturalmente, faz-se extensivo também às famílias que acompanham com afecto e delicadeza o seu parente querido.

2. O vosso trabalho, estimados Congressistas, mostraram os diferentes aspectos da depressão na sua complexidade: estes vão da doença profunda, mais ou menos duradoura, a um estado passageiro ligado a acontecimentos difíceis conflitos conjugais e familiares, graves problemas trabalhistas, solidão... que levam a um prejuízo ou até à ruptura das relações sociais, profissionais, familiares. A doença muitas vezes é acompanhada por uma crise existencial e espiritual, que leva a não perceber mais o sentido da vida.

O aumento dos estados depressivos tornou-se preocupante. Neles revelam-se fragilidades humanas, psicológicas e espirituais que, pelo menos em parte, foram induzidas pela sociedade. É importante tomar consciência das repercussões que têm sobre as pessoas as mensagens veiculadas pelos meios de comunicação, os quais exaltam o consumismo, a satisfação imediata dos desejos, a corrida a um bem material sempre maior. É preciso propor novos caminhos, para que cada um possa construir a própria personalidade, cultivando a vida espiritual, fundamento da existência madura. A participação entusiasmada nas Jornadas Mundiais da Juventude mostra que as novas gerações procuram Alguém que possa iluminar o seu caminho quotidiano, dando-lhes a razão para viver e ajudando-as a enfrentar as dificuldades.

3. Vós destacastes: a depressão é sempre uma provação espiritual. O papel daqueles que cuidam de pessoas deprimidas, e não têm uma tarefa terapêutica específica, consiste sobretudo em ajudá-las a recuperar a auto-estima, a confiança nas próprias capacidades, o interesse pelo futuro, o desejo de viver. Por isso, é importante estender a mão aos doentes, fazer com que eles sintam a ternura de Deus, integrá-los numa comunidade de fé e de vida na qual possam sentir-se acolhidos, compreendidos, sustentados, dignos, numa palavra, amar e ser amados. Para eles, como para qualquer outro, contemplar Cristo e deixar-se "guiar" por Ele é experiência que os abre à esperança e os estimula a escolhar a vida (cf. Dt 30, 19).

No percurso espiritual, a leitura e a meditação dos Salmos, nos quais o autor sagrado expressa em oração as suas alegrias e as suas angústias, pode ser de grande ajuda. A recitação do Rosário permite encontrar em Maria uma Mãe amorosa que ensina a viver em Cristo. A participação na Eucaristia é fonte de paz interior, tanto para a eficácia da Palavra e do Pão da vida, como pela inserção na comunidade eclesial. Sabendo muito bem quanto custa para uma pessoa com depressão o que para os outros parece simples e espontâneo, é preciso ajudá-la com paciência e delicadeza, recordando o conselho de Santa Teresa do Menino Jesus: "Os pequeninos fazem passos pequeninos".

No seu amor infinito, Deus está sempre perto daqueles que sofrem. A enfermidade pode ser uma estrada para se descobrir outros aspectos de si mesmos e novas formas de encontro com Deus. Cristo escuta o clamor daqueles cuja barca é ameaçada pela tempestade (cf. Mc 4, 35-41). Ele está presente junto deles para os ajudar na travessia e guiá-los em direcção ao porto da serenidade recuperada.

4. O fenómeno da depressão recorda à Igreja e a toda a sociedade como é importante propor às pessoas, e especialmente aos jovens, modelos e experiências que os ajudem a crescer nas dimensões humana, psicológica, moral e espiritual. Com efeito, a ausência de pontos de referência não pode senão contribuir para tornar a pessoa mais frágil, induzindo-a a considerar que todos os comportamentos se equivalham. Deste ponto de vista, o papel da família, da escola, dos movimentos jovens, das associações paroquiais é muito relevante devido à incidência que tais realidades possuem na formação da pessoa.

Portanto, é significativo o papel das instituições públicas para garantir condições dignas de vida, particularmente às pessoas abandonadas, enfermas e idosas. Igualmente necessárias são as políticas para a juventude, que visam oferecer às novas gerações motivos de esperança, preservando-as do vazio e dos seus perigosos substitutivos.

5. Queridos amigos, ao encorajar-vos a um renovado compromisso num trabalho tão importante junto dos irmãos e irmãs afectados pela depressão, confio-vos à intercessão de Maria Santíssima, Salus infirmorum. Que cada pessoa e cada família possa sentir a sua materna solicitude nos momentos de dificuldade.

A vós todos, aos vossos colaboradores e a quantos vos são queridos, concedo de coração a Bênção apostólica.

Referência:

http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/2003/november/documents/hf_jp-ii_spe_20031114_pc-hlthwork_po.html

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