Devoção

De Wiki Canção Nova
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A palavra “devoção” significa “dedicação à Deus”. Uma pessoa devota é alguém que se dedica às coisas de sua religião. Temos muitos católicos apenas de nome… os tais “não-praticantes”. Temos também aqueles que praticam apenas minimamente. Vão à missa no domingo. Rezam antes das refeições; participam ativamente da Semana Santa; uma vez por ano até se confessam. Mas existem aqueles para os quais a religião é gênero de primeira necessidade. De vez em quando vão à missa nos dias de semana; rezam o terço; promovem a novena em sua rua; participam de algum movimento ou pastoral; procuram ler livros sobre a sua fé; assistem TVs católicas; são dizimistas; contribuem com alguma obra de evangelização; entram na igreja e sentem que ali é sua casa; educam os filhos na etc.

O “devoto” é alguém equilibrado em sua devoção. Não se trata de viver a religião de modo exagerado ou fundamentalista. Estes normalmente são devotos apenas de si mesmos e confundem religião com idolatria. Criaram um “deus à sua imagem e semelhança” e desqualificam a visão religiosa dos irmãos. São pessoas mal humoradas e tristes. Aliás, este tipo de exagero leva à violência. Devoção é uma expressão de amor. O devoto é alguém dedicado, disponível, de coração aberto. O devoto reza, mas também trabalha; vive aquilo que Jesus disse: “tudo o que fizerdes ao menos dos meus irmãos é a mim que o fazeis”. O verdadeiro devoto é aquele que entendeu que a autêntica espiritualidade passa pela ponte da solidariedade para com os irmãos.

Agora fica fácil entender o que significa chamar Maria de “vaso insigne de devoção”. Não estamos dizendo aqui que ela é objeto de nosso culto ou de nossa devoção. Ao contrário, reconhecemos nela um modelo de mulher “devota”, ou seja, toda “dedicada” às coisas de Deus. De Nazaré até a cruz, ela sempre se fez presente. Em Pentecostes ela também estava lá. É a única pessoa da história da humanida que acompanhou o evento Cristo antes, durante e depois. Dedicou-se à esta obra sagrada com toda a sua alma. Isto é verdadeira devoção.

Hoje assistimos o triste quadro de mães que não se “dedicam” aos seus filhos. Muitas nem querem ser mães. Falta “devoção materna”. Existem até aquelas que matam seus filhos ao nascerem ou simplesmente os abandonam. O aborto teima em ser qualificado como “legal”. É a total falta de devoção. A invocação “Vas insigne devotionis”, como se diria em latim, nos recorda o modelo de um mulher que tinha tudo para ser rejeitada pelo seu noivo e pela sociedade. Não abortou o Filho de Deus. Mais que isso, o acolheu com devoção. Em alguns lugares esta invocação é traduzida como “Casa consagrada a Deus”. É uma bela expressão. Devoção é o mesmo que consagração. Maria viveu totalmente “consagrada” à Deus. Poderíamos dizer que a “consagração a Maria” é mais uma “consagração a Deus a exemplo de Maria”. A sua dedicação, consagração ou devoção nos estimula a dar este passo e viver como Devotos, praticantes, militantes, consagrados!

Mas e o fundamento bíblico desta invocação? Lembra aquela história do “Milagre do óleo” realizado pelo profeta Eliseu? (2Rs 1,1-7). A pobre viúva não tinha com que alimentar seus filhos. O profeta a manda pedir vasos aos vizinhos e o pouco óleo que tinha em casa é milagrosamente multiplicado e enche todos os vasos. Moral da história: os milagres de Deus passam pela dedicação da gente. Enche o vaso de óleo e o milagre acontecerá. Maria fez assim. Vaso insigne de devoção, rogai por nós!


Referência:

Blog Canção Nova