Dinâmica dos Encontros de Juventude III

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Segundo e Terceiro dia

Primeiro Encontro 1968

Serviço Pastoral

Largo Coração de Jesus, 140 Campos Elíseos – São Paulo Fone 220.0152

Horário

Segundo dia

  • 07:30 - Alvorada

Oração da manhã – meditação Cristo Amigo
Café – testemunhos de vida
Visita ao Sacrário – cafezinho
palestra: Juventude constrói no amor – debates e plenário

  • 13:00

Almoço e recreio
Palestra: Famíla, Obra de amor – debates e plenário
Café – recolhimento – caminho do amor – deserto
Recolhimento – confissões

  • 18:30

Jantar – show
Palestra: Missa – ensaio de canto para a Missa
Debates sobre o dia- murais – plenário
Missa – chá – diário – repouso
Reunião de dirigentes – capela – repouso


Terceiro Dia

  • 07:00 - Alvorada festiva

Orações da manhã – meditação Espirito Santo
Café – perseverança (folha de vivência)
palestra: Estudo
Palestra: Juventude em marcha
reunião de grupo – renovação das promessas de Batismo
Movimento Encontrista (questionário se houver tempo)


  • 12:30 - Almoço

visita ao sacrário – malas

  • 14.30 - Retorno a São Paulo - encerramento


Meditações

Cristo Amigo

Finalidade: baseando-se em passagens do Evangelho, um dos dirigentes apresenta aos jovens a pessoa de Cristo, líder de uma turma de jovens: os apóstolos.

Líder:	 Porque foi um homem forte, másculo;
Porque estava possuído de um grande ideal;
Porque sabia compreender os homens;
Porque era sensível às suas necessidades;
Porque irradiava amizade sincera.

Mostrar que Cristo continua o mesmo: vivo, ressuscitado, presente no meio de nós. Ele ainda é válido e está inserido em nossas vidas. Esse Cristo será capaz de preencher os ideais de nossa juventude, arrasta-la, seduzi-la. Mais ainda: esse Cristo nos conhece e nos ama pessoalmente, como somos. Oferece-nos a sua amizade e espera a nossa resposta. Cristo quer cativar-nos porque sabe que é a solução de nossos problemas, anseios, angústias, esperanças, de tudo.
Mostrar que Cristo, no excesso de seu amor, quis ficar conosco, na Eucaristia, para nos receber, para estar ao nosso lado, para nos “fraternizar”...
Observações: a linguagem deve ser direta. Trata-se principalmente de transmitir uma vivência pessoal do que Cristo significa para sua vida. Poderá terminar em forma de colóquio com o Senhor no sacrário.


  • refeitório: café, como no dia anterior


testemunhos: Servir na Família de Deus

Será lido o trecho 1Cor 12,12-13.13 ou Mt 25,14-30, que mostra os serviços que os primeiros cristãos prestavam aos irmãos de sua comunidade; a seguir, serão apresentados testemunhos de vida de um jovem cristão, de uma pessoa casada, de uma pessoa consagrada a Deus na vida religiosa e no sacerdócio. O Coordenador prepara o ambiente e explica a finalidade destes depoimentos. Cada um poderá falar até 10 minutos e não mais.
A finalidade dos testemunhos é mostrar concretamente aos jovens as diferentes maneiras de servir na família de Deus de acordo com a idade e a vocação ou estado de vida de cada um. Evidenciar que o denominador comum é servir a Deus na pessoa do próximo na comunidade local e universal.
É importante frizar o que a Graça de Deus, a vivência sacramental, transformam, dão força e coerência para viver como Cristo quer.


Trabalho em grupos - visita

Nessa primeira reunião do dia, não há propriamente debates. Os dirigentes conservarão seus grupos reunidos para um comentário sobre o que foi apresentado, para os necessários esclarecimentos e aplicações práticas.
A partir deste momento, os grupos irão passando, um por um, para a visita ao Senhor. O dirigente explica ao grupo o que irão fazer, para que não haja surpresa. Esclarece que esta forma usada nos Encontros é para quebrar as barreiras de uma piedade fria e formalista, e fazer uma experiência; servirá para experimentar uma intimidade comunitária com o Senhor e Mestre. Todavia, ninguém está obrigado a rezar em voz alta. O importante é cada qual abrir o coração para a conversa com Deus, em uma atitude simples e confiante, orando também pelos outros. O Coordenador anuncia que, em todos os momentos, os padres estarão à disposição. Depois de um tempo razoável, será servido um cafezinho.


Palestra Família, obra de Amor

Finalidade: mostrar aos jovens, através da palavra de um casal experiente, o caminho de um diálogo entre as gerações dos pais e dos filhos. O esquema será, em geral, como se segue:

A) Podemos ser felizes no casamento, se esse for vivido como sacramento e não apenas como ato social.

B) Mas felicidade de um matrimônio não depende apenas da união entre os esposos. Há os filhos na família. Eles são parte integrante da família. Nossa missão, hoje, é falar a vocês sobre as relações pais-filhos.

C) Falar da evolução por que passou o mundo, desde que o casal se conheceu. Falar da velocidade atual das mudanças e da dificuldade dos pais em entender como os filhos acompanham o mundo de maneira rápida, muito mais que os pais. A lei fundamental da felicidade, porém, não mudou. Só haverá felicidade em casa, caso os pais e filhos se compreendam.

D) Apresentar os defeitos mais comuns nas relações pais e filhos, quer da parte dos pais, quer da parte dos filhos:

O pai (a mãe) condescendente demais, não se imiscue na vida dos filhos, para não criar complexos.
O pai (a mãe) “linha dura”, tolhe a liberdade dos filhos com medo dos males da sociedade.
O filho (a filha) caprichoso, que exige mais do que os pais podem dar, egoístas, autosuficientes, etc.

E) a família está arruinada em suas bases. É necessário reconstruí-la pela compreensão, aceitação, estímulo(desenvolver bem, levando em consideração os fatores psicológicos, de idade, os econômicos, os de saúde, de cultura, etc). Entrar em pormenores como o falso uso da liberdade, etc.

F) Mas, para conseguir uma colaboração entre Pais e Filhos, o que fazer? Diálogo: que não é duelo, mas busca para entender o outro e dar no outro o papel que lhes cabe, etc...

G) Explicar que tudo isso é impossível sem a Graça do Sacramento, que é de toda a família. Sem a compreensão do que seja Amor-Doação, nada disso será possível. Desenvolver o tema, voltando a consideração do conceito amor.

H) O casal poderá dar um testemunho de vida familiar.
Observações: o casal estudará o modo de levar a palestra, falando um pouco de cada um. Poderá durar até 50 minutos. Logo após, o casal ficará à disposição dos encontristas para alguma pergunta, ou passa-se à capela para uma breve oração pelos pais.

Passos do amor - deserto

Saindo da capela, far-se-á um breve recreio, durante o qual se servirá um cafezinho. Toda a turma é encaminhada para o ar livre, onde se iniciará o “Caminho do Amor”.
Passa-se para uma fase de reconciliação, em um clima de recolhimento, silêncio e oração. O Coordenador dá as explicações necessárias, preparando o ambiente. Ávida que os sacerdotes estão à disposição e que os que desejarem podem aproveitar o tempo para a Penitência.
Passos do Amor (8 estações de Via-Sacra). Os diversos grupos levarão a cruz; os dirigentes lerão as meditações. A última estação será na capela. Após a celebração, o Coordenador explica o que vem a ser Deserto: recolhimento perfeito que durará até a hora do jantar.
Os minutos iniciais podem ser na capela. Enquanto isso, alguns dirigentes espalham as cadeiras, se possível, ao ar livre ou corredores, bem distantes umas das outras. Depois dos instantes iniciais, os encontristas poderão permanecer na capela, ou os que desejarem, poderão ir para as cadeiras. Este tempo é consagrado para “Exame de Consciência” e para o Sacramento da Penitência. Silêncio absoluto para todos. Não se permitem grupinhos. É o ponto alto do “encontrar-se”. Ao toque da sineta, dirigir-se-ão para o refeitório.


  • Refeitório, jantar festivo, show

No final do jantar, faz-se a apresentação da cozinha, e um pequeno show que tenha uma mensagem e que, aos poucos, vá interiorizando, para dar clima para a palestra da Missa, no refeitório mesmo.

Palestra Missa, Reunião de Comunidade

A palestra durará 35 minutos. É uma apresentação de Eucaristia-Sacramento do Amor. É uma preparação imediata para a participação ao ato sagrado ainda nessa noite.
A Tônica dessa apresentação será o fato histórico da Reunião de Cristo com o seu pequeno grupo de amigos, para uma ceia de despedida, o seu oferecimento e o início do seu sacrifício Redentor que culminaria na tarde do dia seguinte; a participação que os apóstolos tiveram na ceia pela comunhão; e o pedido de Jesus, para que aquele ato se repetisse em sua memória.
Quem fizer a palestra, apresentará a Missa como o Encontro nosso com Cristo que nos amou até o fim e continua a nos amar, tornando-se presente na Palavra e no Sacrifício, oferecendo-se ao Pai, por nós, seus irmãos. Ele se dá a nós. Nós nos damos à ele. Troca de Amor.
Frisar também, a partir de nossa união com Cristo, a união entre todos os que participam da Comunhão.
Aproveitar todos os elementos da reunião festiva de amizade, de família, que foi a refeição e o show. Nesta palestra, carregar bem a Missa como encontro verificado numa reunião de família. Cristo o fez na ceia com sua família apostólica. É uma festa na qual a alegria é criada pela participação comum do banquete que Cristo nos oferece e que é Ele mesmo, vida presente em nós. A Eucaristia une a comunidade dos irmãos: Somos um com Ele.
Esta refeição, esta ceia sacrifical, este encontro é uma entrega da semana que passou, é um ponto de partida para uma semana que será santificada por Cristo e que será testemunhada por todos aqueles que ouviram a Palavra, que comeram sua carne e beberam seu sangue, e se uniram em fraternidade. Assim, acabada a Missa, começa nossa imissão. Tendo-nos encontrado com Cristo, vamos prolongar este encontro, levando-o para nossa vida cotidiana e para nossos irmãos que não se encontraram com ele na Missa.
Após a palestra, haverá tempo permitido para fazer ou terminar os murais, debates sobre o dia, para trabalho de corredor ou troca de idéias com os dirigentes, especialmente para confissões, recolhimento e visitas.


Plenário, preparação para a Missa, e a Missa

Em momento oportuno, haverá apresentação dos resumos e dos murais e, em seguida, ensaio de canto para a Missa e a motivação dos gestos da Missa, explicação das diversas partes. Avisa-se aos que vão comungar, sobre a lei do jejum.
Sendo a Missa reunião de família, na hora conveniente, rodearão o altar. Haverá concelebração. Todos participarão, acompanhando com o livrinho, cantando, ouvindo a leitura da palavra de Deus. Haverá comentador, oração dos fiéis, procissão das oferendas. Ritos da Fraternidade...Pai-Nosso e abraço da Paz. Comunhão aos que desejarem sob duas espécies. Ação de Graças.


13 – após a Missa


Haverá chá, muita alegria, e, se for oportuno, um “carnaval” com cantos, confetes, alegria... Depois, para acalmar o pessoal, Diário. Motivação para o silêncio (alavanca, reflexão) e repouso.


14 – reunião de dirigentes


Na reunião, se planejará o dia seguinte, distribuindo as atribuições de cada dirigente, para deixar a casa em ordem, para a viagem de volta, o encerramento. Recomenda-se calma e segurança, e que se evite as precipitações, pois isso contagia o ambiente. Não se esquecer de marcar o dia da reunião de revisão, na qual todos deverão tomar parte. Todos são responsáveis pela perseverança dos encontristas, especialmente do próprio grupo, por uns seis meses. A seguir: visita e repouso.

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TERCEIRO DIA


1 – Alvorada festiva com a presença de todos os dirigentes, cantando



2 – meditação ESPÍRITO DE AMOR


Meditação confiada a um dos Padres. Deve partir do fato de Pentecostes. Os apóstolos transformados, falando abertamente de Cristo. Levam a mensagem de Cristo que revoluciona o mundo pagão. Dão por Cristo suas vidas, sementes de cristãos. Mostrar que os jovens hoje são os escolhidos por Cristo e enviados para, no Espírito Santo, transformarem o mundo. Comentar a invocação do Espírito Santo: Vinde, Espírito Santo, enche-nos com tua bondade, justiça e amor e nos renovaremos construindo o mundo. Evidenciar que, como apóstolo secular, como religioso ou como sacerdote, Cristo confia a cada um uma missão dentro de sua Igreja – missão pequena ou grande não interessa, mas missão única e indispensável no seu plano. Confiança da parte de Deus, responsabilidade nossa. Cabe a cada um auscutar no Espírito Santo a vontade de Deus a nosso respeito: a vocação específica a que cada um é chamado, e, com generosidade, aceitar o convite de Cristo, que falará através dos acontecimentos de nossas vidas. “Com Maria, mãe de Jesus”: acenar rapidamente a posição de Maria na Igreja e no nosso apostolado. Observações: há muita matéria. Mas deve ser apresentada com vivacidade em forma de colocação, não devendo ser desenvolvido nos seus particulares. Esta meditação será base para as palestras da manhã, onde o tema será desenvolvido nas suas aplicações práticas.


3 – café e fase de perseverança


O café desta manhã não deve demorar muito, passando-se logo para a sala de palestras. O Coordenador anuncia a fase de perseverança que se inicia. Nela, serão apresentados os meios para fazer valer o que adquirido no Encontro. Em seguida, apresenta-se a FOLHA DE VIVÊNCIA, o “Encontrei um Tesouro”, explicando sumariamente seu sentido e sua primeira parte, no que se refere á FÉ, e sua manifestação na PIEDADE. Passa-se logo para a palestra.


4 – palestra JUVENTUDE CONSTRÓI PELO ESTUDO


O dirigente inicia mostrando que líder é aquele que, possuído por uma idéia, vive intensamente, a ponto de influir sobre os demais. Líder cristão é aquele que, possuído pelas idéias de Cristo, vive o ideal cristão, influi sobre os demais, despertando-os para os mesmos ideais. É necessário, portanto, que ele conheça profundamente a Cristo,suas idéias e seu ideais. Isso conseguirá pela “leitura e reflexão assídua do Evangelho”. Pelo conhecimento atualizado dos ensinamentos que a Igreja nos propõe. No diálogo aberto e franco com que nos pode ajudar. Na leitura de bons livros, na reflexão sobre os acontecimentos. No planejamento da ação apostólica. A necessidade do estudo constante e aprofundado da mensagem evangélica deve ser apresentada com veemência pelo que faz a palestra. O seu testemunho de dedicação a esse tipo de estudo é imprescindível. Mostrará muito claramente como é inconsistente a nossa auto-suficiência. Embora sábios no conhecimento de muitas matérias, no conhecimento da mensagem cristã, temos que iniciar desde as verdades elementares. Durante a palestra, apresenta-se alguns livros básicos ao nosso conhecimento, que já tenha lido. Apresentar principalmente os documentos do Concílio, especialmente “O apostolado dos leigos” (Apostolicam Actuositatem) e “A Igreja no mundo de hoje” (Gaudium et Spes).


5 – após a palestra


De acordo com o tempo disponível, ou se faz um “cochicho” sobre o assunto abordado, ou alguns cantos. Em seguida:


6 – palestra JUVENTUDE EM MARCHA


Retomando os elementos já apresentados, o dirigente mostra novamente que líder é aquele que, possuído por uma idéia, vive-a intensamente, e por essa razão, influi sobre os demais. O que define a personalidade do líder é: 1.estar possuído por uma idéia a ponto de vive-la, e por ela morrer. 2.influir sobre os demais.

O líder é comparado ao ímã. Impregnado de magnetismo, atrai, magnetiza. O líder não manda, ele influi sobre os demais e desperta para a ação. Citam-se líderes e se esquece de citar Cristo como o grande líder. Cristo não mandou ninguém amar (impossível mandar alguém amar), mas influiu sobre as idéias e despertou para o amor. Daí, parte-se para a aplicação desses conceitos ao líder cristão: líder cristão é aquele que, possuído pelas idéias de Cristo, vive o ideal cristão influi sobre os demais, despertando-os para o mesmo ideal, em um encadeamento contínuo. Todos nós cristãos somos chamados a exercer a liderança cristã – o que é versão da palavra apostolado – nos ambientes em que vivemos. A juventude, atualmente, está influindo no mundo todo. Está ditando normas de procedimento para todas as classes de pessoas. Cabe à juventude cristã despertar no mundo todo as idéias de Cristo. Será a juventude cristão que irá levar o Evangelho como forma de procedimento à toda classe de pessoas. A ação militante deve desenvolver-se dentro da própria comunidade em que vive o cristão, a partir da família, do grupo da amizade, da escola, da comunidade paroquial, até atingir círculos maiores, conforme as possibilidades (liderança estudantil, participação em dias de formação, em outros grupos de jovens, etc...). Para isso, o militante jovem deve estudar os métodos de ação para cada tipo de trabalho. Estudará o ambiente em que sua ação se faz necessária. A participação do encontrista num grupo apostólico fará dele um apóstolo humilde (procurará Cristo e não a si mesmo), disciplinada (vale mais a ação comunitária que as próprias vontades de aparecer), constante (a juventude traz consigo uma inconstância natural, que o encontrista deve superar em si mesmo, a fim de ser um sustentáculo do grupo quando as várias crises periódicas minarem a eficácia da ação da comunidade), e disposto a tudo (apoiando o trabalho dos colegas, animando-os a sempre tentarem mais uma experiência). Observações: embora a primeira parte seja um tanto teórica, esta palestra, mais do que as outras, deve partir para o campo prático. Pelo que o dirigente que a fizer deverá ter suficiente experiência de apostolado na comunidade de onde veio. Duração da palestra: 40 minutos. Poder-se-á citar os trabalhos apostólicos dos outros dirigentes presentes ou mesmo, alguns darão um testemunho de AÇÃO, atribuindo o seu êxito à graça de Deus e a sua força e ânimo à vivência sacramental.


7 – reunião de grupo


Depois da palestra anterior não há debates. O Coordenador completa a Folha de vivência e apresenta as Reuniões de Grupo como peça fundamental para a perseverança. Acrescenta as explicações necessárias e imediatamente os convida para um treinamento prático. Cada dirigente deverá preparar cuidadosamente a reunião para poder funcionar eficazmente como orientador. O Evangelho será Jô 15. No final da reunião, o Coordenador recolhe as Folhas de Vivência verificando se todos colocarem o próprio nome bem legível. Se o tempo o permitir, faz-se um tempo de recolhimento preparando o [ ]. <- está apagado


8 – renovação das promessas batismais


Um dirigente dá as explicações necessárias, preparando o clima para esta celebração que é um dos pontos altos do 3° dia. No fim da renovação, é que se entregará solenemente a Folha de Vivência, juntamente com o Crucifixo e o Evangelho.


9 – palestra MOVIMENTO ENCONTISTA


Na sala de palestras ou mesmo na capela, o Coordenador ou um dirigente antigo no movimento, faz uma rápida apresentação do movimento encontrista: sua finalidade: não é uma associação mas um movimento; e sua dinâmica de funcionamento: secretariados, reuniões de grupo, reencontros regionais, apostolados promovidos por grupo de encontritas. Ressaltará que o bom encontrista servir-se-á dos meios de perseverança fornecidos pelo Encontro para melhor trabalhar na sua comunidade: seu melhor trabalho não é o de enviar gente para o Encontro, mas influenciá-los no meio ambiente em que vive. Falar da Escola de Liderança – para continuidade de dirigentes. Exortação: que os encontristas não empreguem em suas experiências de dias de formação, a técnica do Encontro, a não ser depois de uma prévia consulta no Secretariado responsável pelo movimento em sua região.


10 – Inquérito


Se houver tempo, pois não é essencial. Após as breves palavras sobre o movimento, o Coordenador convidará os jovens a responder por escrito um inquérito, que será importante para avaliar o aproveitamento da turma e colher sugestões para que se melhore os Encontros. São estas as perguntas:

1.o que foi o encontro para você? 2.do que foi que mais gostou? 3.aponte as coisas que você não gostou 4.acha que depois deste Encontro algo vai mudar em sua vida?

Não é necessário por o nome. Todos permanecerão na sala até que a maioria tenha acabado de responder. Um dos dirigentes recolherá à saída os papéis escritos. Enquanto esperam que todos terminem, pode-se solicitar alavancas para o Encontro seguinte. É importante que se vá recordando que o Encontro ainda não terminoo, havendo muita coisa prevista para a frente. Esta manhã é bastante intensa. Não há tempo a se perder. Todavia, a Equipe deve agir com calma e segurança, evitando toda a precipitação, pois contagiaria o ambiente. Nesse tempo, alguns dirigentes estejam trabalhando, recolhendo o material e ordenando todas as coisas para deixar a casa de Encontro.


11 – almoço e visita


A refeição é festiva mas não longa. Nos encontros femininos, as dirigentes entregam as rosas que serão entregues ao Senhor na visita que todos farão ao sacrário na despedida final, após o almoço.


12 – arrumação das malas e viagem de volta


Somente depois disso é que o Coordenador anuncia que terão um tempo certo para arrumarem as malas e se prepararem para a volta. A Missa festiva e final será depois da cerimônia de encerramento que poderá ser em uma sala ampla, ocupando os encontristas novos os lugares da frente. Se o encerramento for em lugar distante, o clima do Encontro deve ser mantido durante a viagem e os encontristas não devem ser informados da modalidade de encerramento, sabendo, porém, que o Encontro ainda não terminou e que haverá atos importantes assim que se chegue ao lugar de destino. A Missa deve ser participada ao máximo.


13 – encerramento


O encerramento é uma peça fundamental nos Encontros. É o último momento existencial vivido pelo encontrista. Muitos levam consigo até o fim dúvida: “Será mesmo possível viver isso depois?” A presença de uma multidão de jovens que os recebem, cantando e demonstrando idêntico entusiasmo revela um novo dado, uma nova lição: “Sim, é possível”. O encerramento traz o sinal da Igreja. Uma Igreja que se alegra com a conscientização de novos membros. O encontrista aprende que o que viu e ouviu não é obra de um pequeno número de pessoas, mas obra de uma multidão. Lá, estão aqueles que por eles rezaram e fizeram sacrifícios. Os encerramentos são feitos numa sala ampla. Os antigos encontristas ali permanecem à espera dos novos. Tratando-se de um ato inerente ao Encontro que termina, os recepcionistas estarão sob as ordens de um dirigente que comunicará as normas necessárias, como o momento em que devem fazer silêncio, os cantos que devem cantar, etc. Como sempre, há pessoas que nunca participaram do encerramento (pais, parentes, etc.), os antigos encontristas, que mesmo conhecendo como devem proceder, colaborem com o dirigente encarregado, acatando as solicitações. O dirigente escalará dias antes, uma equipe que se encarregará dos pormenores necessários, como prepara a sala de encerramento, providenciar hospedagem para os novos que não tiverem onde passar a noite, preparar o necessário para a Missa anterior, etc. Cinco ou seis dos antigos serão convidados a dar algum testemunho no ato de encerramento, durante as “boas-vindas”. O encontrista deve ser honesto naquilo que diz, chamando a atenção dos novos para os pontos essenciais da vida do após-encontro, como a Piedade, o Estudo, a Ação, as Reuniões de grupo, os Reencontros, a presença nos Encerramentos. Os depoimentos deverão ser, enfim, vitais e entusiasmantes; devem ser otimistas. O dirigente responsável determinará qual será o último encontrista e falar, e por conseguinte a passar a palavra aos novos. Isso deverá ser feito em forma singela, de modo a permitir uma apresentação espontânea por parte dos novos. O Coordenador, servindo-se da deixa, excplicará aos novos que o desejo de todos é saber o que foi para eles o Encontro e não a técnica do Encontro. Explicará que haverá liberdade de todos falarem, e que, por isso, sejam concisos em suas apresentações. A palavra ficará franqueada até o momento em que o Coordenador perceber que não há mais ninguém que deseja se apresentar, ou que as declarações estão se repetindo. Convidará, em seguida, alguns dirigentes para que deixem uma mensagem. Um dos Padres apresentará sua mensagem. O Coordenador encerrará o ato na sala de recepções com uma mensagem de animação e convidará a todos para participarem da Santa Missa. Após ter falado o Coordenador, os antigos permanecem no lugar, enquanto os novos se dirigem para o local da Missa. Não haverá cumprimentos antes da Missa. A um sinal do dirigente, todos se encaminharão para o local da Missa, sem perda de tempo. A Missa do encerramento é o ponto alto do 3° dia. É o início do quarto dia. Os encontristas presentes devem permanecer para se irmanarem com os novos, no ato principal de nossa redenção. No final da Missa, serão distribuídos pelo Coordenador as listas de endereços. Serão feitas as comunicações, se houver. O Coordenador dará por terminado o Encontro, lembrando que tudo foi um início de uma vida nova, e que todos se encontrarão cada vez que ume steja diante do sacrário. Seguem-se os cumprimentos, evitando-se qualquer ato inconveniente ao lugar da Missa, caso esta tenha sido em alguma capela ou igreja. Enquanto isso, a equipe encarregada providenciará o encaminhamento dos encontristas que precisam de hospedagem.


14 – uma observação


O ideal seria poder aproveitar também a tarde do 3° dia. Onde isso for possível, deixar-se-á na parte da manhã as duas palestras com círculos de debates e plenário, e na parte da tarde, os demais atos.


DEPOIS DO ENCONTRO


A finalidade dos Encontros não é apenas a conversão individual. Procura-se, de início, a inserção do jovem na comunidade eclesial. Conversão para Cristo na sua Igreja. É na Igreja que recebemos Cristo e é somente pela Igreja que podemos transmiti-lo. O clima de caridade que se procura criar não deve constituir um parênteses na vida, forjado com finalidade momentânea. Os dirigentes continuam responsáveis por aqueles que auxiliaram a encaminhar à Igreja. Por seis meses, procuram manter-se em contato dando avisos, enviando cartas, convidando para os Reencontros, etc. A reunião que se faz após o Encontro para a Revisão deve debater as modalidades de um serviço continuado por parte dos Dirigentes. Como, geralmente, a revisão leva em si o tempo de uma reunião de grupo, o Coordenador deve convocar outra para estudar especificamente o problema de perseverança. Em tal caso, torna-se necessário a presença de algum responsável do plano geral de continuidade. A crítica do encontro deve ser escrita e deixada no Secretariado. É o pós-encontro e não o Encontro em si que exige que sejam enviados não os candidatos isolados, mas elementos homogêneos, que já constituam grupo natural. Sendo assim, serão estudadas as possibilidades de os dirigentes assumirem uma assistência sobre os grupos que se iniciam, ao menos nos primeiros passos. Como a continuidade é feita atualmente através das reuniões de grupo, reencontros e ações católicas. É necessário que os dirigentes estejam presentes nessas atividades. Isso levando-se em consideração a inconstância juvenil e o testemunho de maturidade e constância que o dirigente é capaz de dar. O princípio de que o Encontro é uma ponte inicial e não um ápice, e deve reger o empenho dos dirigentes em sua participação. A disponibilidade dos dirigentes para os serviços de Pós-Encontro deve, contudo, estar em consonância com o Secretariado, que, em última análise, deve estar a par da situação em que se encontram os vários grupos de jovens que se formaram em sua área de influência.

_________________ GRANDES SÃO AS OBRAS DO SENHOR

S. Paulo, maio de 1968