Dom Walmor Oliveira de Azevedo

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Dom Walmor Oliveira

Nasceu em 26 de abril de 1954, em Côcos, Bahia, sendo seus pais João Augusto de Azevedo e Maria Conceição Oliveira Azevedo.

FORMAÇÃO

• Em sua terra natal, de 1960 a 1965, fez o curso primário no Grupo Escolar Sebastião Augusto de Azevedo. • Curso ginasial no Seminário Diocesano São José (1966-1968) e Instituto de Educação Anísio Teixeira (1969), em Caetité, Bahia; • Curso clássico no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio (1970-1971), em Juiz de Fora, Minas Gerais; • Curso de Filosofia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio (1972-1973), em Juiz de Fora, Minas Gerais, e Faculdade Dom Bosco de Filosofia, Ciências e Letras (1974-1975), em São João Del Rei, Minas Gerais; • Curso de Teologia no Seminário Arquidiocesano Santo Antônio (1974-1977), em Juiz de Fora, Minas Gerais, e na Pontifícia Universidade Gregoriana - Bacharelado (1977-1978), em Roma, Itália; • Mestrado em Ciências Bíblicas no Pontifício Instituto Bíblico (1978-1980), em Roma, Itália; • Curso de Extensão do Pontifício Instituto Bíblico na Universidade Hebraica (1979), em Roma, Itália; • Doutorado em Teologia Bíblica: Pontifícia Universidade Gregoriana (1985), em Roma, Itália.

Foi ordenado sacerdote em 09 de setembro de 1977, em Juiz de Fora, onde exerceu as seguintes funções:

• Professor de Ciências Bíblicas, de Teologia e de Lógica II; • Coordenador dos cursos de Teologia e Filosofia; • Pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição de Benfica (1986-1995) e da paróquia do Bom Pastor (1996-1998); • Coordenador da Região Pastoral Nossa Senhora de Lourdes (1988-1989); • Reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio (1989-1997); • Coordenador Arquidiocesano da Pastoral Vocacional (1978-1984).

Em Belo Horizonte, Minas Gerais, foi professor do curso de Teologia (Férias) na Pontifícia Universidade Católica (1986-1990). No Rio de Janeiro, lecionou Introdução à Hermenêutica do Novo Testamento no mestrado de Teologia da Pontifícia Universidade Católica (1992, 1994 e 1995).

No dia 21 de janeiro de 1998 foi eleito Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. Recebeu a ordenação episcopal a 10 de maio do mesmo ano, na Catedral de Juiz de Fora, sendo oficiante o Cardeal Dom Frei Lucas Moreira Neves, Arcebispo da Bahia. No dia 22 de maio, tomou posse solene em Salvador no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, como Bispo-Auxiliar da Arquidiocese baiana, onde exerceu intenso pastoreio como Coordenador-Geral da Pastoral Arquidiocesana.

No dia 28 de janeiro de 2004, foi eleito arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, para suceder o Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo, no governo da Arquidiocese mineira.

Em 08 de novembro de 2007, foi eleito membro da Academia Mineira de Letras. Dom Walmor é o presidente da Regional Leste II da CNBB, que engloba os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, e preside também a Comissão para Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (2003 – 2007) e (2007 – 2011).

Em outubro de 2008, Dom Walmor foi escolhido para representar o Brasil na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos realizada de 5 a 26 de outubro de 2008, em Roma, que reuniu bispos de todo o mundo. Dom Walmor foi eleito pela CNBB e convocado pelo Papa Bento XVI para participar do Sínodo. O arcebispo que foi um dos 4 representantes do Brasil.

Em maio de 2009, Dom Walmor Oliveira de Azevedo recebeu o título de Cidadão Honorário do Estado de Minas Gerais.

Em agosto de 2009, foi nomeado pelo Papa Bento XVI para uma das mais importantes congregações do Vaticano: a Congregação para a Doutrina da Fé.

Em 7 de março de 2010, Dom Walmor Oliveira de Azevedo recebeu o título de cidadão honorário de Ribeirão das Neves, Minas Gerais. No dia 21 de março, recebeu o Diploma de Honra ao Mérito, da Câmara Municipal de Belo Horizonte.


OUTROS CARGOS E ATIVIDADES EXERCIDOS

• Membro da Liga de Estudos Bíblicos - Brasil - 1980 e da Associação Exegese Intelectual Evangelium et Cultura, com sede em Dusseldorf, Alemanha, 1989; • Membro do Grupo de Pesquisadores do Departamento de Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais (1992-1997); • Publicou numerosos artigos de cunho bíblico e pastoral; • Tem conhecimento de Inglês, Francês, Espanhol, Italiano, Alemão, Latim, Grego, Hebraico e Aramaico Bíblicos.

LIVROS E PUBLICAÇÕES

Publicou numerosos artigos e livros de cunho bíblico e pastoral, alguns deles:

• Dai-lhes vós mesmos de comer - Estudos Bíblicos 15/1987; • Uma leitura do Evangelho de Marcos - estudos Bíblicos 22/1989; • O que é ler - estudos Bíblicos 22/1991; • Recorda-te Converte-te e pratica as obras primeiras - estudos Bíblicos 39/1993; • Ler, comunicar e agir - Rhema 1/1995; • Padre Secular! Padre Diocesano: A espiritualidade do padre em questão - Rhema 2/1995; • O homem e a existência na literatura sapiencial - estudos Bíblicos 48/1996; • Desafios e exigências da questão pedagógica: seminário Santo Antônio: 70 anos de formação - Rhema 5/1996; • O pastor e o urbano - Rhema 6/1996; • Paróquia, cidade e evangelização - Rhema 11/1997; • ABBA! Pai, tudo te é possível - Rhema 12/1997; • A experiência de Deus na espiritualidade do padre diocesano - Rhema 12/1997; • Paternidade e Formação Presbiteral - Rhema 15/1998; • Comunidade e Missão no Evangelho de Marcos; • Ele vos precede na Galiléia; • Êxodo como paradigma para a compreensão da Bíblia na América Latina (Revista da Cultura Religiosa) e Estudando Filosofia e Teologia (Revista Teófilo); • Na Escola do Salvador - Editora PUC Minas, 05/2009.

SIMBOLOGIA DO BRASÃO DE ARMAS

Escudo: de azul com uma cruz de prata; em brocante sobre o centro da peça: um livro aberto, trazendo nas duas páginas as letras gregas "alfa e ômega". Este livro sobreposto a um triângulo vermelho com vértice voltado para o alto. Sobre o franco-alemão, uma flor-de-llis, que sai de um coração.

Insígnias: as episcopais com chapéu prelatício de quatro fileiras de borlas verdes e cruz processional de ouro.

Lema: frase latina tirada do profeta Isaias: "Ut mederer contritis corde" que se traduz "Para curar os corações feridos" (Is 61. 1b ).

MENSAGEM DO BRASÃO Predomina no escudo uma cruz latina, símbolo do cristianismo, aqui aludindo à Bahia, terra natal do Bispo. A cruz evoca principalmente, a Primeira Missa realizada no Brasil em Porto Seguro, e também a Primeira Diocese brasileira.

A Bahia está ainda representada nas cores do escudo: azul, vermelho e prata, matizes constantes da sua bandeira republicana vigente. Como alegoria de Minas Gerais, berço adotivo do Prelado e de sua vocação presbiteral, está o triângulo vermelho da Inconfidência e da liberdade, figurante no Pendão Mineiro. O signo geométrico, o triângulo, é, na liturgia, símbolo da Santíssima Trindade, fonte de vida cristã e episcopal.

O livro com o alfa e o ômega, fala da totalidade da Bahia, como inspiração do ministério da evangelização, e alude à formação bíblica do novo Prelado. Para marcar a devoção Mariana - familiar e pessoal - há um coração, do qual sai a flor de lis, símbolo de Maria, Mãe de Deus e Estrela da nova Evangelização.

Atributo fundamental do seu ministério, o coração reflete também o amor pelas pessoas, especialmente pelas que se refere no seu lema: "Os feridos de coração", e ao mesmo tempo indica o ardor missionário em seu ministério episcopal.

Referência:

Arquidiocese de Belo Horizonte