Infidelidade

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Infidelidade conjugal


§2380


O adultério. É o termo que designa a infidelidade conjugal. Quando dois parceiros, dos quais pelo menos um é casado, estabelecem entre si uma relação sexual, mesmo efêmera, cometem adultério. Cristo condena o adultério, mesmo de simples desejo .O sexto mandamento e o Novo Testamento proíbem absolutamente o adultério . Os profetas denunciam-lhe a gravidade. E vêem no adultério a figura do pecado da idolatria .


§2381

O adultério é uma injustiça. Aquele que o comete, falta aos seus compromissos. Viola o sinal da Aliança, que é o vínculo matrimonial, lesa o direito do outro cônjuge e atenta contra a instituição do matrimônio, violando o contrato em que assenta. Compromete o bem da geração humana e dos filhos que têm necessidade da união estável dos pais.


Infidelidade com Deus e suas consequências


§710


O esquecimento da Lei e a infidelidade à Aliança levam à morte: é o Exílio, aparentemente o fracasso das promessas, mas, na realidade, fidelidade misteriosa do Deus salvador e o princípio duma restauração prometida, mas segundo o Espírito. Era preciso que o povo de Deus sofresse esta purificação. O exílio traz já a sombra da cruz no desígnio de Deus; e o “resto” dos pobres que regressa do Exílio é uma das figuras mais transparentes da Igreja.


§821


Para lhe corresponder de modo adequado, exige-se:

– uma renovação permanente da Igreja, numa maior fidelidade à sua vocação. Essa renovação é a força do movimento a favor da unidade (285); – a conversão do coração, “com o fim levar uma vida mais pura segundo o Evangelho”, pois o que causa as divisões é a infidelidade dos membros ao dom de Cristo; – a oração em comum, porque “a conversão do coração e a santidade de vida. unidas às orações, públicas e privadas, pela unidade dos cristãos, devem ser tidas como a alma de todo o movimento ecumênico, e com razão podem chamar-se ecumenismo espiritual”. – o mútuo conhecimento fraterno . – a formação ecumênica dos fiéis, e especialmente dos sacerdotes ; – o diálogo entre os teólogos, e os encontros entre os cristãos das diferentes Igrejas e comunidades ; – a colaboração entre cristãos nos diversos domínios do serviço dos homens”.



Ofensas e infidelidade com Deus


§2464


O oitavo mandamento proíbe falsificar a verdade nas relações com outrem. Esta prescrição moral decorre da vocação do povo santo para ser testemunha do seu Deus, que é e que quer a verdade. As ofensas à verdade exprimem, por palavras ou por atos, a recusa em empenhar-se na retidão moral: são infidelidades graves para com Deus e, nesse sentido, minam os alicerces da Aliança.



Purificação das infidelidades do povo de Deus


§64


Por meio dos profetas, Deus forma seu povo na esperança da salvação, na expectativa de uma Aliança nova e eterna destinada a todos os homens, e que será impressa nos corações. Os profetas anunciam uma redenção radical do Povo de Deus, a purificação de todas as suas infidelidades, uma salvação que incluirá todas as nações. Serão sobretudo os pobres e os humildes do Senhor os portadores desta esperança. As mulheres santas como Sara, Rebeca, Raquel, Míriam, Débora, Ana, Judite e Ester mantiveram viva a esperança da salvação de Israel. Delas todas, a figura mais pura é a de Maria.


§218


DEUS É AMOR Ao longo de sua história, Israel pôde descobrir que Deus tinha uma única razão para revelar-se a ele e para tê-lo escolhido dentre todos os povos para ser dele: seu amor gratuito. E Israel entendeu, graças a seus profetas, que foi também por amor que Deus não cessou de salvá-1o e de perdoar-lhe sua infidelidade e seus pecados.





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