Jerusalém

De Wiki Canção Nova
Ir para: navegação, pesquisa
Jerusalem.jpg
Jerusalém capital de Israel e sede de seu governo, é a maior cidade do país. São 634.000 habitantes (dos quais 14.000 são cristãos). Para os cristãos, Jerusalém é a cidade dos Lugares Santos, associados a eventos da vida e ministério de Jesus e ao início da igreja apostólica. Estes são locais de peregrinação, prece e devoção. As tradições que identificam alguns destes sítios, datam dos primeiros séculos do cristianismo.

Jerusalém é localizada no coração do país, localizada nas Montanhas da Judéia, entre o mar Mediterrâneo e o mar Morto. A cidade possui história milenar e locais sagrados para as três religiões monoteístas: o judaísmo, o islamismo e o cristianismo.

A primeira menção conhecida à cidade de Jerusalém está em textos egípcios datados do século 19 a.C. Cinco séculos depois, o nome Jerusalém é encontrado em arquivos no Egito central. Entre os documentos, há letras escritas por Abdi Hepa, então rei de Jerusalém, que procurou a ajuda do rei egípcio para as guerras contra seus vizinhos.

A história da cidade acompanha a história do povo hebreu, com fugas, reconstruções e inúmeras dominações diferentes. Jerusalém foi o local escolhido para o rei Davi fixar residência, unificar as 12 tribos dos hebreus e concentrar o poder em suas mãos.

Com isso, os hebreus deixam de ser uma confederação de tribos e passam a ser uma nação. Em 931 a.C., após a morte de Salomão --filho de Davi-- uma guerra civil eclodiu no Estado de Israel. Jerusalém se tornou parte do reino do sul, Judá, enquanto as localidades do norte formaram o novo reino de Israel.

Desde então, a história da cidade é marcada por invasões, destruição, êxodos e retornos do povo judeu. Em 722 a.C., Judá foi conquistada pelos assírios e, posteriormente, pelos babilônios, do rei Nabucodonosor. A maioria da população do reino foi deportada para Babilônia em 586 a.C. Ministério de Turismo de Israel Visão da cidade nova de Jerusalém, parte mais moderna da capital israelense


Em seguida, os persas conquistaram a região e permitiram que os antigos habitantes de Judá voltassem. Em 332 a.C., a cidade sofre uma nova destruição, após a ascensão do macedônico Alexandre, o Grande.

Os próximos a dominarem Jerusalém são os romanos. Em 63 a.C., o general Pompeu faz da cidade a capital do reino de Herodes, vinculado ao Império Romano. Em 70d.C., porém, Tito tenta conter uma rebelião iniciada em Jerusalém quatro anos antes e, vendo-se sem alternativas, destrói a cidade. O Templo de Salomão é incendiado e dele só sobra o que hoje é conhecido como o Muro das Lamentações.

A cidade ainda passou pelo período islâmico, entre 638 e 1099, até ser conquistada pelas cruzadas cristãs, em 1099, e posteriormente tomada pelos egípcios e mamelucos.

Em 1517, Jerusalém cai sob domínio otomano juntamente com a Palestina e passa por um período de tolerância religiosa, quando permaneceu aberta às três religiões monoteístas.

Domínio britânico

Já em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido invade a cidade e torna-responsável pela área correspondente ao que é hoje Israel, faixa de Gaza e Jordânia. Jerusalém foi a capital desse território, denominado Palestina. Ministério de Turismo de Israel Local de escavação arqueológica em Jerusalém, capital do Estado de Israel Local de escavação arqueológica em Jerusalém, capital do Estado de Israel

Em 1947, a recém criada ONU estabeleceu a divisão do território entre árabes e judeus, de maneira que Jerusalém fosse uma cidade administrada pela comunidade internacional, sem pertencer a nenhum dos lados.

Porém, durante a primeira guerra entre o novo Estado de Israel e os árabes, os israelenses tomaram a zona ocidental de Jerusalém, enquanto os jordanianos ocuparam a zona oriental. O armistício assinado entre Israel e Jordânia em 1949 conhecia a soberania de cada um sobre os territórios já conquistados. Os israelenses, então, fizeram de Jerusalém a sua capital.

Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, os israelenses tomaram a parte jordaniana da cidade e determinaram a reunificação.

O futuro de Jerusalém é controverso. A Autoridade Nacional Palestina (ANP) deseja fazer de Jerusalém Oriental a futura capital de um Estado palestino. Israel, por outro lado, não abdica da sua soberania na cidade.

Atualmente, além de ser a capital de Israel, é a maior e mais populosa cidade do país.

Principais pontos de visita

Muros e Portas de Jerusalém, Cenáculo, Igreja de São Pedro em Gallicantu, Getsemâni, Igreja de todas as nações, Igreja Tumba de Maria, Gruta de Getsemâni, Via Crucis (via sacra), Santo sepulcro, Tumba do Jardim, capela da Ascensão, capela Dominus Flevit.

O Muro Ocidental muro das lamentações

Lamentacoes.jpg
Após a repressão da Segunda Revolta Judaica contra Roma, em 135, os judeus foram proibidos de viver em Jerusalém, que foi reconstruída pelo Imperador Adriano e recebeu um novo nome, Aelia Capitolina. Mesmo assim, há referências no Talmud e outros escritos que a peregrinação judaica prosseguia, mesmo que fosse apenas para prantear o Templo destruído.

Assim como fora o Templo no passado, o Muro Ocidental é também um local de peregrinação nas três principais festas do calendário religioso judaico: Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot (Pentecostes, a "Festa das Semanas") e Sucot (Tabernáculos). Segundo o costume judaico tradicional, há áreas de oração separadas para homens e mulheres.

O Monte do Templo (esplanada do templo)

Monte.jpg
O Monte do Templo (em hebraico: Har Habait; em árabe: Haram esh-Sharif, o Nobre Santuário), local do Primeiro e do Segundo Templo, é identificado tanto na tradição judaica quanto na muçulmana como o Monte Moriá, onde Abrahão ofereceu seu filho Isaac em sacrifício (Gênesis 22, 1-18;)

Foi lá que o Rei Salomão construiu o Primeiro Templo, há quase 3.000 anos atrás. Este foi destruído pelos babilônios em 586 a.C. setenta anos depois, porém, os judeus que retornaram do exílio construíram o Segundo Templo no mesmo sítio.

A Cúpula da Rocha: é o santuário dos mulçumanos. Ali, acredita-se que foi o lugar de partida da Al Miraaj (viagem aos céus realizada pelo profeta Maomé).

Monte das Oliveiras

Monteoliveiras.jpg
Um dos lugares mais importante e santos de Jerusalém, é o monte das Oliveiras. Recorda numerosos e importantes fatos bíblicos. Estende-se à colina do tempo, onde se separa o vale do Cedrom.

Recebe seu nome pelas oliveiras que cobriam, antigamente, suas encostas. O Monte das Oliveiras é sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos, e muitas tradições estão associadas a ele.

Na sua formação possui três elevações: A mais alta ao norte com 810 metros, é conhecida pelos cristãos por Viri Galilei; ao centro, a segunda elevação, possui 808 metros. Aí está o lugar tradicional da ascensão de Jesus ao céu; e no sul, está a elevação com 734 metros conhecido como monte do escândalo.

Capela Dominus Flevit

Dominusflevit.jpg
Construída em 1955 para lembrar quando Jesus veio a Jerusalém pela última vez e chorou pela cidade. O sítio, comprado pelos franciscanos em 1881, ficava no roteiro de procissão que partia do Monte das Oliveiras até a Basílica do Santo Sepulcro. Escavações arqueológicas realizadas antes da construção, descobriram as fundações de um mosteiro e capela do século V.

O santuário moderno foi projetado por Antonio Barluzzi, o arquiteto de vários santuários construídos durante a primeira metade do século XX para a Custódia Franciscana da Terra Santa. Afastando-se radicalmente de seu estilo tradicional, Barluzzi projetou a capela com os contornos de uma lágrima estilizada, sendo o edifício construído na forma de uma cruz grega. Uma janela por trás do altar, na parede ocidental, forma uma moldura à paisagem da Cidade Velha.

O Cenáculo

Cenaculo.jpg
Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado. Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam."</i> (Atos dos apóstolos 1, 12-13)

A atual Sala Gótica, data de 1342 e é obra dos Franciscanos. As dimensões são as mesmas da sala do tempo de Jesus. O edifício identificado como o Cenáculo é uma pequena estrutura de dois andares dentro de um grande conjunto de construções no alto do Monte Sião. O pavimento superior foi construído pelos franciscanos no século XIV, em recordação à Última Ceia. Ele é identificado também como "a sala superior", na qual o Espírito Santo desceu sobre os Discípulos em Pentecostes (Atos 2, 2-3).

Na tradição cristã, a área da cidade onde eles viviam naquela época era o atual Monte Sião (o nome geográfico foi transferido, de alguma maneira, do Monte do Templo a esta colina situada na extremidade sudoeste da cidade - possivelmente por causa de um erro de leitura de Miquéias 3, 12, ocorrido no século IV, que parece referir-se a duas colinas: "a Montanha do Senhor e de Sião").

A Basílica da Agonia no Jardim de Getsemâni

(conhecida também como a Igreja de todas as nações)

Basilicaagonia.jpg
Horto de Getsemâni, nas imediações do Monte das Oliveiras, onde Jesus se retirava muitas vezes para rezar. Uma pedra enorme encontra-se diante do altar desta igreja. Ali o filho de Deus, ajoelhou-se e prostou-se em agonia, agonia de morte. É a luta contra o pecado da humanidade, a luta contra satanás. Chegou a transpirar sangue. Estava em jogo o destino da humanidade.

A Basílica da Agonia foi construída em 1924 no sítio onde, segundo a tradição, encontrava-se o Jardim do Getsemâni. Embora não haja certeza de ser este o ponto exato, o cenário se adapta à descrição do Evangelho e a basílica atual, projetada pelo arquiteto Antonio Barluzzi, ergue-se sobre as fundações de dois santuários construídos no passado: uma capela dos cruzados, do século XII, abandonada em 1345; e uma basílica bizantina mais antiga ainda, do século IV, destruída pelo terremoto de 746. Uma pedra no caminho que sobe ao Monte das Oliveiras é mencionada pelo Peregrino de Bordéus em 333, e ele a identifica como sendo o local onde Judas Iscariotes traiu Jesus.

Basílica do Santo Sepulcro

Sepulcro.jpg
Aqui temos o calvário, onde Jesus foi torturado até a morte por nossos pecados e onde foi relatado a passagem do Evangelho de Lucas 23, 34: "Pai perdoai-lhes porque não sabem o que fazem". Foi neste lugar que a maldição se tornou benção, onde os pecadores encontram a misericórdia e onde nos tornamos vitoriosos pelo derramamento do Sangue do Cordeiro.

A profecia de Isaías é confirmada (Is 53 - "pelas suas chagas fomos curados"). Neste local, também o ladrão recebe o perdão do Senhor (Hoje estarás comigo no paraíso).

No Santo Sepulcro, encontra-se o túmulo de Cristo. O Cristo vencedor da morte, o homem crucificado, é agora ressuscitado. O maior inimigo foi vencido: a morte.

A construção da primeira Igreja do Santo Sepulcro começou em 326 por ordem do Imperador Constantino. Ela foi erigida no sítio de um templo e santuário romano do século II que, segundo uma tradição local, tinha sido construída sobre o lugar onde Jesus fora crucificado e sepultado. Quando os edifícios romanos foram demolidos, descobriu-se várias tumbas cortadas na rocha. Uma delas foi identificada como sendo a de José de Arimatéia. A rocha inclinada era cortada em torno desta tumba, deixando uma beirada perpendicular livre no sítio do atual Edículo.

Desde o tempo dos cruzados, os recintos e o edifício da Basílica do Santo Sepulcro tornaram-se propriedade das três maiores denominações: os Greco-Ortodoxos, os armênio-ortodoxos e os católicos romanos. Outras comunidades - os copta-ortodoxos egípcios, os etíope-ortodoxos e os sírio-ortodoxos - também têm certos direitos e pequenas propriedades dentro ou a pouca distância do edifício. Os direitos e os privilégios de todas estas comunidades são protegidos pelo Status Quo dos Lugares Santos (1852), conforme estabelece o Artigo LXII do Tratado de Berlim (1878).

Saiba mais

Blog Terra Santa Santo Sepulcro

Referências

  • Escritório Central de Estatísticas de Israel, 2003
  • Site da prefeitura de Jerusalém
  • Site do Ministério de Relações Exteriores de Israel
  • Folha Online