Libertação
As palavras do Papa João Paulo II, enfatizando a libertação como conversão interior de todo homem, apresentam a autêntica maneira de se abordar o tão controvertido tema da “libertação”.
“Foi para que ficássemos livres que Cristo nos libertou (Gl 5,11). A libertação tem a sua fonte na verdade ensinada por Cristo.
Assim a libertação é certamente uma realidade de fé, um dos fundamentais temas bíblicos, inscritos profundamente na missão salvífica de Cristo, na obra da Redenção e no seu ensinamento. Este tema nunca deixou de constituir o conteúdo da vida espiritual dos cristãos. A conferência do Episcopado Latino-Americano [Puebla, 1978] testemunha que este tema volta em novo contexto histórico; por isto deve ele retomar-se na sua profundidade própria e na sua autenticidade evangélica.
O próprio Cristo relaciona, de modo especial, a libertação com a consciência da verdade: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). Esta frase garante sobretudo o significado íntimo da liberdade para a qual nos liberta Cristo.
Libertação significa transformação interior do homem, que é consequência do conhecimento da verdade. A transformação é, portanto, processo espiritual, em que o homem se aperfeiçoa na justiça e na santidade verdadeira (cf. Ef 4,24).
O homem, assim amadurecido internamente, torna-se representante e porta-voz dessa justiça e santidade verdadeira nos diversos meios da vida social.
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