Ministério

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É um carisma, ou seja, um dom do alto, do Pai, pelo Filho, no Espírito, que torna seu portador ato a desempenhar determinadas atividades, serviços em ordem à salvação (cf n° 84)

Só pode ser considerado ministério o carisma que na comunidade e em vista da missão da Igreja e no mundo, assume a força de serviço bem determinado, envolvendo um conjunto mais ou menos amplo de funções, que responda a exigências permanentes da comunidade e da missão, seja assumindo com estabilidade, comporte verdadeira responsabilidade e seja acolhido e reconhecido pela comunidade eclesial.

Tipos de ministérios:

Ministérios reconhecidos: ligados a um serviço significativo para a comunidade, mas considerando não tão permanente, podendo vir a desaparecer;

Ministérios confiados: conferidos por algum gesto litúrgico simples ou alguma forma canónica;

Ministérios instituídos: conferidos pela Igreja por rito chamado "instituição".

Ministérios ordenados (apostólicos ou pastorais): através do Sacramento da Ordem, visam constituir os ministros da unidade da Igreja na fé e na caridade, de modo que a Igreja se mantenha na tradição dos apóstolos e, através deles, fiéis a Jesus Cristo.

O ministério ordenado, não é, pode-se dizer, a síntese dos ministérios, mas o ministério da sintese. Seu carisma específico é o da presidência da comunidade, da animação, coordenação e do discernimento final dos carismas.

Existem ainda os chamados ministérios de suplência. porque embora sem exercício não dependem da ordenação, as funções neles implicadas são historicamente consideradas próprias e típicas do ministério ordenado.

A questão aqui é complexa, pois se o ministro leigo pode assumir em algumas circunstâncias, por que não pensar numa reorganização criando verdadeiros e próprios ofícios a serem conferidos a leigos com responsabilidade própria e não como suplência? Há também a questão do "ministério ad intra e ad extra, ou seja. "Igreja" e "mundo" e, conseqüentemente, "vida da Igreja" e 'missão da Igreja".

Importante, também, ressaltar que os ministérios não se limitam a determinadas áreas. Os ministros da sagrada comunhão não são mais ministros que os catequistas ou que os agentes de Pastoral da Criança ou da Pastoral Social. Aqui podemos distinguir serviço cristão e ministério. O ministério é um agir "eclesial", que representa e empenha publicamente e oficialmente a Igreja. Os "serviços" cristãos não devem chamar-se ministérios, porque é uma ação comum na sociedade (cf. n° 91).

Depois de deixar claro que os leigos são cristãos e que participam a pleno título da missão da Igreja, o Doe. 62 esclarece que a peculiaridade dos leigos é a "índole secular", ou seja, que eles são chamados a evidenciar a "missão no mundo", exercendo seu próprio ofício guiados pelo espírito, a modo de fermento, contribuam para a santificação do mundo.


Referência: Catequese Católica