O Direito de Ser Frágil

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Padre Fábio de Melo - 23/06/2007 - código CD 25.04038 DVD 26.04038

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Nesta Pregação, Padre Fábio de Melo, vai nos dizer que na maioria das vezes, não somos o que demostramos ser, por que somos seres Humanos frágeis, mas mostramos para as pessoas que somos formes, dai criamos uma imagem de nós mesmo que não somos nós, dai não nos permitimos ser curados a partir daquilo que somos de verdade, somos seres frágeis.


Local: C.E.D.J.H.M. / Cachoeira Paulista. / Assunto: Músicos.

Horário: 17:00 Hs. / Acampamento Para Músicos.


Conteudo da Pregação


É uma riqueza insondável este texto de São Paulo (2Cor 12,1-10). São Paulo nos fala que para que o seu espírito não se enchesse de orgulho e vaidade, foi lhe colocado um "espinho na carne".

Não é possível falar de crescimento humano se antes não falarmos de reconhecimento dos nossos limites. O bom treinador é aquele que vai saber salientar a qualidade do atleta, mas, sobretudo, vai saber encaminhá-lo para a superação dos limites. O primeiro passo é reconhecer onde a gente precisa melhorar.

É um grande desafio para todos nós porque, lamentavelmente, as pessoas não estão preparadas para nos educar para a coragem. Sabe por quê? Porque muitas vezes os incentivos que nos são dados estão mais voltados para esquecermos as nossas fragilidades. Quando mostramos as nossas fragilidades, há uma série de repreensões diante de nós.

Você já reparou que a gente não deixa a criança chorar? Já reparou que quando o recém-nascido chora, nós fazemos de tudo para calar a boca dele. Fazemos uma série de "cara feia" para ver se a gente cala a criança, para tentar espantar a fragilidade.

Nós, humanos, temos uma dificuldade imensa de lidar com a fragilidade do outro – ainda que seja filho da gente. Nós gostamos é de todo mundo feliz. Não estamos preparados para encarar a fragilidade. Parece que a nossa educação está sempre voltada para nos revestir de uma coragem que nos faz esquecer o limite.

Ter coragem é descobrir onde está a nossa fragilidade e ali trabalhar com um empenho um pouquinho maior. É não desconsiderar o que temos de bom, mas é também colocar atenção naquilo que ainda temos que melhorar. Estamos em processo de feitura. Não estou pronto, eu não sou perfeito, estou por ser feito, estou sendo feito aos poucos. E no processo de ser feito aos poucos eu vou descobrindo onde é que dói este espinho. Este espinho muda de lugar. Quanto mais uma pessoa está aperfeiçoada no processo de ser gente, maior é a facilidade de conhecer limites.

Para você retirar um espinho, às vezes, é preciso deixar inflamar. É como se o seu corpo dissesse: “Isso não me pertence”. De qualquer jeito, nós temos que tirar aquilo que não nos pertence. Tem algumas inflamações do espírito, da personalidade que tem gente que é tão aborrecida que a gente não pode nem encostar. São aquelas inflamações que se alastram.

E aí é que entra a grande contribuição do Cristianismo, numa proposta antropológica. Porque Deus não quer que você seja um anjinho na terra, mas que você deixe de ser inflamado. Ele quer te mostrar as inflamações para que você lute.

Cara feia, arrogâncias, isso é complexo de inferioridade. Sabe qual é o espinho? O medo, a insegurança.

Você já fez a experiência de viver uma palavra que te fez vazar em tudo o que estava estragado? Língua afiada quer dizer: deixar toda a inflamação que está dentro de nós vir para fora.

Ter condições de vazar aquilo que antes a gente desconhecia é admitir e reconhecer que somos frágeis. A pior ignorância é aquela que finge que sabe! Temos medo de mostrar que não aprendemos, que somos frágeis. Quantas vezes na nossa vida, por medo, perdemos a oportunidade de aprender.

Às vezes, por medo de expor a nossa fragilidade, porque parece que o mundo de hoje se esqueceu de mostrar a cultura do esforço que se fez para chegar aonde chegamos, perdemos o direito de chorar. E muitas vezes choramos e não sabemos o porquê estamos chorando.

O ensinamento de Jesus é sempre o avesso do avesso. Quer ser santo? Assuma que você é fraco. Muitas vezes, neste processo de se conhecer, a gente sangra. E nós precisamos sangrar. Um dos maiores poetas da música diz isso.

Quantas vezes você não se viu traduzido em uma canção de alguém que teve a coragem de sangrar, não teve medo de mostrar as próprias fragilidades.

Nós somos todos iguais. Nós, padres, somos todos iguais. Não adianta a gente fingir que é forte, ou ficar fingindo que não sente e que não tem medo. Eu não sei se você tem mais de cinco pessoas que conhecem os seus segredos. Para quantas pessoas você teve coragem de sangrar? Pessoas que te enxergam por dentro são raras.

Conversão é isso. É você educar o seu filho para ele poder te contar onde estão os espinhos. O espinho não é o defeito, mas é a seta que nos mostra onde temos que trabalhar para ser melhor.

A vida vai perdendo a graça por que não nos deixamos sangrar. A gente sangra melhor nos momentos de intimidade, onde a gente tem coragem de tirar a couraça. É muito melhor a gente admitir que tem medo. Para as pessoas ,é sempre doloroso ter que tirar os espinhos, de ver vazar as inflamações.

Há tantas situações que nos deixam com o “coração na boca”. Às vezes, nós colocamos muito mais atenção naquilo que as pessoas estão achando de nós, do que no que nós pensamos de nós mesmos.

Examine-se, você é uma pessoa que consegue levar o outro à cura. Em última instância, o que vai sobrar de nós é a nossa vontade de amar. Vamos descobrir o que hoje em nós está "infeccionado", porque é preciso sangrar, é preciso reconhecer-se frágil.


Detalhes

  • Animação: Flavinho e Karina.
  • Padre Fábio Usava casula com a Imagem do sagrado coração, cor da veste, verde musgo.
  • São Paulo fala que para que ele não se orgulhasse, Ele tinha um espinho na carne.
  • Crescimento Humano, passa pelo reconhecimento dos limites.
  • Não adianta se revestir de uma falsa coragem.
  • Hoje nos ensinam esquecer as nossas fragilidades, para que não creçamos.
  • Nós não estamos preparados para encarar a fragilidade do outro.
  • Precisamos descobrir onde esta a nossa maior fragilidade.
  • Estamos em processo de feitura.
  • Paraiso significa espaço delimitado para o encontro.
  • Fala sobre o nosso espinho na carne.
  • Fala sobre o processo de inflamação com o Maninho.
  • Fala sobre a espinha no canto do nariz, e do furunculo.
  • Inflamação é sinal que existe algo que precisa sair para fora.
  • Fala sobre as inflamações do caratér, da personalidade.
  • Deus não quer que sejamos Anjos na terra, mas que deixemos de ser inflamado.
  • O limite não é para nos sentir desanimado com nós mesmo.
  • Pessoas que dizem, vai ter que ser do meu Jeito, essa pessoa já morreu.
  • O espinho que está por trás da arrogância é o medo, complexo de inferioridade.
  • Vida em Deus é viver a restituição.
  • Existem palavras que tem o poder de nos fazer vazar.
  • Ermeneutica, é a ciência da interpretação.
  • A pior ignorância é fingir que sabe sem saber.
  • Fala sobre a sua mãe no lançamento do seu Livro.
  • Temos medo de dizer que somos frágeis.
  • Hoje vivemos na cultura do não esforço.
  • Quem quer chorar sem ser icomodado vai num velório.
  • Quer ser forte, assuma que você é fraco, quer ser santo, assuma seu pecado.
  • Não é a moldura que torna o quadro bonito, mas aquilo que foi pintado.
  • Canta: Quando eu soltar a minha voz...
  • Sangrar com Coragem, só para quem não tem medo de dizer quem é.
  • O medo não vai embora por que a canção já foi feita.
  • Quanto mais o padre buscar a autenticidade, melhor para ele e para aqueles que estão do nosso lado.
  • Amar é fazer a passagem para o outro lado da ponte.
  • Uma coisa é está na mão do outro, outra coisa é está segurando na mão do outro.
  • Precisamos ter relações Humanas que nos faça não ter medo de errar.
  • Para quantas pessoas temos a coragem de sangrar, mostrar as nossas fragilidades.
  • O espinho não é o nosso maior defeito.
  • Os escandalos acontecem por que um dia não tivemos a coragem de contar a verdade.
  • O que não sangra na hora certa acaba matando.
  • Sangramos melhor em um momento de intimidade.
  • A pior falta de coragem é dizer que não a tem, mas dizer que tem medo.
  • Cada vez que nos amamos, descobrimos um jeito de cuidar de nós mesmo.
  • Ordem de prisão para quem é enjuada.
  • Fala que tem remédio para mau humor, basta querer tirar os espinhos.
  • Ajudamos o outro, quando damos ao outro a coragem de colocar suas dores para fora.
  • O que vai sobrar de nós é aquilo que conseguimos amar de nós mesmo.


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