Por que o maligno invade uma pessoa?

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Como se manter liberto do mal


Há um leque de causas, mas a princípio, isso ocorre se a pessoa estiver desprevenida. O ódio, o ressentimento, a ira, o não perdoar e o espírito de vingança atraem o demônio. Na linguagem técnica, diz-se que estas coisas são "fissuras", "janelas" ou "portas" que facilitam a entrada do demônio. Principalmente, quando há alguém que esteja em pecado mortal, e neste estado o que mais atrai o demônio é o ódio e a sexualidade desregrada, ou seja, fora do matrimônio.


A pessoa possuída pelo demônio, a princípio, tende a apresentar sintomas característicos, como falar línguas estranhas. Um exemplo é alguém que nunca tenha estudado francês, inglês, latim ou grego e, de repente, começa a falar um desses idiomas de forma fluente e clara. Ela também poderá adotar atitudes externas como agressividade e raiva exageradas, fúria e agressão física. Estes são também sintomas que nos fazem pensar que essa pessoa já esteja possuída por alguma entidade estranha, que é o espírito do mal.


O grau de interferência do maligno varia de acordo com o tipo de espírito mau que "penetra" na pessoa. Sabe-se que existem os coros dos anjos, que são serafins, querubins, potestades, virtudes, principados, anjos e arcanjos. Destes coros, caíram anjos e esses 'anjos caídos' mantiveram o seu poder, a sua força, a sua inteligência, a sua agilidade e também todas as suas capacidades de mobilidade. Perderam apenas dois atributos: o amor e a graça. Portanto, se um indivíduo, por desgraça, é penetrado por um espírito que era serafim, a possessão é mais pesada e, normalmente, quando a pessoa está possessa, não é apenas por um espírito, pois eles trazem consigo vários outros espíritos.Assim, alguém pode estar possuído por legiões de demônios, que são formadas por milhares e milhares deles. Os casos mais graves acontecem quando as pessoas estão em pecado mortal.


Pecados mortais

Pecado mortal é aquele que é grave, normalmente contra um dos Dez Mandamentos de Deus: matar, roubar, adulterar, prostituir, blasfemar, prejudicar os outros, ódio, etc.. É algo que nos deixa incomodados... Veja o que diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC) sobre isso:


§1856 - O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da Reconciliação:


“Quando a vontade se volta para uma coisa de per si contrária à caridade pela qual estamos ordenados ao fim último, há no pecado, pelo seu próprio objeto, matéria para ser mortal... quer seja contra o amor de Deus, como a blasfêmia, o perjúrio etc., ou contra o amor ao próximo, como o homicídio, o adultério, etc. Por outro lado, quando a vontade do pecador se dirige às vezes a um objeto que contém em si uma desordem, mas não é contrário ao amor a Deus e ao próximo, como, por exemplo, palavra ociosa, riso supérfluo etc., tais pecados são veniais” (S. Tomás, S. Th. I-II,88,2).


§1857 – Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo: “É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente” (RP 17).


§1858 – A matéria grave é precisada pelos Dez Mandamentos segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe” (Mc 10,19). A gravidade dos pecados é maior ou menor; um assassinato é mais grave do que um roubo. A qualidade das pessoas lesadas entra também em consideração. A violência exercida contra os pais é em si mais grave do que contra um estrangeiro.


§1859 – O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição à lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma escolha pessoal. A ignorância afetada e o endurecimento do coração (cf. Mc 3,5-6; Lc 16,19-31) não diminuem, antes aumentam, o caráter voluntário do pecado.


§1860 – A ignorância involuntária pode diminuir ou até escusar a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém ignore os princípios da lei moral inscritos na consciência de todo ser humano. Os impulsos da sensibilidade, as paixões podem igualmente reduzir o caráter voluntário e livre da falta, como também pressões exteriores e perturbações patológicas. O pecado por malícia, por opção deliberada do mal, é o mais grave.


§1861 – O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.


§1862 – Comete-se um pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.


Referências