Prêmio Margarida de Prata para o cinema

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Histórico

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O Prêmio Margarida de Prata foi criado pela Central Católica de Cinema, no âmbito do então Secretariado de Opinião Pública da CNBB, e entregue, pela primeira vez, no Festival de Cinema Brasileiro de Brasília, de 1967, ao filme Proezas de Satanás na Vila do Leva e Traz, de Paulo Gil Soares. Durante cinco anos, um júri organizado pela Central Católica escolhia entre os concorrentes do Festival o filme que melhor representava os critérios que instituíram o prêmio: a qualidade estética da obra e temáticas centradas sobre os valores humanos, éticos e espirituais.

Diante das dificuldades de se encontrar, na seleção do Festival de Brasília, filmes que pudessem receber o Margarida de Prata, a Presidência da CNBB. A partir de 1973, confia a escolha dos premiados a um grupo de especialistas que examinavam a produção anual brasileira e faziam uma seleção prévia dos títulos para serem apreciados pelo júri constituído por membros do Setor de Comunicação da CNBB, bispos ou padres convidados, críticos de cinema e acadêmicos.

A escolha criteriosa dos filmes e as justificativas sempre muito bem fundamentadas deram ao Prêmio repercussão nacional e marcaram uma posição de prestígio da Igreja no campo do cinema. Nos 41 anos de sua existência, Margarida de Prata afirmou-se junto à comunidade cinematográfica brasileira como um dos mais importantes prêmios do país.

Durante o período da ditadura militar, tornou-se uma expressão de resistência e afirmação da liberdade artística brasileira. Hoje, o Prêmio Margarida de Prata busca ser um instrumento incentivador da reflexão sobre o cinema, a cultura e os valores humanos, éticos e espirituais da nossa sociedade.


Objetivos

O objetivo principal do Margarida de Prata, desde a sua criação, é destacar, no cinema brasileiro, as obras que apresentam em suas abordagens temáticas e artísticas valores humanos, éticos e espirituais.

O prêmio visa, ainda, ampliar a consciência crítica dos espectadores a fim de que sejam capazes de valorizar, nos filmes, a discussão sobre a realidade do nosso país e o imaginário do povo.

Um terceiro objetivo é contribuir com a Comunicação, enquanto utilização do cinema como instrumento incentivador da reflexão sobre a cultura e os valores espirituais da nossa sociedade.

Por fim, Margarida de Prata objetiva abrir um espaço de diálogo da Igreja com os profissionais do cinema brasileiro.



Troféu

O troféu do Margarida de Prata foi uma criação original do artista plástico e joalheiro Márcio Mattar que atendeu a um pedido da Central Católica de Cinema para sugerir e confeccionar o primeiro prêmio de 1967. O nome Margarida de Prata resultou de um acordo entre o artista e a Central, não apenas por se tratar de uma flor de rara beleza e com inúmeros significados simbólicos, mas também por sugerir uma aproximação com outro troféu de um dos principais festivais de cinema, a Palma de Ouro de Cannes.

A inspiração do prêmio seguiu os passos da Organização Internacional de Cinema e Audiovisual (OCIC).

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