Purgatório

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Explica o Catecismo: “Os que morreram na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam após a sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu”. (Catecismo da Igreja Católica 1030)

O Purgatório é o Estado de Espírito onde as almas pagam as dívidas à Justiça Divina. São Francisco de Sales dizia: “Entre o último suspiro e a eternidade há um abismo de misericórdia”. O Purgatório é sobretudo, um lugar de plena realização da misericórdia de Deus, onde a alma é totalmente lavada e purificada de todas as consequências do pecado cometido em vida. O pecado traz duas marcas na alma da pessoa. A culpa e a pena, ou seja, a pena eterna e a pena temporal. Logo, a culpa eterna, são aqueles pecados capitais (mortais) que podem levar uma alma direto para o inferno, sendo que, só pelo Sacramento da Reconciliação, ficam perdoadas. A pena temporal é uma dívida que devemos pagar à Justiça de Deus, nesta vida ou no Purgatório, através da penitência e da reparação pelo mal que cometemos.

Em síntese, são os pecados veniais (leves) não redimidos ou não perdoados em vida, é que podem levar uma alma a fazer uma baldeação temporária no Purgatório. E ainda pelas inclinações viciosas deixadas em nossa alma pelo hábito do pecado e pela pena temporal devida a todo pecado mortal ou venial cometido depois do batismo e não expiado ou expiado insuficientemente nesta vida. Por isso, devemos fazer de tudo para não pecar nesta vida, para permanecermos em estado de graça, em cultivar o hábito de nos confessarmos mensalmente, e em quanto pudermos, reparar todas as penas temporais através das penitências, reparações e indulgências. “As penas do Purgatório são passageiras, não são eternas, mas creio que são mais terríveis e insuportáveis que todos os males desta vida”. (São Gregório Magno)


Referência:Blog Canção Nova