Resgatar a Ritualidade da Vida

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Padre Fábio de melo - 02/03/2008 - código CD 25.04707 DVD 26.04707

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Nesta Pregação, Padre Fábio de Melo, fala que hoje as pessoas se acostumaram com as coisas muito fácil, por isso desistem facilmente diante de uma situação que exija um pouco mais de esforço, isso está fazendo que sejamos pessoas fracas, sem determinação, pessoas que precisam recuperar a ritualidade da vida.

Local: Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Morais. / Cachoeira Paulista.

Horário: 15:20 Hs. / Acampamento de Cura e Libertação. / Assunto: Cura Interior.


Conteúdo da Pregação


‘Tua mão desceu sobre mim e me retirou da escuridão. Deu-me mãos e voz de profeta, deu-me um coração adorador’ [música].

"Desperta, tu que dormes"! (cf. Efésios 5, 6 e Isaías 26,19; 60,1). Quero ressaltar a primeira parte do refrão dessa música, que é o que Deus faz. É porque Ele desceu a mão, como num gesto violento que acorda quem está dormindo. Deus não pode fazer nada para o coração preguiçoso, que não quer ser mudado. O processo humano é difícil. Quanto sangue você tem que suar para ser uma mulher e um homem com integridade. Aquele que 'desce a mão' o faz para você melhorar. Não tem como conciliar o Cristianismo com a preguiça da vida, esquecendo-nos de como nós poderíamos ser como pessoas, sem cuidar da nossa vida. Coração preguiçoso não tem lugar no céu, porque Deus o quer de pé!

Hoje, uma mulher jovem, com lágrimas nos olhos, me dizia: ‘Deus tem me mantido em pé através da Canção Nova. Eu perdi, no mesmo acidente, meu pai, meu esposo e meus filhos’. Ficar de pé quando tudo deu errado e sentir que a força de Deus o alcança! Ficar de pé quando se está no 'calvário', onde não é lugar de ficar sentado e sim de pé. Sentir-se de pé mesmo quando o 'calvário' está 'armado' e cheio de curiosos.

"Desperta, tu que dormes!". Não dá para ficar parado ou sentado e fazer de conta que não está acontecendo nada. Que caia por terra toda hipocrisia e toda máscara!

O amor é provado no fogo, na dura experiência de dar a vida pelo outro. Caso contrário, não é amor; é ilusão. Você sabe que alguém o ama não pelo que ele fala, mas pelo que faz. O amor não sobrevive de teorias. Não adianta falar para seu filho que o ama se seus gestos não correspondem a esse amor. Palavras sem gestos não edificam.

O 'calvário' é ladeira acima, em meio a pedras, e sem asfalto. Nossos passos não deslizam com facilidade. Não se chega ao céu de patins. São com essas 'botas da dor', difíceis, que se chega lá. Ninguém lhes prometeu que os valores seriam fáceis de ser alcançados. Você sabe muito bem o quanto lhe custou para chegar até onde chegou; as coisas não vêm de forma tão fácil assim.

Nós perdemos os rituais. Como era bom o tempo em que preparávamos nossas refeições. Era um ritual: as crianças descascando milho, as tias cozinhando-os no fogo, outro fazendo a palha, e a família toda em um ritual de alegria fazendo a pamonha. Nós tínhamos rituais de vida. Quando comíamos carne de porco ou fazíamos um almoço para toda a vizinhança e todo mundo da rua, para comermos juntos. Mas hoje, nossa comida vem toda pronta. Nós não temos mais o ritual de preparar o que nós comemos.

E aquela experiência de zelar por aquilo que é seu se perdeu. De consertar as coisas da casa, quando o pai sempre chamava o filho para aprender. Hoje tudo é muito prático, e perdemos o valor da realidade simbólica, perdemos a graça do diálogo, das conversas.

Às vezes, nossos filhos estão loucos para conversar conosco, mas não temos tempo. Nós precisamos construir relações concretas. Às vezes se cuida dos 'amigos virtuais', mas não se cuida de quem está ao lado. A tecnologia não pode se utilizar de nós, quem deve mandar nela somos nós. Há muitas coisas que nos escravizam. Temos de abrir os olhos para tudo isso e sair da cegueira. Nós não pensamos nas conseqüências que minam a capacidade de sermos pessoas concretas e reais. Damos muito tempo para as pessoas no computador, nos 'messenger's' e tantas coisas mais, mas não damos uma palavra para um amigo do nosso lado.

Se não ritualizarmos a nossa vida nos tornaremos insensíveis. Aí Deus vai ter que 'descer a mão' mesmo, e o 'sopapo' vem quando você percebe que está perdendo o seu filho para as drogas; perdendo o pai para o álcool e a mãe para infidelidade. Preste atenção aos 'tapinhas' da vida para não ter um tapa mais forte adiante; podendo ser tarde demais. "‘Desperta, tu que dormes!" Pessoas que estão dormindo e ficam na preguiça, é como dar um remédio para aquele paciente que quer morrer.

Quando éramos crianças aprendíamos a tecer, a bordar e a costurar. Será que o bordado, que fazíamos exteriormente, não repercutia na nossa alma, interiormente, tornando-nos mais pacientes? Cortar o mato com a enxada, por exemplo, não fazemos mais nós mesmos. Não diga: 'Eu posso pagar'. Hoje é tudo muito diferente e podemos pagar para que alguém o faça, mas, de vez em quando, faça você mesmo.

Todas as mulheres lustram os móveis para que fiquem bonitos, mas ninguém vai saber 'lustrar' o rosto de seu filho como você. 'Desça do salto!' Vá para a simplicidade. Em vez de levar o filho ao restaurante que oferece a comida mais saborosa que existe, surpreenda-o com um avental fazendo vocês a comida, você e seu marido. A comida vai ter o sabor mais gostoso que qualquer outro restaurante.

A cura de nossos afetos vem por meio desses rituais. É uma alegria chegar em casa e ver a mãe cozinhando.

Abra os olhos para o filho que você tem, abra os olhos para a mulher que você tem, não se acostume com o seu marido nem com sua esposa. Abra espaços para as surpresas. Nossos afetos são construídos dentro de casa. Nada pode ser mais destruidor do que uma palavra do pai e da mãe. Você tem o direito de dizer o que quiser, mas não tem o direito de dizer do "jeito" que quiser. Nós traumatizamos as pessoas na forma como dizemos as coisas.

"Desperta, tu que dormes!". Talvez você esteja perdendo a oportunidade preciosa de ser uma esposa, uma mãe, um filho, um marido, tratando-os como se fossem 'um qualquer'. Cuide do que é seu! O amor requer calma e um olhar vagaroso. Essas coisas são tão boas e tão simples, mas ouvimos pouco sobre elas. Corremos o risco de deixar a vida passar e não viver direito com aqueles que amamos.

Da sua casa você é o profeta. Você é convidado a ser o profeta. É você quem tem de mudar. A transformação é na sua vida, no poder de ser profeta no seu 'território', em sua casa, sendo a voz de Deus em nome do amor vivo presente em você. "‘Desperta, tu que dormes!" Seja justo com o que Deus lhe oferece. A sua casa merece sua coragem. Você está diferente!


Detalhes


  • Fala que ainda está com a música na cabeça, derrama sobre mim, teu espirito senhor.
  • Recordou de uma coisa muito simples que seu pai falava, menino vou te descer o braço!
  • Deus não pode fazer nada em coração preguiçoso. Pois você sabe o quanto dar trabalho amar de verdade.
  • Aquele que desce a mão no seu povo, é para acorda lo. Fala das pessoas que o procuram para dar autógrafos.
  • Fala de uma pessoa que lhe disse que saiu debaixo da mesa ontem, pois ocupava o dia todo assistindo televisão. EI VOCÊ DA POLTRONA.
  • Fala que uma mulher jovem lhe falou ontem que tem um motivo para estar na canção nova hoje, pois a um tempo atrás, perdeu toda sua família. ( PE Fábio a convida para participar da missa no altar).
  • O calvário é o lugar de ficar de pé.
  • Fala da lenda de um certo pescador que estava pescando em um rio, quando de repente uma criança, estava se afogando nas águas, o pescador pula e salva, depois vem mais outra criança se afogando, ele pula novamente e a salva novamente outra, e assim 6,7, varias crianças, depois vê que um dos seus amigos que estava ajudando saiu da água. Ele pergunta, você está indo onde, ele responde, estou indo ver quem está jogando as crianças na água. Foi resolver o problema de uma só vez. Não devemos improvisar, mas ir a raiz do problema.
  • DESPERTA TU QUE DORMES, LEVANTA TE ENTRE OS MORTOS.
  • Não adianta dizer ao seu filho com palavras que você o ama, se suas atitudes não corresponde.
  • A coisa mais bonita é fazer a experiencia do testemunho de vida.
  • Fala que almoçando com o Eto, falava que quantas pessoas especiais estavam ali no centro de Evangelização.
  • É preciso ficar de pé no calvário.
  • Não se chega ao céu de patins, mas colocando os pés no chão.
  • Se existe alguma religião que diz que é fácil alcançar tudo, essa religião está mentindo.
  • Nós perdemos o ritual, por isso que o ritual católico é tão pobre, pois não sabemos o seu valor.
  • FALA DA PAMONHA DE PIRACICABA.
  • Fala que para fazer a pamonha, as crianças descascavam o milho, e a tia mais brava, ralava o milho, tia Margarete.
  • Fala que tinha porco em sua casa, e que esse porco era tratado como se fosse uma pessoa da família, se não fosse as diferenças físicas, quando chegava a hora de matar, ninguém queria ver.
  • No dia de matar o porco, a vizinhança está toda convidada. Hoje a nossa comida vem toda pronta.
  • Fala que na sua casa era fogão a lenha que era aceso o tempo inteiro.
  • FALA DO MATEU, um amigo seu que estava aprendendo a fazer crochê, pois daqui um tempo não existe pessoas que saibam fazer. Faz o gesto da escova progressiva na cabeça das mulheres.
  • Fala do tempo do ponto cruz.
  • Fala que ganha toalha com o seu nome.
  • Fala que perdemos o ritual do aprendizado.
  • Fala do filho que troca a lampada com o pai.
  • Fala que em minas, não se refoga o frango, mas que afoga o frango.
  • Quando somos práticos, deixamos de ser criativos.
  • Fala dos pais que não dão atenção aos filhos, o pai em frente a televisão vendo o jogo, fala o filho, pai de dá 100 reais, o pai nem liga, pai me dá 5 reais, fala o filho, pai como está o jogo, me dá 5 reais.
  • Fala que hoje os nossos relacionamentos são virtuais. Há eu tenho 1000 amigos no orkut, cuidado para não esquecer dos amigos que estão de lado.
  • Fala de um amigo seu que tem ciumes do carro.
  • As vezes damos horas a pessoas no MSN, e esquecemos as pessoas que estão do lado.
  • Muitas vezes o sopapo da vida vem mesmo.
  • Canta a musica: há um tapinha não dói. Quem não reage a um tapinha, um dia vai levar um tapão.
  • Fala, desperta tu que dormes!
  • É como dar remédio a um paciente que resolveu morrer.
  • Será que os trabalhos artesanais não tinha o poder de curar nossos afetos.
  • É preciso pegar uma enxada e arrancar o mato que cresce.
  • Fala das madames que precisam fazer a faxina nos seus filhos, isso é colocar brilho nos olhos deles.
  • Mães que comem só em restaurante, precisam colocar um avental.
  • É alegria para o filho, chegar em casa e sentir o cheiro da comida feita pela mãe.
  • Mulher não gosta de homem que se acostuma com ela. Pois se você se acostuma, não vai nem notar o corte de cabelo novo dela.
  • Filho é igual a um rio.
  • O lugar onde mais destruímos nossos afetos, é dentro de nossa casa.
  • Nos nos machucamos, na forma como nos expressamos.
  • Hoje da trabalho cuidar de uma mulher, imagina duas.
  • Como pude amar, quem não merecia ser amado?
  • Fala que tudo que foi visto nesse encontro, tem que nos fazer profetas dentro da nossa propiá casa.
  • Fala que essa missa é de envio, para você pessoa a serviço da profecia.
  • A sua casa precisa de você de pé.
  • Não suportamos os defeitos dos outros, por que está em nós também.
  • CANTA: Coração adorador.

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