Sacerdote

De Wiki Canção Nova
Ir para: navegação, pesquisa

Sacerdote

Ministro sagrado, encarregado de oferecer diariamente sacrifícios e holocaustos e queimar incenso no altar. O sacerdócio era hereditário: chegando à idade estabelecida na lei, o sacerdote era consagrado (Ex 29; Lv 8-10; Nm 18). Além das tarefas cultuais, aos sacerdotes cabia a instrução do povo em assuntos religiosos e administração dos bens do templo.

No NT os anciãos, ordenados pelos apóstolos (At 14,23), supervisionavam as comunidades (20,17), pregavam, instruíam e dirigiam os fiéis (1Tm 5,17; 1Pd 5,1).

Sacerdócio significa "sagrado" e "dom" é a condição de pessoas que executam as cerimônias de determinada religião dentro de um templo. É designado de sacerdote quem participa do sacerdócio e este é responsável por proceder os ritos, as pregações, ministrar leis e demais serviços ligados a crença ao qual está vinculado.

Para o secretário da Congregação para o Clero

O sacerdote «não é um empregado é um consagrado, um “Cristo” de Deus», celibatário, que se nutre da Eucaristia, distante das modas deste mundo e ao serviço das pessoas, disse em uma entrevista a L’Osservatore Romano (20-21 de março de 2008) o arcebispo Mauro Piacenza, secretário da Congregação para o Clero, ao sublinhar os traços sobressalentes do sacerdote e seu papel na missão da Igreja no mundo.

“O sacerdote não pode realizar-se plenamente se a Eucaristia não for realmente o centro e a raiz de sua vida, se sua fadiga cotidiana não é irradiação da celebração eucarística”, declara o prelado. Como recorda o relato evangélico sobre o lava-pés dos apóstolos por parte de Jesus, acrescentou Dom Piacenza, a tarefa do sacerdote está na entrega incondicional:

“O sacerdote não se pertence! Está ao serviço do povo de Deus, sem limites de horário e de calendário”. ”As pessoas não são para o sacerdote, mas o sacerdote para as pessoas, em sua globalidade, sem restringir nunca seu próprio serviço a um pequeno grupo”, disse.

“O sacerdote não pode escolher o lugar de que gosta, os métodos de trabalho que considera mais fáceis, as pessoas consideradas mais simpáticas, os horários mais cômodos, as distrações – ainda que legítimas – quando subtraem tempo e energias à própria e específica missão pastoral.” ”Também, ainda atuando no mundo, o sacerdote não está, contudo, assimilando o mundo, mimetizando-se nele, deixando de ser fermento transformador.”

«Frente a um mundo anêmico de oração e de adoração, de verdade e de justiça – acrescentou –, o sacerdote é sobretudo o homem da oração, da adoração, do culto, da celebração dos santos mistérios diante dos homens, em nome de Cristo.” ”Seu compromisso é o testemunho entendido etimologicamente como martírio na consciência renovada de que Cristo, ordinariamente, vem a nós só na Igreja e da Igreja, que prolonga sua presença no tempo”.

”Porque a Igreja é transcendente e mistério e só se não renunciar à própria identidade sobrenatural poderá autenticamente evangelizar as realidades naturais.”

“Com efeito, explica, a Igreja tem a tarefa negativa de libertar o mundo do ateísmo, e a positiva de satisfazer a necessidade que o homem, consciente ou inconscientemente, tem de realizar-se, ou seja, da santidade.”

”Por isso, o sacerdote deve responder à sede abrasadora de uma humanidade sempre em busca e semear essa inquietude que é o santo temor de Deus.”

“Neste sentido, a totalidade da oblação a Deus é a única medida da dignidade de um sacerdote e a garantia da totalidade do serviço aos irmãos.”

“Ao mesmo tempo, acrescenta o arcebispo Piacenza, a abertura aos jovens dos vastos horizontes da integridade do surgimento de Cristo pode contribuir para enfrentar a crise das vocações na sociedade atual.”

”Pelo contrário, observou, onde se efetuam tentativas reducionistas da identidade e do ministério pastoral, tudo se dissolve no caminho da progressiva desertificação.”

“Mas à luz da configuração do sacerdote com Jesus Cristo se compreendem melhor também as promessas de obediência, de castidade vivida no celibato, no compromisso de um caminho no desprendimento das coisas, das situações, de si mesmos.”

”Por isso, o arcebispo sublinhou que a caridade garante a dimensão esponsal e a grande paternidade e recordou que em tudo isso não há nãos, mas um grande sim libertador, um amor maior que se expressa na lógica alegre da entrega.”

“O sacerdote não entrará nunca em crise, nem de identidade, nem de solidão, nem de frustração cultural se, resistindo à tentação de perder-se na multidão anônima, não descer nunca – quanto à intenção, retidão moral e estilo – do altar do sacrifício do Corpo e do Sangue de Cristo.”

“Contudo, admitiu, frente a uma desagregação cada vez mais acentuada dos vínculos entre as pessoas, em cada âmbito social não podemos pensar que a figura do sacerdote celibatário não sofra o contragolpe destas inumeráveis solidões.”

“Por isso, concluiu, há necessidade de sacerdotes que saibam mostrar a fecundidade de sua solidão virginal para a comunhão, para a comunidade.”

Celibato

Jesus Cristo é o verdadeiro sacerdote e foi celibatário; então, a Igreja vê Nele o Modelo do verdadeiro sacerdote que, pelo celibato se conforma ao grande Sacerdote. Jesus deixou claro a sua aprovação e recomendação ao celibato para os sacerdotes, quando disse: “Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda.” (Mateus 19,12)

Nisto Cristo está dizendo que os sacerdotes devem assumir o celibato, como Ele o fez, “por amor ao Reino de Deus”. O sacerdote deve ficar livre dos pesados encargos de manter uma família, educar filhos, trabalhar para manter o lar; podendo assim dedicar-se totalmente ao Reino de Deus. É por isso que desde o ano 306, no Concilio de Elvira, na Espanha, o celibato se estendeu por todo o Ocidente, ate´ que em 1123 o Concílio universal de Latrão I o tornou obrigatório.

É preciso dizer que a Igreja não impõe a celibato a ninguém; ele deve ser assumido livremente, e com alegria, por aqueles que têm essa vocação especial de entregar-se totalmente ao serviço de Deus e da Igreja. É uma graça especial que Deus concede aos chamados ao sacerdócio e à vida religiosa. Assim, o celibato é um sinal claro da verdadeira vocação sacerdotal.

O último Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia, confirmou o celibato e o Papa Bento XVI expressou isso na Exortação Apostólica pos-sinodal, “Sacramentum Caritatis”, de 22 fev 2007. Disse o Papa:

“Os padres sinodais quiseram sublinhar como o sacerdócio ministerial requer, através da ordenação, a plena configuração a Cristo… é necessário reiterar o sentido profundo do celibato sacerdotal, justamente considerado uma riqueza inestimável e confirmado também pela prática oriental de escolher os bispos apenas de entre aqueles que vivem no celibato (…) Com efeito, nesta opção do sacerdote encontram expressão peculiar a dedicação que o conforma a Cristo e a oferta exclusiva de si mesmo pelo Reino de Deus. O fato de o próprio Cristo, eterno sacerdote, ter vivido a sua missão até ao sacrifício da cruz no estado de virgindade constitui o ponto seguro de referência para perceber o sentido da tradição da Igreja Latina a tal respeito. Assim, não é suficiente compreender o celibato sacerdotal em termos meramente funcionais; na realidade, constitui uma especial conformação ao estilo de vida do próprio Cristo. Antes de mais, semelhante opção é esponsal: a identificação com o coração de Cristo Esposo que dá a vida pela sua Esposa. Em sintonia com a grande tradição eclesial, com o Concílio Vaticano II e com os Sumos Pontífices meus predecessores, corroboro a beleza e a importância duma vida sacerdotal vivida no celibato como sinal expressivo de dedicação total e exclusiva a Cristo, à Igreja e ao Reino de Deus, e, consequentemente, confirmo a sua obrigatoriedade para a tradição latina. O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma bênção enorme para a Igreja e para a própria sociedade.”(n.24) O Mahatma Ghandi, hindu, tinha grande apreço pelo celibato. Ele disse: “Não tenham receio de que o celibato leve à extinção da raça humana. O resultado mais lógico será a transferência da nossa humanidade para um plano mais alto… “Vocês erram não reconhecendo o valor do celibato: eu penso que é exatamente graças ao celibato dos seus sacerdotes que a Igreja católica romana continua sempre vigorosa”. (Tomás Tochi, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo 3, SP, pp. 105ss,1974)


Referência

Dicionário Católico Zenit Canção Nova

Ferramentas pessoais
Espaços nominais
Variantes
Ações
Navegação
Ferramentas