Mudanças entre as edições de "A Bíblia"

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(Lc - Evangelho segundo Lucas)
(Gl Epístola aos Gálatas)
 
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=='''Básico sobre a Bíblia'''==
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==Básico sobre a Bíblia==
  
  
==='''COMO SÃO FEITAS AS CITAÇÕES BÍBLICAS?'''===  
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===COMO SÃO FEITAS AS CITAÇÕES BÍBLICAS?===  
  
 
Por exemplo, quando quisermos citar a Primeira Epístola aos Tessalonicenses, basta escrever '''1Ts.'''
 
Por exemplo, quando quisermos citar a Primeira Epístola aos Tessalonicenses, basta escrever '''1Ts.'''
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==='''ANTIGO TESTAMENTO'''===
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===ANTIGO TESTAMENTO===
  
===='''Pentateuco'''====
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====Pentateuco====
*Gn Livro da Gênese
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*Ex Livro do Êxodo  
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=====Gn. - Livro do Gêneses=====
*Lv Livro do Levítico  
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*Nm Livro dos Números  
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=====Êx. - Livro do Êxodo=====
*Dt Livro do Deuteronômio  
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=====Lv. - Livro do Levítico=====
===='''Históricos'''====
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*Js Livro de Josué  
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=====Nm. - Livro dos Números=====
*Jz Livro dos Juízes  
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*Rt Livro de Rute  
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=====Dt. - Livro do Deuteronômio=====
*1Sm 1º Livro de Samuel  
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*2Sm 2º Livro de Samuel  
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====Históricos====
*1Rs 1º Livro dos Reis  
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*2Rs 2º Livro dos Reis  
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=====Js. - Livro de Josué=====
*1Cr 1º Livro das Crônicas  
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*2Cr 2º Livro das Crônicas  
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=====Jz. - Livro dos Juízes=====
*Esd Livro de Esdras  
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=====Rt. - Livro de Rute=====
*Ne Livro de Neemias  
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=====1Sm. - 1º Livro de Samuel=====
*Tb Livro de Tobias  
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=====2Sm. - 2º Livro de Samuel=====
*Jud Livro de Judite  
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=====1Rs. - 1º Livro dos Reis=====
*Est Livro de Ester  
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=====2Rs. - 2º Livro dos Reis=====
*1Mc 1º Livro dos Macabeus  
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=====1Cr. - 1º Livro das Crônicas=====
*2Mc 2º Livro dos Macabeus
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=====2Cr. - 2º Livro das Crônicas=====
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=====Esd. - Livro de Esdras=====
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=====Ne. - Livro de Neemias=====
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=====Tb. - Livro de Tobias=====
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=====Jud. - Livro de Judite=====
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=====Est. - Livro de Ester=====
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=====1Mc. - 1º Livro dos Macabeus=====
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=====2Mc. - 2º Livro dos Macabeus=====
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====Sapienciais====
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=====Jó - Livro de Jó=====
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=====Sl. - Livro dos Salmos=====
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=====Pr. - Livro dos Provérbios=====
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=====Ecle. - Livro do Eclesiastes=====
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=====Ct. - Cântico dos Cânticos=====
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=====Sb. - Livro da Sabedoria=====
  
===='''Sapienciais'''====
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=====Eclo. - Livro do Eclesiástico=====
*Jó Livro de Jó
 
*Sl Livro dos Salmos
 
*Pr Livro dos Provérbios
 
*Ecl Livro do Eclesiastes
 
*Ct Cântico dos Cânticos
 
*Sb Livro da Sabedoria
 
*Eclo Livro do Eclesiástico
 
  
 
===='''Proféticos'''====
 
===='''Proféticos'''====
*Is Livro de Isaías
 
*Jr Livro de Jeremias
 
*Lm Livro das Lamentações
 
*Br Livro de Baruc
 
*Ez Livro de Ezequiel
 
*Dn Livro de Daniel
 
*Os Livro de Oséias
 
*Jl Livro de Joel
 
*Am Livro de Amós
 
*Ab Livro de Abdias
 
*Jn Livro de Jonas
 
*Mq Livro de Miquéias
 
*Na Livro de Naum
 
*Hab Livro de Habacuc
 
*Sf Livro de Sofonias
 
*Ag Livro de Ageu
 
*Zc Livro de Zacarias
 
*Ml Livro de Malaquias
 
  
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=====Is. - Livro de Isaías=====
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=====Jr. - Livro de Jeremias=====
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=====Lm. - Livro das Lamentações=====
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=====Br. - Livro de Baruc=====
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=====Ez. - Livro de Ezequiel=====
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=====Dn. - Livro de Daniel=====
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=====Os. - Livro de Oséias=====
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=====Jl. - Livro de Joel=====
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=====Am. - Livro de Amós=====
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=====Ab. - Livro de Abdias=====
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=====Jn. - Livro de Jonas=====
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=====Mq. - Livro de Miquéias=====
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=====Na. - Livro de Naum=====
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=====Hab. - Livro de Habacuc=====
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=====Sf. - Livro de Sofonias=====
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=====Ag. - Livro de Ageu=====
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=====Zc. - Livro de Zacarias=====
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=====Ml. - Livro de Malaquias=====
  
 
==='''NOVO TESTAMENTO'''===
 
==='''NOVO TESTAMENTO'''===
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====Evangelhos====
 
====Evangelhos====
  
=====Mt - Evangelho segundo Mateus=====
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=====Mt. - Evangelho segundo Mateus=====
  
 
   
 
   
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20. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.
 
20. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.
  
=====Mc - Evangelho segundo Marcos=====
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=====Mc. - Evangelho segundo Marcos=====
  
 
   
 
   
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20. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.
 
20. Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.
  
=====Lc - Evangelho segundo Lucas=====
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=====Lc. - Evangelho segundo Lucas=====
  
 
Capítulo 1
 
Capítulo 1
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53. E permaneciam no templo, louvando e bendizendo a Deus.
 
53. E permaneciam no templo, louvando e bendizendo a Deus.
  
=====Jo - Evangelho segundo João=====
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=====Jo. - Evangelho segundo João=====
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Capítulo 1
  
====At - Atos dos Apóstolos====
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1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.
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2. Ele estava no princípio junto de Deus.
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3. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito.
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4. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens.
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5. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
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6. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João.
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7. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.
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8. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.
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9. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem.
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10. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu.
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11. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.
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12. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus,
 +
13. os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus.
 +
14. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.
 +
15. João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim.
 +
16. Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça.
 +
17. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.
 +
18. Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou.
 +
19. Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: Quem és tu?
 +
20. Ele fez esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo.
 +
21. Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não.
 +
22. Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?
 +
23. Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3).
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24. Alguns dos emissários eram fariseus.
 +
25. Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?
 +
26. João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis.
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27. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado.
 +
28. Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.
 +
29. No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
 +
30. É este de quem eu disse: Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim.
 +
31. Eu não o conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que ele se torne conhecido em Israel.
 +
32. (João havia declarado: Vi o Espírito descer do céu em forma de uma pomba e repousar sobre ele.)
 +
33. Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo.
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34. Eu o vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus.
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35. No dia seguinte, estava lá João outra vez com dois dos seus discípulos.
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36. E, avistando Jesus que ia passando, disse: Eis o Cordeiro de Deus.
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37. Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus.
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38. Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?
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39. Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia. Era cerca da hora décima.
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40. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João e que o tinham seguido.
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41. Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse-lhe: Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo).
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42. Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra).
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43. No dia seguinte, tinha Jesus a intenção de dirigir-se à Galiléia. Encontra Filipe e diz-lhe: Segue-me.
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44. (Filipe era natural de Betsaida, cidade de André e Pedro.)
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45. Filipe encontra Natanael e diz-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José.
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46. Respondeu-lhe Natanael: Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré? Filipe retrucou: Vem e vê.
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47. Jesus vê Natanael, que lhe vem ao encontro, e diz: Eis um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade.
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48. Natanael pergunta-lhe: Donde me conheces? Respondeu Jesus: Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas debaixo da figueira.
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49. Falou-lhe Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel.
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50. Jesus replicou-lhe: Porque eu te disse que te vi debaixo da figueira, crês! Verás coisas maiores do que esta.
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51. E ajuntou: Em verdade, em verdade vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem.
  
Os ''Atos dos Apóstolos'' formam a sequência do terceiro Evangelho, e foram escritos pelo mesmo autor, Lucas, que, para redigí-los, utilizou tradições escritas e orais e escreveu, numa parte importante de sua narrativa, suas próprias memórias.
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Capítulo 2
  
Os ''Atos dos Apóstolos'' contam os acontecimentos que marcaram o nascimento da Igreja primitiva: a ascenção de Jesus, o Pentecostes, a primeira pregação em Jerusalém e na Palestina; em seguida, a conversão de Paulo e suas viagens missionárias através da Ásia Menor e da Grécia, sua prisão, seu processo e sua transferência para Roma. A narrativa termina bruscamente, sem falar da liberação do apóstolo e de suas viagens antes do martírio.
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1. Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus.
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2. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos.
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3. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho.
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4. Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou.
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5. Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que ele vos disser.
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6. Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas.
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7. Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima.
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8. Tirai agora , disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram.
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9. Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo
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10. e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora.
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11. Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.
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12. Depois disso, desceu para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ali só demoraram poucos dias.
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13. Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
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14. Encontrou no templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos trocadores de moedas.
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15. Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas.
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16. Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes.
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17. Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome (Sl 68,10).
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18. Perguntaram-lhe os judeus: Que sinal nos apresentas tu, para procederes deste modo?
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19. Respondeu-lhes Jesus: Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias.
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20. Os judeus replicaram: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu hás de levantá-lo em três dias?!
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21. Mas ele falava do templo do seu corpo.
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22. Depois que ressurgiu dos mortos, os seus discípulos lembraram-se destas palavras e creram na Escritura e na palavra de Jesus.
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23. Enquanto Jesus celebrava em Jerusalém a festa da Páscoa, muitos creram no seu nome, à vista dos milagres que fazia.
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24. Mas Jesus mesmo não se fiava neles, porque os conhecia a todos.
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25. Ele não necessitava que alguém desse testemunho de nenhum homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.
  
O livro dos ''Atos dos Apóstolos'', em sua primeira parte, insiste antes de tudo na influência do Espírito Santo sobre o desenvolvimento das primeiras comunidades cristãs.
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Capítulo 3
  
Na segunda parte, ele se restringe a mostrar como Paulo, seguindo nisso o exemplo de Pedro, é o grande realizador da entrada em massa dos pagãos na Igreja.
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1. Havia um homem entre os fariseus, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
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2. Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és um Mestre vindo de Deus. Ninguém pode fazer esses milagres que fazes, se Deus não estiver com ele.
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3. Jesus replicou-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus.
 +
4. Nicodemos perguntou-lhe: Como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e nascer pela segunda vez?
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5. Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus.
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6. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito.
 +
7. Não te maravilhes de que eu te tenha dito: Necessário vos é nascer de novo.
 +
8. O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito.
 +
9. Replicou Nicodemos: Como se pode fazer isso?
 +
10. Disse Jesus: És doutor em Israel e ignoras estas coisas!...
 +
11. Em verdade, em verdade te digo: dizemos o que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas não recebeis o nosso testemunho.
 +
12. Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais?
 +
13. Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu.
 +
14. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem,
 +
15. para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna.
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16. Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
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17. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
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18. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus.
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19. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más.
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20. Porquanto todo aquele que faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
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21. Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus.
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22. Em seguida, foi Jesus com os seus discípulos para os campos da Judéia, e ali se deteve com eles, e batizava.
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23. Também João batizava em Enon, perto de Salim, porque havia ali muita água, e muitos vinham e eram batizados.
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24. Pois João ainda não tinha sido lançado no cárcere.
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25. Ora, surgiu uma discussão entre os discípulos de João e um judeu, a respeito da purificação.
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26. Foram e disseram-lhe: Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, de quem tu deste testemunho, ei-lo que está batizando e todos vão ter com ele...
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27. João replicou: Ninguém pode atribuir-se a si mesmo senão o que lhe foi dado do céu.
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28. Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante dele.
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29. Aquele que tem a esposa é o esposo. O amigo do esposo, porém, que está presente e o ouve, regozija-se sobremodo com a voz do esposo. Nisso consiste a minha alegria, que agora se completa.
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30. Importa que ele cresça e que eu diminua.
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31. Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos.
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32. Ele testemunha as coisas que viu e ouviu, mas ninguém recebe o seu testemunho.
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33. Aquele que recebe o seu testemunho confirma que Deus é verdadeiro.
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34. Com efeito, aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus, porque ele concede o Espírito sem medidas.
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35. O Pai ama o Filho e confiou-lhe todas as coisas.
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36. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; quem não crê no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus.
  
A leitura dos ''Atos dos Apóstolos'' - aliás fácil e atraente - é indispensável para uma boa inteligência das Epístolas de São Paulo.
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Capítulo 4
  
=====<font size="3">'''Prefácio'''</font>=====
+
1. O Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele recrutava e batizava mais discípulos que João
 +
2. (se bem que não era Jesus quem batizava, mas os seus discípulos).
 +
3. Deixou a Judéia e voltou para a Galiléia.
 +
4. Ora, devia passar por Samaria.
 +
5. Chegou, pois, a uma localidade da Samaria, chamada Sicar, junto das terras que Jacó dera a seu filho José.
 +
6. Ali havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia.
 +
7. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber.
 +
8. (Pois os discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos.)
 +
9. Aquela samaritana lhe disse: Sendo tu judeu, como pedes de beber a mim, que sou samaritana!... (Pois os judeus não se comunicavam com os samaritanos.)
 +
10. Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva.
 +
11. A mulher lhe replicou: Senhor, não tens com que tirá-la, e o poço é fundo... donde tens, pois, essa água viva?
 +
12. És, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos?
 +
13. Respondeu-lhe Jesus: Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede,
 +
14. mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna.
 +
15. A mulher suplicou: Senhor, dá-me desta água, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la!
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16. Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e volta cá.
 +
17. A mulher respondeu: Não tenho marido. Disse Jesus: Tens razão em dizer que não tens marido.
 +
18. Tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu. Nisto disseste a verdade.
 +
19. Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que és profeta!...
 +
20. Nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar.
 +
21. Jesus respondeu: Mulher, acredita-me, vem a hora em que não adorareis o Pai, nem neste monte nem em Jerusalém.
 +
22. Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.
 +
23. Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja.
 +
24. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade.
 +
25. Respondeu a mulher: Sei que deve vir o Messias (que se chama Cristo); quando, pois, vier, ele nos fará conhecer todas as coisas.
 +
26. Disse-lhe Jesus: Sou eu, quem fala contigo.
 +
27. Nisso seus discípulos chegaram e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher. Ninguém, todavia, perguntou: Que perguntas? Ou: Que falas com ela?
 +
28. A mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens:
 +
29. Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria ele, porventura, o Cristo?
 +
30. Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus.
 +
31. Entretanto, os discípulos lhe pediam: Mestre, come.
 +
32. Mas ele lhes disse: Tenho um alimento para comer que vós não conheceis.
 +
33. Os discípulos perguntavam uns aos outros: Alguém lhe teria trazido de comer?
 +
34. Disse-lhes Jesus: Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra.
 +
35. Não dizeis vós que ainda há quatro meses e vem a colheita? Eis que vos digo: levantai os vossos olhos e vede os campos, porque já estão brancos para a ceifa.
 +
36. O que ceifa recebe o salário e ajunta fruto para a vida eterna; assim o semeador e o ceifador juntamente se regozijarão.
 +
37. Porque eis que se pode dizer com toda verdade: Um é o que semeia outro é o que ceifa.
 +
38. Enviei-vos a ceifar onde não tendes trabalhado; outros trabalharam, e vós entrastes nos seus trabalhos.
 +
39. Muitos foram os samaritanos daquela cidade que creram nele por causa da palavra da mulher, que lhes declarara: Ele me disse tudo quanto tenho feito.
 +
40. Assim, quando os samaritanos foram ter com ele, pediram que ficasse com eles. Ele permaneceu ali dois dias.
 +
41. Ainda muitos outros creram nele por causa das suas palavras.
 +
42. E diziam à mulher: Já não é por causa da tua declaração que cremos, mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo.
 +
43. Passados os dois dias, Jesus partiu para a Galiléia.
 +
44. (Ele mesmo havia declarado que um profeta não é honrado na sua pátria.)
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45. Chegando à Galiléia, acolheram-no os galileus, porque tinham visto tudo o que fizera durante a festa em Jerusalém; pois também eles tinham ido à festa.
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46. Ele voltou, pois, a Caná da Galiléia, onde transformara água em vinho. Havia então em Cafarnaum um oficial do rei, cujo filho estava doente.
 +
47. Ao ouvir que Jesus vinha da Judéia para a Galiléia, foi a ele e rogou-lhe que descesse e curasse seu filho, que estava prestes a morrer.
 +
48. Disse-lhe Jesus: Se não virdes milagres e prodígios, não credes...
 +
49. Pediu-lhe o oficial: Senhor, desce antes que meu filho morra!
 +
50. Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem! O homem acreditou na palavra de Jesus e partiu.
 +
51. Enquanto ia descendo, os criados vieram-lhe ao encontro e lhe disseram: Teu filho está passando bem.
 +
52. Indagou então deles a hora em que se sentira melhor. Responderam-lhe: Ontem à sétima hora a febre o deixou.
 +
53. Reconheceu o pai ser a mesma hora em que Jesus dissera: Teu filho está passando bem. E creu tanto ele como toda a sua casa.
 +
54. Esse foi o segundo milagre que Jesus fez, depois de voltar da Judéia para a Galiléia.
  
<font size="5">'''1)'''</font> "'''1.''' Em minha primeira narração, ó Teófilo, contei toda a seqüência das ações e dos ensinamentos de Jesus,
+
'''2.''' desde o princípio até o dia em que, depois de ter dado pelo Espírito Santo suas instruções aos apóstolos que escolhera, foi arrebatado (ao céu).
+
Capítulo 5
'''3.''' E a eles se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus.
 
  
<center><font size="3">'''A IMPLANTAÇÃO DA IGREJA DE CRISTO NA PALESTINA (1,4-12) - (ou "Atos de Pedro")'''</font></center>
+
1. Depois disso, houve uma festa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
 +
2. Há em Jerusalém, junto à porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, que tem cinco pórticos.
 +
3. Nestes pórticos jazia um grande número de enfermos, de cegos, de coxos e de paralíticos, que esperavam o movimento da água.
 +
4. [Pois de tempos em tempos um anjo do Senhor descia ao tanque e a água se punha em movimento. E o primeiro que entrasse no tanque, depois da agitação da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse.]
 +
5. Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos.
 +
6. Vendo-o deitado e sabendo que já havia muito tempo que estava enfermo, perguntou-lhe Jesus: Queres ficar curado?
 +
7. O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; enquanto vou, já outro desceu antes de mim.
 +
8. Ordenou-lhe Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda.
 +
9. No mesmo instante, aquele homem ficou curado, tomou o seu leito e foi andando. Ora, aquele dia era sábado.
 +
10. E os judeus diziam ao homem curado: E sábado, não te é permitido carregar o teu leito.
 +
11. Respondeu-lhes ele: Aquele que me curou disse: Toma o teu leito e anda.
 +
12. Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda?
 +
13. O que havia sido curado, porém, não sabia quem era, porque Jesus se havia retirado da multidão que estava naquele lugar.
 +
14. Mais tarde, Jesus o achou no templo e lhe disse: Eis que ficaste são; já não peques, para não te acontecer coisa pior.
 +
15. Aquele homem foi então contar aos judeus que fora Jesus quem o havia curado.
 +
16. Por esse motivo, os judeus perseguiam Jesus, porque fazia esses milagres no dia de sábado.
 +
17. Mas ele lhes disse: Meu Pai continua agindo até agora, e eu ajo também.
 +
18. Por esta razão os judeus, com maior ardor, procuravam tirar-lhe a vida, porque não somente violava o repouso do sábado, mas afirmava ainda que Deus era seu Pai e se fazia igual a Deus.
 +
19. Jesus tomou a palavra e disse-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: o Filho de si mesmo não pode fazer coisa alguma; ele só faz o que vê fazer o Pai; e tudo o que o Pai faz, o faz também semelhantemente o Filho.
 +
20. Pois o Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que faz; e maiores obras do que esta lhe mostrará, para que fiqueis admirados.
 +
21. Com efeito, como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida a quem ele quer.
 +
22. Assim também o Pai não julga ninguém, mas entregou todo o julgamento ao Filho.
 +
23. Desse modo, todos honrarão o Filho, bem como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, não honra o Pai, que o enviou.
 +
24. Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida.
 +
25. Em verdade, em verdade vos digo: vem a hora, e já está aí, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão.
 +
26. Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo,
 +
27. e lhe conferiu o poder de julgar, porque é o Filho do Homem.
 +
28. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros sairão deles ao som de sua voz:
 +
29. os que praticaram o bem irão para a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados.
 +
30. De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
 +
31. Se eu der testemunho de mim mesmo, não é digno de fé o meu testemunho.
 +
32. Há outro que dá testemunho de mim, e sei que é digno de fé o testemunho que dá de mim.
 +
33. Vós enviastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade.
 +
34. Não invoco, porém, o testemunho de homem algum. Digo-vos essas coisas, a fim de que sejais salvos.
 +
35. João era uma lâmpada que arde e ilumina; vós, porém, só por uma hora quisestes alegrar-vos com a sua luz.
 +
36. Mas tenho maior testemunho do que o de João, porque as obras que meu Pai me deu para executar - essas mesmas obras que faço - testemunham a meu respeito que o Pai me enviou.
 +
37. E o Pai que me enviou, ele mesmo deu testemunho de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz nem vistes a sua face...
 +
38. e não tendes a sua palavra permanente em vós, pois não credes naquele que ele enviou.
 +
39. Vós perscrutais as Escrituras, julgando encontrar nelas a vida eterna. Pois bem! São elas mesmas que dão testemunho de mim.
 +
40. E vós não quereis vir a mim para que tenhais a vida...
 +
41. Não espero a minha glória dos homens,
 +
42. mas sei que não tendes em vós o amor de Deus.
 +
43. Vim em nome de meu Pai, mas não me recebeis. Se vier outro em seu próprio nome, haveis de recebê-lo...
 +
44. Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros, e não buscais a glória que é só de Deus?
 +
45. Não julgueis que vos hei de acusar diante do Pai; há quem vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança.
 +
46. Pois se crêsseis em Moisés, certamente creríeis em mim, porque ele escreveu a meu respeito.
 +
47. Mas, se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis nas minhas palavras?
  
=====<font size="3">'''A Ascenção'''</font>=====
+
'''4.''' E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca;
+
Capítulo 6
'''5.''' porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias.
+
 
'''6.''' Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel?
+
1. Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.)
'''7.''' Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder,
+
2. Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos.
'''8.''' mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.
+
3. Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos.
'''9.''' Dizendo isso elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos..
+
4. Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus.
'''10.''' Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram:
+
5. Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?
'''11.''' Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu.
+
6. Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer.
 +
7. Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço.
 +
8. Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:
 +
9. Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes... mas que é isto para tanta gente?
 +
10. Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil.
 +
11. Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam.
 +
12. Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.
 +
13. Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos.
 +
14. À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo.
 +
15. Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte.
 +
16. Chegada a tarde, os seus discípulos desceram à margem do lago.
 +
17. Subindo a uma barca, atravessaram o lago rumo a Cafarnaum. Era já escuro, e Jesus ainda não se tinha reunido a eles.
 +
18. O mar, entretanto, se agitava, porque soprava um vento rijo.
 +
19. Tendo eles remado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram Jesus que se aproximava da barca, andando sobre as águas, e ficaram atemorizados.
 +
20. Mas ele lhes disse: Sou eu, não temais.
 +
21. Quiseram recebê-lo na barca, mas pouco depois a barca chegou ao seu destino.
 +
22. No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar percebeu que Jesus não tinha subido com seus discípulos na única barca que lá estava, mas que eles tinham partido sozinhos.
 +
23. Nesse meio tempo, outras barcas chegaram de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças.
 +
24. E, reparando a multidão que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, entrou nas barcas e foi até Cafarnaum à sua procura.
 +
25. Encontrando-o na outra margem do lago, perguntaram-lhe: Mestre, quando chegaste aqui?
 +
26. Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos.
 +
27. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará. Pois nele Deus Pai imprimiu o seu sinal.
 +
28. Perguntaram-lhe: Que faremos para praticar as obras de Deus?
 +
29. Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que ele enviou.
 +
30. Perguntaram eles: Que milagre fazes tu, para que o vejamos e creiamos em ti? Qual é a tua obra?
 +
31. Nossos pais comeram o maná no deserto, segundo o que está escrito: Deu-lhes de comer o pão vindo do céu (Sl 77,24).
 +
32. Jesus respondeu-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu;
 +
33. porque o pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo.
 +
34. Disseram-lhe: Senhor, dá-nos sempre deste pão!
 +
35. Jesus replicou: Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede.
 +
36. Mas já vos disse: Vós me vedes e não credes...
 +
37. Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora.
 +
38. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
 +
39. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia.
 +
40. Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
 +
41. Murmuravam então dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu.
 +
42. E perguntavam: Porventura não é ele Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu?
 +
43. Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.
 +
44. Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia.
 +
45. Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim.
 +
46. Não que alguém tenha visto o Pai, pois só aquele que vem de Deus, esse é que viu o Pai.
 +
47. Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.
 +
48. Eu sou o pão da vida.
 +
49. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram.
 +
50. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.
 +
51. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.
 +
52. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?
 +
53. Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos.
 +
54. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
 +
55. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida.
 +
56. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
 +
57. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim.
 +
58. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente.
 +
59. Tal foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum.
 +
60. Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir?
 +
61. Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza?
 +
62. Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?...
 +
63. O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida.
 +
64. Mas há alguns entre vós que não crêem... Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem o havia de trair.
 +
65. Ele prosseguiu: Por isso vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido.
 +
66. Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele.
 +
67. Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos?
 +
68. Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
 +
69. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!
 +
70. Jesus acrescentou: Não vos escolhi eu todos os doze? Contudo, um de vós é um demônio!...
 +
71. Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, porque era quem o havia de entregar não obstante ser um dos Doze.
 +
 
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Capítulo 7
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1. Depois disso, Jesus percorria a Galiléia. Ele não queria deter-se na Judéia, porque os judeus procuravam tirar-lhe a vida.
 +
2. Aproximava-se a festa dos judeus chamada dos Tabernáculos.
 +
3. Seus irmãos disseram-lhe: Parte daqui e vai para a Judéia, a fim de que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.
 +
4. Pois quem deseja ser conhecido em público não faz coisa alguma ocultamente. Já que fazes essas obras, revela-te ao mundo.
 +
5. Com efeito, nem mesmo os seus irmãos acreditavam nele.
 +
6. Disse-lhes Jesus: O meu tempo ainda não chegou, mas para vós a hora é sempre favorável.
 +
7. O mundo não vos pode odiar, mas odeia-me, porque eu testemunho contra ele que as suas obras são más.
 +
8. Subi vós para a festa. Quanto a mim, eu não irei, porque ainda não chegou o meu tempo.
 +
9. Dito isto, permaneceu na Galiléia.
 +
10. Mas quando os seus irmãos tinham subido, então subiu também ele à festa, não em público, mas despercebidamente.
 +
11. Buscavam-no os judeus durante a festa e perguntavam: Onde está ele?
 +
12. E na multidão só se discutia a respeito dele. Uns diziam: É homem de bem. Outros, porém, diziam: Não é; ele seduz o povo.
 +
13. Ninguém, contudo, ousava falar dele livremente com medo dos judeus.
 +
14. Lá pelo meio da festa, Jesus subiu ao templo e pôs-se a ensinar.
 +
15. Os judeus se admiravam e diziam: Este homem não fez estudos. Donde lhe vem, pois, este conhecimento das Escrituras?
 +
16. Respondeu-lhes Jesus: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou.
 +
17. Se alguém quiser cumprir a vontade de Deus, distinguirá se a minha doutrina é de Deus ou se falo de mim mesmo.
 +
18. Quem fala por própria autoridade busca a própria glória, mas quem procura a glória de quem o enviou é digno de fé e nele não há impostura alguma.
 +
19. Acaso não foi Moisés quem vos deu a lei? No entanto, ninguém de vós cumpre a lei!...
 +
20. Por que procurais tirar-me a vida? Respondeu o povo: Tens um demônio! Quem procura tirar-te a vida?
 +
21. Replicou Jesus: Fiz uma só obra, e todos vós vos maravilhais!
 +
22. Moisés vos deu a circuncisão (se bem que ela não é de Moisés, mas dos patriarcas), e até no sábado circuncidais um homem!
 +
23. Se um homem recebe a circuncisão em dia de sábado, e isso sem violar a Lei de Moisés, por que vos indignais comigo, que tenho curado um homem em todo o seu corpo em dia de sábado?
 +
24. Não julgueis pela aparência, mas julgai conforme a justiça.
 +
25. Algumas das pessoas de Jerusalém diziam: Não é este aquele a quem procuram tirar a vida?
 +
26. Todavia, ei-lo que fala em público e não lhe dizem coisa alguma. Porventura reconheceram de fato as autoridades que ele é o Cristo?
 +
27. Mas este nós sabemos de onde vem. Do Cristo, porém, quando vier, ninguém saberá de onde seja.
 +
28. Enquanto ensinava no templo, Jesus exclamou: Ah! Vós me conheceis e sabeis de onde eu sou!... Entretanto, não vim de mim mesmo, mas é verdadeiro aquele que me enviou, e vós não o conheceis.
 +
29. Eu o conheço, porque venho dele e ele me enviou.
 +
30. Procuraram prendê-lo, mas ninguém lhe deitou as mãos, porque ainda não era chegada a sua hora.
 +
31. Muitos do povo, porém, creram nele e perguntavam: Quando vier o Cristo, fará mais milagres do que este faz?
 +
32. Os fariseus ouviram esse murmúrio que circulava entre o povo a respeito de Jesus. Então, de acordo com eles, os príncipes dos sacerdotes enviaram guardas para prendê-lo.
 +
33. Disse Jesus: Ainda por um pouco de tempo estou convosco e então vou para aquele que me enviou.
 +
34. Buscar-me-eis sem me achar, nem podereis ir para onde estou.
 +
35. Os judeus perguntavam entre si: Para onde irá ele, que o não possamos achar? Porventura irá para o meio dos judeus dispersos entre os gregos, para tornar-se o doutor dos estrangeiros?
 +
36. Que significam essas palavras que nos disse: Buscar-me-eis sem me achar, e onde estou para lá não podereis ir?
 +
37. No último dia, que é o principal dia de festa, estava Jesus de pé e clamava: Se alguém tiver sede, venha a mim e beba.
 +
38. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11).
 +
39. Dizia isso, referindo-se ao Espírito que haviam de receber os que cressem nele, pois ainda não fora dado o Espírito, visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado.
 +
40. Ouvindo essas palavras, alguns daquela multidão diziam: Este é realmente o profeta.
 +
41. Outros diziam: Este é o Cristo. Mas outros protestavam: É acaso da Galiléia que há de vir o Cristo?
 +
42. Não diz a Escritura: O Cristo há de vir da família de Davi, e da aldeia de Belém, onde vivia Davi?
 +
43. Houve por isso divisão entre o povo por causa dele.
 +
44. Alguns deles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe lançou as mãos.
 +
45. Voltaram os guardas para junto dos príncipes dos sacerdotes e fariseus, que lhes perguntaram: Por que não o trouxestes?
 +
46. Os guardas responderam: Jamais homem algum falou como este homem!...
 +
47. Replicaram os fariseus: Porventura também vós fostes seduzidos?
 +
48. Há, acaso, alguém dentre as autoridades ou fariseus que acreditou nele?
 +
49. Este poviléu que não conhece a lei é amaldiçoado!...
 +
50. Replicou-lhes Nicodemos, um deles, o mesmo que de noite o fora procurar:
 +
51. Condena acaso a nossa lei algum homem, antes de o ouvir e conhecer o que ele faz?
 +
52. Responderam-lhe: Porventura és também tu galileu? Informa-te bem e verás que da Galiléia não saiu profeta.
 +
53. E voltaram, cada um para sua casa.
  
=====<font size="3">'''Os discípulos no cenáculo'''</font>=====
+
'''12.''' Voltaram eles então para Jerusalém do monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, distante uma jornada de sábado.
+
Capítulo 8
'''13.''' Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelador, e Judas, irmão de Tiago.
 
'''14.''' Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele.
 
  
=====<font size="3">'''Eleição de Matias'''</font>=====
+
1. Dirigiu-se Jesus para o monte das Oliveiras.
'''15.''' Num daqueles dias, levantou-se Pedro no meio de seus irmãos, na assembléia reunida que constava de umas cento e vinte pessoas, e disse:
+
2. Ao romper da manhã, voltou ao templo e todo o povo veio a ele. Assentou-se e começou a ensinar.
'''16.''' Irmãos, convinha que se cumprisse o que o Espírito Santo predisse na escritura pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus.
+
3. Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério.
'''17.''' Ele era um dos nossos e teve parte no nosso ministério.
+
4. Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério.
'''18.''' Este homem adquirira um campo com o salário de seu crime. Depois, tombando para a frente, arrebentou-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram.
+
5. Moisés mandou-nos na lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes tu a isso?
'''19.''' (Tornou-se este fato conhecido dos habitantes de Jerusalém, de modo que aquele campo foi chamado na língua deles Hacéldama, isto é, Campo de Sangue.)
+
6. Perguntavam-lhe isso, a fim de pô-lo à prova e poderem acusá-lo. Jesus, porém, se inclinou para a frente e escrevia com o dedo na terra.
'''20.''' Pois está escrito no livro dos Salmos: Fique deserta a sua habitação, e não haja quem nela habite; e ainda mais: Que outro receba o seu cargo (Sl 68,26; 108,8).
+
7. Como eles insistissem, ergueu-se e disse-lhes: Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.
'''21.''' Convém que destes homens que têm estado em nossa companhia todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós,
+
8. Inclinando-se novamente, escrevia na terra.
'''22.''' a começar do batismo de João até o dia em que do nosso meio foi arrebatado, um deles se torne conosco testemunha de sua Ressurreição.
+
9. A essas palavras, sentindo-se acusados pela sua própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele.
'''23.''' Propuseram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome Justo, e Matias.
+
10. Então ele se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?
'''24.''' E oraram nestes termos: Ó Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos qual destes dois escolheste
+
11. Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Disse-lhe então Jesus: Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.
'''25.''' para tomar neste ministério e apostolado o lugar de Judas que se transviou, para ir para o seu próprio lugar.
+
12. Falou-lhes outra vez Jesus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.
'''26.''' Deitaram sorte e caiu a sorte em Matias, que foi incorporado aos onze apóstolos".
+
13. A isso, os fariseus lhe disseram: Tu dás testemunho de ti mesmo; teu testemunho não é digno de fé.
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14. Respondeu-lhes Jesus: Embora eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é digno de , porque sei de onde vim e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho nem para onde vou.
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15. Vós julgais segundo a aparência; eu não julgo ninguém.
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16. E, se julgo, o meu julgamento é conforme a verdade, porque não estou sozinho, mas comigo está o Pai que me enviou.
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17. Ora, na vossa lei está escrito: O testemunho de duas pessoas é digno de fé (Dt 19,15).
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18. Eu dou testemunho de mim mesmo; e meu Pai, que me enviou, o dá também.
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19. Perguntaram-lhe: Onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Não conheceis nem a mim nem a meu Pai; se me conhecêsseis, certamente conheceríeis também a meu Pai.
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20. Estas palavras proferiu Jesus ensinando no templo, junto aos cofres de esmola. Mas ninguém o prendeu, porque ainda não era chegada a sua hora.
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21. Jesus disse-lhes: Eu me vou, e procurar-me-eis e morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir.
 +
22. Perguntavam os judeus: Será que ele se vai matar, pois diz: Para onde eu vou, vós não podeis ir?
 +
23. Ele lhes disse: Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.
 +
24. Por isso vos disse: morrereis no vosso pecado; porque, se não crerdes o que eu sou, morrereis no vosso pecado.
 +
25. Quem és tu?, perguntaram-lhe eles então. Jesus respondeu: Exatamente o que eu vos declaro.
 +
26. Tenho muitas coisas a dizer e a julgar a vosso respeito, mas o que me enviou é verdadeiro e o que dele ouvi eu o digo ao mundo.
 +
27. Eles, porém, não compreenderam que ele lhes falava do Pai.
 +
28. Jesus então lhes disse: Quando tiverdes levantado o Filho do Homem, então conhecereis quem sou e que nada faço de mim mesmo, mas falo do modo como o Pai me ensinou.
 +
29. Aquele que me enviou está comigo; ele não me deixou sozinho, porque faço sempre o que é do seu agrado.
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30. Tendo proferido essas palavras, muitos creram nele.
 +
31. E Jesus dizia aos judeus que nele creram: Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos;
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32. conhecereis a verdade e a verdade vos livrará.
 +
33. Replicaram-lhe: Somos descendentes de Abraão e jamais fomos escravos de alguém. Como dizes tu: Sereis livres?
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34. Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo.
 +
35. Ora, o escravo não fica na casa para sempre, mas o filho sim, fica para sempre.
 +
36. Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres.
 +
37. Bem sei que sois a raça de Abraão; mas quereis matar-me, porque a minha palavra não penetra em vós.
 +
38. Eu falo o que vi junto de meu Pai; e vós fazeis o que aprendestes de vosso pai.
 +
39. Nosso pai, replicaram eles, é Abraão. Disse-lhes Jesus: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão.
 +
40. Mas, agora, procurais tirar-me a vida, a mim que vos falei a verdade que ouvi de Deus! Isso Abraão não o fez.
 +
41. Vós fazeis as obras de vosso pai. Retrucaram-lhe eles: Nós não somos filhos da fornicação; temos um só pai: Deus.
 +
42. Jesus replicou: Se Deus fosse vosso pai, vós me amaríeis, porque eu saí de Deus. É dele que eu provenho, porque não vim de mim mesmo, mas foi ele quem me enviou.
 +
43. Por que não compreendeis a minha linguagem? É porque não podeis ouvir a minha palavra.
 +
44. Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
 +
45. Mas eu, porque vos digo a verdade, não me credes.
 +
46. Quem de vós me acusará de pecado? Se vos falo a verdade, por que me não credes?
 +
47. Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, e se vós não as ouvis é porque não sois de Deus.
 +
48. Responderam então os judeus: Não dizemos com razão que és samaritano, e que estás possesso de um demônio?
 +
49. Respondeu-lhes Jesus: Eu não estou possesso de demônio, mas honro a meu Pai. Vós, porém, me ultrajais!
 +
50. Não busco a minha glória. Há quem a busque e ele fará justiça.
 +
51. Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá jamais a morte.
 +
52. Disseram-lhe os judeus: Agora vemos que és possuído de um demônio. Abraão morreu, e também os profetas. E tu dizes que, se alguém guardar a tua palavra, jamais provará a morte...
 +
53. És acaso maior do que nosso pai Abraão? E, entretanto, ele morreu... e os profetas também. Quem pretendes ser?
 +
54. Respondeu Jesus: Se me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; meu Pai é quem me glorifica, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus
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55. e, contudo, não o conheceis. Eu, porém, o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria mentiroso como vós. Mas conheço-o e guardo a sua palavra.
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56. Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu-o e ficou cheio de alegria.
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57. Os judeus lhe disseram: Não tens ainda cinqüenta anos e viste Abraão!...
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58. Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão fosse, eu sou.
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59. A essas palavras, pegaram então em pedras para lhas atirar. Jesus, porém, se ocultou e saiu do templo.
  
=====<font size="3">'''Vinda do Espírito Santo'''</font>=====
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Capítulo 9
  
<font size="5">'''2)'''</font> "'''1.''' Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
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1. Caminhando, viu Jesus um cego de nascença.
'''2.''' De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.
+
2. Os seus discípulos indagaram dele: Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego?
'''3.''' Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.
+
3. Jesus respondeu: Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus.
'''4.''' Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
+
4. Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar.
'''5.''' Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu.
+
5. Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
'''6.''' Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua.
+
6. Dito isso, cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego.
'''7.''' Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam?
+
7. Depois lhe disse: Vai, lava-te na piscina de Siloé (esta palavra significa emissário). O cego foi, lavou-se e voltou vendo.
'''8.''' Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?
+
8. Então os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto mendigar perguntavam: Não é este aquele que, sentado, mendigava?
'''9.''' Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia,
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9. Respondiam alguns: É ele. Outros contestavam: De nenhum modo, é um parecido com ele. Ele, porém, dizia: Sou eu mesmo.
'''10.''' a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos,
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10. Perguntaram-lhe, então: Como te foram abertos os olhos?
'''11.''' judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!
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11. Respondeu ele: Aquele homem que se chama Jesus fez lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo.
'''12.''' Estavam, pois, todos atônitos e, sem saber o que pensar, perguntavam uns aos outros: Que significam estas coisas?
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12. Interrogaram-no: Onde está esse homem? Respondeu: Não o sei.
'''13.''' Outros, porém, escarnecendo, diziam: Estão todos embriagados de vinho doce.
+
13. Levaram então o que fora cego aos fariseus.
 +
14. Ora, era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos.
 +
15. Os fariseus indagaram dele novamente de que modo ficara vendo. Respondeu-lhes: Pôs-me lodo nos olhos, lavei-me e vejo.
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16. Diziam alguns dos fariseus: Este homem não é o enviado de Deus, pois não guarda sábado. Outros replicavam: Como pode um pecador fazer tais prodígios? E havia desacordo entre eles.
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17. Perguntaram ainda ao cego: Que dizes tu daquele que te abriu os olhos? É um profeta, respondeu ele.
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18. Mas os judeus não quiseram admitir que aquele homem tivesse sido cego e que tivesse recobrado a vista, até que chamaram seus pais.
 +
19. E os interrogaram: É este o vosso filho? Afirmais que ele nasceu cego? Pois como é que agora vê?
 +
20. Seus pais responderam: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego.
 +
21. Mas não sabemos como agora ficou vendo, nem quem lhe abriu os olhos. Perguntai-o a ele. Tem idade. Que ele mesmo explique.
 +
22. Seus pais disseram isso porque temiam os judeus, pois os judeus tinham ameaçado expulsar da sinagoga todo aquele que reconhecesse Jesus como o Cristo.
 +
23. Por isso é que seus pais responderam: Ele tem idade, perguntai-lho.
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24. Tornaram a chamar o homem que fora cego, dizendo-lhe: Dá glória a Deus! Nós sabemos que este homem é pecador.
 +
25. Disse-lhes ele: Se esse homem é pecador, não o sei... Sei apenas isto: sendo eu antes cego, agora vejo.
 +
26. Perguntaram-lhe ainda uma vez: Que foi que ele te fez? Como te abriu os olhos?
 +
27. Respondeu-lhes: Eu já vo-lo disse e não me destes ouvidos. Por que quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, tornar-vos também seus discípulos?...
 +
28. Então eles o cobriram de injúrias e lhe disseram: Tu que és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés.
 +
29. Sabemos que Deus falou a Moisés, mas deste não sabemos de onde ele é.
 +
30. Respondeu aquele homem: O que é de admirar em tudo isso é que não saibais de onde ele é, e entretanto ele me abriu os olhos.
 +
31. Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade.
 +
32. Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença.
 +
33. Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada.
 +
34. Responderam-lhe eles: Tu nasceste todo em pecado e nos ensinas?... E expulsaram-no.
 +
35. Jesus soube que o tinham expulsado e, havendo-o encontrado, perguntou-lhe: Crês no Filho do Homem?
 +
36. Respondeu ele: Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele?
 +
37. Disse-lhe Jesus: Tu o vês, é o mesmo que fala contigo!
 +
38. Creio, Senhor, disse ele. E, prostrando-se, o adorou.
 +
39. Jesus então disse: Vim a este mundo para fazer uma discriminação: os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos.
 +
40. Alguns dos fariseus, que estavam com ele, ouviram-no e perguntaram-lhe: Também nós somos, acaso, cegos?...
 +
41. Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado, mas agora pretendeis ver, e o vosso pecado subsiste.
  
=====<font size="3">'''Discurso de Pedro'''</font>=====
+
'''14.''' Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras.
+
Capítulo 10
'''15.''' Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto não ser ainda a hora terceira do dia.
+
 
'''16.''' Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel:
+
1. Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.
'''17.''' Acontecerá nos últimos dias - é Deus quem fala -, que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão.
+
2. Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas.
'''18.''' Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão.
+
3. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem.
'''19.''' Farei aparecer prodígios em cima, no céu, e milagres embaixo, na terra: sangue fogo e vapor de fumaça.
+
4. Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz.
'''20.''' O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor.
+
5. Mas não seguem o estranho; antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.
'''21.''' E então todo o que invocar o nome do Senhor será salvo (Jl 3,1-5).
+
6. Jesus disse-lhes essa parábola, mas não entendiam do que ele queria falar.
'''22.''' Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis,
+
7. Jesus tornou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.
'''23.''' depois de ter sido entregue, segundo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de ímpios.
+
8. Todos quantos vieram antes de mim foram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram.
'''24.''' Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porque não era possível que ela o retivesse em seu poder.
+
9. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará pastagem.
'''25.''' Pois dele diz Davi: Eu via sempre o Senhor perto de mim, pois ele está à minha direita, para que eu não seja abalado.
+
10. O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância.
'''26.''' Alegrou-se por isso o meu coração e a minha língua exultou. Sim, também a minha carne repousará na esperança,
+
11. Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.
'''27.''' pois não deixarás a minha alma na região dos mortos, nem permitirás que o teu santo conheça a corrupção.
+
12. O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas.
'''28.''' Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria com a visão de tua face (Sl 15,8-11).
+
13. O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas.
'''29.''' Irmãos, seja permitido dizer-vos com franqueza: do patriarca Davi dizemos que morreu e foi sepultado, e o seu sepulcro está entre nós até o dia de hoje.
+
14. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim,
30. Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes seria colocado no seu trono.
+
15. como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas.
'''31.''' É, portanto, a ressurreição de Cristo que ele previu e anunciou por estas palavras: Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção.
+
16. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.
'''32.''' A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas.
+
17. O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar.
'''33.''' Exaltado pela direita de Deus, havendo recebido do Pai o Espírito Santo prometido, derramou-o como vós vedes e ouvis.
+
18. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai.
'''34.''' Pois Davi pessoalmente não subiu ao céu, todavia diz: O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita
+
19. A propósito dessas palavras, originou-se nova divisão entre os judeus.
'''35.''' até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1).
+
20. Muitos deles diziam: Ele está possuído do demônio. Ele delira. Por que o escutais vós?
'''36.''' Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo.
+
21. Outros diziam: Estas palavras não são de quem está endemoninhado. Acaso pode o demônio abrir os olhos a um cego?
 +
22. Celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação. Era inverno.
 +
23. Jesus passeava no templo, no pórtico de Salomão.
 +
24. Os judeus rodearam-no e perguntaram-lhe: Até quando nos deixarás na incerteza? Se tu és o Cristo, dize-nos claramente.
 +
25. Jesus respondeu-lhes : Eu vo-lo digo, mas não credes. As obras que faço em nome de meu Pai, estas dão testemunho de mim.
 +
26. Entretanto, não credes, porque não sois das minhas ovelhas.
 +
27. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem.
 +
28. Eu llhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão.
 +
29. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém as pode arrebatar da mão de meu Pai.
 +
30. Eu e o Pai somos um.
 +
31. Os judeus pegaram pela segunda vez em pedras para o apedejar.
 +
32. Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais?
 +
33. Os judeus responderam-lhe: Não é por causa de alguma boa obra que te queremos apedrejar, mas por uma blasfêmia, porque, sendo homem, te fazes Deus.
 +
34. Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses (Sl 81,6)?
 +
35. Se a lei chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada),
 +
36. como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus?
 +
37. Se eu não faço as obras de meu Pai, não me creiais.
 +
38. Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai.
 +
39. Procuraram então prendê-lo, mas ele se esquivou das suas mãos.
 +
40. Ele se retirou novamente para além do Jordão, para o lugar onde João começara a batizar, e lá permaneceu.
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41. Muitos foram a ele e diziam: João não fez milagre algum,
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42. mas tudo o que João falou deste homem era verdade. E muitos acreditaram nele.
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Capítulo 11
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1. Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta.
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2. Maria era quem ungira o Senhor com o óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os seus cabelos. E Lázaro, que estava enfermo, era seu irmão.
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3. Suas irmãs mandaram, pois, dizer a Jesus: Senhor, aquele que tu amas está enfermo.
 +
4. A estas palavras, disse-lhes Jesus: Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus.
 +
5. Ora, Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro.
 +
6. Mas, embora tivesse ouvido que ele estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar.
 +
7. Depois, disse a seus discípulos: Voltemos para a Judéia.
 +
8. Mestre, responderam eles, há pouco os judeus te queriam apedrejar, e voltas para lá?
 +
9. Jesus respondeu: Não são doze as horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo.
 +
10. Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz.
 +
11. Depois destas palavras, ele acrescentou: Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo.
 +
12. Disseram-lhe os seus discípulos: Senhor, se ele dorme, há de sarar.
 +
13. Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal.
 +
14. Então Jesus lhes declarou abertamente: Lázaro morreu.
 +
15. Alegro-me por vossa causa, por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos a ele.
 +
16. A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele.
 +
17. À chegada de Jesus, já havia quatro dias que Lázaro estava no sepulcro.
 +
18. Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios.
 +
19. Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão.
 +
20. Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro. Maria, porém, estava sentada em casa.
 +
21. Marta disse a Jesus: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!
 +
22. Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus to concederá.
 +
23. Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressurgirá.
 +
24. Respondeu-lhe Marta: Sei que há de ressurgir na ressurreição no último dia.
 +
25. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.
 +
26. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto?
 +
27. Respondeu ela: Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo.
 +
28. A essas palavras, ela foi chamar sua irmã Maria, dizendo-lhe baixinho: O Mestre está aí e te chama.
 +
29. Apenas ela o ouviu, levantou-se imediatamente e foi ao encontro dele.
 +
30. (Pois Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava ainda naquele lugar onde Marta o tinha encontrado.)
 +
31. Os judeus que estavam com ela em casa, em visita de pêsames, ao verem Maria levantar-se depressa e sair, seguiram-na, crendo que ela ia ao sepulcro para ali chorar.
 +
32. Quando, porém, Maria chegou onde Jesus estava e o viu, lançou-se aos seus pés e disse-lhe: Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!
 +
33. Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção,
 +
34. perguntou: Onde o pusestes? Responderam-lhe: Senhor, vinde ver.
 +
35. Jesus pôs-se a chorar.
 +
36. Observaram por isso os judeus: Vede como ele o amava!
 +
37. Mas alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos do cego de nascença, fazer com que este não morresse?
 +
38. Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra.
 +
39. Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí...
 +
40. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra.
 +
41. Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste.
 +
42. Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me enviaste.
 +
43. Depois destas palavras, exclamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!
 +
44. E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.
 +
45. Muitos dos judeus, que tinham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.
 +
46. Alguns deles, porém, foram aos fariseus e lhes contaram o que Jesus realizara.
 +
47. Os pontífices e os fariseus convocaram o conselho e disseram: Que faremos? Esse homem multiplica os milagres.
 +
48. Se o deixarmos proceder assim, todos crerão nele, e os romanos virão e arruinarão a nossa cidade e toda a nação.
 +
49. Um deles, chamado Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano, disse-lhes: Vós não entendeis nada!
 +
50. Nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação.
 +
51. E ele não disse isso por si mesmo, mas, como era o sumo sacerdote daquele ano, profetizava que Jesus havia de morrer pela nação,
 +
52. e não somente pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos.
 +
53. E desde aquele momento resolveram tirar-lhe a vida.
 +
54. Em conseqüência disso, Jesus já não andava em público entre os judeus. Retirou-se para uma região vizinha do deserto, a uma cidade chamada Efraim, e ali se detinha com seus discípulos.
 +
55. Estava próxima a Páscoa dos judeus, e muita gente de todo o país subia a Jerusalém antes da Páscoa para se purificar.
 +
56. Procuravam Jesus e falavam uns com os outros no templo: Que vos parece? Achais que ele não virá à festa?
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57. Mas os sumos sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem para que todo aquele que soubesse onde ele estava o denunciasse, para o prenderem.
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Capítulo 12
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1. Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia, onde vivia Lázaro, que ele ressuscitara.
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2. Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas.
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3. Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo.
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4. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse:
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5. Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres?
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6. Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam.
 +
7. Jesus disse: Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura.
 +
8. Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tereis.
 +
9. Uma grande multidão de judeus veio a saber que Jesus lá estava; e chegou, não somente por causa de Jesus, mas ainda para ver Lázaro, que ele ressuscitara.
 +
10. Mas os príncipes dos sacerdotes resolveram tirar a vida também a Lázaro,
 +
11. porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus.
 +
12. No dia seguinte, uma grande multidão que tinha vindo à festa em Jerusalém ouviu dizer que Jesus se ia aproximando.
 +
13. Saíram-lhe ao encontro com ramos de palmas, exclamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel!
 +
14. Tendo Jesus encontrado um jumentinho, montou nele, segundo o que está escrito:
 +
15. Não temas, filha de Sião, eis que vem o teu rei montado num filho de jumenta (Zc 9,9).
 +
16. Os seus discípulos a princípio não compreendiam essas coisas, mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que isto estava escrito a seu respeito e de que assim lho fizeram.
 +
17. A multidão, pois, que se achava com ele, quando chamara Lázaro do sepulcro e o ressuscitara, aclamava-o.
 +
18. Por isso o povo lhe saía ao encontro, porque tinha ouvido que Jesus fizera aquele milagre.
 +
19. Mas os fariseus disseram entre si: Vede! Nada adiantamos! Reparai que todo mundo corre após ele!
 +
20. Havia alguns gregos entre os que subiram para adorar durante a festa.
 +
21. Estes se aproximaram de Filipe (aquele de Betsaida da Galiléia) e rogaram-lhe: Senhor, quiséramos ver Jesus.
 +
22. Filipe foi e falou com André. Então André e Filipe o disseram ao Senhor.
 +
23. Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora para o Filho do Homem ser glorificado.
 +
24. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto.
 +
25. Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.
 +
26. Se alguém me quer servir, siga-me; e, onde eu estiver, estará ali também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.
 +
27. Presentemente, a minha alma está perturbada. Mas que direi?... Pai, salva-me desta hora... Mas é exatamente para isso que vim a esta hora.
 +
28. Pai, glorifica o teu nome! Nisto veio do céu uma voz: Já o glorifiquei e tornarei a glorificá-lo.
 +
29. Ora, a multidão que ali estava, ao ouvir isso, dizia ter havido um trovão. Outros replicavam: Um anjo falou-lhe.
 +
30. Jesus disse: Essa voz não veio por mim, mas sim por vossa causa.
 +
31. Agora é o juízo deste mundo; agora será lançado fora o príncipe deste mundo.
 +
32. E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim.
 +
33. Dizia, porém, isto, significando de que morte havia de morrer.
 +
34. A multidão respondeu-lhe: Nós temos ouvido da lei que o Cristo permanece para sempre. Como dizes tu: Importa que o Filho do Homem seja levantado? Quem é esse Filho do Homem?
 +
35. Respondeu-lhes Jesus: Ainda por pouco tempo a luz estará em vosso meio. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos surpreendam; e quem caminha nas trevas não sabe para onde vai.
 +
36. Enquanto tendes a luz, crede na luz, e assim vos tornareis filhos da luz. Jesus disse essas coisas, retirou-se e ocultou-se longe deles.
 +
37. Embora tivesse feito tantos milagres na presença deles, não acreditavam nele.
 +
38. Assim se cumpria o oráculo do profeta Isaías: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor (Is 53,1)?
 +
39. Aliás, não podiam crer, porque outra vez disse Isaías:
 +
40. Ele cegou-lhes os olhos, endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos nem entendam com o coração e se convertam e eu os sare (Is 6,10).
 +
41. Assim se exprimiu Isaías, quando teve a visão de sua glória e dele falou.
 +
42. Não obstante, também muitos dos chefes creram nele, mas por causa dos fariseus não o manifestavam, para não serem expulsos da sinagoga.
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43. Assim preferiram a glória dos homens àquela que vem de Deus.
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44. Entretanto, Jesus exclamou em voz alta: Aquele que crê em mim, crê não em mim, mas naquele que me enviou;
 +
45. e aquele que me vê, vê aquele que me enviou.
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46. Eu vim como luz ao mundo; assim, todo aquele que crer em mim não ficará nas trevas.
 +
47. Se alguém ouve as minhas palavras e não as guarda, eu não o condenarei, porque não vim para condenar o mundo, mas para salvá-lo.
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48. Quem me despreza e não recebe as minhas palavras, tem quem o julgue; a palavra que anunciei julgá-lo-á no último dia.
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49. Em verdade, não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele mesmo me prescreveu o que devo dizer e o que devo ensinar.
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50. E sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que digo, digo-o segundo me falou o Pai.
 +
 
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Capítulo 13
  
=====<font size="3">'''Primeiras conversões'''</font>=====
+
1. Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.
'''37.''' Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram de Pedro e dos demais apóstolos: Que devemos fazer, irmãos?
+
2. Durante a ceia, - quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo -,
'''38.''' Pedro lhes respondeu: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.
+
3. sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava,
'''39.''' Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus.
+
4. levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela.
'''40.''' Ainda com muitas outras palavras exortava-os, dizendo: Salvai-vos do meio dessa geração perversa!
+
5. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido.
'''41.''' Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número dos adeptos.
+
6. Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!...
 +
7. Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve.
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8. Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!... Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo.
 +
9. Exclamou então Simão Pedro: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça.
 +
10. Disse-lhe Jesus: Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!...
 +
11. Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais puros.
 +
12. Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz?
 +
13. Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.
 +
14. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros.
 +
15. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós.
 +
16. Em verdade, em verdade vos digo: o servo não é maior do que o seu Senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou.
 +
17. Se compreenderdes estas coisas, sereis felizes, sob condição de as praticardes.
 +
18. Não digo isso de vós todos; conheço os que escolhi, mas é preciso que se cumpra esta palavra da Escritura: Aquele que come o pão comigo levantou contra mim o seu calcanhar (Sl 40,10).
 +
19. Desde já vo-lo digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais e reconheçais quem sou eu.
 +
20. Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que eu enviei recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
 +
21. Dito isso, Jesus ficou perturbado em seu espírito e declarou abertamente: Em verdade, em verdade vos digo: um de vós me há de trair!...
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22. Os discípulos olhavam uns para os outros, sem saber de quem falava.
 +
23. Um dos discípulos, a quem Jesus amava, estava à mesa reclinado ao peito de Jesus.
 +
24. Simão Pedro acenou-lhe para dizer-lhe: Dize-nos, de quem é que ele fala.
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25. Reclinando-se este mesmo discípulo sobre o peito de Jesus, interrogou-o: Senhor, quem é?
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26. Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o pão embebido. Em seguida, molhou o pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes.
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27. Logo que ele o engoliu, Satanás entrou nele. Jesus disse-lhe, então: O que queres fazer, faze-o depressa.
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28. Mas ninguém dos que estavam à mesa soube por que motivo lho dissera.
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29. Pois, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe falava: Compra aquilo de que temos necessidade para a festa. Ou: Dá alguma coisa aos pobres.
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30. Tendo Judas recebido o bocado de pão, apressou-se em sair. E era noite...
 +
31. Logo que Judas saiu, Jesus disse: Agora é glorificado o Filho do Homem, e Deus é glorificado nele.
 +
32. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará em breve.
 +
33. Filhinhos meus, por um pouco apenas ainda estou convosco. Vós me haveis de procurar, mas como disse aos judeus, também vos digo agora a vós: para onde eu vou, vós não podeis ir.
 +
34. Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.
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35. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
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36. Perguntou-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus respondeu-lhe: Para onde vou, não podes seguir-me agora, mas seguir-me-ás mais tarde.
 +
37. Pedro tornou a perguntar: Senhor, por que te não posso seguir agora? Darei a minha vida por ti!
 +
38. Respondeu-lhe Jesus: Darás a tua vida por mim!... Em verdade, em verdade te digo: não cantará o galo até que me negues três vezes.
  
=====<font size="3">'''Virtudes dos primeiros cristãos'''</font>=====
+
'''42.''' Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações.
+
Capítulo 14
'''43.''' De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações.
 
'''44.''' Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum.
 
'''45.''' Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um.
 
'''46.''' Unidos de coração freqüentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração,
 
'''47.''' louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação".
 
  
=====<font size="3">'''Cura do coxo'''</font>=====
+
1. Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim.
 +
2. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar.
 +
3. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais.
 +
4. E vós conheceis o caminho para ir aonde vou.
 +
5. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?
 +
6. Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.
 +
7. Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois o tendes visto.
 +
8. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta.
 +
9. Respondeu Jesus: Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai...
 +
10. Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras.
 +
11. Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao menos por causa destas obras.
 +
12. Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.
 +
13. E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
 +
14. Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei.
 +
15. Se me amais, guardareis os meus mandamentos.
 +
16. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco.
 +
17. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.
 +
18. Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós.
 +
19. Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, me tornareis a ver, porque eu vivo e vós vivereis.
 +
20. Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós.
 +
21. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele.
 +
22. Pergunta-lhe Judas, não o Iscariotes: Senhor, por que razão hás de manifestar-te a nós e não ao mundo?
 +
23. Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada.
 +
24. Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou.
 +
25. Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco.
 +
26. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.
 +
27. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!
 +
28. Ouvistes que eu vos disse: Vou e volto a vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos, que vou para junto do Pai, porque o Pai é maior do que eu.
 +
29. E disse-vos agora estas coisas, antes que aconteçam, para que creiais quando acontecerem.
 +
30. Já não falarei muito convosco, porque vem o príncipe deste mundo; mas ele não tem nada em mim.
 +
31. O mundo, porém, deve saber que amo o Pai e procedo como o Pai me ordenou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.
  
<font size="5">'''3)'''</font> "'''1.''' Pedro e João iam subindo ao templo para rezar à hora nona.
+
'''2.''' Nisto levavam um homem que era coxo de nascença e que punham todos os dias à porta do templo, chamada Formosa, para que pedisse esmolas aos que entravam no templo.
+
Capítulo 15
'''3.''' Quando ele viu que Pedro e João iam entrando no templo, implorou a eles uma esmola.
+
 
'''4.''' Pedro fitou nele os olhos, como também João, e disse: Olha para nós.
+
1. Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará;
'''5.''' Ele os olhou com atenção esperando receber deles alguma coisa.
+
2. e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto.
'''6.''' Pedro, porém, disse: Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!
+
3. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado.
'''7.''' E tomando-o pela mão direita, levantou-o. Imediatamente os pés e os tornozelos se lhe firmaram. De um salto pôs-se de pé e andava.
+
4. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim.
'''8.''' Entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus.
+
5. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
'''9.''' Todo o povo o viu andar e louvar a Deus.
+
6. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á.
'''10.''' Reconheceram ser o mesmo coxo que se sentava para mendigar à porta Formosa do templo, e encheram-se de espanto e pasmo pelo que lhe tinha acontecido.
+
7. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.
'''11.''' Como ele se conservava perto de Pedro e João, uma multidão de curiosos afluiu a eles no pórtico chamado Salomão.
+
8. Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.
'''12.''' À vista disso, falou Pedro ao povo: Homens de Israel, por que vos admirais assim? Ou por que fitais os olhos em nós, como se por nossa própria virtude ou piedade tivéssemos feito este homem andar?
+
9. Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor.
'''13.''' O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes perante Pilatos, quando este resolvera soltá-lo.
+
10. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor.
'''14.''' Mas vós renegastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homicida.
+
11. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.
'''15.''' Matastes o Príncipe da vida, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos: disso nós somos testemunhas.
+
12. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.
'''16.''' Em virtude da fé em seu nome foi que esse mesmo nome consolidou este homem, que vedes e conheceis. Foi a em Jesus que lhe deu essa cura perfeita, à vista de todos vós.
+
13. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.
'''17.''' Agora, irmãos, sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos chefes.
+
14. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.
'''18.''' Deus, porém, assim cumpriu o que antes anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo devia padecer.
+
15. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.
'''19.''' Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos para serem apagados os vossos pecados.
+
16. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.
'''20.''' Virão, assim, da parte do Senhor os tempos de refrigério, e ele enviará aquele que vos é destinado: Cristo Jesus.
+
17. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.
'''21.''' É necessário, porém, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus outrora pela boca dos seus santos profetas.
+
18. Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós.
'''22.''' Já dissera Moisés: O Senhor, nosso Deus, vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim: a este ouvireis em tudo o que ele vos disser.
+
19. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia.
'''23.''' Todo aquele que não ouvir esse profeta será exterminado do meio do povo (Dt 18,15.19).
+
20. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa.
'''24.''' Todos os profetas, que têm falado sucessivamente desde Samuel, anunciaram estes dias.
+
21. Mas vos farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.
'''25.''' Vós sois filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com os nossos pais, quando disse a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra (Gn 22,18).
+
22. Se eu não viesse e não lhes tivesse falado, não teriam pecado; mas agora não há desculpa para o seu pecado.
'''26.''' Foi em primeiro lugar para vós que Deus suscitou o seu servo, para vos abençoar, a fim de que cada um se aparte da sua iniqüidade".
+
23. Aquele que me odeia, odeia também a meu Pai.
 +
24. Se eu não tivesse feito entre eles obras, como nenhum outro fez, não teriam pecado; mas agora as viram e odiaram a mim e a meu Pai.
 +
25. Mas foi para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Odiaram-me sem motivo (Sl 34,19; 68,5).
 +
26. Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim.
 +
27. Também vós dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio
  
=====<font size="3">'''Prisão de Pedro e de João'''</font>=====
+
 +
Capítulo 16
  
<font size="5">'''4)'''</font> "1. Enquanto eles falavam ao povo, vieram os sacerdotes, o chefe do templo e os saduceus,
+
1. Disse-vos essas coisas para vos preservar de alguma queda.
'''2.''' contrariados porque ensinavam ao povo e anunciavam, na pessoa de Jesus, a ressurreição dos mortos.
+
2. Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus.
'''3.''' Prenderam-nos e os meteram no cárcere até o outro dia, pois já era tarde.
+
3. Procederão deste modo porque não conheceram o Pai, nem a mim.
'''4.''' Muitos, porém, dos que tinham ouvido a pregação creram; e o número dos fiéis elevou-se a mais ou menos cinco mil.
+
4. Disse-vos, porém, essas palavras para que, quando chegar a hora, vos lembreis de que vo-lo anunciei. E não vo-las disse desde o princípio, porque estava convosco.
'''5.''' No dia seguinte reuniram-se em Jerusalém os chefes do povo, os anciãos, os escribas,
+
5. Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: Para onde vais?
'''6.''' com Anás, sumo sacerdote, Caifás, João, Alexandre e todos os que eram da linhagem pontifical.
+
6. Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração.
'''7.''' Colocando-os no meio, perguntaram: Com que poder ou em que nome fizestes isso?
+
7. Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei.
'''8.''' Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu-lhes: Chefes do povo e anciãos, ouvi-me:
+
8. E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo.
'''9.''' se hoje somos interrogados a respeito do benefício feito a um enfermo, e em que nome foi ele curado,
+
9. Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim.
'''10.''' ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: foi em nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos. Por ele é que esse homem se acha são, em pé, diante de vós.
+
10. Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis;
'''11.''' Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular.
+
11. ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado.
'''12.''' Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos.
+
12. Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora.
'''13.''' Vendo eles a coragem de Pedro e de João, e considerando que eram homens sem estudo e sem instrução, admiravam-se. Reconheciam-nos como companheiros de Jesus.
+
13. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão.
'''14.''' Mas vendo com eles o homem que tinha sido curado, não puderam replicar.
+
14. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará.
'''15.''' Mandaram que se retirassem da sala do conselho, e conferenciaram entre si:
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15. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará.
'''16.''' Que faremos destes homens? Porquanto o milagre por eles feito se tornou conhecido de todos os habitantes de Jerusalém, e não o podemos negar.
+
16. Ainda um pouco de tempo, e já me não vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver, porque vou para junto do Pai.
'''17.''' Todavia, para que esta notícia não se divulgue mais entre o povo, proibamos com ameaças, que no futuro falem a alguém nesse nome.
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17. Nisso alguns dos seus discípulos perguntavam uns aos outros: Que é isso que ele nos diz: Ainda um pouco de tempo, e não me vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver? E que significa também: Eu vou para o Pai?
'''18.''' Chamaram-nos e ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem em nome de Jesus.
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18. Diziam então: Que significa este pouco de tempo de que fala? Não sabemos o que ele quer dizer.
'''19.''' Responderam-lhes Pedro e João: Julgai-o vós mesmos se é justo diante de Deus obedecermos a vós mais do que a Deus.
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19. Jesus notou que lho queriam perguntar e disse-lhes: Perguntais uns aos outros acerca do que eu disse: Ainda um pouco de tempo, e não me vereis; e depois mais um pouco de tempo, e me tornareis a ver.
'''20.''' Não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido.
+
20. Em verdade, em verdade vos digo: haveis de lamentar e chorar, mas o mundo se há de alegrar. E haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza se há de transformar em alegria.
'''21.''' Eles então, ameaçando-os de novo, soltaram-nos, não achando pretexto para os castigar por causa do povo, porque todos glorificavam a Deus pelo que tinha acontecido.
+
21. Quando a mulher está para dar à luz, sofre porque veio a sua hora. Mas, depois que deu à luz a criança, não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo.
'''22.''' Pois já passava dos 40 anos o homem em quem se realizara essa cura milagrosa.
+
22. Assim também vós: sem dúvida, agora estais tristes, mas hei de ver-vos outra vez, e o vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará a vossa alegria.
*<font size="3">'''Oração dos fiéis pelos apóstolos libertados'''</font>
+
23. Naquele dia não me perguntareis mais coisa alguma.
'''23.''' Postos em liberdade, voltaram aos seus irmãos e referiram tudo quanto lhes tinham dito os sumos sacerdotes e os anciãos.
+
Em verdade, em verdade vos digo: o que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dará.
'''24.''' Ao ouvirem isso, levantaram unânimes a voz a Deus e disseram: Senhor, vós que fizestes o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há.
+
24. Até agora não pedistes nada em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja perfeita.
'''25.''' Vós que, pelo Espírito Santo, pela boca de nosso pai Davi, vosso servo, dissestes: Por que se agitam as nações, e imaginam os povos coisas vãs?
+
25. Disse-vos essas coisas em termos figurados e obscuros. Vem a hora em que já não vos falarei por meio de comparações e parábolas, mas vos falarei abertamente a respeito do Pai.
'''26.''' Levantam-se os reis da terra, e os príncipes se reúnem em conselho contra o Senhor e contra o seu Cristo (Sl 2,1s.).
+
26. Naquele dia pedireis em meu nome, e já não digo que rogarei ao Pai por vós.
'''27.''' Pois na verdade se uniram nesta cidade contra o vosso santo servo Jesus, que ungistes, Herodes e Pôncio Pilatos com as nações e com o povo de Israel,
+
27. Pois o mesmo Pai vos ama, porque vós me amastes e crestes que saí de Deus.
'''28.''' para executarem o que a vossa mão e o vosso conselho predeterminaram que se fizesse.
+
28. Saí do Pai e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e volto para junto do Pai.
'''29.''' Agora, pois, Senhor, olhai para as suas ameaças e concedei aos vossos servos que com todo o desassombro anunciem a vossa palavra.
+
29. Disseram-lhe os seus discípulos: Eis que agora falas claramente e a tua linguagem já não é figurada e obscura.
'''30.''' Estendei a vossa mão para que se realizem curas, milagres e prodígios pelo nome de Jesus, vosso santo servo!
+
30. Agora sabemos que conheces todas as coisas e que não necessitas que alguém te pergunte. Por isso, cremos que saíste de Deus.
'''31.''' Mal acabavam de rezar, tremeu o lugar onde estavam reunidos. E todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciaram com intrepidez a palavra de Deus.
+
31. Jesus replicou-lhes: Credes agora!...
 +
32. Eis que vem a hora, e ela já veio, em que sereis espalhados, cada um para o seu lado, e me deixareis sozinho. Mas não estou só, porque o Pai está comigo.
 +
33. Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.
  
=====<font size="3">'''União dos primeiros fiéis'''</font>=====
+
'''32.''' A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum.
+
Capítulo 17
'''33.''' Com grande coragem os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça.
+
 
'''34.''' Nem havia entre eles nenhum necessitado, porque todos os que possuíam terras e casas vendiam-nas,
+
1. Jesus afirmou essas coisas e depois, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora. Glorifica teu Filho, para que teu Filho glorifique a ti;
'''35.''' e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam-no aos pés dos apóstolos. Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade.
+
2. e para que, pelo poder que lhe conferiste sobre toda criatura, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe entregaste.
'''36.''' Assim José (a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé que quer dizer Filho da Consolação), levita natural de Chipre, possuía um campo.
+
3. Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste.
'''37.''' Vendeu-o e trouxe o valor dele e depositou aos pés dos apóstolos".
+
4. Eu te glorifiquei na terra. Terminei a obra que me deste para fazer.
 +
5. Agora, pois, Pai, glorifica-me junto de ti, concedendo-me a glória que tive junto de ti, antes que o mundo fosse criado.
 +
6. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus e deste-mos e guardaram a tua palavra.
 +
7. Agora eles reconheceram que todas as coisas que me deste procedem de ti.
 +
8. Porque eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste e eles as receberam e reconheceram verdadeiramente que saí de ti, e creram que tu me enviaste.
 +
9. Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.
 +
10. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado.
 +
11. Já não estou no mundo, mas eles estão ainda no mundo; eu, porém, vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós.
 +
12. Enquanto eu estava com eles, eu os guardava em teu nome, que me incumbiste de fazer conhecido. Conservei os que me deste, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.
 +
13. Mas, agora, vou para junto de ti. Dirijo-te esta oração enquanto estou no mundo para que eles tenham a plenitude da minha alegria.
 +
14. Dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo.
 +
15. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal.
 +
16. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo.
 +
17. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade.
 +
18. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.
 +
19. Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade.
 +
20. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim.
 +
21. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste.
 +
22. Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um:
 +
23. eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim.
 +
24. Pai, quero que, onde eu estou, estejam comigo aqueles que me deste, para que vejam a minha glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo.
 +
25. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes sabem que tu me enviaste.
 +
26. Manifestei-lhes o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles.
  
=====<font size="3">'''Astúcia de Ananias e Safira'''</font>=====
+
 +
Capítulo 18
  
<font size="5">'''5)'''</font> "'''1.''' Um certo homem chamado Ananias, de comum acordo com sua mulher Safira, vendeu um campo
+
1. Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos.
'''2.''' e, combinando com ela, reteve uma parte da quantia da venda. Levando apenas a outra parte, depositou-a aos pés dos apóstolos.
+
2. Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos.
'''3.''' Pedro, porém, disse: Ananias, por que tomou conta Satanás do teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e enganasses acerca do valor do campo?
+
3. Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas.
'''4.''' Acaso não o podias conservar sem vendê-lo? E depois de vendido, não podias livremente dispor dessa quantia? Por que imaginaste isso em teu coração? Não foi aos homens que mentiste, mas a Deus.
+
4. Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais?
'''5.''' Ao ouvir estas palavras, Ananias caiu morto. Apoderou-se grande terror de todos os que o ouviram.
+
5. Responderam: A Jesus de Nazaré. Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, estava com eles.)
'''6.''' Uns moços retiraram-no dali, levaram-no para fora e o enterraram.
+
6. Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra.
'''7.''' Depois de umas três horas, entrou também sua mulher, nada sabendo do ocorrido.
+
7. Perguntou-lhes ele, pela segunda vez: A quem buscais? Disseram: A Jesus de Nazaré.
'''8.''' Pedro perguntou-lhe: Dize-me, mulher. Foi por tanto que vendestes o vosso campo? Respondeu ela: Sim, por esse preço.
+
8. Replicou Jesus: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes.
'''9.''' Replicou Pedro: Por que combinastes para pôr à prova o Espírito do Senhor? Estão ali à porta os pés daqueles que sepultaram teu marido. Hão de levar-te também a ti.
+
9. Assim se cumpriu a palavra que disse: Dos que me deste não perdi nenhum (Jo 17,12).
'''10.''' Imediatamente caiu aos seus pés e expirou. Entrando aqueles moços, acharam-na morta. Levaram-na para fora e a enterraram junto do seu marido.
+
10. Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O servo chamava-se Malco.)
'''11.''' Sobreveio grande pavor a toda a comunidade e a todos os que ouviram falar desse acontecimento.
+
11. Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?
 +
12. Então a coorte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram.
 +
13. Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.
 +
14. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo.
 +
15. Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote,
 +
16. porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar.
 +
17. A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele.
 +
18. Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se.
 +
19. O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.
 +
20. Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas.
 +
21. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei.
 +
22. A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote?
 +
23. Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?
 +
24. (Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.)
 +
25. Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos? Negou-o, dizendo: Não!
 +
26. Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Não te vi eu com ele no horto?
 +
27. Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou.
 +
28. Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa.
 +
29. Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem?
 +
30. Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti.
 +
31. Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém.
 +
32. Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer (Mt 20,19).
 +
33. Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus?
 +
34. Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?
 +
35. Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
 +
36. Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo.
 +
37. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
 +
38. Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?... Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum.
 +
39. Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?
 +
40. Então todos gritaram novamente e disseram: Não! A este não! Mas a Barrabás! (Barrabás era um salteador.)
  
=====<font size="3">'''Pregação e milagres dos apóstolos'''</font>=====
+
'''12.''' Enquanto isso, realizavam-se entre o povo pelas mãos dos apóstolos muitos milagres e prodígios. Reuniam-se eles todos unânimes no pórtico de Salomão.
+
Capítulo 19
'''13.''' Dos outros ninguém ousava juntar-se a eles, mas o povo lhes tributava grandes louvores.
 
'''14.''' Cada vez mais aumentava a multidão dos homens e mulheres que acreditavam no Senhor.
 
'''15.''' De maneira que traziam os doentes para as ruas e punham-nos em leitos e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles.
 
'''16.''' Também das cidades vizinhas de Jerusalém afluía muita gente, trazendo os enfermos e os atormentados por espíritos imundos, e todos eles eram curados.
 
  
=====<font size="3">'''Segunda prisão dos apóstolos'''</font>=====
+
1. Pilatos mandou então flagelar Jesus.
'''17.''' Levantaram-se então os sumos sacerdotes e seus partidários (isto é, a seita dos saduceus) cheios de inveja,
+
2. Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura.
'''18.''' e deitaram as mãos nos apóstolos e meteram-nos na cadeia pública.
+
3. Aproximavam-se dele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.
'''19.''' Mas um anjo do Senhor abriu de noite as portas do cárcere e, conduzindo-os para fora, disse-lhes:
+
4. Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação.
'''20.''' Ide e apresentai-vos no templo e pregai ao povo as palavras desta vida.
+
5. Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem!
'''21.''' Obedecendo a essa ordem, eles entraram ao amanhecer, no templo, e puseram-se a ensinar. Enquanto isso, o sumo sacerdote e os seus partidários reuniram-se e convocaram o Grande Conselho e todos os anciãos de Israel, e mandaram trazer os apóstolos do cárcere.
+
6. Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Falou-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma.
'''22.''' Dirigiram-se para lá os guardas, mas ao abrirem o cárcere, não os encontraram, e voltaram a informar:
+
7. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus.
'''23.''' Achamos o cárcere fechado com toda segurança e os guardas de pé diante das portas, e, no entanto, abrindo-as, não achamos ninguém lá dentro.
+
8. Estas palavras impressionaram Pilatos.
'''24.''' A essa notícia, os sumos sacerdotes e o chefe do templo ficaram perplexos e indagaram entre si sobre o que significava isso.
+
9. Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe respondeu.
'''25.''' Mas, nesse momento, alguém transmitiu-lhes esta notícia: Aqueles homens que metestes no cárcere estão no templo ensinando o povo!
+
10. Pilatos então lhe disse: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?
'''26.''' Foi então o comandante do templo com seus guardas e trouxe-os sem violência, porque temiam ser apedrejados pelo povo.
+
11. Respondeu Jesus: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior.
'''27.''' Trouxeram-nos e os introduziram no Grande Conselho, onde o sumo sacerdote os interrogou, dizendo:
+
12. Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam: Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador.
'''28.''' Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome. Não obstante isso, tendes enchido Jerusalém de vossa doutrina! Quereis fazer recair sobre nós o sangue deste homem!
+
13. Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata.
'''29.''' Pedro e os apóstolos replicaram: Importa obedecer antes a Deus do que aos homens.
+
14. (Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei!
'''30.''' O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, que vós matastes, suspendendo-o num madeiro.
+
15. Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César!
'''31.''' Deus elevou-o pela mão direita como Príncipe e Salvador, a fim de dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.
+
16. Entregou-o então a eles para que fosse crucificado.
'''32.''' Deste fato nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que lhe obedecem.
+
17. Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota.
'''33.''' Ao ouvirem essas palavras, enfureceram-se e resolveram matá-los.
+
18. Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.
 +
19. Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus.
 +
20. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego.
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21. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus.
 +
22. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi.
 +
23. Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura.
 +
24. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados.
 +
25. Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
 +
26. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.
 +
27. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.
 +
28. Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede.
 +
29. Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca.
 +
30. Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.
 +
31. Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
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32. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados.
 +
33. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,
 +
34. mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.
 +
35. O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais.
 +
36. Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).
 +
37. E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10).
 +
38. Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus.
 +
39. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés.
 +
40. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.
 +
41. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado.
 +
42. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.
  
=====<font size="3">'''Libertação dos apóstolos, a conselho de Gamaliel'''</font>=====
+
'''34.''' Levantou-se, porém, um membro do Grande Conselho. Era Gamaliel, um fariseu, doutor da lei, respeitado por todo o povo.
+
Capítulo 20
'''35.''' Mandou que se retirassem aqueles homens por um momento, e então lhes disse: Homens de Israel, considerai bem o que ides fazer com estes homens.
 
'''36.''' Faz algum tempo apareceu um certo Teudas, que se considerava um grande homem. A ele se associaram cerca de quatrocentos homens: foi morto e todos os seus partidários foram dispersados e reduzidos a nada.
 
'''37.''' Depois deste, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e arrastou o povo consigo, mas também ele pereceu e todos quantos o seguiam foram dispersados.
 
'''38.''' Agora, pois, eu vos aconselho: não vos metais com estes homens. Deixai-os! Se o seu projeto ou a sua obra provém de homens, por si mesma se destruirá;
 
'''39.''' mas se provier de Deus, não podereis desfazê-la. Vós vos arriscaríeis a entrar em luta contra o próprio Deus. Aceitaram o seu conselho.
 
'''40.''' Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Ordenaram-lhes então que não pregassem mais em nome de Jesus, e os soltaram.
 
'''41.''' Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus.
 
'''42.''' E todos os dias não cessavam de ensinar e de pregar o Evangelho de Jesus Cristo no templo e pelas casas".
 
  
=====<font size="3">'''Eleição dos diáconos'''</font>=====
+
1. No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro.
 +
2. Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!
 +
3. Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro.
 +
4. Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.
 +
5. Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou.
 +
6. Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão.
 +
7. Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte.
 +
8. Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.
 +
9. Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos.
 +
10. Os discípulos, então, voltaram para as suas casas.
 +
11. Entretanto, Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava. Chorando, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro.
 +
12. Viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
 +
13. Eles lhe perguntaram: Mulher, por que choras? Ela respondeu: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.
 +
14. Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu.
 +
15. Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem procuras? Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar.
 +
16. Disse-lhe Jesus: Maria! Voltando-se ela, exclamou em hebraico: Rabôni! (que quer dizer Mestre).
 +
17. Disse-lhe Jesus: Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
 +
18. Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e contou o que ele lhe tinha falado.
 +
19. Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: A paz esteja convosco!
 +
20. Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.
 +
21. Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.
 +
22. Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo.
 +
23. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.
 +
24. Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
 +
25. Os outros discípulos disseram-lhe: Vimos o Senhor. Mas ele replicou-lhes: Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei!
 +
26. Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco!
 +
27. Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé.
 +
28. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus!
 +
29. Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!
 +
30. Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro.
 +
31. Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
  
<font size="5">'''6)'''</font> "'''1.''' Naqueles dias, como crescesse o número dos discípulos, houve queixas dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas teriam sido negligenciadas na distribuição diária.
+
'''2.''' Por isso, os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus, para administrar.
+
Capítulo 21
'''3.''' Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos este ofício.
+
 
'''4.''' Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra.
+
1. Depois disso, tornou Jesus a manifestar-se aos seus discípulos junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo:
'''5.''' Este parecer agradou a toda a reunião. Escolheram Estêvão, homem cheio de e do Espírito Santo; Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.
+
2. Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (que era de Caná da Galiléia), os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos.
'''6.''' Apresentaram-nos aos apóstolos, e estes, orando, impuseram-lhes as mãos.
+
3. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe eles: Também nós vamos contigo. Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam.
'''7.''' Divulgou-se sempre mais a palavra de Deus. Multiplicava-se consideravelmente o número dos discípulos em Jerusalém. Também grande número de sacerdotes aderia à fé.
+
4. Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Todavia, os discípulos não o reconheceram.
 +
5. Perguntou-lhes Jesus: Amigos, não tendes acaso alguma coisa para comer? Não, responderam-lhe.
 +
6. Disse-lhes ele: Lançai a rede ao lado direito da barca e achareis. Lançaram-na, e já não podiam arrastá-la por causa da grande quantidade de peixes.
 +
7. Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor! Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se às águas.
 +
8. Os outros discípulos vieram na barca, arrastando a rede dos peixes (pois não estavam longe da terra, senão cerca de duzentos côvados).
 +
9. Ao saltarem em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima delas, e pão.
 +
10. Disse-lhes Jesus: Trazei aqui alguns dos peixes que agora apanhastes.
 +
11. Subiu Simão Pedro e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta e três peixes grandes. Apesar de serem tantos, a rede não se rompeu.
 +
12. Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. Nenhum dos discípulos ousou perguntar-lhe: Quem és tu?, pois bem sabiam que era o Senhor.
 +
13. Jesus aproximou-se, tomou o pão e lhos deu, e do mesmo modo o peixe.
 +
14. Era esta já a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado.
 +
15. Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
 +
16. Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
 +
17. Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.
 +
18. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres.
 +
19. Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: Segue-me!
 +
20. Voltando-se Pedro, viu que o seguia aquele discípulo que Jesus amava (aquele que estivera reclinado sobre o seu peito, durante a ceia, e lhe perguntara: Senhor, quem é que te há de trair?).
 +
21. Vendo-o, Pedro perguntou a Jesus: Senhor, e este? Que será dele?
 +
22. Respondeu-lhe Jesus: Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha? Segue-me tu.
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23. Correu por isso o boato entre os irmãos de que aquele discípulo não morreria. Mas Jesus não lhe disse: Não morrerá, mas: Que te importa se quero que ele fique assim até que eu venha?
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24. Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho.
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25. Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.
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====At. - Atos dos Apóstolos====
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Os ''Atos dos Apóstolos'' formam a sequência do terceiro Evangelho, e foram escritos pelo mesmo autor, Lucas, que, para redigí-los, utilizou tradições escritas e orais e escreveu, numa parte importante de sua narrativa, suas próprias memórias.
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Os ''Atos dos Apóstolos'' contam os acontecimentos que marcaram o nascimento da Igreja primitiva: a ascenção de Jesus, o Pentecostes, a primeira pregação em Jerusalém e na Palestina; em seguida, a conversão de Paulo e suas viagens missionárias através da Ásia Menor e da Grécia, sua prisão, seu processo e sua transferência para Roma. A narrativa termina bruscamente, sem falar da liberação do apóstolo e de suas viagens antes do martírio.
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O livro dos ''Atos dos Apóstolos'', em sua primeira parte, insiste antes de tudo na influência do Espírito Santo sobre o desenvolvimento das primeiras comunidades cristãs.
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Na segunda parte, ele se restringe a mostrar como Paulo, seguindo nisso o exemplo de Pedro, é o grande realizador da entrada em massa dos pagãos na Igreja.
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A leitura dos ''Atos dos Apóstolos'' - aliás fácil e atraente - é indispensável para uma boa inteligência das Epístolas de São Paulo.  
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*<font size="3">'''Prefácio'''</font>
  
=====<font size="3">'''Prisão do diácono Estêvão'''</font>=====
+
<font size="5">'''1)'''</font> "'''1.''' Em minha primeira narração, ó Teófilo, contei toda a seqüência das ações e dos ensinamentos de Jesus,
'''8.''' Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes milagres e prodígios entre o povo.
+
'''2.''' desde o princípio até o dia em que, depois de ter dado pelo Espírito Santo suas instruções aos apóstolos que escolhera, foi arrebatado (ao céu).
'''9.''' Mas alguns da sinagoga, chamada dos Libertos, dos cirenenses, dos alexandrinos e dos que eram da Cilícia e da Ásia, levantaram-se para disputar com ele.
+
'''3.''' E a eles se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus.
'''10.''' Não podiam, porém, resistir à sabedoria e ao Espírito que o inspirava.
 
'''11.''' Então subornaram alguns indivíduos para que dissessem que o tinham ouvido proferir palavras de blasfêmia contra Moisés e contra Deus.
 
'''12.''' Amotinaram assim o povo, os anciãos e os escribas e, investindo contra ele, agarraram-no e o levaram ao Grande Conselho.
 
'''13.''' Apresentaram falsas testemunhas que diziam: Esse homem não cessa de proferir palavras contra o lugar santo e contra a lei.
 
'''14.''' Nós o ouvimos dizer que Jesus de Nazaré há de destruir este lugar e há de mudar as tradições que Moisés nos legou.
 
'''15.''' Fixando nele os olhos, todos os membros do Grande Conselho viram o seu rosto semelhante ao de um anjo".
 
  
=====<font size="3">'''Discurso de Estêvão'''</font>=====
+
<center><font size="3">'''A IMPLANTAÇÃO DA IGREJA DE CRISTO NA PALESTINA (1,4-12) - (ou "Atos de Pedro")'''</font></center>
  
<font size="5">'''7)'''</font> "'''1.''' Perguntou-lhe então o sumo sacerdote: É realmente assim?
+
*<font size="3">'''A Ascenção'''</font>
'''2.''' Respondeu ele: Irmãos e pais, escutai. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, quando estava na Mesopotâmia, antes de ir morar em Harã.
+
'''4.''' E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca;
'''3.''' E disse-lhe: Sai de teu país e de tua parentela, e vai para a terra que eu te mostrar (Gn 12,1).
+
'''5.''' porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias.
'''4.''' Ele saiu da terra dos caldeus, e foi habitar em Harã. Dali, depois que lhe faleceu o pai, Deus o fez passar para esta terra, em que vós agora habitais.
+
'''6.''' Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel?
'''5.''' Não lhe deu nela propriedade alguma, nem sequer um palmo de terra, mas prometeu dar-lha em posse, e depois dele à sua posteridade, quando ainda não tinha filho algum.
+
'''7.''' Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder,
'''6.''' Eis como falou Deus: Tua descendência habitará em terra estranha e será reduzida à escravidão e maltratada pelo espaço de quatrocentos anos.
+
'''8.''' mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.
'''7.''' Mas eu julgarei a nação que os dominar - diz o Senhor -, e eles sairão e me prestarão culto neste lugar (Gn 15,13s.; Ex 3,12).
+
'''9.''' Dizendo isso elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos..
'''8.''' E deu-lhe a aliança da circuncisão. Assim, Abraão teve um filho, Isaac, e, passados oito dias, o circuncidou; e Isaac, a Jacó; e Jacó, os doze patriarcas.
+
'''10.''' Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram:
'''9.''' Os patriarcas, invejosos de José, venderam-no para o Egito. Mas Deus estava com ele.
+
'''11.''' Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu.
'''10.''' Livrou-o de todas as suas tribulações e deu-lhe graça e sabedoria diante do faraó, rei do Egito, que o fez governador do Egito e chefe de sua casa.
 
'''11.''' Sobreveio depois uma fome a todo o Egito e Canaã. Grande era a tribulação, e os nossos pais não achavam o que comer.
 
'''12.''' Mas quando Jacó soube que havia trigo no Egito, enviou pela primeira vez os nossos pais para lá.
 
'''13.''' Na segunda, foi José reconhecido por seus irmãos, e foi descoberta ao faraó a sua origem.
 
'''14.''' Enviando mensageiros, José mandou vir seu pai Jacó com toda a sua família, que constava de setenta e cinco pessoas.
 
'''15.''' Jacó desceu ao Egito e morreu ali, como também nossos pais.
 
'''16.''' Seus corpos foram trasladados para Siquém, e foram postos no sepulcro que Abraão tinha comprado, a peso de dinheiro, dos filhos de Hemor, de Siquém.
 
'''17.''' Aproximava-se o tempo em que devia realizar-se a promessa que Deus havia jurado a Abraão. O povo cresceu e se multiplicou no Egito
 
'''18.''' até que se levantou outro rei no Egito, o qual nada sabia de José.
 
'''19.''' Este rei, usando de astúcia contra a nossa raça, maltratou nossos pais e obrigou-os a enjeitar seus filhos para privá-los da vida.
 
'''20.''' Por este mesmo tempo, nasceu Moisés. Era belo aos olhos de Deus e por três meses foi criado na casa paterna.
 
'''21.''' Depois, quando foi exposto, a filha do faraó o recolheu e o criou como seu próprio filho.
 
'''22.''' Moisés foi instruído em todas as ciências dos egípcios e tornou-se forte em palavras e obras.
 
'''23.''' Quando completou 40 anos, veio-lhe à mente visitar seus irmãos, os filhos de Israel.
 
'''24.''' Viu que um deles era maltratado; tomou-lhe a defesa e vingou o que padecia a injúria, matando o egípcio.
 
'''25.''' Ele esperava que os seus irmãos compreendessem que Deus se servia de sua mão para livrá-los. Mas não o entenderam.
 
'''26.''' No dia seguinte, dois dentre eles brigavam, e ele procurou reconciliá-los: Amigos, disse ele, sois irmãos, por que vos maltratais um ao outro?
 
'''27.''' Mas o que maltratava seu compatriota o repeliu: Quem te constituiu chefe ou juiz sobre nós?
 
'''28.''' Porventura queres tu matar-me, como ontem mataste o egípcio?
 
'''29.''' A estas palavras, Moisés fugiu. E esteve como estrangeiro na terra de Madiã, onde teve dois filhos.
 
'''30.''' Passados quarenta anos, apareceu-lhe no deserto do monte Sinai um anjo, na chama duma sarça ardente.
 
'''31.''' Moisés, admirado de uma tal visão, aproximou-se para a examinar. E a voz do Senhor lhe falou:
 
'''32.''' Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó. Moisés, atemorizado, não ousava levantar os olhos.
 
'''33.''' O Senhor lhe disse: Tira o teu calçado, porque o lugar onde estás é uma terra santa.
 
'''34.''' Considerei a aflição do meu povo no Egito, ouvi os seus gemidos e desci para livrá-los. Vem, pois, agora e eu te enviarei ao Egito.
 
'''35.''' Este Moisés que desprezaram, dizendo: Quem te constituiu chefe ou juiz?, a este Deus enviou como chefe e libertador pela mão do anjo que lhe apareceu na sarça.
 
'''36.''' Ele os fez sair do Egito, operando prodígios e milagres na terra do Egito, no mar Vermelho e no deserto, por espaço de quarenta anos.
 
'''37.''' Foi este Moisés que disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre os vossos irmãos um profeta como eu.
 
'''38.''' Este é o que esteve entre o povo congregado no deserto, e com o anjo que lhe falara no monte Sinai, e com os nossos pais; que recebeu palavras de vida para no-las transmitir.
 
'''39.''' Nossos pais não lhe quiseram obedecer, mas o repeliram. Em seus corações voltaram-se para o Egito,
 
'''40.''' dizendo a Aarão: Faze-nos deuses, que vão diante de nós, porque quanto a este Moisés, que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que foi feito dele.
 
'''41.''' Fizeram, naqueles dias, um bezerro de ouro e ofereceram um sacrifício ao ídolo, e se alegravam diante da obra das suas mãos.
 
'''42.''' Mas Deus afastou-se e os abandonou ao culto dos astros do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura, casa de Israel, vós me oferecestes vítimas e sacrifícios por quarenta anos no deserto?
 
'''43.''' Aceitastes a tenda de Moloc e a estrela do vosso deus Renfão, figuras que vós fizestes para adorá-las! Assim eu vos deportarei para além da Babilônia (Am 5,25ss.).
 
'''44.''' A Arca da Aliança esteve com os nossos pais no deserto, como Deus ordenou a Moisés que a fizesse conforme o modelo que tinha visto.
 
'''45.''' Recebendo-a nossos pais, levaram-na sob a direção de Josué às terras dos pagãos, que Deus expulsou da presença de nossos pais. E ali ficou até o tempo de Davi.
 
'''46.''' Este encontrou graça diante de Deus e pediu que pudesse achar uma morada para o Deus de Jacó.
 
'''47.''' Salomão foi quem lhe edificou a casa.
 
'''48.''' O Altíssimo, porém, não habita em casas construídas por mãos humanas. Como diz o profeta:
 
'''49.''' O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificareis vós?, diz o Senhor. Qual é o lugar do meu repouso?
 
'''50.''' Acaso não foi minha mão que fez tudo isto (Is 66,1s.)?
 
'''51.''' Homens de dura cerviz, e de corações e ouvidos incircuncisos! Vós sempre resistis ao Espírito Santo. Como procederam os vossos pais, assim procedeis vós também!
 
'''52.''' A qual dos profetas não perseguiram os vossos pais? Mataram os que prediziam a vinda do Justo, do qual vós agora tendes sido traidores e homicidas.
 
'''53.''' Vós que recebestes a lei pelo ministério dos anjos e não a guardastes...
 
  
=====<font size="3">'''Morte de Estêvão'''</font>=====
+
*<font size="3">'''Os discípulos no cenáculo'''</font>
'''54.''' Ao ouvir tais palavras, esbravejaram de raiva e rangiam os dentes contra ele.
+
'''12.''' Voltaram eles então para Jerusalém do monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, distante uma jornada de sábado.
'''55.''' Mas, cheio do Espírito Santo, Estêvão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus:
+
'''13.''' Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelador, e Judas, irmão de Tiago.
'''56.''' Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de , à direita de Deus.
+
'''14.''' Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele.
'''57.''' Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele.
 
'''58.''' Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo.
 
'''59.''' E apedrejavam Estêvão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
 
'''60.''' Posto de joelhos, exclamou em alta voz: Senhor, não lhes leves em conta este pecado... A estas palavras, expirou.
 
<font size="5">'''8)'''</font> '''1.''' E Saulo havia aprovado a morte de Estêvão."
 
  
=====<font size="3">'''Perseguição e dispersão da comunidade'''</font>=====
+
*<font size="3">'''Eleição de Matias'''</font>
"Naquele dia, rompeu uma grande perseguição contra a comunidade de Jerusalém. Todos se dispersaram pelas regiões da Judéia e de Samaria, com exceção dos apóstolos.
+
'''15.''' Num daqueles dias, levantou-se Pedro no meio de seus irmãos, na assembléia reunida que constava de umas cento e vinte pessoas, e disse:
'''2.''' Entretanto, alguns homens piedosos trataram de enterrar Estêvão e fizeram grande pranto a seu respeito.
+
'''16.''' Irmãos, convinha que se cumprisse o que o Espírito Santo predisse na escritura pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus.
'''3.''' Saulo, porém, devastava a Igreja. Entrando pelas casas, arrancava delas homens e mulheres e os entregava à prisão.
+
'''17.''' Ele era um dos nossos e teve parte no nosso ministério.
 +
'''18.''' Este homem adquirira um campo com o salário de seu crime. Depois, tombando para a frente, arrebentou-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram.
 +
'''19.''' (Tornou-se este fato conhecido dos habitantes de Jerusalém, de modo que aquele campo foi chamado na língua deles Hacéldama, isto é, Campo de Sangue.)
 +
'''20.''' Pois está escrito no livro dos Salmos: Fique deserta a sua habitação, e não haja quem nela habite; e ainda mais: Que outro receba o seu cargo (Sl 68,26; 108,8).
 +
'''21.''' Convém que destes homens que têm estado em nossa companhia todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós,
 +
'''22.''' a começar do batismo de João até o dia em que do nosso meio foi arrebatado, um deles se torne conosco testemunha de sua Ressurreição.
 +
'''23.''' Propuseram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome Justo, e Matias.
 +
'''24.''' E oraram nestes termos: Ó Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos qual destes dois escolheste
 +
'''25.''' para tomar neste ministério e apostolado o lugar de Judas que se transviou, para ir para o seu próprio lugar.
 +
'''26.''' Deitaram sorte e caiu a sorte em Matias, que foi incorporado aos onze apóstolos".
  
=====<font size="3">'''O diácono Filipe em Samaria'''</font>=====
+
*<font size="3">'''Vinda do Espírito Santo'''</font>
'''4.''' Os que se haviam dispersado iam por toda parte, anunciando a palavra (de Deus).
 
'''5.''' Assim Filipe desceu à cidade de Samaria, pregando-lhes Cristo.
 
'''6.''' A multidão estava atenta ao que Filipe lhe dizia, escutando-o unanimemente e presenciando os prodígios que fazia.
 
'''7.''' Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam, levantando grandes brados. Igualmente foram curados muitos paralíticos e coxos.
 
'''8.''' Por esse motivo, naquela cidade reinava grande alegria.
 
  
=====<font size="3">'''Simão, o mago'''</font>=====
+
<font size="5">'''2)'''</font> "'''1.''' Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
'''9.''' Ora, havia ali um homem, por nome Simão, que exercia magia na cidade, maravilhando o povo de Samaria, e fazia-se passar por um grande personagem.
+
'''2.''' De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.
'''10.''' Todos lhe davam ouvidos, do menor até o maior, comentando: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande.
+
'''3.''' Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.
'''11.''' Eles o atendiam, porque por muito tempo os havia deslumbrado com as suas artes mágicas.
+
'''4.''' Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
'''12.''' Mas, depois que acreditaram em Filipe, que lhes anunciava o Reino de Deus e o nome de Jesus Cristo, homens e mulheres pediam o batismo.
+
'''5.''' Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu.
'''13.''' Simão também acreditou e foi batizado. Ele não abandonava Filipe, admirando, estupefato, os grandes milagres e prodígios que eram feitos.
+
'''6.''' Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua.
'''14.''' Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João.
+
'''7.''' Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam?
'''15.''' Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo,
+
'''8.''' Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?
'''16.''' visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus.
+
'''9.''' Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia,
'''17.''' Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo.
+
'''10.''' a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos,
'''18.''' Quando Simão viu que se dava o Espírito Santo por meio da imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro, dizendo:
+
'''11.''' judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!
'''19.''' Dai-me também este poder, para que todo aquele a quem impuser as mãos receba o Espírito Santo.
+
'''12.''' Estavam, pois, todos atônitos e, sem saber o que pensar, perguntavam uns aos outros: Que significam estas coisas?
'''20.''' Pedro respondeu: Maldito seja o teu dinheiro e tu também, se julgas poder comprar o dom de Deus com dinheiro!
+
'''13.''' Outros, porém, escarnecendo, diziam: Estão todos embriagados de vinho doce.
'''21.''' Não terás direito nem parte alguma neste ministério, já que o teu coração não é puro diante de Deus.
 
'''22.''' Arrepende-te desta tua maldade e roga a Deus, para que, sendo possível, te seja perdoado este pensamento do teu coração.
 
'''23.''' Pois estou a ver-te no fel da amargura e nos laços da iniqüidade.
 
'''24.''' Retorquiu Simão: Rogai vós por mim ao Senhor, para que nada do que haveis dito venha a cair sobre mim.
 
'''25.''' Os apóstolos, depois de terem dado testemunho e anunciado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e pregavam a boa nova em muitos lugares dos samaritanos.
 
  
=====<font size="3">'''Conversão do ministro da rainha da Etiópia'''</font>=====
+
*<font size="3">'''Discurso de Pedro'''</font>
'''26.''' Um anjo do Senhor dirigiu-se a Filipe e disse: Levanta-te e vai para o sul, em direção do caminho que desce de Jerusalém a Gaza, a Deserta.
+
'''14.''' Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras.
'''27.''' Filipe levantou-se e partiu. Ora, um etíope, eunuco, ministro da rainha Candace, da Etiópia, e superintendente de todos os seus tesouros, tinha ido a Jerusalém para adorar.
+
'''15.''' Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto não ser ainda a hora terceira do dia.
'''28.''' Voltava sentado em seu carro, lendo o profeta Isaías.
+
'''16.''' Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel:
'''29.''' O Espírito disse a Filipe: Aproxima-te para bem perto deste carro.
+
'''17.''' Acontecerá nos últimos dias - é Deus quem fala -, que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão.
'''30.''' Filipe aproximou-se e ouviu que o eunuco lia o profeta Isaías, e perguntou-lhe: Porventura entendes o que estás lendo?
+
'''18.''' Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão.
'''31.''' Respondeu-lhe: Como é que posso, se não há alguém que mo explique? E rogou a Filipe que subisse e se sentasse junto dele.
+
'''19.''' Farei aparecer prodígios em cima, no céu, e milagres embaixo, na terra: sangue fogo e vapor de fumaça.
'''32.''' A passagem da Escritura, que ia lendo, era esta: Como ovelha, foi levado ao matadouro; e como cordeiro mudo diante do que o tosquia, ele não abriu a sua boca.
+
'''20.''' O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor.
'''33.''' Na sua humilhação foi consumado o seu julgamento. Quem poderá contar a sua descendência? Pois a sua vida foi tirada da terra (Is 53,7s.).
+
'''21.''' E então todo o que invocar o nome do Senhor será salvo (Jl 3,1-5).
'''34.''' O eunuco disse a Filipe: Rogo-te que me digas de quem disse isto o profeta: de si mesmo ou de outrem?
+
'''22.''' Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis,
'''35.''' Começou então Filipe a falar, e, principiando por essa passagem da Escritura, anunciou-lhe Jesus.
+
'''23.''' depois de ter sido entregue, segundo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de ímpios.
'''36.''' Continuando o caminho, encontraram água. Disse então o eunuco: Eis aí a água. Que impede que eu seja batizado?
+
'''24.''' Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porque não era possível que ela o retivesse em seu poder.
'''37.''' [Filipe respondeu: Se crês de todo o coração, podes sê-lo. Eu creio, disse ele, que Jesus Cristo é o Filho de Deus.]
+
'''25.''' Pois dele diz Davi: Eu via sempre o Senhor perto de mim, pois ele está à minha direita, para que eu não seja abalado.
'''38.''' E mandou parar o carro. Ambos desceram à água e Filipe batizou o eunuco.
+
'''26.''' Alegrou-se por isso o meu coração e a minha língua exultou. Sim, também a minha carne repousará na esperança,
'''39.''' Mal saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe dos olhares do eunuco, que, cheio de alegria, continuou o seu caminho.
+
'''27.''' pois não deixarás a minha alma na região dos mortos, nem permitirás que o teu santo conheça a corrupção.
'''40.''' Filipe, entretanto, foi transportado a Azoto. Passando além, pregava o Evangelho em todas as cidades, até que chegou a Cesaréia".
+
'''28.''' Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria com a visão de tua face (Sl 15,8-11).
 +
'''29.''' Irmãos, seja permitido dizer-vos com franqueza: do patriarca Davi dizemos que morreu e foi sepultado, e o seu sepulcro está entre nós até o dia de hoje.
 +
30. Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes seria colocado no seu trono.
 +
'''31.''' É, portanto, a ressurreição de Cristo que ele previu e anunciou por estas palavras: Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção.
 +
'''32.''' A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas.
 +
'''33.''' Exaltado pela direita de Deus, havendo recebido do Pai o Espírito Santo prometido, derramou-o como vós vedes e ouvis.
 +
'''34.''' Pois Davi pessoalmente não subiu ao céu, todavia diz: O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita
 +
'''35.''' até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1).
 +
'''36.''' Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo.
 +
 
 +
*<font size="3">'''Primeiras conversões'''</font>
 +
'''37.''' Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram de Pedro e dos demais apóstolos: Que devemos fazer, irmãos?
 +
'''38.''' Pedro lhes respondeu: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.
 +
'''39.''' Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus.
 +
'''40.''' Ainda com muitas outras palavras exortava-os, dizendo: Salvai-vos do meio dessa geração perversa!
 +
'''41.''' Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número dos adeptos.
  
=====<font size="3">'''Conversão de Saulo'''</font>=====
+
*<font size="3">'''Virtudes dos primeiros cristãos'''</font>
 +
'''42.''' Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações.
 +
'''43.''' De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações.
 +
'''44.''' Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum.
 +
'''45.''' Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um.
 +
'''46.''' Unidos de coração freqüentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração,
 +
'''47.''' louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação".
  
<font size="5">'''9)'''</font> "'''1.''' Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes,
+
*<font size="3">'''Cura do coxo'''</font>
'''2.''' e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos a Jerusalém todos os homens e mulheres que achasse seguindo essa doutrina.
 
'''3.''' Durante a viagem, estando já perto de Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu.
 
'''4.''' Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
 
'''5.''' Saulo disse: Quem és, Senhor? Respondeu ele: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. [Duro te é recalcitrar contra o aguilhão.
 
'''6.''' Então, trêmulo e atônito, disse ele: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu-lhe o Senhor:] Levanta-te, entra na cidade. Aí te será dito o que deves fazer.
 
'''7.''' Os homens que o acompanhavam enchiam-se de espanto, pois ouviam perfeitamente a voz, mas não viam ninguém.
 
'''8.''' Saulo levantou-se do chão. Abrindo, porém, os olhos, não via nada. Tomaram-no pela mão e o introduziram em Damasco,
 
'''9.''' onde esteve três dias sem ver, sem comer nem beber.
 
  
=====<font size="3">'''Batismo de Saulo por Ananias'''</font>=====
+
<font size="5">'''3)'''</font> "'''1.''' Pedro e João iam subindo ao templo para rezar à hora nona.
'''10.''' Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor, numa visão, lhe disse: Ananias! Eis-me aqui, Senhor, respondeu ele.
+
'''2.''' Nisto levavam um homem que era coxo de nascença e que punham todos os dias à porta do templo, chamada Formosa, para que pedisse esmolas aos que entravam no templo.
'''11.''' O Senhor lhe ordenou: Levanta-te e vai à rua Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso, chamado Saulo; ele está orando.
+
'''3.''' Quando ele viu que Pedro e João iam entrando no templo, implorou a eles uma esmola.
'''12.''' (Este via numa visão um homem, chamado Ananias, entrar e impor-lhe as mãos para recobrar a vista.)
+
'''4.''' Pedro fitou nele os olhos, como também João, e disse: Olha para nós.
'''13.''' Ananias respondeu: Senhor, muitos já me falaram deste homem, quantos males fez aos teus fiéis em Jerusalém.
+
'''5.''' Ele os olhou com atenção esperando receber deles alguma coisa.
'''14.''' E aqui ele tem poder dos príncipes dos sacerdotes para prender a todos aqueles que invocam o teu nome.
+
'''6.''' Pedro, porém, disse: Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!
'''15.''' Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este homem é para mim um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel.
+
'''7.''' E tomando-o pela mão direita, levantou-o. Imediatamente os pés e os tornozelos se lhe firmaram. De um salto pôs-se de pé e andava.
'''16.''' Eu lhe mostrarei tudo o que terá de padecer pelo meu nome.
+
'''8.''' Entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus.
'''17.''' Ananias foi. Entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Saulo, meu irmão, o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho, enviou-me para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo.
+
'''9.''' Todo o povo o viu andar e louvar a Deus.
'''18.''' No mesmo instante caíram dos olhos de Saulo umas como escamas, e recuperou a vista. Levantou-se e foi batizado.
+
'''10.''' Reconheceram ser o mesmo coxo que se sentava para mendigar à porta Formosa do templo, e encheram-se de espanto e pasmo pelo que lhe tinha acontecido.
'''19.''' Depois tomou alimento e sentiu-se fortalecido.
+
'''11.''' Como ele se conservava perto de Pedro e João, uma multidão de curiosos afluiu a eles no pórtico chamado Salomão.
 +
'''12.''' À vista disso, falou Pedro ao povo: Homens de Israel, por que vos admirais assim? Ou por que fitais os olhos em nós, como se por nossa própria virtude ou piedade tivéssemos feito este homem andar?
 +
'''13.''' O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes perante Pilatos, quando este resolvera soltá-lo.
 +
'''14.''' Mas vós renegastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homicida.
 +
'''15.''' Matastes o Príncipe da vida, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos: disso nós somos testemunhas.
 +
'''16.''' Em virtude da fé em seu nome foi que esse mesmo nome consolidou este homem, que vedes e conheceis. Foi a fé em Jesus que lhe deu essa cura perfeita, à vista de todos vós.
 +
'''17.''' Agora, irmãos, sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos chefes.
 +
'''18.''' Deus, porém, assim cumpriu o que já antes anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo devia padecer.
 +
'''19.''' Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos para serem apagados os vossos pecados.
 +
'''20.''' Virão, assim, da parte do Senhor os tempos de refrigério, e ele enviará aquele que vos é destinado: Cristo Jesus.
 +
'''21.''' É necessário, porém, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus outrora pela boca dos seus santos profetas.
 +
'''22.''' Já dissera Moisés: O Senhor, nosso Deus, vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim: a este ouvireis em tudo o que ele vos disser.
 +
'''23.''' Todo aquele que não ouvir esse profeta será exterminado do meio do povo (Dt 18,15.19).
 +
'''24.''' Todos os profetas, que têm falado sucessivamente desde Samuel, anunciaram estes dias.
 +
'''25.''' Vós sois filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com os nossos pais, quando disse a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra (Gn 22,18).
 +
'''26.''' Foi em primeiro lugar para vós que Deus suscitou o seu servo, para vos abençoar, a fim de que cada um se aparte da sua iniqüidade".
  
=====<font size="3">'''Primeiras pregações de Saulo em Damasco'''</font>=====
+
*<font size="3">'''Prisão de Pedro e de João'''</font>
Demorou-se por alguns dias com os discípulos que se achavam em Damasco.
 
'''20.''' Imediatamente começou a proclamar pelas sinagogas que Jesus é o Filho de Deus.
 
'''21.''' Todos os seus ouvintes pasmavam e diziam: Este não é aquele que perseguia em Jerusalém os que invocam o nome de Jesus? Não veio cá só para levá-los presos aos sumos sacerdotes?
 
'''22.''' Saulo, porém, sentia crescer o seu poder e confundia os judeus de Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo.
 
'''23.''' Decorridos alguns dias, os judeus deliberaram, em conselho, matá-lo.
 
'''24.''' Estas intenções chegaram ao conhecimento de Saulo. Guardavam eles as portas de dia e de noite, para matá-lo.
 
'''25.''' Mas os discípulos, tomando-o de noite, fizeram-no descer pela muralha dentro de um cesto.
 
  
=====<font size="3">'''Apostolado de Saulo em Jerusalém'''</font>=====
+
<font size="5">'''4)'''</font> "1. Enquanto eles falavam ao povo, vieram os sacerdotes, o chefe do templo e os saduceus,
'''26.''' Chegando a Jerusalém, tentava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não querendo crer que se tivesse tornado discípulo.
+
'''2.''' contrariados porque ensinavam ao povo e anunciavam, na pessoa de Jesus, a ressurreição dos mortos.
'''27.''' Então Barnabé, levando-o consigo, apresentou-o aos apóstolos e contou-lhes como Saulo vira o Senhor no caminho, e que lhe havia falado, e como em Damasco pregara, com desassombro, o nome de Jesus.
+
'''3.''' Prenderam-nos e os meteram no cárcere até o outro dia, pois já era tarde.
'''28.''' Daí por diante permaneceu com eles, saindo e entrando em Jerusalém, e pregando, destemidamente, o nome do Senhor.
+
'''4.''' Muitos, porém, dos que tinham ouvido a pregação creram; e o número dos fiéis elevou-se a mais ou menos cinco mil.
'''29.''' Falava também e discutia com os helenistas. Mas estes procuravam matá-lo.
+
'''5.''' No dia seguinte reuniram-se em Jerusalém os chefes do povo, os anciãos, os escribas,
'''30.''' Os irmãos, informados disso, acompanharam-no até Cesaréia e dali o fizeram partir para Tarso.
+
'''6.''' com Anás, sumo sacerdote, Caifás, João, Alexandre e todos os que eram da linhagem pontifical.
 
+
'''7.''' Colocando-os no meio, perguntaram: Com que poder ou em que nome fizestes isso?
=====<font size="3">'''Período de tranquilidade'''</font>=====
+
'''8.''' Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu-lhes: Chefes do povo e anciãos, ouvi-me:
'''31.''' A Igreja gozava então de paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Estabelecia-se ela caminhando no temor do Senhor, e a assistência do Espírito Santo a fazia crescer em número.
+
'''9.''' se hoje somos interrogados a respeito do benefício feito a um enfermo, e em que nome foi ele curado,
 +
'''10.''' ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: foi em nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos. Por ele é que esse homem se acha são, em pé, diante de vós.
 +
'''11.''' Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular.
 +
'''12.''' Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos.
 +
'''13.''' Vendo eles a coragem de Pedro e de João, e considerando que eram homens sem estudo e sem instrução, admiravam-se. Reconheciam-nos como companheiros de Jesus.
 +
'''14.''' Mas vendo com eles o homem que tinha sido curado, não puderam replicar.
 +
'''15.''' Mandaram que se retirassem da sala do conselho, e conferenciaram entre si:
 +
'''16.''' Que faremos destes homens? Porquanto o milagre por eles feito se tornou conhecido de todos os habitantes de Jerusalém, e não o podemos negar.
 +
'''17.''' Todavia, para que esta notícia não se divulgue mais entre o povo, proibamos com ameaças, que no futuro falem a alguém nesse nome.
 +
'''18.''' Chamaram-nos e ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem em nome de Jesus.
 +
'''19.''' Responderam-lhes Pedro e João: Julgai-o vós mesmos se é justo diante de Deus obedecermos a vós mais do que a Deus.
 +
'''20.''' Não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido.
 +
'''21.''' Eles então, ameaçando-os de novo, soltaram-nos, não achando pretexto para os castigar por causa do povo, porque todos glorificavam a Deus pelo que tinha acontecido.
 +
'''22.''' Pois já passava dos 40 anos o homem em quem se realizara essa cura milagrosa.
 +
*<font size="3">'''Oração dos fiéis pelos apóstolos libertados'''</font>
 +
'''23.''' Postos em liberdade, voltaram aos seus irmãos e referiram tudo quanto lhes tinham dito os sumos sacerdotes e os anciãos.
 +
'''24.''' Ao ouvirem isso, levantaram unânimes a voz a Deus e disseram: Senhor, vós que fizestes o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há.
 +
'''25.''' Vós que, pelo Espírito Santo, pela boca de nosso pai Davi, vosso servo, dissestes: Por que se agitam as nações, e imaginam os povos coisas vãs?
 +
'''26.''' Levantam-se os reis da terra, e os príncipes se reúnem em conselho contra o Senhor e contra o seu Cristo (Sl 2,1s.).
 +
'''27.''' Pois na verdade se uniram nesta cidade contra o vosso santo servo Jesus, que ungistes, Herodes e Pôncio Pilatos com as nações e com o povo de Israel,
 +
'''28.''' para executarem o que a vossa mão e o vosso conselho predeterminaram que se fizesse.
 +
'''29.''' Agora, pois, Senhor, olhai para as suas ameaças e concedei aos vossos servos que com todo o desassombro anunciem a vossa palavra.
 +
'''30.''' Estendei a vossa mão para que se realizem curas, milagres e prodígios pelo nome de Jesus, vosso santo servo!
 +
'''31.''' Mal acabavam de rezar, tremeu o lugar onde estavam reunidos. E todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciaram com intrepidez a palavra de Deus.
  
=====<font size="3">'''Milagre de Pedro em Lida'''</font>=====
+
*<font size="3">'''União dos primeiros fiéis'''</font>
'''32.''' Pedro, que caminhava por toda parte, de cidade em cidade, desceu também aos fiéis que habitavam em Lida.
+
'''32.''' A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum.
'''33.''' Ali achou um homem chamado Enéias, que havia oito anos jazia paralítico num leito.
+
'''33.''' Com grande coragem os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça.
'''34.''' Disse-lhe Pedro: Enéias, Jesus Cristo te cura: levanta-te e faze tua cama. E levantou-se imediatamente.
+
'''34.''' Nem havia entre eles nenhum necessitado, porque todos os que possuíam terras e casas vendiam-nas,
'''35.''' Viram-no todos os que habitavam em Lida e em Sarona, e converteram-se ao Senhor.
+
'''35.''' e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam-no aos pés dos apóstolos. Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade.
 +
'''36.''' Assim José (a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé que quer dizer Filho da Consolação), levita natural de Chipre, possuía um campo.
 +
'''37.''' Vendeu-o e trouxe o valor dele e depositou aos pés dos apóstolos".
  
=====<font size="3">'''Ressurreição de uma mulher em Jope'''</font>=====
+
*<font size="3">'''Astúcia de Ananias e Safira'''</font>
'''36.''' Em Jope havia uma discípula chamada Tabita - em grego, Dorcas. Esta era rica em boas obras e esmolas que dava.
 
'''37.''' Aconteceu que adoecera naqueles dias e veio a falecer. Depois de a terem lavado, levaram-na para o quarto de cima.
 
'''38.''' Ora, como Lida fica perto de Jope, os discípulos, ouvindo dizer que Pedro aí se encontrava, enviaram-lhe dois homens, rogando-lhe: Não te demores em vir ter conosco.
 
'''39.''' Pedro levantou-se imediatamente e foi com eles. Logo que chegou, conduziram-no ao quarto de cima. Cercavam-no todas as viúvas, chorando e mostrando-lhe as túnicas e os vestidos que Dorcas lhes fazia quando viva.
 
'''40.''' Pedro então, tendo feito todos sair, pôs-se de joelhos e orou. Voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te! Ela abriu os olhos e, vendo Pedro, sentou-se.
 
'''41.''' Ele a fez levantar-se, estendendo-lhe a mão. Chamando os irmãos e as viúvas, entregou-lha viva.
 
'''42.''' Este fato espalhou-se por toda Jope e muitos creram no Senhor.
 
'''43.''' Pedro permaneceu ainda muitos dias em Jope, em casa dum curtidor, chamado Simão".
 
  
=====<font size="3">'''O centurião Cornélio, primeiro estrangeiro convertido'''</font>=====
+
<font size="5">'''5)'''</font> "'''1.''' Um certo homem chamado Ananias, de comum acordo com sua mulher Safira, vendeu um campo
 
+
'''2.''' e, combinando com ela, reteve uma parte da quantia da venda. Levando apenas a outra parte, depositou-a aos pés dos apóstolos.
<font size="5">'''10)'''</font>
+
'''3.''' Pedro, porém, disse: Ananias, por que tomou conta Satanás do teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e enganasses acerca do valor do campo?
 
+
'''4.''' Acaso não o podias conservar sem vendê-lo? E depois de vendido, não podias livremente dispor dessa quantia? Por que imaginaste isso em teu coração? Não foi aos homens que mentiste, mas a Deus.
+
'''5.''' Ao ouvir estas palavras, Ananias caiu morto. Apoderou-se grande terror de todos os que o ouviram.
 
+
'''6.''' Uns moços retiraram-no dali, levaram-no para fora e o enterraram.
Capítulo 10
+
'''7.''' Depois de umas três horas, entrou também sua mulher, nada sabendo do ocorrido.
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'''8.''' Pedro perguntou-lhe: Dize-me, mulher. Foi por tanto que vendestes o vosso campo? Respondeu ela: Sim, por esse preço.
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'''9.''' Replicou Pedro: Por que combinastes para pôr à prova o Espírito do Senhor? Estão ali à porta os pés daqueles que sepultaram teu marido. Hão de levar-te também a ti.
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'''10.''' Imediatamente caiu aos seus pés e expirou. Entrando aqueles moços, acharam-na morta. Levaram-na para fora e a enterraram junto do seu marido.
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'''11.''' Sobreveio grande pavor a toda a comunidade e a todos os que ouviram falar desse acontecimento.
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*<font size="3">'''Pregação e milagres dos apóstolos'''</font>
 +
'''12.''' Enquanto isso, realizavam-se entre o povo pelas mãos dos apóstolos muitos milagres e prodígios. Reuniam-se eles todos unânimes no pórtico de Salomão.
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'''13.''' Dos outros ninguém ousava juntar-se a eles, mas o povo lhes tributava grandes louvores.
 +
'''14.''' Cada vez mais aumentava a multidão dos homens e mulheres que acreditavam no Senhor.
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'''15.''' De maneira que traziam os doentes para as ruas e punham-nos em leitos e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles.
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'''16.''' Também das cidades vizinhas de Jerusalém afluía muita gente, trazendo os enfermos e os atormentados por espíritos imundos, e todos eles eram curados.
 +
 
 +
*<font size="3">'''Segunda prisão dos apóstolos'''</font>
 +
'''17.''' Levantaram-se então os sumos sacerdotes e seus partidários (isto é, a seita dos saduceus) cheios de inveja,
 +
'''18.''' e deitaram as mãos nos apóstolos e meteram-nos na cadeia pública.
 +
'''19.''' Mas um anjo do Senhor abriu de noite as portas do cárcere e, conduzindo-os para fora, disse-lhes:
 +
'''20.''' Ide e apresentai-vos no templo e pregai ao povo as palavras desta vida.
 +
'''21.''' Obedecendo a essa ordem, eles entraram ao amanhecer, no templo, e puseram-se a ensinar. Enquanto isso, o sumo sacerdote e os seus partidários reuniram-se e convocaram o Grande Conselho e todos os anciãos de Israel, e mandaram trazer os apóstolos do cárcere.
 +
'''22.''' Dirigiram-se para lá os guardas, mas ao abrirem o cárcere, não os encontraram, e voltaram a informar:
 +
'''23.''' Achamos o cárcere fechado com toda segurança e os guardas de pé diante das portas, e, no entanto, abrindo-as, não achamos ninguém lá dentro.
 +
'''24.''' A essa notícia, os sumos sacerdotes e o chefe do templo ficaram perplexos e indagaram entre si sobre o que significava isso.
 +
'''25.''' Mas, nesse momento, alguém transmitiu-lhes esta notícia: Aqueles homens que metestes no cárcere estão no templo ensinando o povo!
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'''26.''' Foi então o comandante do templo com seus guardas e trouxe-os sem violência, porque temiam ser apedrejados pelo povo.
 +
'''27.''' Trouxeram-nos e os introduziram no Grande Conselho, onde o sumo sacerdote os interrogou, dizendo:
 +
'''28.''' Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome. Não obstante isso, tendes enchido Jerusalém de vossa doutrina! Quereis fazer recair sobre nós o sangue deste homem!
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'''29.''' Pedro e os apóstolos replicaram: Importa obedecer antes a Deus do que aos homens.
 +
'''30.''' O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, que vós matastes, suspendendo-o num madeiro.
 +
'''31.''' Deus elevou-o pela mão direita como Príncipe e Salvador, a fim de dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.
 +
'''32.''' Deste fato nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que lhe obedecem.
 +
'''33.''' Ao ouvirem essas palavras, enfureceram-se e resolveram matá-los.
  
1. Havia em Cesaréia um homem, por nome Cornélio, centurião da coorte que se chamava Itálica.
+
*<font size="3">'''Libertação dos apóstolos, a conselho de Gamaliel'''</font>
2. Era religioso; ele e todos os de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente.
+
'''34.''' Levantou-se, porém, um membro do Grande Conselho. Era Gamaliel, um fariseu, doutor da lei, respeitado por todo o povo.
3. Este homem viu claramente numa visão, pela hora nona do dia, aproximar-se dele um anjo de Deus e o chamar: Cornélio!
+
'''35.''' Mandou que se retirassem aqueles homens por um momento, e então lhes disse: Homens de Israel, considerai bem o que ides fazer com estes homens.
4. Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: Que há, Senhor? O anjo replicou: As tuas orações e as tuas esmolas subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança.
+
'''36.''' Faz algum tempo apareceu um certo Teudas, que se considerava um grande homem. A ele se associaram cerca de quatrocentos homens: foi morto e todos os seus partidários foram dispersados e reduzidos a nada.
5. Agora envia homens a Jope e faze vir aqui um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro.
+
'''37.''' Depois deste, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e arrastou o povo consigo, mas também ele pereceu e todos quantos o seguiam foram dispersados.
6. Ele se acha hospedado em casa de Simão, um curtidor, cuja casa fica junto ao mar.
+
'''38.''' Agora, pois, eu vos aconselho: não vos metais com estes homens. Deixai-os! Se o seu projeto ou a sua obra provém de homens, por si mesma se destruirá;
7. Quando se retirou o anjo que lhe falara, chamou dois dos seus criados e um soldado temente ao Senhor, daqueles que estavam às suas ordens.
+
'''39.''' mas se provier de Deus, não podereis desfazê-la. Vós vos arriscaríeis a entrar em luta contra o próprio Deus. Aceitaram o seu conselho.
8. Contou-lhes tudo e enviou-os a Jope.
+
'''40.''' Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Ordenaram-lhes então que não pregassem mais em nome de Jesus, e os soltaram.
9. No dia seguinte, enquanto estavam em viagem e se aproximavam da cidade - pelo meio-dia -, Pedro subiu ao terraço da casa para fazer oração.
+
'''41.''' Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus.
10. Então, como sentisse fome, quis comer. Mas, enquanto lho preparavam, caiu em êxtase.
+
'''42.''' E todos os dias não cessavam de ensinar e de pregar o Evangelho de Jesus Cristo no templo e pelas casas".
11. Viu o céu aberto e descer uma coisa parecida com uma grande toalha que baixava do céu à terra, segura pelas quatro pontas.
+
 
12. Nela havia de todos os quadrúpedes, dos répteis da terra e das aves do céu.
+
*<font size="3">'''Eleição dos diáconos'''</font>
13. Uma voz lhe falou: Levanta-te, Pedro! Mata e come.
 
14. Disse Pedro: De modo algum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma profana e impura.
 
15. Esta voz lhe falou pela segunda vez: O que Deus purificou não chames tu de impuro.
 
16. Isto se repetiu três vezes e logo a toalha foi recolhida ao céu.
 
17. Desconcertado, Pedro refletia consigo mesmo sobre o que significava a visão que tivera, quando os homens, enviados por Cornélio, se apresentaram à porta, perguntando pela casa de Simão.
 
18. Eles chamaram e indagaram se ali estava hospedado Simão, com o sobrenome Pedro.
 
19. Enquanto Pedro refletia na visão, disse o Espírito: Eis aí três homens que te procuram.
 
20. Levanta-te! Desce e vai com eles sem hesitar, porque sou eu quem os enviou.
 
21. Pedro desceu ao encontro dos homens e disse-lhes: Aqui me tendes, sou eu a quem buscais. Qual é o motivo por que viestes aqui?
 
22. Responderam: O centurião Cornélio, homem justo e temente a Deus, o qual goza de excelente reputação entre todos os judeus, recebeu dum santo anjo o aviso de te mandar chamar à sua casa e de ouvir as tuas palavras.
 
23. Então Pedro os mandou entrar e hospedou-os. No dia seguinte, levantou-se e partiu com eles, e alguns dos irmãos de Jope o acompanharam.
 
24. No outro dia chegaram a Cesaréia. Cornélio os estava esperando, tendo convidado os seus parentes e amigos mais íntimos.
 
25. Quando Pedro estava para entrar, Cornélio saiu a recebê-lo e prostrou-se aos seus pés para adorá-lo.
 
26. Pedro, porém, o ergueu, dizendo: Levanta-te! Também eu sou um homem!
 
27. E, falando com ele, entrou e achou ali muitas pessoas que se tinham reunido e disse:
 
28. Vós sabeis que é proibido a um judeu aproximar-se dum estrangeiro ou ir à sua casa. Todavia, Deus me mostrou que nenhum homem deve ser considerado profano ou impuro.
 
29. Por isso vim sem hesitar, logo que fui chamado. Pergunto, pois, por que motivo me chamastes.
 
30. Disse Cornélio: Faz hoje quatro dias que estava eu a orar em minha casa, à hora nona, quando se pôs diante de mim um homem com vestes resplandecentes, que disse:
 
31. Cornélio, a tua oração foi atendida e Deus se lembrou de tuas esmolas.
 
32. Envia alguém a Jope e manda vir Simão, que tem por sobrenome Pedro. Está hospedado perto do mar em casa do curtidor Simão.
 
33. Por isso mandei chamar-te logo e felicito-te por teres vindo. Agora, pois, eis-nos todos reunidos na presença de Deus para ouvir tudo o que Deus te ordenou de nos dizer.
 
34. Então Pedro tomou a palavra e disse: Em verdade, reconheço que Deus não faz distinção de pessoas,
 
35. mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo.
 
36. Deus enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando-lhes a boa nova da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos.
 
37. Vós sabeis como tudo isso aconteceu na Judéia, depois de ter começado na Galiléia, após o batismo que João pregou.
 
38. Vós sabeis como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com o poder, como ele andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do demônio, porque Deus estava com ele.
 
39. E nós somos testemunhas de tudo o que fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, suspendendo-o num madeiro.
 
40. Mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia e permitiu que aparecesse,
 
41. não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia predestinado, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressuscitou.
 
42. Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que é ele quem foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos.
 
43. Dele todos os profetas dão testemunho, anunciando que todos os que nele crêem recebem o perdão dos pecados por meio de seu nome.
 
44. Estando Pedro ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a (santa) palavra.
 
45. Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos;
 
46. pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus.
 
47. Então Pedro tomou a palavra: Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?
 
48. E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias.
 
  
+
<font size="5">'''6)'''</font> "'''1.''' Naqueles dias, como crescesse o número dos discípulos, houve queixas dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas teriam sido negligenciadas na distribuição diária.
Capítulo 11
+
'''2.''' Por isso, os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus, para administrar.
 +
'''3.''' Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos este ofício.
 +
'''4.''' Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra.
 +
'''5.''' Este parecer agradou a toda a reunião. Escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.
 +
'''6.''' Apresentaram-nos aos apóstolos, e estes, orando, impuseram-lhes as mãos.
 +
'''7.''' Divulgou-se sempre mais a palavra de Deus. Multiplicava-se consideravelmente o número dos discípulos em Jerusalém. Também grande número de sacerdotes aderia à fé.
  
1. Os apóstolos e os irmãos da Judéia ouviram dizer que também os pagãos haviam recebido a palavra de Deus.
+
*<font size="3">'''Prisão do diácono Estêvão'''</font>
2. E, quando Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis que eram da circuncisão repreenderam-no:
+
'''8.''' Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes milagres e prodígios entre o povo.
3. Por que entraste em casa de incircuncisos e comeste com eles?
+
'''9.''' Mas alguns da sinagoga, chamada dos Libertos, dos cirenenses, dos alexandrinos e dos que eram da Cilícia e da Ásia, levantaram-se para disputar com ele.
4. Mas Pedro fez-lhes uma exposição de tudo o que acontecera, dizendo:
+
'''10.''' Não podiam, porém, resistir à sabedoria e ao Espírito que o inspirava.
5. Eu estava orando na cidade de Jope e, arrebatado em espírito, tive uma visão: uma coisa, à maneira duma grande toalha, presa pelas quatro pontas, descia do céu até perto de mim.
+
'''11.''' Então subornaram alguns indivíduos para que dissessem que o tinham ouvido proferir palavras de blasfêmia contra Moisés e contra Deus.
6. Olhei-a atentamente e distingui claramente quadrúpedes terrestres, feras, répteis e aves do céu.
+
'''12.''' Amotinaram assim o povo, os anciãos e os escribas e, investindo contra ele, agarraram-no e o levaram ao Grande Conselho.
7. Ouvi também uma voz que me dizia: Levanta-te, Pedro! Mata e come.
+
'''13.''' Apresentaram falsas testemunhas que diziam: Esse homem não cessa de proferir palavras contra o lugar santo e contra a lei.
8. Eu, porém, disse: De nenhum modo, Senhor, pois nunca entrou em minha boca coisa profana ou impura.
+
'''14.''' Nós o ouvimos dizer que Jesus de Nazaré há de destruir este lugar e há de mudar as tradições que Moisés nos legou.
9. Outra vez falou a voz do céu: O que Deus purificou não chames tu de impuro.
+
'''15.''' Fixando nele os olhos, todos os membros do Grande Conselho viram o seu rosto semelhante ao de um anjo".
10. Isto aconteceu três vezes e tudo tornou a ser levado ao céu.
 
11. Nisso chegaram três homens à casa onde eu estava, enviados a mim de Cesaréia.
 
12. O Espírito me disse que fosse com eles sem hesitar. Foram comigo também os seis irmãos aqui presentes e entramos na casa de Cornélio.
 
13. Este nos referiu então como em casa tinha visto um anjo diante de si, que lhe dissera: Envia alguém a Jope e chama Simão, que tem por sobrenome Pedro.
 
14. Ele te dirá as palavras pelas quais serás salvo tu e toda a tua casa.
 
15. Apenas comecei a falar, quando desceu o Espírito Santo sobre eles, como no princípio descera também sobre nós.
 
16. Lembrei-me então das palavras do Senhor, quando disse: João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo.
 
17. Pois, se Deus lhes deu a mesma graça que a nós, que cremos no Senhor Jesus Cristo, com que direito me oporia eu a Deus?
 
18. Depois de terem ouvido essas palavras, eles se calaram e deram glória a Deus, dizendo: Portanto, também aos pagãos concedeu Deus o arrependimento que conduz à vida!
 
19. Entretanto, aqueles que foram dispersados pela perseguição que houve no tempo de Estêvão chegaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, pregando a palavra só aos judeus.
 
20. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene, entrando em Antioquia, dirigiram-se também aos gregos, anunciando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus.
 
21. A mão do Senhor estava com eles e grande foi o número dos que receberam a fé e se converteram ao Senhor.
 
22. A notícia dessas coisas chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém. Enviaram então Barnabé até Antioquia.
 
23. Ao chegar lá, alegrou-se, vendo a graça de Deus, e a todos exortava a perseverar no Senhor com firmeza de coração,
 
24. pois era um homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão uniu-se ao Senhor.
 
25. Em seguida, partiu Barnabé para Tarso, à procura de Saulo. Achou-o e levou-o para Antioquia.
 
26. Durante um ano inteiro eles tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram grande multidão, de maneira que em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos.
 
27. Por aqueles dias desceram alguns profetas de Jerusalém a Antioquia.
 
28. Um deles, chamado Ágabo, levantou-se e deu a entender pelo Espírito que haveria uma grande fome em toda a terra. Esta, com efeito, veio no reinado de Cláudio.
 
29. Os discípulos resolveram, cada um conforme as suas posses, enviar socorro aos irmãos da Judéia.
 
30. Assim o fizeram e o enviaram aos anciãos por intermédio de Barnabé e Saulo.
 
  
+
*<font size="3">'''Discurso de Estêvão'''</font>
Capítulo 12
 
  
1. Por aquele mesmo tempo, o rei Herodes mandou prender alguns membros da Igreja para os maltratar.
+
<font size="5">'''7)'''</font> "'''1.''' Perguntou-lhe então o sumo sacerdote: É realmente assim?
2. Assim foi que matou à espada Tiago, irmão de João.
+
'''2.''' Respondeu ele: Irmãos e pais, escutai. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, quando estava na Mesopotâmia, antes de ir morar em Harã.
3. Vendo que isto agradava aos judeus, mandou prender Pedro. Eram então os dias dos pães sem fermento.
+
'''3.''' E disse-lhe: Sai de teu país e de tua parentela, e vai para a terra que eu te mostrar (Gn 12,1).
4. Mandou prendê-lo e lançou-o no cárcere, entregando-o à guarda de quatro grupos, de quatro soldados cada um, com a intenção de apresentá-lo ao povo depois da Páscoa.
+
'''4.''' Ele saiu da terra dos caldeus, e foi habitar em Harã. Dali, depois que lhe faleceu o pai, Deus o fez passar para esta terra, em que vós agora habitais.
5. Pedro estava assim encerrado na prisão, mas a Igreja orava sem cessar por ele a Deus.
+
'''5.''' Não lhe deu nela propriedade alguma, nem sequer um palmo de terra, mas prometeu dar-lha em posse, e depois dele à sua posteridade, quando ainda não tinha filho algum.
6. Ora, quando Herodes estava para o apresentar, naquela mesma noite dormia Pedro entre dois soldados, ligado com duas cadeias. Os guardas, à porta, vigiavam o cárcere.
+
'''6.''' Eis como falou Deus: Tua descendência habitará em terra estranha e será reduzida à escravidão e maltratada pelo espaço de quatrocentos anos.
7. De repente, apresentou-se um anjo do Senhor, e uma luz brilhou no recinto. Tocando no lado de Pedro, o anjo despertou-o: Levanta-te depressa, disse ele. Caíram-lhe as cadeias das mãos.
+
'''7.''' Mas eu julgarei a nação que os dominar - diz o Senhor -, e eles sairão e me prestarão culto neste lugar (Gn 15,13s.; Ex 3,12).
8. O anjo ordenou: Cinge-te e calça as tuas sandálias. Ele assim o fez. O anjo acrescentou: Cobre-te com a tua capa e segue-me.
+
'''8.''' E deu-lhe a aliança da circuncisão. Assim, Abraão teve um filho, Isaac, e, passados oito dias, o circuncidou; e Isaac, a Jacó; e Jacó, os doze patriarcas.
9. Pedro saiu e seguiu-o, sem saber se era real o que se fazia por meio do anjo. Julgava estar sonhando.
+
'''9.''' Os patriarcas, invejosos de José, venderam-no para o Egito. Mas Deus estava com ele.
10. Passaram o primeiro e o segundo postos da guarda. Chegaram ao portão de ferro, que dá para a cidade, o qual se lhes abriu por si mesmo. Saíram e tomaram juntos uma rua. Em seguida, de súbito, o anjo desapareceu.
+
'''10.''' Livrou-o de todas as suas tribulações e deu-lhe graça e sabedoria diante do faraó, rei do Egito, que o fez governador do Egito e chefe de sua casa.
11. Então Pedro tornou a si e disse: Agora vejo que o Senhor mandou verdadeiramente o seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de tudo o que esperava o povo dos judeus.
+
'''11.''' Sobreveio depois uma fome a todo o Egito e Canaã. Grande era a tribulação, e os nossos pais não achavam o que comer.
12. Refletiu um momento e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitos se tinham reunido e faziam oração.
+
'''12.''' Mas quando Jacó soube que havia trigo no Egito, enviou pela primeira vez os nossos pais para lá.
13. Quando bateu à porta de entrada, uma criada, chamada Rode, adiantou-se para escutar.
+
'''13.''' Na segunda, foi José reconhecido por seus irmãos, e foi descoberta ao faraó a sua origem.
14. Mal reconheceu a voz de Pedro, de tanta alegria não abriu a porta, mas, correndo para dentro, foi anunciar que era Pedro que estava à porta.
+
'''14.''' Enviando mensageiros, José mandou vir seu pai Jacó com toda a sua família, que constava de setenta e cinco pessoas.
15. Disseram-lhe: Estás louca! Mas ela persistia em afirmar que era verdade. Diziam eles: Então é o seu anjo.
+
'''15.''' Jacó desceu ao Egito e morreu ali, como também nossos pais.
16. Pedro continuava a bater. Afinal abriram a porta, viram-no e ficaram atônitos.
+
'''16.''' Seus corpos foram trasladados para Siquém, e foram postos no sepulcro que Abraão tinha comprado, a peso de dinheiro, dos filhos de Hemor, de Siquém.
17. Ele, acenando-lhes com a mão que se calassem, contou como o Senhor o havia livrado da prisão, e disse: Comunicai-o a Tiago e aos irmãos. Em seguida, saiu dali e retirou-se para outro lugar.
+
'''17.''' Aproximava-se o tempo em que devia realizar-se a promessa que Deus havia jurado a Abraão. O povo cresceu e se multiplicou no Egito
18. Logo que amanheceu, houve um sobressalto pouco comum entre os soldados sobre o que acontecera a Pedro.
+
'''18.''' até que se levantou outro rei no Egito, o qual nada sabia de José.
19. Herodes, procurando-o e não o achando, instaurou um processo contra os guardas e mandou supliciá-los. Em seguida, desceu da Judéia para Cesaréia, onde permaneceu.
+
'''19.''' Este rei, usando de astúcia contra a nossa raça, maltratou nossos pais e obrigou-os a enjeitar seus filhos para privá-los da vida.
20. Estava Herodes em conflito com os habitantes de Tiro e de Sidônia. Estes, porém, de comum acordo, se apresentaram a ele, e, com o favor de Blasto, que era camareiro do rei, pediram a paz. (Porque a sua região era abastecida por ele.)
+
'''20.''' Por este mesmo tempo, nasceu Moisés. Era belo aos olhos de Deus e por três meses foi criado na casa paterna.
21. No dia marcado, Herodes, vestido em traje real, sentou-se no tribunal e lhes dirigiu uma alocução.
+
'''21.''' Depois, quando foi exposto, a filha do faraó o recolheu e o criou como seu próprio filho.
22. O povo aplaudia: É a voz de um deus, e não de um homem!
+
'''22.''' Moisés foi instruído em todas as ciências dos egípcios e tornou-se forte em palavras e obras.
23. No mesmo instante, o anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado honra a Deus. E, roído de vermes, expirou.
+
'''23.''' Quando completou 40 anos, veio-lhe à mente visitar seus irmãos, os filhos de Israel.
24. Entretanto, a palavra de Deus crescia e se espalhava sempre mais.
+
'''24.''' Viu que um deles era maltratado; tomou-lhe a defesa e vingou o que padecia a injúria, matando o egípcio.
25. Tendo Barnabé e Saulo concluído a sua missão, voltaram de Jerusalém (a Antioquia), levando consigo João, que tem por sobrenome Marcos.
+
'''25.''' Ele esperava que os seus irmãos compreendessem que Deus se servia de sua mão para livrá-los. Mas não o entenderam.
 +
'''26.''' No dia seguinte, dois dentre eles brigavam, e ele procurou reconciliá-los: Amigos, disse ele, sois irmãos, por que vos maltratais um ao outro?
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'''27.''' Mas o que maltratava seu compatriota o repeliu: Quem te constituiu chefe ou juiz sobre nós?
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'''28.''' Porventura queres tu matar-me, como ontem mataste o egípcio?
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'''29.''' A estas palavras, Moisés fugiu. E esteve como estrangeiro na terra de Madiã, onde teve dois filhos.
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'''30.''' Passados quarenta anos, apareceu-lhe no deserto do monte Sinai um anjo, na chama duma sarça ardente.
 +
'''31.''' Moisés, admirado de uma tal visão, aproximou-se para a examinar. E a voz do Senhor lhe falou:
 +
'''32.''' Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó. Moisés, atemorizado, não ousava levantar os olhos.
 +
'''33.''' O Senhor lhe disse: Tira o teu calçado, porque o lugar onde estás é uma terra santa.
 +
'''34.''' Considerei a aflição do meu povo no Egito, ouvi os seus gemidos e desci para livrá-los. Vem, pois, agora e eu te enviarei ao Egito.
 +
'''35.''' Este Moisés que desprezaram, dizendo: Quem te constituiu chefe ou juiz?, a este Deus enviou como chefe e libertador pela mão do anjo que lhe apareceu na sarça.
 +
'''36.''' Ele os fez sair do Egito, operando prodígios e milagres na terra do Egito, no mar Vermelho e no deserto, por espaço de quarenta anos.
 +
'''37.''' Foi este Moisés que disse aos filhos de Israel: Deus vos suscitará dentre os vossos irmãos um profeta como eu.
 +
'''38.''' Este é o que esteve entre o povo congregado no deserto, e com o anjo que lhe falara no monte Sinai, e com os nossos pais; que recebeu palavras de vida para no-las transmitir.
 +
'''39.''' Nossos pais não lhe quiseram obedecer, mas o repeliram. Em seus corações voltaram-se para o Egito,
 +
'''40.''' dizendo a Aarão: Faze-nos deuses, que vão diante de nós, porque quanto a este Moisés, que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que foi feito dele.
 +
'''41.''' Fizeram, naqueles dias, um bezerro de ouro e ofereceram um sacrifício ao ídolo, e se alegravam diante da obra das suas mãos.
 +
'''42.''' Mas Deus afastou-se e os abandonou ao culto dos astros do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura, casa de Israel, vós me oferecestes vítimas e sacrifícios por quarenta anos no deserto?
 +
'''43.''' Aceitastes a tenda de Moloc e a estrela do vosso deus Renfão, figuras que vós fizestes para adorá-las! Assim eu vos deportarei para além da Babilônia (Am 5,25ss.).
 +
'''44.''' A Arca da Aliança esteve com os nossos pais no deserto, como Deus ordenou a Moisés que a fizesse conforme o modelo que tinha visto.
 +
'''45.''' Recebendo-a nossos pais, levaram-na sob a direção de Josué às terras dos pagãos, que Deus expulsou da presença de nossos pais. E ali ficou até o tempo de Davi.
 +
'''46.''' Este encontrou graça diante de Deus e pediu que pudesse achar uma morada para o Deus de Jacó.
 +
'''47.''' Salomão foi quem lhe edificou a casa.
 +
'''48.''' O Altíssimo, porém, não habita em casas construídas por mãos humanas. Como diz o profeta:
 +
'''49.''' O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificareis vós?, diz o Senhor. Qual é o lugar do meu repouso?
 +
'''50.''' Acaso não foi minha mão que fez tudo isto (Is 66,1s.)?
 +
'''51.''' Homens de dura cerviz, e de corações e ouvidos incircuncisos! Vós sempre resistis ao Espírito Santo. Como procederam os vossos pais, assim procedeis vós também!
 +
'''52.''' A qual dos profetas não perseguiram os vossos pais? Mataram os que prediziam a vinda do Justo, do qual vós agora tendes sido traidores e homicidas.
 +
'''53.''' Vós que recebestes a lei pelo ministério dos anjos e não a guardastes...
  
+
*<font size="3">'''Morte de Estêvão'''</font>
Capítulo 13
+
'''54.''' Ao ouvir tais palavras, esbravejaram de raiva e rangiam os dentes contra ele.
 +
'''55.''' Mas, cheio do Espírito Santo, Estêvão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus:
 +
'''56.''' Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus.
 +
'''57.''' Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele.
 +
'''58.''' Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo.
 +
'''59.''' E apedrejavam Estêvão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
 +
'''60.''' Posto de joelhos, exclamou em alta voz: Senhor, não lhes leves em conta este pecado... A estas palavras, expirou.
 +
<font size="5">'''8)'''</font> '''1.''' E Saulo havia aprovado a morte de Estêvão."
 +
 
 +
*<font size="3">'''Perseguição e dispersão da comunidade'''</font>
 +
"Naquele dia, rompeu uma grande perseguição contra a comunidade de Jerusalém. Todos se dispersaram pelas regiões da Judéia e de Samaria, com exceção dos apóstolos.
 +
'''2.''' Entretanto, alguns homens piedosos trataram de enterrar Estêvão e fizeram grande pranto a seu respeito.
 +
'''3.''' Saulo, porém, devastava a Igreja. Entrando pelas casas, arrancava delas homens e mulheres e os entregava à prisão.
 +
 
 +
*<font size="3">'''O diácono Filipe em Samaria'''</font>
 +
'''4.''' Os que se haviam dispersado iam por toda parte, anunciando a palavra (de Deus).
 +
'''5.''' Assim Filipe desceu à cidade de Samaria, pregando-lhes Cristo.
 +
'''6.''' A multidão estava atenta ao que Filipe lhe dizia, escutando-o unanimemente e presenciando os prodígios que fazia.
 +
'''7.''' Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam, levantando grandes brados. Igualmente foram curados muitos paralíticos e coxos.
 +
'''8.''' Por esse motivo, naquela cidade reinava grande alegria.
  
1. Havia então na Igreja de Antioquia profetas e doutores, entre eles Barnabé, Simão, apelidado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo.
+
*<font size="3">'''Simão, o mago'''</font>
2. Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado.
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'''9.''' Ora, havia ali um homem, por nome Simão, que exercia magia na cidade, maravilhando o povo de Samaria, e fazia-se passar por um grande personagem.
3. Então, jejuando e orando, impuseram-lhes as mãos e os despediram.
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'''10.''' Todos lhe davam ouvidos, do menor até o maior, comentando: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande.
4. Enviados assim pelo Espírito Santo, foram a Selêucia e dali navegaram para a ilha de Chipre.
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'''11.''' Eles o atendiam, porque por muito tempo os havia deslumbrado com as suas artes mágicas.
5. Chegados a Salamina, pregavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Tinham com eles João para auxiliá-los.
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'''12.''' Mas, depois que acreditaram em Filipe, que lhes anunciava o Reino de Deus e o nome de Jesus Cristo, homens e mulheres pediam o batismo.
6. Percorreram toda a ilha até Pafos e acharam um judeu chamado Barjesus, mago e falso profeta,
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'''13.''' Simão também acreditou e foi batizado. Ele não abandonava Filipe, admirando, estupefato, os grandes milagres e prodígios que eram feitos.
7. que vivia na companhia do procônsul Sérgio Paulo, homem sensato. Este chamou Barnabé e Saulo, e exprimiu-lhes o desejo de ouvir a palavra de Deus.
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'''14.''' Os apóstolos que se achavam em Jerusalém, tendo ouvido que a Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João.
8. Mas Élimas, o Mago - pois assim é interpretado o seu nome -, se lhes opunha, procurando desviar da fé o procônsul.
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'''15.''' Estes, assim que chegaram, fizeram oração pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo,
9. Então Saulo, chamado também Paulo, cheio do Espírito Santo, cravou nele os olhos e disse-lhe:
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'''16.''' visto que não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus.
10. Filho do demônio, cheio de todo engano e de toda astúcia, inimigo de toda justiça, não cessas de perverter os caminhos retos do Senhor!
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'''17.''' Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo.
11. Eis que agora está sobre ti a mão do Senhor e ficarás cego. Não verás o sol até nova ordem! Caíram logo sobre ele a escuridão e as trevas, e, andando à roda, buscava quem lhe desse a mão.
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'''18.''' Quando Simão viu que se dava o Espírito Santo por meio da imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro, dizendo:
12. À vista deste prodígio, o procônsul abraçou a fé, admirando vivamente a doutrina do Senhor.
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'''19.''' Dai-me também este poder, para que todo aquele a quem impuser as mãos receba o Espírito Santo.
13. Paulo e os seus companheiros navegaram de Pafos e chegaram a Perge, na Panfília, de onde João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém.
+
'''20.''' Pedro respondeu: Maldito seja o teu dinheiro e tu também, se julgas poder comprar o dom de Deus com dinheiro!
14. Mas eles, deixando Perge, foram para Antioquia da Pisídia. Ali entraram em dia de sábado na sinagoga, e sentaram-se.
+
'''21.''' Não terás direito nem parte alguma neste ministério, já que o teu coração não é puro diante de Deus.
15. Depois da leitura da lei e dos profetas, mandaram-lhes dizer os chefes da sinagoga: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação ao povo, falai-a.
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'''22.''' Arrepende-te desta tua maldade e roga a Deus, para que, sendo possível, te seja perdoado este pensamento do teu coração.
16. Paulo levantou-se, fez um sinal com a mão e falou: Homens de Israel e vós que temeis a Deus, ouvi.
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'''23.''' Pois estou a ver-te no fel da amargura e nos laços da iniqüidade.
17. O Deus do povo de Israel escolheu nossos pais e exaltou este povo no tempo em que habitava na terra do Egito, de onde os tirou com o poder de seu braço.
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'''24.''' Retorquiu Simão: Rogai vós por mim ao Senhor, para que nada do que haveis dito venha a cair sobre mim.
18. Por espaço de quarenta anos alimentou-os no deserto.
+
'''25.''' Os apóstolos, depois de terem dado testemunho e anunciado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e pregavam a boa nova em muitos lugares dos samaritanos.
19. Destruiu sete nações na terra de Canaã e distribuiu-lhes por sorte aquela terra durante quase quatrocentos e cinqüenta anos.
+
 
20. Em seguida, lhes deu juízes até o profeta Samuel.
+
*<font size="3">'''Conversão do ministro da rainha da Etiópia'''</font>
21. Pediram então um rei, e Deus lhes deu, por quarenta anos, Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim.
+
'''26.''' Um anjo do Senhor dirigiu-se a Filipe e disse: Levanta-te e vai para o sul, em direção do caminho que desce de Jerusalém a Gaza, a Deserta.
22. Depois, Deus o rejeitou e mandou-lhes Davi como rei, de quem deu este testemunho: Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará todas as minhas vontades.
+
'''27.''' Filipe levantou-se e partiu. Ora, um etíope, eunuco, ministro da rainha Candace, da Etiópia, e superintendente de todos os seus tesouros, tinha ido a Jerusalém para adorar.
23. De sua descendência, conforme a promessa, Deus fez sair para Israel o Salvador Jesus.
+
'''28.''' Voltava sentado em seu carro, lendo o profeta Isaías.
24. João tinha pregado, desde antes da sua vinda, o batismo do arrependimento a todo o povo de Israel.
+
'''29.''' O Espírito disse a Filipe: Aproxima-te para bem perto deste carro.
25. Terminando a sua carreira, dizia: Eu não sou aquele que vós pensais, mas após mim virá aquele de quem não sou digno de desatar o calçado.
+
'''30.''' Filipe aproximou-se e ouviu que o eunuco lia o profeta Isaías, e perguntou-lhe: Porventura entendes o que estás lendo?
26. Irmãos, filhos de Abraão, e os que entre vós temem a Deus: a nós é que foi dirigida a mensagem de salvação.
+
'''31.''' Respondeu-lhe: Como é que posso, se não há alguém que mo explique? E rogou a Filipe que subisse e se sentasse junto dele.
27. Com efeito, os habitantes de Jerusalém e os seus magistrados não conheceram Jesus, e, sentenciando-o, cumpriram os oráculos dos profetas, que cada sábado são lidos.
+
'''32.''' A passagem da Escritura, que ia lendo, era esta: Como ovelha, foi levado ao matadouro; e como cordeiro mudo diante do que o tosquia, ele não abriu a sua boca.
28. Embora não achassem nele culpa alguma de morte, pediram a Pilatos que lhe tirasse a vida.
+
'''33.''' Na sua humilhação foi consumado o seu julgamento. Quem poderá contar a sua descendência? Pois a sua vida foi tirada da terra (Is 53,7s.).
29. Depois de realizarem todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, puseram-no num sepulcro.
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'''34.''' O eunuco disse a Filipe: Rogo-te que me digas de quem disse isto o profeta: de si mesmo ou de outrem?
30. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos.
+
'''35.''' Começou então Filipe a falar, e, principiando por essa passagem da Escritura, anunciou-lhe Jesus.
31. Durante muitos dias apareceu àqueles que com ele subiram da Galiléia a Jerusalém, os quais até agora são testemunhas dele junto ao povo.
+
'''36.''' Continuando o caminho, encontraram água. Disse então o eunuco: Eis aí a água. Que impede que eu seja batizado?
32. Nós vos anunciamos: a promessa feita a nossos pais,
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'''37.''' [Filipe respondeu: Se crês de todo o coração, podes sê-lo. Eu creio, disse ele, que Jesus Cristo é o Filho de Deus.]
33. Deus a tem cumprido diante de nós, seus filhos, suscitando Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei (Sl 2,7).
+
'''38.''' E mandou parar o carro. Ambos desceram à água e Filipe batizou o eunuco.
34. Que Deus o ressuscitou dentre os mortos, para nunca mais tornar à corrupção, ele o declarou desta maneira: Eu vos darei as coisas sagradas prometidas a Davi (Is 55,3).
+
'''39.''' Mal saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe dos olhares do eunuco, que, cheio de alegria, continuou o seu caminho.
35. E diz também noutra passagem: Não permitirás que teu Santo experimente a corrupção (Sl 15,10).
+
'''40.''' Filipe, entretanto, foi transportado a Azoto. Passando além, pregava o Evangelho em todas as cidades, até que chegou a Cesaréia".
36. Ora, Davi, depois de ter servido em vida aos desígnios de Deus, morreu. Foi reunido a seus pais e experimentou a corrupção.
 
37. Mas aquele a quem Deus ressuscitou não experimentou a corrupção.
 
38. Sabei, pois, irmãos, que por ele se vos anuncia a remissão dos pecados.
 
39. Todo aquele que crê é justificado por ele de tudo aquilo que não pôde ser pela Lei de Moisés.
 
40. Cuidai, pois, que não venha sobre vós o que foi dito pelos profetas:
 
41. Vede, ó desprezadores, pasmai e morrei de espanto. Pois eu vou realizar uma obra em vossos dias, obra a que não creríeis, se alguém vo-la contasse (Hab 1,5).
 
42. Ao saírem, rogavam que lhes repetissem essas palavras no sábado seguinte.
 
43. Depois que a assembléia terminou, muitos judeus e prosélitos devotos seguiram Paulo e Barnabé, os quais com muitas palavras os exortavam a perseverar na graça de Deus.
 
44. No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.
 
45. Os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e puseram-se a protestar com injúrias contra o que Paulo falava.
 
46. Então Paulo e Barnabé disseram-lhes resolutamente: Era a vós que em primeiro lugar se devia anunciar a palavra de Deus. Mas, porque a rejeitais e vos julgais indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os pagãos.
 
47. Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra (Is 49,6).
 
48. Estas palavras encheram de alegria os pagãos que glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam predispostos para a vida eterna fizeram ato de fé.
 
49. Divulgava-se, assim, a palavra do Senhor por toda a região.
 
50. Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território.
 
51. Estes sacudiram contra eles o pó dos seus pés, e foram a Icônio.
 
52. Os discípulos, por sua vez, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
 
  
+
*<font size="3">'''Conversão de Saulo'''</font>
Capítulo 14
 
  
1. Em Icônio, Paulo e Barnabé, segundo seu costume, entraram na sinagoga dos judeus e ali pregaram, de tal modo que uma grande multidão de judeus e de gregos se converteu à fé.
+
<font size="5">'''9)'''</font> "'''1.''' Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes,
2. Mas os judeus, que tinham permanecido incrédulos, excitaram os ânimos dos pagãos contra os irmãos.
+
'''2.''' e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos a Jerusalém todos os homens e mulheres que achasse seguindo essa doutrina.
3. Não obstante, eles se demoraram ali por muito tempo, falando com desassombro e confiança no Senhor, que dava testemunho à palavra da sua graça pelos milagres e prodígios que ele operava por mãos dos apóstolos.
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'''3.''' Durante a viagem, estando já perto de Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu.
4. A população da cidade achava-se dividida: uns eram pelos judeus, outros pelos apóstolos.
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'''4.''' Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
5. Mas como se tivesse levantado um motim dos gentios e dos judeus, com os seus chefes, para os ultrajar e apedrejar,
+
'''5.''' Saulo disse: Quem és, Senhor? Respondeu ele: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. [Duro te é recalcitrar contra o aguilhão.
6. ao saberem disso, fugiram para as cidades da Licaônia, Listra e Derbe e suas circunvizinhanças.
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'''6.''' Então, trêmulo e atônito, disse ele: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu-lhe o Senhor:] Levanta-te, entra na cidade. Aí te será dito o que deves fazer.
7. Ali pregaram o Evangelho.
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'''7.''' Os homens que o acompanhavam enchiam-se de espanto, pois ouviam perfeitamente a voz, mas não viam ninguém.
8. Em Listra vivia um homem aleijado das pernas, coxo de nascença, que nunca tinha andado.
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'''8.''' Saulo levantou-se do chão. Abrindo, porém, os olhos, não via nada. Tomaram-no pela mão e o introduziram em Damasco,
9. Sentado, ele ouvia Paulo pregar. Este, fixando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado,
+
'''9.''' onde esteve três dias sem ver, sem comer nem beber.
10. disse em alta voz: Levanta-te direito sobre os teus pés! Ele deu um salto e pôs-se a andar.
 
11. Vendo a multidão o que Paulo fizera, levantou a voz, gritando em língua licaônica: Deuses em figura de homens baixaram a nós!
 
12. Chamavam a Barnabé Zeus e a Paulo Hermes, porque era este quem dirigia a palavra.
 
13. Um sacerdote de Zeus Propóleos trouxe para as portas touros ornados de grinaldas, querendo, de acordo com todo o povo, sacrificar-lhos.
 
14. Mas os apóstolos Barnabé e Paulo, ao perceberem isso, rasgaram as suas vestes e saltaram no meio da multidão:
 
15. Homens, clamavam eles, por que fazeis isso? Também nós somos homens, da mesma condição que vós, e pregamos justamente para que vos convertais das coisas vãs ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles há.
 
16. Ele permitiu nos tempos passados que todas as nações seguissem os seus caminhos.
 
17. Contudo, nunca deixou de dar testemunho de si mesmo, por seus benefícios: dando-vos do céu as chuvas e os tempos férteis, concedendo abundante alimento e enchendo os vossos corações de alegria.
 
18. Apesar dessas palavras, não foi sem dificuldade que contiveram a multidão de sacrificar a eles.
 
19. Sobrevieram, porém, alguns judeus de Antioquia e de Icônio que persuadiram a multidão. Apedrejaram Paulo e, dando-o por morto, arrastaram-no para fora da cidade.
 
20. Os discípulos o rodearam. Ele se levantou e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu com Barnabé para Derbe.
 
21. Depois de ter pregado o Evangelho à cidade de Derbe, onde ganharam muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia (da Pisídia).
 
22. Confirmavam as almas dos discípulos e exortavam-nos a perseverar na fé, dizendo que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações.
 
23. Em cada igreja instituíram anciãos e, após orações com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado.
 
24. Atravessaram a Pisídia e chegaram a Panfília.
 
25. Depois de ter anunciado a palavra do Senhor em Perge, desceram a Atália.
 
26. Dali navegaram para Antioquia (da Síria), de onde tinham partido, encomendados à graça de Deus para a obra que estavam a completar.
 
27. Ali chegados, reuniram a igreja e contaram quão grandes coisas Deus fizera com eles, e como abrira a porta da fé aos gentios.
 
28. Demoraram-se com os discípulos longo tempo.
 
  
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*<font size="3">'''Batismo de Saulo por Ananias'''</font>
Capítulo 15
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'''10.''' Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor, numa visão, lhe disse: Ananias! Eis-me aqui, Senhor, respondeu ele.
 +
'''11.''' O Senhor lhe ordenou: Levanta-te e vai à rua Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso, chamado Saulo; ele está orando.
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'''12.''' (Este via numa visão um homem, chamado Ananias, entrar e impor-lhe as mãos para recobrar a vista.)
 +
'''13.''' Ananias respondeu: Senhor, muitos já me falaram deste homem, quantos males fez aos teus fiéis em Jerusalém.
 +
'''14.''' E aqui ele tem poder dos príncipes dos sacerdotes para prender a todos aqueles que invocam o teu nome.
 +
'''15.''' Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este homem é para mim um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel.
 +
'''16.''' Eu lhe mostrarei tudo o que terá de padecer pelo meu nome.
 +
'''17.''' Ananias foi. Entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Saulo, meu irmão, o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho, enviou-me para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo.
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'''18.''' No mesmo instante caíram dos olhos de Saulo umas como escamas, e recuperou a vista. Levantou-se e foi batizado.
 +
'''19.''' Depois tomou alimento e sentiu-se fortalecido.
  
1. Alguns homens, descendo da Judéia, puseram-se a ensinar aos irmãos o seguinte: Se não vos circuncidais, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos.
+
*<font size="3">'''Primeiras pregações de Saulo em Damasco'''</font>
2. Originou-se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu-se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os apóstolos e os anciãos em Jerusalém.
+
Demorou-se por alguns dias com os discípulos que se achavam em Damasco.
3. Acompanhados (algum tempo) dos membros da comunidade, tomaram o caminho que atravessa a Fenícia e Samaria. Contaram a todos os irmãos a conversão dos gentios, o que causou a todos grande alegria.
+
'''20.''' Imediatamente começou a proclamar pelas sinagogas que Jesus é o Filho de Deus.
4. Chegando a Jerusalém, foram recebidos pela comunidade, pelos apóstolos e anciãos, a quem contaram tudo o que Deus tinha feito com eles.
+
'''21.''' Todos os seus ouvintes pasmavam e diziam: Este não é aquele que perseguia em Jerusalém os que invocam o nome de Jesus? Não veio cá só para levá-los presos aos sumos sacerdotes?
5. Mas levantaram-se alguns que antes de ter abraçado a fé eram da seita dos fariseus, dizendo que era necessário circuncidar os pagãos e impor-lhes a observância da Lei de Moisés.
+
'''22.''' Saulo, porém, sentia crescer o seu poder e confundia os judeus de Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo.
6. Reuniram-se os apóstolos e os anciãos para tratar desta questão.
+
'''23.''' Decorridos alguns dias, os judeus deliberaram, em conselho, matá-lo.
7. Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e lhes disse: Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem.
+
'''24.''' Estas intenções chegaram ao conhecimento de Saulo. Guardavam eles as portas de dia e de noite, para matá-lo.
8. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a seu respeito, dando-lhes o Espírito Santo, da mesma forma que a nós.
+
'''25.''' Mas os discípulos, tomando-o de noite, fizeram-no descer pela muralha dentro de um cesto.
9. Nem fez distinção alguma entre nós e eles, purificando pela fé os seus corações.
+
 
10. Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?
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*<font size="3">'''Apostolado de Saulo em Jerusalém'''</font>
11. Nós cremos que pela graça do Senhor Jesus seremos salvos, exatamente como eles.
+
'''26.''' Chegando a Jerusalém, tentava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não querendo crer que se tivesse tornado discípulo.
12. Toda a assembléia o ouviu silenciosamente. Em seguida, ouviram Barnabé e Paulo contar quantos milagres e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios.
+
'''27.''' Então Barnabé, levando-o consigo, apresentou-o aos apóstolos e contou-lhes como Saulo vira o Senhor no caminho, e que lhe havia falado, e como em Damasco pregara, com desassombro, o nome de Jesus.
13. Depois de terminarem, Tiago tomou a palavra: Irmãos, ouvi-me, disse ele.
+
'''28.''' Daí por diante permaneceu com eles, saindo e entrando em Jerusalém, e pregando, destemidamente, o nome do Senhor.
14. Simão narrou como Deus começou a olhar para as nações pagãs para tirar delas um povo que trouxesse o seu nome.
+
'''29.''' Falava também e discutia com os helenistas. Mas estes procuravam matá-lo.
15. Ora, com isto concordam as palavras dos profetas, como está escrito:
+
'''30.''' Os irmãos, informados disso, acompanharam-no até Cesaréia e dali o fizeram partir para Tarso.
16. Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi que caiu. E reedificarei as suas ruínas, e o levantarei
 
17. para que o resto dos homens busque o Senhor, e todas as nações, sobre as quais tem sido invocado o meu nome.
 
18. Assim fala o Senhor que faz estas coisas, coisas que ele conheceu desde a eternidade (Am 9,11s.).
 
19. Por isso, julgo que não se devem inquietar os que dentre os gentios se convertem a Deus.
 
20. Mas que se lhes escreva somente que se abstenham das carnes oferecidas aos ídolos, da impureza, das carnes sufocadas e do sangue.
 
21. Porque Moisés, desde muitas gerações, tem em cada cidade seus pregadores, pois que ele é lido nas sinagogas todos os sábados.
 
22. Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a comunidade escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé: Judas, que tinha o sobrenome de Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos.
 
23. Por seu intermédio enviaram a seguinte carta: "Os apóstolos e os anciãos aos irmãos de origem pagã, em Antioquia, na Síria e Cilícia, saúde!
 
24. Temos ouvido que alguns dentre nós vos têm perturbado com palavras, transtornando os vossos espíritos, sem lhes termos dado semelhante incumbência.
 
25. Assim nós nos reunimos e decidimos escolher delegados e enviá-los a vós, com os nossos amados Barnabé e Paulo,
 
26. homens que têm exposto suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
 
27. Enviamos, portanto, Judas e Silas que de viva voz vos exporão as mesmas coisas.
 
28. Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do seguinte indispensável:
 
29. que vos abstenhais das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da impureza. Dessas coisas fareis bem de vos guardar conscienciosamente. Adeus!
 
30. Tendo-se despedido, a delegação dirigiu-se a Antioquia. Ali reuniram a assembléia e entregaram a carta.
 
31. À sua leitura, todos se alegraram com o estímulo que ela trazia.
 
32. Judas e Silas, que eram também profetas, dirigiam aos irmãos muitas palavras de exortação e de animação.
 
33. Demoraram-se ali por algum tempo. Foram depois pelos irmãos despedidos em paz, voltando aos que lhos tinham enviado.
 
34. [A Silas contudo, pareceu bem ficar ali, e Judas partiu sozinho.]
 
35. Paulo e Barnabé detiveram-se também em Antioquia, ensinando e pregando com muitos outros a palavra do Senhor.
 
36. Ao termo de alguns dias, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar os irmãos por todas as cidades onde temos pregado a palavra do Senhor, para ver como estão passando.
 
37. Barnabé queria levar consigo também João, que tinha por sobrenome Marcos.
 
38. Paulo, porém, achava que não devia ser admitido quem se tinha separado deles em Panfília e não os havia acompanhado no ministério.
 
39. Houve tal discussão que se separaram um do outro, e Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre.
 
40. Paulo, porém, tendo escolhido Silas, e depois de ter sido recomendado pelos irmãos à graça do Senhor, partiu. Ele percorreu a Síria, a Cilícia, confirmando as comunidades.
 
  
+
*<font size="3">'''Período de tranquilidade'''</font>
Capítulo 16
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'''31.''' A Igreja gozava então de paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Estabelecia-se ela caminhando no temor do Senhor, e a assistência do Espírito Santo a fazia crescer em número.
  
1. Chegou a Derbe e depois a Listra. Havia ali um discípulo, chamado Timóteo, filho de uma judia cristã, mas de pai grego,
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*<font size="3">'''Milagre de Pedro em Lida'''</font>
2. que gozava de ótima reputação junto dos irmãos de Listra e de Icônio.
+
'''32.''' Pedro, que caminhava por toda parte, de cidade em cidade, desceu também aos fiéis que habitavam em Lida.
3. Paulo quis que ele fosse em sua companhia. Ao tomá-lo consigo, circuncidou-o, por causa dos judeus daqueles lugares, pois todos sabiam que o seu pai era grego.
+
'''33.''' Ali achou um homem chamado Enéias, que havia oito anos jazia paralítico num leito.
4. Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém.
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'''34.''' Disse-lhe Pedro: Enéias, Jesus Cristo te cura: levanta-te e faze tua cama. E levantou-se imediatamente.
5. Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número dia a dia.
+
'''35.''' Viram-no todos os que habitavam em Lida e em Sarona, e converteram-se ao Senhor.
6. Atravessando em seguida a Frígia e a província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra de Deus na (província da) Ásia.
+
 
7. Ao chegarem aos confins da Mísia, tencionavam seguir para a Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.
+
*<font size="3">'''Ressurreição de uma mulher em Jope'''</font>
8. Depois de haverem atravessado rapidamente a Mísia, desceram a Trôade.
+
'''36.''' Em Jope havia uma discípula chamada Tabita - em grego, Dorcas. Esta era rica em boas obras e esmolas que dava.
9. De noite, Paulo teve uma visão: um macedônio, em pé, diante dele, lhe rogava: Passa à Macedônia, e vem em nosso auxílio!
+
'''37.''' Aconteceu que adoecera naqueles dias e veio a falecer. Depois de a terem lavado, levaram-na para o quarto de cima.
10. Assim que teve essa visão, procuramos partir para a Macedônia, certos de que Deus nos chamava a pregar-lhes o Evangelho.
+
'''38.''' Ora, como Lida fica perto de Jope, os discípulos, ouvindo dizer que Pedro aí se encontrava, enviaram-lhe dois homens, rogando-lhe: Não te demores em vir ter conosco.
11. Embarcados em Trôade, fomos diretamente à Samotrácia e no outro dia a Neápolis;
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'''39.''' Pedro levantou-se imediatamente e foi com eles. Logo que chegou, conduziram-no ao quarto de cima. Cercavam-no todas as viúvas, chorando e mostrando-lhe as túnicas e os vestidos que Dorcas lhes fazia quando viva.
12. e dali a Filipos, que é a cidade principal daquele distrito da Macedônia, uma colônia (romana). Nesta cidade nos detivemos por alguns dias.
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'''40.''' Pedro então, tendo feito todos sair, pôs-se de joelhos e orou. Voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te! Ela abriu os olhos e, vendo Pedro, sentou-se.
13. No sábado, saímos fora da porta para junto do rio, onde pensávamos haver lugar de oração. Aí nos assentamos e falávamos às mulheres que se haviam reunido.
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'''41.''' Ele a fez levantar-se, estendendo-lhe a mão. Chamando os irmãos e as viúvas, entregou-lha viva.
14. Uma mulher, chamada Lídia, da cidade dos tiatirenos, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava. O Senhor abriu-lhe o coração, para atender às coisas que Paulo dizia.
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'''42.''' Este fato espalhou-se por toda Jope e muitos creram no Senhor.
15. Foi batizada juntamente com a sua família e fez-nos este pedido: Se julgais que tenho fé no Senhor, entrai em minha casa e ficai comigo. E obrigou-nos a isso.
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'''43.''' Pedro permaneceu ainda muitos dias em Jope, em casa dum curtidor, chamado Simão".
16. Certo dia, quando íamos à oração, eis que nos veio ao encontro uma moça escrava que tinha o espírito de Pitão, a qual com as suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores.
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17. Pondo-se a seguir a Paulo e a nós, gritava: Estes homens são servos do Deus Altíssimo, que vos anunciam o caminho da salvação.
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*<font size="3">'''O centurião Cornélio, primeiro estrangeiro convertido'''</font>
18. Repetiu isto por muitos dias. Por fim, Paulo enfadou-se. Voltou-se para ela e disse ao espírito: Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora ele saiu.
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19. Vendo seus amos que se lhes esvaecera a esperança do lucro, pegaram Paulo e Silas e levaram-nos ao foro, à presença das autoridades.
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<font size="5">'''10)'''</font>
20. Em seguida, apresentaram-nos aos magistrados, acusando: Estes homens são judeus; amotinam a nossa cidade.
 
21. E pregam um modo de vida que nós, romanos, não podemos admitir nem seguir.
 
22. O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas.
 
23. Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.
 
24. Este, conforme a ordem recebida, meteu-os na prisão inferior e prendeu-lhes os pés ao cepo.
 
25. Pela meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam um hino a Deus, e os prisioneiros os escutavam.
 
26. Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se abalaram até os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas e soltaram-se as algemas de todos.
 
27. Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se.
 
28. Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui.
 
29. Então o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas.
 
30. Depois os conduziu para fora e perguntou-lhes: Senhores, que devo fazer para me salvar?
 
31. Disseram-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família.
 
32. Anunciaram-lhe a palavra de Deus, a ele e a todos os que estavam em sua casa.
 
33. Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família.
 
34. Em seguida, ele os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua casa por haver crido em Deus.
 
35. Quando amanheceu, os magistrados mandaram os lictores dizer: Solta esses homens.
 
36. O carcereiro transmitiu essa mensagem a Paulo: Os magistrados mandaram-me dizer que vos ponha em liberdade. Saí, pois, e ide em paz.
 
37. Mas Paulo replicou: Sem nenhum julgamento nos açoitaram publicamente, a nós que somos cidadãos romanos, e meteram-nos no cárcere, e agora nos lançam fora ocultamente... Não há de ser assim! Mas venham e soltem-nos pessoalmente!
 
38. Os lictores deram parte dessas palavras aos magistrados. Estes temeram, ao ouvir dizer que eram romanos.
 
39. Foram e lhes falaram brandamente. Pedindo desculpas, rogavam-lhes que se retirassem da cidade.
 
40. Saindo do cárcere, entraram em casa de Lídia, onde reviram e consolaram os irmãos. Depois partiram.
 
  
 
   
 
   
Capítulo 17
 
  
1. Passaram por Anfípolis e Apolônia e chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.
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Capítulo 10
2. Paulo dirigiu-se a eles, segundo o seu costume, e por três sábados disputou com eles.
 
3. Explicava e demonstrava, à base das Escrituras, que era necessário que Cristo padecesse e ressurgisse dos mortos. E este Cristo é Jesus que eu vos anuncio.
 
4. Alguns deles creram e associaram-se a Paulo e Silas, como também uma grande multidão de prosélitos gentios, e não poucas mulheres de destaque.
 
5. Os judeus, tomados de inveja, ajuntaram alguns homens da plebe e com esta gente amotinaram a cidade. Assaltaram a casa de Jasão, procurando-os para os entregar ao povo.
 
6. Mas como não os achassem, arrastaram Jasão e alguns irmãos à presença dos magistrados, clamando: Estes homens amotinam todo o mundo. Estão agora aqui! E Jasão os acolheu!
 
7. Todos eles contrariam os decretos de César, proclamando outro rei: Jesus.
 
8. Assim excitavam o povo e os magistrados.
 
9. E só depois de receberem uma caução de Jasão e dos outros é que os deixaram ir.
 
10. Logo que se fez noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia. Quando ali chegaram, entraram na sinagoga dos judeus.
 
11. Estes eram mais nobres do que os de Tessalônica e receberam a palavra com ansioso desejo, indagando todos os dias, nas Escrituras, se essas coisas eram de fato assim.
 
12. Muitos deles creram, como também muitas mulheres gregas da aristocracia, e não poucos homens.
 
13. Mas os judeus de Tessalônica, sabendo que também em Beréia tinha sido pregada por Paulo a palavra de Deus, foram para lá agitar e sublevar o povo.
 
14. Então os irmãos fizeram que Paulo se retirasse e fosse até o mar, ao passo que Silas e Timóteo ficaram ali.
 
15. Os que conduziam Paulo levaram-no até Atenas. De lá voltaram e transmitiram para Silas e Timóteo a ordem de que fossem ter com ele o mais cedo possível.
 
16. Enquanto Paulo os esperava em Atenas, à vista da cidade entregue à idolatria, o seu coração enchia-se de amargura.
 
17. Disputava na sinagoga com os judeus e prosélitos, e todos os dias, na praça, com os que ali se encontravam.
 
18. Alguns filósofos epicureus e estóicos conversaram com ele. Diziam uns: Que quer dizer esse tagarela? Outros: Parece que é pregador de novos deuses. Pois lhes anunciava Jesus e a Ressurreição.
 
19. Tomaram-no consigo e levaram-no ao Areópago, e lhe perguntaram: Podemos saber que nova doutrina é essa que pregas?
 
20. Pois o que nos trazes aos ouvidos nos parece muito estranho. Queremos saber o que vem a ser isso.
 
21. Ora (como se sabe), todos os atenienses e os forasteiros que ali se fixaram não se ocupavam de outra coisa senão a de dizer ou de ouvir as últimas novidades.
 
22. Paulo, em pé no meio do Areópago, disse: Homens de Atenas, em tudo vos vejo muitíssimo religiosos.
 
23. Percorrendo a cidade e considerando os monumentos do vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: A um Deus desconhecido. O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio!
 
24. O Deus, que fez o mundo e tudo o que nele há, é o Senhor do céu e da terra, e não habita em templos feitos por mãos humanas.
 
25. Nem é servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, porque é ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas.
 
26. Ele fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos os tempos e os limites da sua habitação.
 
27. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós.
 
28. Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns dos vossos poetas disseram: Nós somos também de sua raça...
 
29. Se, pois, somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra lavrada por arte e gênio dos homens.
 
30. Deus, porém, não levando em conta os tempos da ignorância, convida agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem.
 
31. Porquanto fixou o dia em que há de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem que para isso destinou. Para todos deu como garantia disso o fato de tê-lo ressuscitado dentre os mortos.
 
32. Quando o ouviram falar de ressurreição dos mortos, uns zombavam e outros diziam: A respeito disso te ouviremos outra vez.
 
33. Assim saiu Paulo do meio deles.
 
34. Todavia, alguns homens aderiram a ele e creram: entre eles, Dionísio, o areopagita, e uma mulher chamada Dâmaris; e com eles ainda outros.
 
  
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1. Havia em Cesaréia um homem, por nome Cornélio, centurião da coorte que se chamava Itálica.
Capítulo 18
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2. Era religioso; ele e todos os de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente.
 
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3. Este homem viu claramente numa visão, pela hora nona do dia, aproximar-se dele um anjo de Deus e o chamar: Cornélio!
1. Depois disso, saindo de Atenas, Paulo dirigiu-se a Corinto.
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4. Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: Que há, Senhor? O anjo replicou: As tuas orações e as tuas esmolas subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança.
2. Encontrou ali um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, e sua mulher Priscila. Eles pouco antes haviam chegado da Itália, por Cláudio ter decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo uniu-se a eles.
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5. Agora envia homens a Jope e faze vir aqui um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro.
3. Como exercessem o mesmo ofício, morava e trabalhava com eles. (Eram fabricantes de tendas.)
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6. Ele se acha hospedado em casa de Simão, um curtidor, cuja casa fica junto ao mar.
4. Todos os sábados ele falava na sinagoga e procurava convencer os judeus e os gregos.
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7. Quando se retirou o anjo que lhe falara, chamou dois dos seus criados e um soldado temente ao Senhor, daqueles que estavam às suas ordens.
5. Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à pregação da palavra, dando aos judeus testemunho de que Jesus era o Messias.
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8. Contou-lhes tudo e enviou-os a Jope.
6. Mas como esses contradissessem e o injuriassem, ele, sacudindo as vestes, disse-lhes: O vosso sangue caia sobre a vossa cabeça! Tenho as mãos inocentes. Desde agora vou para o meio dos gentios.
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9. No dia seguinte, enquanto estavam em viagem e se aproximavam da cidade - pelo meio-dia -, Pedro subiu ao terraço da casa para fazer oração.
7. Saindo dali, entrou em casa de um prosélito, chamado Tício Justo, cuja casa era contígua à sinagoga.
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10. Então, como sentisse fome, quis comer. Mas, enquanto lho preparavam, caiu em êxtase.
8. Entretanto Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com todos os da sua casa. Sabendo disso, muitos dos coríntios, ouvintes de Paulo, acreditaram e foram batizados.
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11. Viu o céu aberto e descer uma coisa parecida com uma grande toalha que baixava do céu à terra, segura pelas quatro pontas.
9. Numa noite, o Senhor disse a Paulo em visão: Não temas! Fala e não te cales.
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12. Nela havia de todos os quadrúpedes, dos répteis da terra e das aves do céu.
10. Porque eu estou contigo. Ninguém se aproximará de ti para te fazer mal, pois tenho um numeroso povo nesta cidade.
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13. Uma voz lhe falou: Levanta-te, Pedro! Mata e come.
11. Paulo deteve-se ali um ano e seis meses, ensinando a eles a palavra de Deus.
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14. Disse Pedro: De modo algum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma profana e impura.
12. Sendo Galião procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus de comum acordo contra Paulo e levaram-no ao tribunal e disseram:
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15. Esta voz lhe falou pela segunda vez: O que Deus purificou não chames tu de impuro.
13. Este homem persuade os ouvintes a (adotar) um culto contrário à lei.
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16. Isto se repetiu três vezes e logo a toalha foi recolhida ao céu.
14. Paulo ia falar, mas Galião disse aos judeus: Se fosse, na realidade, uma injustiça ou verdadeiro crime, seria razoável que vos atendesse.
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17. Desconcertado, Pedro refletia consigo mesmo sobre o que significava a visão que tivera, quando os homens, enviados por Cornélio, se apresentaram à porta, perguntando pela casa de Simão.
15. Mas se são questões de doutrina, de nomes e da vossa lei, isso é lá convosco. Não quero ser juiz dessas coisas.
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18. Eles chamaram e indagaram se ali estava hospedado Simão, com o sobrenome Pedro.
16. E mandou-o sair do tribunal.
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19. Enquanto Pedro refletia na visão, disse o Espírito: Eis aí três homens que te procuram.
17. Então todos pegaram em Sóstenes, chefe da sinagoga, e o espancaram diante do tribunal, sem que Galião fizesse caso algum disso.
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20. Levanta-te! Desce e vai com eles sem hesitar, porque sou eu quem os enviou.
18. Paulo permaneceu ali (em Corinto) ainda algum tempo. Depois se despediu dos irmãos e navegou para a Síria e com ele Priscila e Áquila. Antes, porém, cortara o cabelo em Cêncris, porque terminara um voto.
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21. Pedro desceu ao encontro dos homens e disse-lhes: Aqui me tendes, sou eu a quem buscais. Qual é o motivo por que viestes aqui?
19. Chegaram a Éfeso, onde os deixou. Ele entrou na sinagoga e entretinha-se com os judeus.
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22. Responderam: O centurião Cornélio, homem justo e temente a Deus, o qual goza de excelente reputação entre todos os judeus, recebeu dum santo anjo o aviso de te mandar chamar à sua casa e de ouvir as tuas palavras.
20. Pediram-lhe estes que ficasse com eles ali por mais tempo, mas ele não quis.
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23. Então Pedro os mandou entrar e hospedou-os. No dia seguinte, levantou-se e partiu com eles, e alguns dos irmãos de Jope o acompanharam.
21. Ao despedir-se, disse: Voltarei a vós, se Deus quiser. E partiu de Éfeso.
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24. No outro dia chegaram a Cesaréia. Cornélio os estava esperando, tendo convidado os seus parentes e amigos mais íntimos.
22. Viajou até Cesaréia, subiu (a Jerusalém) e saudou a comunidade e logo em seguida desceu a Antioquia.
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25. Quando Pedro estava para entrar, Cornélio saiu a recebê-lo e prostrou-se aos seus pés para adorá-lo.
23. Aí se demorou apenas por algum tempo, partiu de novo e atravessou sucessivamente as regiões da Galácia e da Frígia, fortalecendo todos os discípulos.
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26. Pedro, porém, o ergueu, dizendo: Levanta-te! Também eu sou um homem!
24. Entrementes, um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e muito versado nas Escrituras, chegou a Éfeso.
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27. E, falando com ele, entrou e achou ali muitas pessoas que se tinham reunido e disse:
25. Era instruído no caminho do Senhor, falava com fervor de espírito e ensinava com precisão a respeito de Jesus, embora conhecesse somente o batismo de João.
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28. Vós sabeis que é proibido a um judeu aproximar-se dum estrangeiro ou ir à sua casa. Todavia, Deus me mostrou que nenhum homem deve ser considerado profano ou impuro.
26. Começou, pois, a falar na sinagoga com desassombro. Como Priscila e Áquila o ouvissem, levaram-no consigo, e expuseram-lhe mais profundamente o caminho do Senhor.
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29. Por isso vim sem hesitar, logo que fui chamado. Pergunto, pois, por que motivo me chamastes.
27. Como ele quisesse ir à Acaia, os irmãos animaram-no e escreveram aos discípulos que o recebessem bem. A sua presença (em Corinto) foi, pela graça de Deus, de muito proveito para os que haviam crido,
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30. Disse Cornélio: Faz hoje quatro dias que estava eu a orar em minha casa, à hora nona, quando se pôs diante de mim um homem com vestes resplandecentes, que disse:
28. pois com grande veemência refutava publicamente os judeus, provando, pelas Escrituras, que Jesus era o Messias.
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31. Cornélio, a tua oração foi atendida e Deus se lembrou de tuas esmolas.
 
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32. Envia alguém a Jope e manda vir Simão, que tem por sobrenome Pedro. Está hospedado perto do mar em casa do curtidor Simão.
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33. Por isso mandei chamar-te logo e felicito-te por teres vindo. Agora, pois, eis-nos todos reunidos na presença de Deus para ouvir tudo o que Deus te ordenou de nos dizer.
Capítulo 19
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34. Então Pedro tomou a palavra e disse: Em verdade, reconheço que Deus não faz distinção de pessoas,
 
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35. mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo.
1. Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as províncias superiores e chegou a Éfeso, onde achou alguns discípulos e indagou deles:
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36. Deus enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando-lhes a boa nova da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos.
2. Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé? Responderam-lhe: Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo!
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37. Vós sabeis como tudo isso aconteceu na Judéia, depois de ter começado na Galiléia, após o batismo que João pregou.
3. Então em que batismo fostes batizados?, perguntou Paulo. Disseram: No batismo de João.
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38. Vós sabeis como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com o poder, como ele andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do demônio, porque Deus estava com ele.
4. Paulo então replicou: João só dava um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus.
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39. E nós somos testemunhas de tudo o que fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, suspendendo-o num madeiro.
5. Ouvindo isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus.
+
40. Mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia e permitiu que aparecesse,
6. E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em línguas estranhas e profetizavam.
+
41. não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia predestinado, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressuscitou.
7. Eram ao todo uns doze homens.
+
42. Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que é ele quem foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos.
8. Paulo entrou na sinagoga e falou com desassombro por três meses, disputando e persuadindo-os acerca do Reino de Deus.
+
43. Dele todos os profetas dão testemunho, anunciando que todos os que nele crêem recebem o perdão dos pecados por meio de seu nome.
9. Mas, como alguns se endurecessem e não cressem, desacreditando a sua doutrina diante da multidão, apartou-se deles e reuniu à parte os discípulos, onde os ensinava diariamente na escola de um certo Tirano.
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44. Estando Pedro ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a (santa) palavra.
10. Isto durou dois anos, de tal maneira que todos os habitantes da Ásia, judeus e gentios, puderam ouvir a palavra do Senhor.
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45. Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos;
11. Deus fazia milagres extraordinários por intermédio de Paulo, de modo que lenços e outros panos que tinham tocado o seu corpo eram levados aos enfermos;
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46. pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus.
12. e afastavam-se deles as doenças e retiravam-se os espíritos malignos.
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47. Então Pedro tomou a palavra: Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós?
13. Alguns judeus exorcistas que percorriam vários lugares inventaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que se achavam possessos dos espíritos malignos, com as palavras: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega.
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48. E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias.
14. Assim procediam os sete filhos de um judeu chamado Cevas, sumo sacerdote.
 
15. Mas o espírito maligno replicou-lhes: Conheço Jesus e sei quem é Paulo. Mas vós, quem sois?
 
16. Nisto o homem possuído do espírito maligno, saltando sobre eles, apoderou-se de dois deles e subjugou-os de tal maneira, que tiveram que fugir daquela casa feridos e com as roupas estraçalhadas.
 
17. Este caso tornou-se (em breve) conhecido de todos os judeus e gregos de Éfeso, e encheu-os de temor e engrandeceram o nome do Senhor Jesus.
 
18. Muitos dos que haviam acreditado vinham confessar e declarar as suas obras.
 
19. Muitos também, que tinham exercido artes mágicas, ajuntaram os seus livros e queimaram-nos diante de todos. Calculou-se o seu valor, e achou-se que montava a cinqüenta mil moedas de prata.
 
20. Foi assim que o poder do Senhor fez crescer a palavra e a tornou sempre mais eficaz.
 
21. Concluídas essas coisas, Paulo resolveu ir a Jerusalém, depois de atravessar a Macedônia e a Acaia. Depois de eu ter estado lá, disse ele, é necessário que veja também Roma.
 
22. Enviou à Macedônia dois dos seus auxiliares, Timóteo e Erasto, mas ele mesmo se demorou ainda por algum tempo na Ásia.
 
23. Por esse tempo, ocorreu um grande alvoroço a respeito do Evangelho.
 
24. Um ourives, chamado Demétrio, que fazia de prata templozinhos de Ártemis, dava muito a ganhar aos artífices.
 
25. Convocou-os, juntamente com os demais operários do mesmo ramo, e disse: Conheceis o lucro que nos resulta desta indústria.
 
26. Ora, estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas quase em toda a Ásia, esse Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, dizendo que não são deuses os ídolos que são feitos por mãos de homens.
 
27. Daí não somente há perigo de que essa nossa corporação caia em descrédito, como também que o templo da grande Ártemis seja desconsiderado, e até mesmo seja despojada de sua majestade aquela que toda a Ásia e o mundo inteiro adoram.
 
28. Estas palavras encheram-nos de ira e puseram-se a gritar: Viva a Ártemis dos efésios!
 
29. A cidade alvoroçou-se e todos correram ao teatro levando consigo Caio e Aristarco, macedônios e companheiros de Paulo.
 
30. Paulo queria apresentar-se ao povo, mas os discípulos não o deixaram.
 
31. Até alguns dos asiarcas, que eram seus amigos, enviaram-lhe recado, pedindo que não se aventurasse a ir ao teatro.
 
32. Todos gritavam ao mesmo tempo. A assembléia era uma grande confusão e a maioria nem sabia por que se achavam ali reunidos.
 
33. Então fizeram sair do meio da turba Alexandre, que os judeus empurravam para a frente. Alexandre, fazendo sinal com a mão, queria dar satisfação ao povo.
 
34. Mas quando perceberam que ele era judeu, todos a uma voz gritaram pelo espaço de quase duas horas: Viva a Ártemis dos efésios!
 
35. Então o escrivão da cidade (veio) para apaziguar a multidão e disse: Efésios, que homem há que não saiba que a cidade de Éfeso cultua a grande Ártemis, e que a sua estátua caiu dos céus?
 
36. Se isso é incontestável, convém que vos sossegueis e nada façais inconsideradamente.
 
37. Estes homens, que aqui trouxestes, não são sacrílegos nem blasfemadores da vossa deusa.
 
38. Mas, se Demétrio e os outros artífices têm alguma queixa contra alguém, os tribunais estão abertos e aí estão os magistrados: institua-se um processo contra eles.
 
39. Se tendes reclamação a fazer, a assembléia legal decidirá.
 
40. Do que se deu hoje, até corremos risco de sermos acusados de rebelião, porque não há motivo algum que nos permita justificar este concurso.
 
41. A estas palavras, dissolveu-se a aglomeração.
 
  
 
   
 
   
Capítulo 20
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Capítulo 11
  
1. Depois que cessou o tumulto, Paulo convocou os discípulos. Fez-lhes uma exortação, despediu-se e pôs-se a caminho para ir à Macedônia.
+
1. Os apóstolos e os irmãos da Judéia ouviram dizer que também os pagãos haviam recebido a palavra de Deus.
2. Percorreu aquela região, exortou os discípulos com muitas palavras e chegou à Grécia,
+
2. E, quando Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis que eram da circuncisão repreenderam-no:
3. onde se deteve por três meses. Como os judeus lhe armassem ciladas no momento em que ia embarcar para a Síria, tomou a resolução de voltar pela Macedônia.
+
3. Por que entraste em casa de incircuncisos e comeste com eles?
4. Acompanharam-no Sópatro de Beréia, filho de Pirro, e os tessalonicenses Aristarco e Segundo, Gaio de Derbe, Timóteo, Tíquico e Trófimo, da Ásia.
+
4. Mas Pedro fez-lhes uma exposição de tudo o que acontecera, dizendo:
5. Estes foram na frente e esperaram-nos em Trôade.
+
5. Eu estava orando na cidade de Jope e, arrebatado em espírito, tive uma visão: uma coisa, à maneira duma grande toalha, presa pelas quatro pontas, descia do céu até perto de mim.
6. Nós outros, só depois da festa de Páscoa é que navegamos de Filipos. E, cinco dias depois, fomos ter com eles em Trôade, onde ficamos uma semana.
+
6. Olhei-a atentamente e distingui claramente quadrúpedes terrestres, feras, répteis e aves do céu.
7. No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o pão, Paulo, que havia de viajar no dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a palestra até a meia-noite.
+
7. Ouvi também uma voz que me dizia: Levanta-te, Pedro! Mata e come.
8. Havia muitas lâmpadas no quarto, onde nos achávamos reunidos.
+
8. Eu, porém, disse: De nenhum modo, Senhor, pois nunca entrou em minha boca coisa profana ou impura.
9. Acontece que um moço, chamado Êutico, que estava sentado numa janela, foi tomado de profundo sono, enquanto Paulo ia prolongando seu discurso. Vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo, e foi levantado morto.
+
9. Outra vez falou a voz do céu: O que Deus purificou não chames tu de impuro.
10. Paulo desceu, debruçou-se sobre ele, tomou-o nos braços e disse: Não vos perturbeis, porque a sua alma está nele.
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10. Isto aconteceu três vezes e tudo tornou a ser levado ao céu.
11. Então subiu, partiu o pão, comeu falou-lhes largamente até o romper do dia. Depois partiu.
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11. Nisso chegaram três homens à casa onde eu estava, enviados a mim de Cesaréia.
12. Quanto ao moço, levaram-no dali vivo, cheios de consolação.
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12. O Espírito me disse que fosse com eles sem hesitar. Foram comigo também os seis irmãos aqui presentes e entramos na casa de Cornélio.
13. Nós nos tínhamos adiantado e navegado para Assos, para ali recebermos Paulo. Ele mesmo assim o havia disposto, preferindo fazer a viagem a pé.
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13. Este nos referiu então como em casa tinha visto um anjo diante de si, que lhe dissera: Envia alguém a Jope e chama Simão, que tem por sobrenome Pedro.
14. Reuniu-se a nós em Assos, e nós o tomamos a bordo e fomos a Mitilene.
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14. Ele te dirá as palavras pelas quais serás salvo tu e toda a tua casa.
15. Continuando dali, sempre por mar, chegamos no dia seguinte defronte de Quios. No outro dia, chegamos a Samos, e um dia depois estávamos em Mileto.
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15. Apenas comecei a falar, quando desceu o Espírito Santo sobre eles, como no princípio descera também sobre nós.
16. Paulo havia determinado não ir a Éfeso, para não se demorar na Ásia, pois se apressava para celebrar, se possível em Jerusalém, o dia de Pentecostes.
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16. Lembrei-me então das palavras do Senhor, quando disse: João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo.
17. Mas de Mileto mandou a Éfeso chamar os anciãos da igreja.
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17. Pois, se Deus lhes deu a mesma graça que a nós, que cremos no Senhor Jesus Cristo, com que direito me oporia eu a Deus?
18. Quando chegaram, e estando todos reunidos, disse-lhes: Vós sabeis de que modo sempre me tenho comportado para convosco, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia.
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18. Depois de terem ouvido essas palavras, eles se calaram e deram glória a Deus, dizendo: Portanto, também aos pagãos concedeu Deus o arrependimento que conduz à vida!
19. Servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio das provações que me sobrevieram pelas ciladas dos judeus.
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19. Entretanto, aqueles que foram dispersados pela perseguição que houve no tempo de Estêvão chegaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, pregando a palavra só aos judeus.
20. Vós sabeis como não tenho negligenciado, como não tenho ocultado coisa alguma que vos podia ser útil. Preguei e vos instruí publicamente e dentro de vossas casas.
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20. Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene, entrando em Antioquia, dirigiram-se também aos gregos, anunciando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus.
21. Preguei aos judeus e aos gentios a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus.
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21. A mão do Senhor estava com eles e grande foi o número dos que receberam a e se converteram ao Senhor.
22. Agora, constrangido pelo Espírito, vou a Jerusalém, ignorando a que ali me espera.
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22. A notícia dessas coisas chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém. Enviaram então Barnabé até Antioquia.
23. Só sei que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me assegura que me esperam em Jerusalém cadeias e perseguições.
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23. Ao chegar lá, alegrou-se, vendo a graça de Deus, e a todos exortava a perseverar no Senhor com firmeza de coração,
24. Mas nada disso temo, nem faço caso da minha vida, contanto que termine a minha carreira e o ministério da palavra que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho ao Evangelho da graça de Deus.
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24. pois era um homem de bem e cheio do Espírito Santo e de . Assim uma grande multidão uniu-se ao Senhor.
25. Sei agora que não tornareis a ver a minha face, todos vós, por entre os quais andei pregando o Reino de Deus.
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25. Em seguida, partiu Barnabé para Tarso, à procura de Saulo. Achou-o e levou-o para Antioquia.
26. Portanto, hoje eu protesto diante de vós que sou inocente do sangue de todos,
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26. Durante um ano inteiro eles tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram grande multidão, de maneira que em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos.
27. porque nada omiti no anúncio que vos fiz dos desígnios de Deus.
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27. Por aqueles dias desceram alguns profetas de Jerusalém a Antioquia.
28. Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue.
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28. Um deles, chamado Ágabo, levantou-se e deu a entender pelo Espírito que haveria uma grande fome em toda a terra. Esta, com efeito, veio no reinado de Cláudio.
29. Sei que depois da minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho.
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29. Os discípulos resolveram, cada um conforme as suas posses, enviar socorro aos irmãos da Judéia.
30. Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos.
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30. Assim o fizeram e o enviaram aos anciãos por intermédio de Barnabé e Saulo.
31. Vigiai! Lembrai-vos, portanto, de que por três anos não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós.
 
32. Agora eu vos encomendo a Deus e à palavra da sua graça, àquele que é poderoso para edificar e dar a herança com os santificados.
 
33. De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes.
 
34. Vós mesmos sabeis: estas mãos proveram às minhas necessidades e às dos meus companheiros.
 
35. Em tudo vos tenho mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: É maior felicidade dar que receber!
 
36. A essas palavras, ele se pôs de joelhos a orar.
 
37. Derramaram-se em lágrimas e lançaram-se ao pescoço de Paulo para abraçá-lo,
 
38. aflitos, sobretudo pela palavra que tinha dito: Já não vereis a minha face. Em seguida, acompanharam-no até o navio.
 
  
 
   
 
   
Capítulo 21
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Capítulo 12
  
1. Depois de nos separarmos dele, embarcamos e fomos em direção a Cós, e no dia seguinte a Rodes e dali a Pátara.
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1. Por aquele mesmo tempo, o rei Herodes mandou prender alguns membros da Igreja para os maltratar.
2. Encontramos aí um navio que ia partir para a Fenícia. Entramos e seguimos viagem.
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2. Assim foi que matou à espada Tiago, irmão de João.
3. Quando estávamos à vista de Chipre, deixando-a à esquerda, continuamos rumo à Síria e aportamos em Tiro, onde o navio devia ser descarregado.
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3. Vendo que isto agradava aos judeus, mandou prender Pedro. Eram então os dias dos pães sem fermento.
4. Como achássemos uns discípulos, detivemo-nos com eles por sete dias. Eles, sob a inspiração do Espírito, aconselhavam Paulo que não subisse a Jerusalém.
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4. Mandou prendê-lo e lançou-o no cárcere, entregando-o à guarda de quatro grupos, de quatro soldados cada um, com a intenção de apresentá-lo ao povo depois da Páscoa.
5. Mas, passados que foram esses dias, partimos e seguimos a nossa viagem. Todos eles com suas mulheres e filhos acompanharam-nos até fora da cidade. Ajoelhados na praia, fizemos a nossa oração.
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5. Pedro estava assim encerrado na prisão, mas a Igreja orava sem cessar por ele a Deus.
6. Despedimo-nos então e embarcamos, enquanto eles voltaram para suas casas.
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6. Ora, quando Herodes estava para o apresentar, naquela mesma noite dormia Pedro entre dois soldados, ligado com duas cadeias. Os guardas, à porta, vigiavam o cárcere.
7. Navegando, fomos de Tiro a Ptolemaida, onde saudamos os irmãos, passando um dia com eles.
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7. De repente, apresentou-se um anjo do Senhor, e uma luz brilhou no recinto. Tocando no lado de Pedro, o anjo despertou-o: Levanta-te depressa, disse ele. Caíram-lhe as cadeias das mãos.
8. Partindo no dia seguinte, chegamos a Cesaréia e, entrando na casa de Filipe, o Evangelista, que era um dos sete (diáconos), ficamos com ele.
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8. O anjo ordenou: Cinge-te e calça as tuas sandálias. Ele assim o fez. O anjo acrescentou: Cobre-te com a tua capa e segue-me.
9. Tinha quatro filhas virgens que profetizavam.
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9. Pedro saiu e seguiu-o, sem saber se era real o que se fazia por meio do anjo. Julgava estar sonhando.
10. Já estávamos aí fazia alguns dias, quando chegou da Judéia um profeta, chamado Ágabo.
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10. Passaram o primeiro e o segundo postos da guarda. Chegaram ao portão de ferro, que dá para a cidade, o qual se lhes abriu por si mesmo. Saíram e tomaram juntos uma rua. Em seguida, de súbito, o anjo desapareceu.
11. Veio ter conosco, tomou o cinto de Paulo e, amarrando-se com ele pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: assim os judeus em Jerusalém ligarão o homem a quem pertence este cinto e o entregarão às mãos dos pagãos.
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11. Então Pedro tornou a si e disse: Agora vejo que o Senhor mandou verdadeiramente o seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de tudo o que esperava o povo dos judeus.
12. A estas palavras, nós e os fiéis que eram daquele lugar, rogamos-lhe que não subisse a Jerusalém.
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12. Refletiu um momento e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitos se tinham reunido e faziam oração.
13. Paulo, porém, respondeu: Por que chorais e me magoais o coração? Pois eu estou pronto não só a ser preso, mas também a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.
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13. Quando bateu à porta de entrada, uma criada, chamada Rode, adiantou-se para escutar.
14. Como não pudéssemos persuadi-lo, desistimos, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor!
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14. Mal reconheceu a voz de Pedro, de tanta alegria não abriu a porta, mas, correndo para dentro, foi anunciar que era Pedro que estava à porta.
15. Depois desses dias, terminados os preparativos, subimos a Jerusalém.
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15. Disseram-lhe: Estás louca! Mas ela persistia em afirmar que era verdade. Diziam eles: Então é o seu anjo.
16. Foram também conosco alguns dos discípulos de Cesaréia, que nos levaram à casa de Menason de Chipre, um antigo discípulo em cuja casa nos devíamos hospedar.
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16. Pedro continuava a bater. Afinal abriram a porta, viram-no e ficaram atônitos.
17. À nossa chegada em Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria.
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17. Ele, acenando-lhes com a mão que se calassem, contou como o Senhor o havia livrado da prisão, e disse: Comunicai-o a Tiago e aos irmãos. Em seguida, saiu dali e retirou-se para outro lugar.
18. No dia seguinte, Paulo dirigiu-se conosco à casa de Tiago, onde todos os anciãos se reuniram.
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18. Logo que amanheceu, houve um sobressalto pouco comum entre os soldados sobre o que acontecera a Pedro.
19. Tendo-os saudado, contou-lhes uma por uma todas as coisas que Deus fizera entre os pagãos por seu ministério.
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19. Herodes, procurando-o e não o achando, instaurou um processo contra os guardas e mandou supliciá-los. Em seguida, desceu da Judéia para Cesaréia, onde permaneceu.
20. Ouvindo isso, glorificaram a Deus e disseram a Paulo: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus abraçaram a fé sem abandonar seu zelo pela lei.
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20. Estava Herodes em conflito com os habitantes de Tiro e de Sidônia. Estes, porém, de comum acordo, se apresentaram a ele, e, com o favor de Blasto, que era camareiro do rei, pediram a paz. (Porque a sua região era abastecida por ele.)
21. Eles têm ouvido dizer de ti que ensinas os judeus, que vivem entre os gentios, a deixarem Moisés, dizendo que não devem circuncidar os seus filhos nem observar os costumes (mosaicos).
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21. No dia marcado, Herodes, vestido em traje real, sentou-se no tribunal e lhes dirigiu uma alocução.
22. Que se há de fazer? Sem dúvida, saberão de tua chegada.
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22. O povo aplaudia: É a voz de um deus, e não de um homem!
23. Faze, pois, o que te vamos dizer. Temos aqui quatro homens que têm um voto.
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23. No mesmo instante, o anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado honra a Deus. E, roído de vermes, expirou.
24. Toma-os contigo, faze com eles os ritos da purificação e paga por eles (a oferta obrigatória) para que rapem a cabeça. Então todos saberão que é falso quanto de ti ouviram, mas que também tu guardas a lei.
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24. Entretanto, a palavra de Deus crescia e se espalhava sempre mais.
25. Mas a respeito dos que creram dentre os gentios, já escrevemos, ordenando que se abstenham do que for sacrificado aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação.
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25. Tendo Barnabé e Saulo concluído a sua missão, voltaram de Jerusalém (a Antioquia), levando consigo João, que tem por sobrenome Marcos.
26. Então Paulo acompanhou aqueles homens no dia seguinte e, purificando-se com eles, entrou no templo e fez aí uma declaração do termo do voto, findo o qual se devia oferecer um sacrifício a favor de cada um deles.
 
27. Ao fim dos sete dias, os judeus, vindos da Ásia, viram Paulo no templo e amotinaram todo o povo. Lançando-lhe as mãos,
 
28. gritavam: Ó judeus, valei-nos! Este é o homem que por toda parte prega a todos contra o povo, a lei e o templo. Além disso, introduziu até gregos no templo e profanou o lugar santo.
 
29. É que tinham visto Trófimo, de Éfeso, com ele na cidade, e pensavam que Paulo o tivesse introduzido no templo.
 
30. Alvoroçou-se toda a cidade com grande ajuntamento de povo. Agarraram Paulo e arrastaram-no para fora do templo, cujas portas se fecharam imediatamente.
 
31. Como quisessem matá-lo, o tribuno da coorte foi avisado de que toda Jerusalém estava amotinada.
 
32. Ele tomou logo soldados e oficiais e correu aos manifestantes. Estes, ao avistarem o tribuno e os saldados, cessaram de espancar Paulo.
 
33. Aproximando-se então o tribuno, prendeu-o e mandou acorrentá-lo com duas cadeias. Perguntou então quem era e o que havia feito.
 
34. Na multidão todos gritavam de tal modo que, não podendo apurar a verdade por causa do tumulto, mandou que fosse recolhido à cidadela.
 
35. Quando Paulo chegou às escadas, foi carregado pelos soldados, por causa do furor da multidão.
 
36. O povo o seguia em massa dizendo aos gritos: À morte
 
37. Quando estava para ser introduzido na fortaleza, Paulo perguntou ao tribuno: É-me permitido dizer duas palavras? Este respondeu: Sabes o grego!
 
38. Não és tu, portanto, aquele egípcio que há tempos levantou um tumulto e conduziu ao deserto quatro mil extremistas?
 
39. Paulo replicou: Eu sou judeu, natural de Tarso, na Cilícia, cidadão dessa ilustre cidade. Mas rogo-te que me permitas falar ao povo.
 
40. O tribuno lho permitiu. Paulo, em pé nos degraus, acenou ao povo com a mão e se fez um grande silêncio. Falou em língua hebraica do seguinte modo:
 
  
 
   
 
   
Capítulo 22
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Capítulo 13
  
1. Irmãos e pais, ouvi o que vos tenho a dizer em minha defesa.
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1. Havia então na Igreja de Antioquia profetas e doutores, entre eles Barnabé, Simão, apelidado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo.
2. Quando ouviram que lhes falava em língua hebraica, escutaram-no com a maior atenção.
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2. Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado.
3. Continuou ele: Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade, instruí-me aos pés de Gamaliel, em toda a observância da lei de nossos pais, partidário entusiasta da causa de Deus como todos vós também o sois no dia de hoje.
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3. Então, jejuando e orando, impuseram-lhes as mãos e os despediram.
4. Eu persegui de morte essa doutrina, prendendo e metendo em cárceres homens e mulheres.
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4. Enviados assim pelo Espírito Santo, foram a Selêucia e dali navegaram para a ilha de Chipre.
5. O sumo sacerdote e todo o conselho dos anciãos me são testemunhas. E foi deles que também recebi cartas para os irmãos de Damasco, para onde me dirigi, com o fim de prender os que lá se achassem e trazê-los a Jerusalém, para que fossem castigados.
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5. Chegados a Salamina, pregavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Tinham com eles João para auxiliá-los.
6. Ora, estando eu a caminho, e aproximando-me de Damasco, pelo meio-dia, de repente me cercou uma forte luz do céu.
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6. Percorreram toda a ilha até Pafos e acharam um judeu chamado Barjesus, mago e falso profeta,
7. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
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7. que vivia na companhia do procônsul Sérgio Paulo, homem sensato. Este chamou Barnabé e Saulo, e exprimiu-lhes o desejo de ouvir a palavra de Deus.
8. Eu repliquei: Quem és tu, Senhor? A voz me disse: Eu sou Jesus de Nazaré, a quem tu persegues.
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8. Mas Élimas, o Mago - pois assim é interpretado o seu nome -, se lhes opunha, procurando desviar da fé o procônsul.
9. Os meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz de quem falava.
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9. Então Saulo, chamado também Paulo, cheio do Espírito Santo, cravou nele os olhos e disse-lhe:
10. Então eu disse: Senhor, que devo fazer? E o Senhor me respondeu: Levanta-te, vai a Damasco e lá te será dito tudo o que deves fazer.
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10. Filho do demônio, cheio de todo engano e de toda astúcia, inimigo de toda justiça, não cessas de perverter os caminhos retos do Senhor!
11. Como eu não pudesse ver por causa da intensidade daquela luz, guiado pela mão dos meus companheiros, cheguei a Damasco.
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11. Eis que agora está sobre ti a mão do Senhor e ficarás cego. Não verás o sol até nova ordem! Caíram logo sobre ele a escuridão e as trevas, e, andando à roda, buscava quem lhe desse a mão.
12. Um certo Ananias, homem piedoso e observador da lei, muito bem conceituado entre todos os judeus daquela cidade,
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12. À vista deste prodígio, o procônsul abraçou a fé, admirando vivamente a doutrina do Senhor.
13. veio ter comigo e disse-me: Irmão Saulo, recobra a tua vista. Naquela mesma hora pude enxergá-lo.
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13. Paulo e os seus companheiros navegaram de Pafos e chegaram a Perge, na Panfília, de onde João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém.
14. Continuou ele: O Deus de nossos pais te predestinou para que conhecesses a sua vontade, visses o Justo e ouvisses a palavra da sua boca,
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14. Mas eles, deixando Perge, foram para Antioquia da Pisídia. Ali entraram em dia de sábado na sinagoga, e sentaram-se.
15. pois lhe serás, diante de todos os homens, testemunha das coisas que tens visto e ouvido.
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15. Depois da leitura da lei e dos profetas, mandaram-lhes dizer os chefes da sinagoga: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação ao povo, falai-a.
16. E agora, por que tardas? Levanta-te. Recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome.
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16. Paulo levantou-se, fez um sinal com a mão e falou: Homens de Israel e vós que temeis a Deus, ouvi.
17. Voltei para Jerusalém e, orando no templo, fui arrebatado em êxtase.
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17. O Deus do povo de Israel escolheu nossos pais e exaltou este povo no tempo em que habitava na terra do Egito, de onde os tirou com o poder de seu braço.
18. E vi Jesus que me dizia: Apressa-te e sai logo de Jerusalém, porque não receberão o teu testemunho a meu respeito.
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18. Por espaço de quarenta anos alimentou-os no deserto.
19. Eu repliquei: Senhor, eles sabem que eu encarcerava e açoitava com varas nas sinagogas os que crêem em ti.
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19. Destruiu sete nações na terra de Canaã e distribuiu-lhes por sorte aquela terra durante quase quatrocentos e cinqüenta anos.
20. E quando se derramou o sangue de Estêvão, tua testemunha, eu estava presente, consentia nisso e guardava os mantos dos que o matavam.
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20. Em seguida, lhes deu juízes até o profeta Samuel.
21. Mas ele me respondeu: Vai, porque eu te enviarei para longe, às nações...
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21. Pediram então um rei, e Deus lhes deu, por quarenta anos, Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim.
22. Haviam-no escutado até essa palavra. Então levantaram a voz: Tira do mundo esse homem! Não é digno de viver!
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22. Depois, Deus o rejeitou e mandou-lhes Davi como rei, de quem deu este testemunho: Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará todas as minhas vontades.
23. Como vociferassem, arrojassem de si as vestes e lançassem pó ao ar,
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23. De sua descendência, conforme a promessa, Deus fez sair para Israel o Salvador Jesus.
24. o tribuno mandou recolhê-lo à cidadela, açoitá-lo e submetê-lo a torturas, para saber por que causa clamavam assim contra ele.
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24. João tinha pregado, desde antes da sua vinda, o batismo do arrependimento a todo o povo de Israel.
25. Quando o iam amarrando com a correia, Paulo perguntou a um centurião que estava presente: É permitido açoitar um cidadão romano que nem sequer foi julgado?
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25. Terminando a sua carreira, dizia: Eu não sou aquele que vós pensais, mas após mim virá aquele de quem não sou digno de desatar o calçado.
26. Ao ouvir isso, o centurião foi ter com o tribuno e avisou-o: Que vais fazer? Este homem é cidadão romano.
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26. Irmãos, filhos de Abraão, e os que entre vós temem a Deus: a nós é que foi dirigida a mensagem de salvação.
27. Veio o tribuno e perguntou-lhe: Dize-me, és romano? Sim, respondeu-lhe.
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27. Com efeito, os habitantes de Jerusalém e os seus magistrados não conheceram Jesus, e, sentenciando-o, cumpriram os oráculos dos profetas, que cada sábado são lidos.
28. O tribuno replicou: Eu adquiri este direito de cidadão por grande soma de dinheiro. Paulo respondeu: Pois eu o sou de nascimento.
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28. Embora não achassem nele culpa alguma de morte, pediram a Pilatos que lhe tirasse a vida.
29. Apartaram-se então dele os que iam torturá-lo. O tribuno alarmou-se porque o mandara acorrentar, sendo ele um cidadão romano.
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29. Depois de realizarem todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, puseram-no num sepulcro.
30. No dia seguinte, querendo saber com mais exatidão de que os judeus o acusavam, soltou-o e ordenou que se reunissem os sumos sacerdotes e todo o Grande Conselho. Trouxe Paulo e o mandou comparecer diante deles.
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30. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos.
 
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31. Durante muitos dias apareceu àqueles que com ele subiram da Galiléia a Jerusalém, os quais até agora são testemunhas dele junto ao povo.
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32. Nós vos anunciamos: a promessa feita a nossos pais,
Capítulo 23
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33. Deus a tem cumprido diante de nós, seus filhos, suscitando Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei (Sl 2,7).
 
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34. Que Deus o ressuscitou dentre os mortos, para nunca mais tornar à corrupção, ele o declarou desta maneira: Eu vos darei as coisas sagradas prometidas a Davi (Is 55,3).
1. Paulo, fitando os olhos nos membros do conselho, disse: Irmãos, eu tenho procedido diante de Deus com toda a boa consciência ate o dia de hoje...
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35. E diz também noutra passagem: Não permitirás que teu Santo experimente a corrupção (Sl 15,10).
2. Mas Ananias, sumo sacerdote, mandou aos que estavam ao seu lado que lhe batessem na boca.
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36. Ora, Davi, depois de ter servido em vida aos desígnios de Deus, morreu. Foi reunido a seus pais e experimentou a corrupção.
3. Então Paulo lhe disse: Deus te ferirá também a ti, hipócrita! Tu estás aí assentado para julgar-me segundo a lei, e contra a lei mandas que eu seja ferido?
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37. Mas aquele a quem Deus ressuscitou não experimentou a corrupção.
4. Os assistentes disseram: Tu injurias o sumo sacerdote de Deus.
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38. Sabei, pois, irmãos, que por ele se vos anuncia a remissão dos pecados.
5. Respondeu Paulo: Não sabia, irmãos, que é o sumo sacerdote. Pois está escrito: Não falarás mal do príncipe do teu povo (Ex 22,28).
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39. Todo aquele que crê é justificado por ele de tudo aquilo que não pôde ser pela Lei de Moisés.
6. Paulo sabia que uma parte do Sinédrio era de saduceus e a outra de fariseus e disse em alta voz.: Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus. Por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos é que sou julgado.
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40. Cuidai, pois, que não venha sobre vós o que foi dito pelos profetas:
7. Ao dizer ele estas palavras, houve uma discussão entre os fariseus e os saduceus, e dividiu-se a assembléia.
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41. Vede, ó desprezadores, pasmai e morrei de espanto. Pois eu vou realizar uma obra em vossos dias, obra a que não creríeis, se alguém vo-la contasse (Hab 1,5).
8. (Pois os saduceus afirmam não haver ressurreição, nem anjos, nem espíritos, mas os fariseus admitem uma e outra coisa.)
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42. Ao saírem, rogavam que lhes repetissem essas palavras no sábado seguinte.
9. Originou-se, então, grande vozearia. Levantaram-se alguns escribas dos fariseus e contestaram ruidosamente: Não achamos mal algum neste homem. (Quem sabe) se não lhe falou algum espírito ou um anjo...
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43. Depois que a assembléia terminou, muitos judeus e prosélitos devotos seguiram Paulo e Barnabé, os quais com muitas palavras os exortavam a perseverar na graça de Deus.
10. A discussão fazia-se sempre mais violenta. O tribuno temeu que Paulo fosse despedaçado por eles e mandou aos soldados que descessem, o tirassem do meio deles e o levassem para a cidadela.
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44. No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus.
11. Na noite seguinte, apareceu-lhe o Senhor e lhe disse: Coragem! Deste testemunho de mim em Jerusalém, assim importa também que o dês em Roma.
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45. Os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e puseram-se a protestar com injúrias contra o que Paulo falava.
12. Quando amanheceu, coligaram-se alguns judeus e juraram com imprecações não comer nem beber nada, enquanto não matassem Paulo.
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46. Então Paulo e Barnabé disseram-lhes resolutamente: Era a vós que em primeiro lugar se devia anunciar a palavra de Deus. Mas, porque a rejeitais e vos julgais indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os pagãos.
13. Eram mais de quarenta as pessoas que fizeram essa conjuração.
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47. Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra (Is 49,6).
14. Foram apresentar-se aos sumos sacerdotes e aos cidadãos, dizendo: Juramos solenemente nada comer enquanto não matarmos Paulo.
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48. Estas palavras encheram de alegria os pagãos que glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam predispostos para a vida eterna fizeram ato de .
15. Vós, pois, ide com o conselho requerer do tribuno que o conduza à vossa presença, como se houvésseis de investigar com mais precisão a sua causa; e nós estamos prontos para matá-lo durante o trajeto.
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49. Divulgava-se, assim, a palavra do Senhor por toda a região.
16. Mas um filho da irmã de Paulo, inteirado da cilada, dirigiu-se à cidadela e o comunicou a Paulo.
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50. Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território.
17. Este chamou a si um dos centuriões e disse-lhe: Leva este moço ao tribuno, porque tem alguma coisa a lhe transmitir.
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51. Estes sacudiram contra eles o pó dos seus pés, e foram a Icônio.
18. Ele o introduziu à presença do tribuno e lhe disse: O preso Paulo rogou-me que trouxesse este moço à tua presença, porque tem alguma coisa a dizer-te.
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52. Os discípulos, por sua vez, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
19. O tribuno, tomando-o pela mão, retirou-se com ele à parte e perguntou: Que tens a dizer-me?
 
20. Respondeu-lhe ele: Os judeus têm combinado rogar-te amanhã que apresentes Paulo ao Grande Conselho, como se houvessem de inquirir dele alguma coisa com mais precisão.
 
21. Mas tu não creias, porque mais de quarenta homens dentre eles lhe armam traição. Juraram solenemente nada comer, nem beber, enquanto não o matarem. Eles já estão preparados e só esperam a tua permissão.
 
22. Então o tribuno despediu o moço, ordenando-lhe que a ninguém dissesse que o havia avisado.
 
23. Depois disso, chamou ele dois centuriões e disse-lhes: Preparai duzentos soldados, setenta cavaleiros e duzentos lanceiros para irem a Cesaréia à terceira hora da noite.
 
24. Aprontai também cavalgaduras para Paulo, que tendes de levar com toda a segurança ao governador Félix.
 
25. E ele escreveu uma carta nestes termos:
 
26. Cláudio Lísias ao excelentíssimo governador Félix, saúde!
 
27. Esse homem foi preso pelos judeus e estava a ponto de ser morto por eles, quando eu, sobrevindo com a tropa, o livrei, ao saber que era romano.
 
28. Então, querendo saber a causa por que o acusavam, levei-o ao Grande Conselho.
 
29. Soube que era acusado sobre questões da lei deles, sem haver nele delito algum que merecesse morte ou prisão.
 
30. Mas, como tivesse chegado a mim a notícia das traições que maquinavam contra ele, envio-o com urgência a ti, intimando também aos acusadores que recorram a ti. Adeus.
 
31. Os soldados, conforme lhes fora ordenado, tomaram Paulo e o levaram de noite a Antipátride.
 
32. No dia seguinte, voltaram para a guarnição, deixando que os soldados da cavalaria o escoltassem.
 
33. À sua chegada a Cesaréia, entregaram ao governador a carta e apresentaram-lhe também Paulo.
 
34. Ele, depois de lê-la e perguntar de que província ele era, sabendo que era da Cilícia, disse:
 
35. Ouvir-te-ei quando chegarem teus acusadores. Mandou, então, que Paulo fosse guardado no pretório de Herodes.
 
  
 
   
 
   
Capítulo 24
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Capítulo 14
  
1. Cinco dias depois, desceu o sumo sacerdote Ananias com alguns anciãos e Tertulo, advogado. Compareceram eles ante o governador para acusar Paulo.
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1. Em Icônio, Paulo e Barnabé, segundo seu costume, entraram na sinagoga dos judeus e ali pregaram, de tal modo que uma grande multidão de judeus e de gregos se converteu à fé.
2. Este foi citado e Tertulo começou a acusá-lo nestes termos: Graças a ti nós gozamos de paz, e pela tua providência se têm corrigido muitos abusos em nossa nação.
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2. Mas os judeus, que tinham permanecido incrédulos, excitaram os ânimos dos pagãos contra os irmãos.
3. Nós o reconhecemos em todo o tempo e lugar, excelentíssimo Félix, com toda a gratidão.
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3. Não obstante, eles se demoraram ali por muito tempo, falando com desassombro e confiança no Senhor, que dava testemunho à palavra da sua graça pelos milagres e prodígios que ele operava por mãos dos apóstolos.
4. Mas, para não te enfadar por mais tempo, rogo-te que, na tua bondade, nos ouças por um momento.
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4. A população da cidade achava-se dividida: uns eram pelos judeus, outros pelos apóstolos.
5. Encontramos este homem, uma peste, um indivíduo que fomenta discórdia entre os judeus no mundo inteiro. É um dos líderes da seita dos nazarenos.
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5. Mas como se tivesse levantado um motim dos gentios e dos judeus, com os seus chefes, para os ultrajar e apedrejar,
6. Tentou mesmo profanar o templo. Nós, porém, o prendemos.
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6. ao saberem disso, fugiram para as cidades da Licaônia, Listra e Derbe e suas circunvizinhanças.
7. (Quisemos julgá-lo segundo a nossa lei, mas, sobrevindo o tribuno Lísias, no-lo tirou das mãos com grande violência, ordenando que os seus acusadores comparecessem diante de ti.)
+
7. Ali pregaram o Evangelho.
8. Tu mesmo, interrogando-o, poderás verificar todas essas coisas de que nós o acusamos.
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8. Em Listra vivia um homem aleijado das pernas, coxo de nascença, que nunca tinha andado.
9. Os judeus apoiaram o advogado, confirmando que as coisas de fato eram assim.
+
9. Sentado, ele ouvia Paulo pregar. Este, fixando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado,
10. Depois disso, a um sinal do governador, Paulo respondeu: Sabendo eu que há muitos anos és governador desta nação, é com confiança que farei a minha defesa.
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10. disse em alta voz: Levanta-te direito sobre os teus pés! Ele deu um salto e pôs-se a andar.
11. Podes verificar que não há mais de doze dias que eu subi a Jerusalém para fazer minhas devoções.
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11. Vendo a multidão o que Paulo fizera, levantou a voz, gritando em língua licaônica: Deuses em figura de homens baixaram a nós!
12. Não me acharam disputando com alguém, nem amotinando o povo, quer no templo, quer nas sinagogas, ou na cidade.
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12. Chamavam a Barnabé Zeus e a Paulo Hermes, porque era este quem dirigia a palavra.
13. Nem tampouco te podem provar as coisas de que agora me acusam.
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13. Um sacerdote de Zeus Propóleos trouxe para as portas touros ornados de grinaldas, querendo, de acordo com todo o povo, sacrificar-lhos.
14. Reconheço na tua presença que, segundo a doutrina que eles chamam de sectária, sirvo a Deus de nossos pais, crendo em todas as coisas que estão escritas na lei e nos profetas.
+
14. Mas os apóstolos Barnabé e Paulo, ao perceberem isso, rasgaram as suas vestes e saltaram no meio da multidão:
15. Tenho esperança em Deus, como também eles esperam, de que há de haver a ressurreição dos justos e dos pecadores.
+
15. Homens, clamavam eles, por que fazeis isso? Também nós somos homens, da mesma condição que vós, e pregamos justamente para que vos convertais das coisas vãs ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles há.
16. Por isso, procuro ter sempre sem mácula a minha consciência diante de Deus e dos homens.
+
16. Ele permitiu nos tempos passados que todas as nações seguissem os seus caminhos.
17. Depois de muitos anos (de ausência) vim trazer à minha nação esmolas e oferendas (rituais).
+
17. Contudo, nunca deixou de dar testemunho de si mesmo, por seus benefícios: dando-vos do céu as chuvas e os tempos férteis, concedendo abundante alimento e enchendo os vossos corações de alegria.
18. Nesta ocasião, acharam-me no templo, depois de uma purificação, sem aglomeração e sem tumulto.
+
18. Apesar dessas palavras, não foi sem dificuldade que contiveram a multidão de sacrificar a eles.
19. Viram-me ali uns judeus vindos da Ásia, e estes é que deviam comparecer diante de ti e me acusar, se tivessem alguma queixa contra mim.
+
19. Sobrevieram, porém, alguns judeus de Antioquia e de Icônio que persuadiram a multidão. Apedrejaram Paulo e, dando-o por morto, arrastaram-no para fora da cidade.
20. Ou digam estes aqui que crime terão achado em mim, quando eu compareci diante do Grande Conselho.
+
20. Os discípulos o rodearam. Ele se levantou e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu com Barnabé para Derbe.
21. A não ser esta única frase que proferi em voz alta no meio deles: Por causa da ressurreição dos mortos é que sou julgado hoje diante de vós!
+
21. Depois de ter pregado o Evangelho à cidade de Derbe, onde ganharam muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia (da Pisídia).
22. Félix conhecia bem esta religião e, adiando a questão, disse: Quando descer o tribuno Lísias, então examinarei a fundo a vossa questão.
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22. Confirmavam as almas dos discípulos e exortavam-nos a perseverar na fé, dizendo que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações.
23. Ordenou ao centurião que o guardasse e o tratasse com brandura, sem proibir que os seus o servissem.
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23. Em cada igreja instituíram anciãos e, após orações com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado.
24. Passados que foram alguns dias, veio Félix com sua mulher Drusila, que era judia. Chamou Paulo e ouvia-o falar da fé em Jesus Cristo.
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24. Atravessaram a Pisídia e chegaram a Panfília.
25. Mas, como Paulo lhe falasse sobre a justiça, a castidade e o juízo futuro, Félix, todo atemorizado, disse-lhe: Por ora, podes retirar-te. Na primeira ocasião, chamar-te-ei.
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25. Depois de ter anunciado a palavra do Senhor em Perge, desceram a Atália.
26. Esperava outrossim, ao mesmo tempo, que Paulo lhe desse algum dinheiro, pelo que o mandava chamar com freqüência e se entretinha com ele.
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26. Dali navegaram para Antioquia (da Síria), de onde tinham partido, encomendados à graça de Deus para a obra que estavam a completar.
27. Decorridos dois anos, Félix teve por sucessor a Pórcio Festo. Querendo, porém, agradar aos judeus, deixou Paulo na prisão.
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27. Ali chegados, reuniram a igreja e contaram quão grandes coisas Deus fizera com eles, e como abrira a porta da fé aos gentios.
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28. Demoraram-se com os discípulos longo tempo.
  
 
   
 
   
Capítulo 25
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Capítulo 15
  
1. Três dias depois de sua chegada à província, Festo subiu de Cesaréia a Jerusalém.
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1. Alguns homens, descendo da Judéia, puseram-se a ensinar aos irmãos o seguinte: Se não vos circuncidais, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos.
2. Aí os sumos sacerdotes e os judeus mais notáveis foram ter com ele, acusando Paulo, e rogaram-lhe,
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2. Originou-se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu-se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os apóstolos e os anciãos em Jerusalém.
3. com insistência, como um favor, que o mandasse de volta para Jerusalém. É que queriam armar-lhe uma emboscada para o assassinarem no caminho.
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3. Acompanhados (algum tempo) dos membros da comunidade, tomaram o caminho que atravessa a Fenícia e Samaria. Contaram a todos os irmãos a conversão dos gentios, o que causou a todos grande alegria.
4. Festo, porém, respondeu que Paulo se achava detido em Cesaréia e que ele mesmo partiria para lá dentro de poucos dias. E acrescentou:
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4. Chegando a Jerusalém, foram recebidos pela comunidade, pelos apóstolos e anciãos, a quem contaram tudo o que Deus tinha feito com eles.
5. Portanto, os que dentre vós são de prestígio desçam comigo; e se houver algum crime nesse homem, acusem-no.
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5. Mas levantaram-se alguns que antes de ter abraçado a fé eram da seita dos fariseus, dizendo que era necessário circuncidar os pagãos e impor-lhes a observância da Lei de Moisés.
6. Demorou-se entre eles cerca de oito ou dez dias e desceu a Cesaréia. No dia seguinte, sentou-se no tribunal e citou Paulo.
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6. Reuniram-se os apóstolos e os anciãos para tratar desta questão.
7. Assim que este compareceu, rodearam-no os judeus que tinham descido de Jerusalém e acusaram-no de muitos e graves delitos que não podiam provar.
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7. Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e lhes disse: Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem.
8. Paulo alegava em sua defesa: Em nada tenho pecado contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César!
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8. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a seu respeito, dando-lhes o Espírito Santo, da mesma forma que a nós.
9. Mas Festo, querendo agradar aos judeus, disse a Paulo: Queres subir a Jerusalém e ser julgado ali diante de mim?
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9. Nem fez distinção alguma entre nós e eles, purificando pela fé os seus corações.
10. Paulo, porém, disse: Estou perante o tribunal de César. É lá que devo ser julgado. Não fiz mal algum aos judeus, como bem sabes.
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10. Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?
11. Se lhes tenho feito algum mal ou coisa digna de morte, não recuso morrer. Mas, se nada há daquilo de que estes me acusam, ninguém tem o direito de entregar-me a eles. Apelo para César!
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11. Nós cremos que pela graça do Senhor Jesus seremos salvos, exatamente como eles.
12. Então Festo conferenciou com os seus assessores e respondeu: Para César apelaste, a César irás.
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12. Toda a assembléia o ouviu silenciosamente. Em seguida, ouviram Barnabé e Paulo contar quantos milagres e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios.
13. Alguns dias depois, o rei Agripa e Berenice desceram a Cesaréia para saudar Festo.
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13. Depois de terminarem, Tiago tomou a palavra: Irmãos, ouvi-me, disse ele.
14. Como se demorassem ali muitos dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo: Félix deixou preso aqui um certo homem.
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14. Simão narrou como Deus começou a olhar para as nações pagãs para tirar delas um povo que trouxesse o seu nome.
15. Quando estive em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus vieram queixar-se dele comigo pedindo a sua condenação.
+
15. Ora, com isto concordam as palavras dos profetas, como está escrito:
16. Respondi-lhes que não era costume dos romanos condenar homem algum, antes de ter confrontado o acusado com os seus acusadores e antes de se lhes dar a liberdade de defender-se dos crimes que lhes são imputados.
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16. Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi que caiu. E reedificarei as suas ruínas, e o levantarei
17. Compareceram aqui. E eu, sem demora, logo no dia seguinte, dei audiência e ordenei que conduzissem esse homem.
+
17. para que o resto dos homens busque o Senhor, e todas as nações, sobre as quais tem sido invocado o meu nome.
18. Apresentaram-se os seus acusadores, mas não o acusaram de nenhum dos crimes de que eu suspeitava.
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18. Assim fala o Senhor que faz estas coisas, coisas que ele conheceu desde a eternidade (Am 9,11s.).
19. Eram só desavenças entre eles a respeito da sua religião, e uma discussão a respeito de um tal Jesus, já morto, e que Paulo afirma estar vivo.
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19. Por isso, julgo que não se devem inquietar os que dentre os gentios se convertem a Deus.
20. Vi-me perplexo quanto ao modo de inquirir essas questões e perguntei-lhe se queria ir a Jerusalém e ser ali julgado.
+
20. Mas que se lhes escreva somente que se abstenham das carnes oferecidas aos ídolos, da impureza, das carnes sufocadas e do sangue.
21. Mas, como Paulo apelou para o julgamento do imperador, mandei que fique detido até que o remeta a César.
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21. Porque Moisés, desde muitas gerações, tem em cada cidade seus pregadores, pois que ele é lido nas sinagogas todos os sábados.
22. Agripa disse então a Festo: Eu também desejava ouvir esse homem. Ao que ele respondeu: Amanhã o ouvirás.
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22. Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos com toda a comunidade escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé: Judas, que tinha o sobrenome de Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos.
23. No dia seguinte, Agripa e Berenice apresentaram-se com grande pompa. E, entrando com os tribunos e as pessoas de mais relevo da cidade na sala de audiência, foi também Paulo introduzido por ordem de Festo.
+
23. Por seu intermédio enviaram a seguinte carta: "Os apóstolos e os anciãos aos irmãos de origem pagã, em Antioquia, na Síria e Cilícia, saúde!
24. Festo tomou a palavra: Ó rei, e todos vós que estais aqui presentes, vedes este homem contra quem os judeus em massa e com grandes gritos vieram reclamar a morte, tanto aqui como em Jerusalém.
+
24. Temos ouvido que alguns dentre nós vos têm perturbado com palavras, transtornando os vossos espíritos, sem lhes termos dado semelhante incumbência.
25. Mas tenho averiguado que ele não fez coisa alguma digna de morte. Entretanto, havendo ele apelado para o imperador, determinei remeter-lho.
+
25. Assim nós nos reunimos e decidimos escolher delegados e enviá-los a vós, com os nossos amados Barnabé e Paulo,
26. Mas dele não tenho nada de positivo que possa escrever ao imperador, e por isso mandei-o comparecer diante de vós, mormente diante de tua majestade, para que essa audiência apure alguma coisa que eu possa escrever.
+
26. homens que têm exposto suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
27. Pois não me parece razoável remeter um preso, sem mencionar ao mesmo tempo as acusações formuladas contra ele.
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27. Enviamos, portanto, Judas e Silas que de viva voz vos exporão as mesmas coisas.
 
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28. Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do seguinte indispensável:
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29. que vos abstenhais das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da impureza. Dessas coisas fareis bem de vos guardar conscienciosamente. Adeus!
Capítulo 26
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30. Tendo-se despedido, a delegação dirigiu-se a Antioquia. Ali reuniram a assembléia e entregaram a carta.
 
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31. À sua leitura, todos se alegraram com o estímulo que ela trazia.
1. Agripa disse a Paulo: Tens permissão de fazer a tua defesa. Paulo então fez um gesto com a mão e começou a sua justificação:
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32. Judas e Silas, que eram também profetas, dirigiam aos irmãos muitas palavras de exortação e de animação.
2. Julgo-me feliz de poder hoje fazer a minha defesa, na tua presença, ó rei Agripa, de tudo quanto me acusam os judeus,
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33. Demoraram-se ali por algum tempo. Foram depois pelos irmãos despedidos em paz, voltando aos que lhos tinham enviado.
3. porque tu conheces perfeitamente os seus costumes e controvérsias. Peço-te, pois, que me ouças com paciência.
+
34. [A Silas contudo, pareceu bem ficar ali, e Judas partiu sozinho.]
4. Minha vida, desde a minha primeira juventude, tem decorrido no meio de minha pátria e em Jerusalém, e é conhecida dos judeus.
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35. Paulo e Barnabé detiveram-se também em Antioquia, ensinando e pregando com muitos outros a palavra do Senhor.
5. Sabem eles, desde longa data, e se quiserem poderão testemunhá-lo, que vivi segundo a seita mais rigorosa da nossa religião, isto é, como fariseu.
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36. Ao termo de alguns dias, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar os irmãos por todas as cidades onde temos pregado a palavra do Senhor, para ver como estão passando.
6. Mas agora sou acusado em juízo, por esperar a promessa que foi feita por Deus a nossos pais,
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37. Barnabé queria levar consigo também João, que tinha por sobrenome Marcos.
7. e a qual as nossas doze tribos esperam alcançar, servindo a Deus noite e dia. Por essa esperança, ó rei, é que sou acusado pelos judeus.
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38. Paulo, porém, achava que não devia ser admitido quem se tinha separado deles em Panfília e não os havia acompanhado no ministério.
8. Que pensais vós? É coisa incrível que Deus ressuscite os mortos?
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39. Houve tal discussão que se separaram um do outro, e Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre.
9. Também eu acreditei que devia fazer a maior oposição ao nome de Jesus de Nazaré.
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40. Paulo, porém, tendo escolhido Silas, e depois de ter sido recomendado pelos irmãos à graça do Senhor, partiu. Ele percorreu a Síria, a Cilícia, confirmando as comunidades.
10. Assim procedi de fato em Jerusalém e tenho encerrado muitos irmãos em cárceres, havendo recebido para isso poder dos sumos sacerdotes; quando os sentenciavam à morte, eu dava a minha plena aprovação.
 
11. Muitas vezes, perseguindo-os por todas as sinagogas, eu os maltratava para obrigá-los a blasfemar. Enfurecendo-me mais e mais contra eles, eu os perseguia até no estrangeiro.
 
12. Nesse intuito, fui a Damasco, com poder e comissão dos sumos sacerdotes.
 
13. Era meio-dia, ó rei. Eu estava a caminho quando uma luz do céu, mais fulgurante que o sol, brilhou em torno de mim e dos meus companheiros.
 
14. Caímos todos nós por terra, e ouvi uma voz que me dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra o aguilhão.
 
15. Então eu disse: Quem és, Senhor? O Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem persegues.
 
16. Mas levanta-te e põe-te em , pois eu te apareci para te fazer ministro e testemunha das coisas que viste e de outras para as quais hei de manifestar-me a ti.
 
17. Escolhi-te do meio do povo e dos pagãos, aos quais agora te envio
 
18. para abrir-lhes os olhos, a fim de que se convertam das trevas à luz e do poder de Satanás a Deus, para que, pela fé em mim, recebam perdão dos pecados e herança entre os que foram santificados.
 
19. Desde então, ó rei, não fui desobediente à visão celestial.
 
20. Preguei primeiramente aos de Damasco e depois em Jerusalém e por toda a terra da Judéia, e aos pagãos, para que se arrependessem e se convertessem a Deus, fazendo dignas obras correspondentes.
 
21. Por isso, os judeus me prenderam no templo e tentaram matar-me.
 
22. Mas, assistido do socorro de Deus, permaneço vivo até o dia de hoje. Dou testemunho a pequenos e a grandes, nada dizendo senão o que os profetas e Moisés disseram que havia de acontecer,
 
23. a saber: que Cristo havia de padecer e seria o primeiro que, pela ressurreição dos mortos, havia de anunciar a luz ao povo judeu e aos pagãos.
 
24. Dizendo ele essas coisas em sua defesa, Festo exclamou em alta voz: Estás louco, Paulo! O teu muito saber tira-te o juízo.
 
25. Paulo, então, respondeu: Não estou louco, excelentíssimo Festo, mas digo palavras de verdade e de prudência.
 
26. Pois dessas coisas tem conhecimento o rei, em cuja presença falo com franqueza. Sei que nada disso lhe é oculto, porque nenhuma dessas coisas se fez ali ocultamente.
 
27. Crês, ó rei, nos profetas? Bem sei que crês!
 
28. Disse então Agripa a Paulo: Por pouco não me persuades a fazer-me cristão!
 
29. Respondeu Paulo: Prouvera a Deus que, por pouco e por muito, não somente tu, senão também quantos me ouvem, se fizessem hoje tal qual eu sou... menos estas algemas!
 
30. Então o rei, o governador, Berenice e os que estavam sentados com eles se levantaram.
 
31. Retirando-se, comentavam uns com os outros: Esse homem não fez coisa que mereça a morte ou prisão.
 
32. Agripa ainda disse a Festo: Ele poderia ser solto, se não tivesse apelado para César.
 
  
 
   
 
   
Capítulo 27
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Capítulo 16
  
1. Logo que foi determinado que embarcássemos para a Itália, Paulo foi entregue com outros presos a um centurião da coorte Augusta, chamado Júlio.
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1. Chegou a Derbe e depois a Listra. Havia ali um discípulo, chamado Timóteo, filho de uma judia cristã, mas de pai grego,
2. Embarcamos num navio de Adramito que devia costear as terras da Ásia, e levantamos âncora. Em nossa companhia estava Aristarco, macedônio de Tessalônica.
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2. que gozava de ótima reputação junto dos irmãos de Listra e de Icônio.
3. No dia seguinte, fazendo escala em Sidônia, Júlio, usando de bondade com Paulo, permitiu-lhe ir ver os seus amigos e prover-se do que havia de necessário.
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3. Paulo quis que ele fosse em sua companhia. Ao tomá-lo consigo, circuncidou-o, por causa dos judeus daqueles lugares, pois todos sabiam que o seu pai era grego.
4. Dali, fazendo-nos ao mar, fomos navegando perto das costas de Chipre, por nos serem contrários os ventos.
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4. Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém.
5. Tendo atravessado o mar da Cilícia e da Panfília, chegamos a Mira, cidade da Lícia.
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5. Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número dia a dia.
6. O centurião encontrou ali um navio de Alexandria, que rumava para a Itália, e fez-nos passar para ele.
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6. Atravessando em seguida a Frígia e a província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra de Deus na (província da) Ásia.
7. Por muitos dias navegamos lentamente e com dificuldade até diante de Cnido, onde o vento não nos permitiu aportar.
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7. Ao chegarem aos confins da Mísia, tencionavam seguir para a Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.
8. Fomos então costeando ao sul da ilha de Creta, junto ao cabo Salmona. Navegando com dificuldade ao longo da costa, chegamos afinal a um lugar, a que chamam Bons Portos, perto do qual está a cidade de Lasaia.
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8. Depois de haverem atravessado rapidamente a Mísia, desceram a Trôade.
9. Passara o tempo - já havia passado a época do jejum - e a navegação se tornava perigosa. Paulo advertiu-os:
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9. De noite, Paulo teve uma visão: um macedônio, em pé, diante dele, lhe rogava: Passa à Macedônia, e vem em nosso auxílio!
10. Amigos, vejo que a navegação não se fará sem perigo e sem graves danos, não somente ao navio e à sua carga, mas ainda às nossas vidas.
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10. Assim que teve essa visão, procuramos partir para a Macedônia, certos de que Deus nos chamava a pregar-lhes o Evangelho.
11. O centurião, porém, dava mais crédito ao piloto e ao mestre do que ao que Paulo dizia.
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11. Embarcados em Trôade, fomos diretamente à Samotrácia e no outro dia a Neápolis;
12. O porto era impróprio para passar o inverno, pelo que a maior parte deles foi de parecer que se retornasse ao mar, na esperança de chegar a Fenice, para passar ali o inverno, por ser esse um porto de Creta, abrigado dos ventos do sudeste e do nordeste.
+
12. e dali a Filipos, que é a cidade principal daquele distrito da Macedônia, uma colônia (romana). Nesta cidade nos detivemos por alguns dias.
13. Soprava então brandamente o vento sul. Julgavam poder executar os seus planos. Levantaram a âncora e foram costeando de perto a ilha de Creta.
+
13. No sábado, saímos fora da porta para junto do rio, onde pensávamos haver lugar de oração. Aí nos assentamos e falávamos às mulheres que se haviam reunido.
14. Mas, não muito depois, veio do lado da ilha um tufão chamado Euroaquilão.
+
14. Uma mulher, chamada Lídia, da cidade dos tiatirenos, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava. O Senhor abriu-lhe o coração, para atender às coisas que Paulo dizia.
15. Sem poder resistir à ventania, o navio foi arrebatado e deixamo-nos arrastar.
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15. Foi batizada juntamente com a sua família e fez-nos este pedido: Se julgais que tenho fé no Senhor, entrai em minha casa e ficai comigo. E obrigou-nos a isso.
16. Impelidos rapidamente para uma pequena ilha chamada Cauda, conseguimos, com muito esforço, recolher o batel.
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16. Certo dia, quando íamos à oração, eis que nos veio ao encontro uma moça escrava que tinha o espírito de Pitão, a qual com as suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores.
17. Içaram-no e, depois, como meio de segurança, cingiram o navio com cabos. Então, temendo encalhar em Sirte, arriaram as velas e entregaram-se à mercê dos ventos.
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17. Pondo-se a seguir a Paulo e a nós, gritava: Estes homens são servos do Deus Altíssimo, que vos anunciam o caminho da salvação.
18. No dia seguinte, sendo a tempestade ainda mais violenta, atiraram fora a carga.
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18. Repetiu isto por muitos dias. Por fim, Paulo enfadou-se. Voltou-se para ela e disse ao espírito: Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora ele saiu.
19. No terceiro dia, atiramos para fora com as nossas próprias mãos os acessórios do navio.
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19. Vendo seus amos que se lhes esvaecera a esperança do lucro, pegaram Paulo e Silas e levaram-nos ao foro, à presença das autoridades.
20. Ora, não aparecendo por muitos dias nem sol nem estrelas e sendo batidos por forte tempestade, tínhamos por fim perdido toda a esperança de sermos salvos.
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20. Em seguida, apresentaram-nos aos magistrados, acusando: Estes homens são judeus; amotinam a nossa cidade.
21. Desde muito tempo ninguém havia comido nada. Paulo levantou-se no meio deles e disse: Amigos, deveras devíeis ter-me atendido e não ter saído de Creta, e assim evitar esse perigo e essas perdas.
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21. E pregam um modo de vida que nós, romanos, não podemos admitir nem seguir.
22. Agora, porém, vos admoesto a que tenhais coragem, pois não perecerá nenhum de vós, mas somente o navio.
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22. O povo insurgiu-se contra eles. Os magistrados mandaram arrancar-lhes as vestes para açoitá-los com varas.
23. Esta noite apareceu-me um anjo de Deus, a quem pertenço e a quem sirvo, o qual me disse:
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23. Depois de lhes terem feito muitas chagas, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.
24. Não temas, Paulo. É necessário que compareças diante de César. Deus deu-te todos os que navegam contigo.
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24. Este, conforme a ordem recebida, meteu-os na prisão inferior e prendeu-lhes os pés ao cepo.
25. Por isso, amigos, coragem! Eu confio em Deus que há de acontecer como me foi dito.
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25. Pela meia-noite, Paulo e Silas rezavam e cantavam um hino a Deus, e os prisioneiros os escutavam.
26. Vamos dar a uma ilha.
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26. Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se abalaram até os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas e soltaram-se as algemas de todos.
27. Já estávamos na décima quarta noite, pelo mar Adriático, quando, pela meia-noite, os marinheiros pressentiram que estavam perto de alguma terra.
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27. Acordou o carcereiro e, vendo abertas as portas do cárcere, supôs que os presos haviam fugido. Tirou da espada e queria matar-se.
28. Então, atirando a sonda, perceberam que a profundidade era de vinte braças. Depois, um pouco mais adiante, viram que era de quinze braças.
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28. Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, pois estamos todos aqui.
29. Temendo que déssemos em algum recife, lançaram quatro âncoras da popa, esperando ansiosos que amanhecesse o dia.
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29. Então o carcereiro pediu luz, entrou e lançou-se trêmulo aos pés de Paulo e Silas.
30. Imediatamente, os marinheiros procuraram fugir e, sob o pretexto de largar as âncoras da proa, lançaram o bote ao mar.
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30. Depois os conduziu para fora e perguntou-lhes: Senhores, que devo fazer para me salvar?
31. Paulo disse ao centurião e aos soldados: Se estes homens não permanecerem no navio, não podereis salvar-vos.
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31. Disseram-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família.
32. Os soldados cortaram, então, os cabos do bote e deixaram-no cair.
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32. Anunciaram-lhe a palavra de Deus, a ele e a todos os que estavam em sua casa.
33. Enquanto ia amanhecendo, Paulo encorajou a todos que comessem alguma coisa, e disse: Já faz hoje catorze dias que estais em jejum, sem comer nada.
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33. Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família.
34. Rogo-vos que comais alguma coisa, no interesse de vossa vida, porque nem um cabelo da cabeça de alguém de vós perecerá.
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34. Em seguida, ele os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua casa por haver crido em Deus.
35. Tendo dito isso, tomou do pão, pronunciou uma bênção na presença de todos e, depois de parti-lo, começou a comer.
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35. Quando amanheceu, os magistrados mandaram os lictores dizer: Solta esses homens.
36. Com isso, todos cobraram ânimo e puseram-se igualmente a comer.
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36. O carcereiro transmitiu essa mensagem a Paulo: Os magistrados mandaram-me dizer que vos ponha em liberdade. Saí, pois, e ide em paz.
37. No navio éramos ao todo duzentas e setenta e seis pessoas.
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37. Mas Paulo replicou: Sem nenhum julgamento nos açoitaram publicamente, a nós que somos cidadãos romanos, e meteram-nos no cárcere, e agora nos lançam fora ocultamente... Não há de ser assim! Mas venham e soltem-nos pessoalmente!
38. Depois de terem comido à vontade, aliviaram o navio, atirando o trigo ao mar.
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38. Os lictores deram parte dessas palavras aos magistrados. Estes temeram, ao ouvir dizer que eram romanos.
39. Afinal, clareou o dia. Os marinheiros não reconheceram a terra, mas viram uma enseada com uma praia, na qual tencionavam encalhar o navio, caso o pudessem.
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39. Foram e lhes falaram brandamente. Pedindo desculpas, rogavam-lhes que se retirassem da cidade.
40. Levantaram as âncoras e largaram ao mesmo tempo as amarras dos lemes. Desfraldaram ao vento a vela mestra e rumaram para a praia.
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40. Saindo do cárcere, entraram em casa de Lídia, onde reviram e consolaram os irmãos. Depois partiram.
41. Mas deram numa língua de terra, e o navio encalhou aí. A proa, encalhada, permanecia imóvel, ao mesmo tempo que a popa se abria com a força do mar.
 
42. Os soldados tencionavam matar os presos, por temerem que algum deles fugisse a nado.
 
43. O centurião, porém, querendo salvar Paulo, impediu que o fizessem e ordenou que aqueles que pudessem nadar fossem os primeiros a lançar-se ao mar e alcançar a terra.
 
44. Os demais, uns atingiram a terra em tábuas, outros em cima dos destroços do navio. Desse modo, todos conseguiram chegar à terra, sãos e salvos.
 
  
 
   
 
   
Capítulo 28
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Capítulo 17
  
1. Estando já salvos, soubemos então que a ilha se chamava Malta.
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1. Passaram por Anfípolis e Apolônia e chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.
2. Os indígenas trataram-nos com extraordinária benevolência. Acenderam uma grande fogueira e em torno dela nos recolheram, em vista da chuva que caía e do frio que fazia.
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2. Paulo dirigiu-se a eles, segundo o seu costume, e por três sábados disputou com eles.
3. Paulo ajuntou um feixe de gravetos e o pôs na fogueira. Nisto uma víbora, que fugira ao fogo, mordeu-lhe a mão.
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3. Explicava e demonstrava, à base das Escrituras, que era necessário que Cristo padecesse e ressurgisse dos mortos. E este Cristo é Jesus que eu vos anuncio.
4. Quando os indígenas viram a serpente pendendo da sua mão, diziam uns aos outros: Sem dúvida, este homem é homicida, pois, tendo escapado ao mar, a justiça não o deixa viver.
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4. Alguns deles creram e associaram-se a Paulo e Silas, como também uma grande multidão de prosélitos gentios, e não poucas mulheres de destaque.
5. Ele, porém, sacudindo a víbora no fogo, não sofreu mal algum.
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5. Os judeus, tomados de inveja, ajuntaram alguns homens da plebe e com esta gente amotinaram a cidade. Assaltaram a casa de Jasão, procurando-os para os entregar ao povo.
6. Julgavam os indígenas que ele viesse a inchar, e que subitamente caísse morto. Mas, depois de esperarem muito tempo, vendo que não lhe acontecia mal nenhum, mudaram de parecer e disseram: Ele é um deus.
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6. Mas como não os achassem, arrastaram Jasão e alguns irmãos à presença dos magistrados, clamando: Estes homens amotinam todo o mundo. Estão agora aqui! E Jasão os acolheu!
7. Havia na vizinhança sítios pertencentes ao principal da ilha, chamado Públio. Este homem nos hospedou por três dias em sua casa, tratando-nos bem.
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7. Todos eles contrariam os decretos de César, proclamando outro rei: Jesus.
8. Ora, o pai desse Públio achava-se acamado com febre e sofrendo de disenteria. Paulo foi visitá-lo e, orando e impondo-lhe as mãos, sarou-o.
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8. Assim excitavam o povo e os magistrados.
9. Depois desse fato, vieram ter com ele todos os habitantes da ilha que se achavam doentes, e foram curados. Tiveram assim conosco toda sorte de considerações e,
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9. E só depois de receberem uma caução de Jasão e dos outros é que os deixaram ir.
10. quando estávamos para navegar, proveram-nos do que era necessário.
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10. Logo que se fez noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia. Quando ali chegaram, entraram na sinagoga dos judeus.
11. Ao termo de três meses, embarcamos num navio de Alexandria, que havia passado o inverno na ilha. Este navio levava por insígnias os Dióscuros.
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11. Estes eram mais nobres do que os de Tessalônica e receberam a palavra com ansioso desejo, indagando todos os dias, nas Escrituras, se essas coisas eram de fato assim.
12. Fizemos escala em Siracusa, onde ficamos três dias.
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12. Muitos deles creram, como também muitas mulheres gregas da aristocracia, e não poucos homens.
13. De lá, seguindo a costa, atingimos Régio. No dia seguinte, soprava o vento sul e chegamos em dois dias a Pozzuoli.
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13. Mas os judeus de Tessalônica, sabendo que também em Beréia tinha sido pregada por Paulo a palavra de Deus, foram para lá agitar e sublevar o povo.
14. Ali encontramos irmãos que nos rogaram que ficássemos na sua companhia sete dias. Em seguida, nos dirigimos a Roma.
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14. Então os irmãos fizeram que Paulo se retirasse e fosse até o mar, ao passo que Silas e Timóteo ficaram ali.
15. Os irmãos de Roma foram informados de nossa chegada e vieram ao nosso encontro até o Foro de Ápio e as Três Tavernas. Ao vê-los, Paulo deu graças a Deus e se sentiu animado.
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15. Os que conduziam Paulo levaram-no até Atenas. De lá voltaram e transmitiram para Silas e Timóteo a ordem de que fossem ter com ele o mais cedo possível.
16. Chegados que fomos a Roma, foi concedida licença a Paulo para que ficasse em casa própria com um soldado que o guardava.
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16. Enquanto Paulo os esperava em Atenas, à vista da cidade entregue à idolatria, o seu coração enchia-se de amargura.
17. Três dias depois, Paulo convocou os judeus mais notáveis. Estando reunidos, disse-lhes: Irmãos, sem cometer nada contra o povo nem contra os costumes de nossos pais, fui preso em Jerusalém e entregue nas mãos dos romanos.
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17. Disputava na sinagoga com os judeus e prosélitos, e todos os dias, na praça, com os que ali se encontravam.
18. Estes, depois de terem instruído o meu processo, quiseram soltar-me, visto não achar em mim crime algum que merecesse morte.
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18. Alguns filósofos epicureus e estóicos conversaram com ele. Diziam uns: Que quer dizer esse tagarela? Outros: Parece que é pregador de novos deuses. Pois lhes anunciava Jesus e a Ressurreição.
19. Mas, opondo-se a isso os judeus, vi-me obrigado a apelar para César, sem intentar contudo acusar de alguma coisa a minha nação.
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19. Tomaram-no consigo e levaram-no ao Areópago, e lhe perguntaram: Podemos saber que nova doutrina é essa que pregas?
20. Por esse motivo, mandei chamar-vos, para vos ver e falar convosco. Porquanto, pela esperança de Israel, é que estou preso com esta corrente.
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20. Pois o que nos trazes aos ouvidos nos parece muito estranho. Queremos saber o que vem a ser isso.
21. Responderam-lhe eles: Não temos recebido carta alguma da Judéia, que fale em ti, nem de lá tem vindo irmão algum que nos dissesse ou falasse mal de ti.
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21. Ora (como se sabe), todos os atenienses e os forasteiros que ali se fixaram não se ocupavam de outra coisa senão a de dizer ou de ouvir as últimas novidades.
22. Quiséramos, porém, que tu mesmo nos dissesses o que pensas, pois o que nós sabemos dessa seita é que em toda parte lhe fazem oposição.
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22. Paulo, em pé no meio do Areópago, disse: Homens de Atenas, em tudo vos vejo muitíssimo religiosos.
23. Marcaram um dia e muitos foram procurá-lo no albergue onde se achava hospedado. A entrevista durou desde a manhã até a tarde. Paulo expôs-lhes o Reino de Deus e apresentou, sempre de novo, testemunhos destinados a convencê-los a respeito de Jesus, baseando-se na Lei de Moisés e nos profetas.
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23. Percorrendo a cidade e considerando os monumentos do vosso culto, encontrei também um altar com esta inscrição: A um Deus desconhecido. O que adorais sem o conhecer, eu vo-lo anuncio!
24. Alguns se persuadiram pelas suas palavras, outros não acreditaram.
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24. O Deus, que fez o mundo e tudo o que nele há, é o Senhor do céu e da terra, e não habita em templos feitos por mãos humanas.
25. Não estando concordes entre si, retiraram-se, enquanto Paulo lhes fazia esta reflexão: Bem falou o Espírito Santo pelo profeta Isaías a vossos pais, dizendo:
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25. Nem é servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, porque é ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas.
26. Vai a este povo e dize-lhes: Com vossos ouvidos ouvireis, sem compreender. Com vossos olhos olhareis, sem enxergar.
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26. Ele fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos os tempos e os limites da sua habitação.
27. Coração obstinado o deste povo, ouvido duro, olhos fechados, para não verem com a vista, nem ouvirem com o ouvido, nem entenderem com o coração, e se converterem e eu os curar (Is 6,9s.).
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27. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós.
28. Ficai, pois, sabendo que aos gentios é enviada agora esta salvação de Deus; e eles a ouvirão.
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28. Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns dos vossos poetas disseram: Nós somos também de sua raça...
29. [Havendo dito isso, saíram dali os judeus, discutindo animosamente entre si.]
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29. Se, pois, somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra lavrada por arte e gênio dos homens.
30. Paulo permaneceu por dois anos inteiros no aposento alugado, e recebia a todos os que vinham procurá-lo.
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30. Deus, porém, não levando em conta os tempos da ignorância, convida agora a todos os homens de todos os lugares a se arrependerem.
31. Pregava o Reino de Deus e ensinava as coisas a respeito do Senhor Jesus Cristo, com toda a liberdade e sem proibição.
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31. Porquanto fixou o dia em que há de julgar o mundo com justiça, pelo ministério de um homem que para isso destinou. Para todos deu como garantia disso o fato de tê-lo ressuscitado dentre os mortos.
 
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32. Quando o ouviram falar de ressurreição dos mortos, uns zombavam e outros diziam: A respeito disso te ouviremos outra vez.
====Epístolas de São Paulo====
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33. Assim saiu Paulo do meio deles.
=====Rm Epístola aos Romanos=====
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34. Todavia, alguns homens aderiram a ele e creram: entre eles, Dionísio, o areopagita, e uma mulher chamada Dâmaris; e com eles ainda outros.
  
 
   
 
   
Capítulo 1
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Capítulo 18
  
1. Paulo, servo de Jesus Cristo, escolhido para ser apóstolo, reservado para anunciar o Evangelho de Deus;
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1. Depois disso, saindo de Atenas, Paulo dirigiu-se a Corinto.
2. este Evangelho Deus prometera outrora pelos seus profetas na Sagrada Escritura,
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2. Encontrou ali um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, e sua mulher Priscila. Eles pouco antes haviam chegado da Itália, por Cláudio ter decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo uniu-se a eles.
3. acerca de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, descendente de Davi quanto à carne,
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3. Como exercessem o mesmo ofício, morava e trabalhava com eles. (Eram fabricantes de tendas.)
4. que, segundo o Espírito de santidade, foi estabelecido Filho de Deus no poder por sua ressurreição dos mortos;
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4. Todos os sábados ele falava na sinagoga e procurava convencer os judeus e os gregos.
5. e do qual temos recebido a graça e o apostolado, a fim de levar, em seu nome, todas as nações pagãs à obediência da ,
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5. Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à pregação da palavra, dando aos judeus testemunho de que Jesus era o Messias.
6. entre as quais também vós sois os eleitos de Jesus Cristo,
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6. Mas como esses contradissessem e o injuriassem, ele, sacudindo as vestes, disse-lhes: O vosso sangue caia sobre a vossa cabeça! Tenho as mãos inocentes. Desde agora vou para o meio dos gentios.
7. a todos os que estão em Roma, queridos de Deus, chamados a serem santos: a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!
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7. Saindo dali, entrou em casa de um prosélito, chamado Tício Justo, cuja casa era contígua à sinagoga.
8. Primeiramente, dou graças a meu Deus, por meio de Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é preconizada a vossa fé.
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8. Entretanto Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com todos os da sua casa. Sabendo disso, muitos dos coríntios, ouvintes de Paulo, acreditaram e foram batizados.
9. Pois Deus, a quem sirvo em meu espírito, anunciando o Evangelho de seu Filho, me é testemunha de como vos menciono incessantemente em minhas orações.
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9. Numa noite, o Senhor disse a Paulo em visão: Não temas! Fala e não te cales.
10. A ele suplico, se for de sua vontade, conceder-me finalmente ocasião favorável de vos visitar.
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10. Porque eu estou contigo. Ninguém se aproximará de ti para te fazer mal, pois tenho um numeroso povo nesta cidade.