Celibato

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O celibato é o estado de vida da pessoa que optou por não se casar; ou para melhor servir a Deus como religiosa, ou como leigo(a) consagrado. Também é o estado daquele(a) que não se casou, ou porque não quis, ou porque não encontrou alguém adequado. A Igreja valoriza o celibato, especialmente do religioso ou do consagrado, sem valorizar menos matrimônio. O celibato, em qualquer dos casos, deve ser uma opção livre, consciente e madura.

Podemos distinguir três formas de viver o celibato por parte dos fiéis cristãos:

Alguns homens e mulheres estão celibatários porque ainda não descobriram a pessoa certa com quem se casar. Quando o fiel cristão descobre na sua situação de solteiro um apelo de Deus e o aceita de livre vontade, a sua vida celibatária pode tornar-se vocação assumida e valorizada. A pessoa pode então, como diz o Catecismo da Igreja Católica (CIgC), passar a viver “a sua situação no espírito das bem-aventuranças, servindo a Deus e ao próximo de modo exemplar” (nº 1658). Esta forma de vida pode não ser definitiva e a pessoa ser chamada ao matrimónio em qualquer idade.

Assumem de forma definitiva o celibato pelo reino dos Céus os que consagram totalmente a sua vida a Deus e, por isso, renunciam ao casamento. A sua opção resulta da percepção do amor de Cristo e do seu chamamento, correspondidos positivamente numa relação crescente de amor para com ele. Neste caso, a motivação para o celibato é teológica e carismática, é uma graça divina, que a pessoa acolheu e à qual correspondeu livremente com a entrega total de si mesma a Deus.

Outra forma é o celibato sacerdotal. Este, em certo sentido, une as duas formas anteriores: por um lado, resulta da circunstância de a pessoa sentir a vocação para o ministério sagrado; por outro, corresponde a uma entrega de si mesma para o serviço do Reino de Deus. A motivação é acentuadamente apostólica, mas fundamentada em razões teológicas e carismáticas. Diz o Catecismo: os ministros sagrados “chamados a consagrarem-se totalmente ao Senhor e às ‘suas coisas’, dão-se por inteiro a Deus e aos homens. O celibato é um sinal desta vida nova, para cujo serviço o ministro da Igreja é consagrado; aceite de coração alegre, anuncia de modo radioso o Reino de Deus” (nº. 1579; cf 1599).

Fonte:Cléofas Canção Nova