Dinâmica dos Encontros de Juventude I

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Roteiro Elaborado em 1968 pelo Padre Jonas Abib e sua equipe


O que são os Encontros de Juventude

A. Realização do Plano do Pai

Dinâmica de Grupo
“Vim aqui porque sinto uma alegria imensa de viver, e desejo dizer a todo mundo que é bacana ser cristão” , é o que se ouve, com freqüência jovens dirigentes dizerem aos colegas que iniciam.

Foi, aliás , o que aconteceu com o Pai, ao criar o mundo. Ele tinha uma felicidade de que necessitava ser comunicada. E Cristo veio contar-nos: “ minha gente, sejam um, como meu Pai e Eu somos um ; amem-se uns aos outros, como Eu os amei .”
Nos Encontros de Juventude é isso que se dá : um grupo de cristãos, formando uma comunidade, dá testemunho, com a palavra e com a vida, de que vale a pena seguir Jesus Cristo, onde quer que Ele vá.


B. Influência no mundo atual

As pessoas do nosso século, ainda que vivam sós, procuram refugiar-se nos grupos de amizade ou de interesse . Os meios de comunicação social colocam-nas tão perto das alegrias e dos sofrimentos dos homens, que passam ase manobradas pelos próprios veículos de informação, de onde recebem 70% de sua informação e formação. Dentro desse círculo de influências, passam os homens a a gir e a pensar e apenas um esfôrço muito grande poderá permitir que se veja algo além das fronteiras.
Dessa constatação, nasce outra constatação : a palavra e o testemunho individual dos cristãos já não conseguem vencer a barreira que imuniza a sociedade, a menos que esse testemunho e essa palavra tragam consigo uma forte carga de autenticidade, humildade, pobreza e caridade.
Assim como Jesus enviou seus discípulos, dois a dois,a pregarem, assim a Igreja, hoje envia seus cristãos, em grupos, para anunciarem as riquezas da fé. O Anúncio em grupo é um fator sociológico imprescindível. Não só sociológico, mas também psicológico. As pessoas gostam de estar juntas, os jovens mais ainda . Estar para não fazer nada, estar por estar, em busca de segurança ou de comunicação.


C. Comunidade de amizade

Os encontros de Juventude , à semelhança dos modernos movimentos de evangelização, são reuniões de jovens, num clima de muita amizade, franqueza, autenticidade, em que se transmite não tanto a doutrina, mas vida, experiência de vida em união com Deus.
Os rapazes e moças que pela primeira vez participam de um Encontro são levados a participar de uma experiência vital de comunidade de Igreja. Experiência, pois é a primeira vez que se encontram nesse meio ambiente; vital, porque envolve toda a pessoa em sua inteligência, sensibilidade, vontade e sociabilidade; Comunidade de Igreja , desde que essa experiência vital é dirigida por batizados que se empenham em formar com os neo-encontristas a unidade desejada por Cristo; unidade cujo centro é o sacrifício eucarístico e cujo amálgama são os sacerdotes, que atendem em nome de Cristo as solicitações dos membros da comunidade.



D. Experiência de Igreja

Os jovens, que antes tinham o conhecimento de igreja unicamente através de seus padres, pelo que incompatibilizando-se com eles, tornavam-se arredios à própria Igreja e a Deus, sentem, durante o encontro de Juventude que Igreja é mais do que aquilo que eles pensavam. E é essa experiência o ponto nevrálgico e essencial do Encontro.
Os jovens, sentindo-se unidos no Encontro ou grupos para aprofundamento da fé , percebem que a ordem dos valores que antes adotava, influenciados pelo mundo que os circundava, não rege mais. E vêm então que é possível seguir Cristo.” Se estes conseguem, porque eu não posso tentar ?
A técnica dos Encontros de Juventude , seu horário, os esquemas da palestras foram estudados por adultos e jovens, sacerdotes e leigos, na busca constante de falar e viver a realidade juvenil em busca da mensagem Evangélica.“ Encontro de Juventude” não é movimento da hierarquia ou do laicato. É movimento da Igreja, onde uma comunidade de cristãos, chefiada e animada por leigos e assistida e unida a Cristo apor sacerdotes, dão ao jovem o único testemunho-” Nós sabemos que Deus veio ao mundo, anunciamos seu amor e procuramos viver segundo seus planos e somos felizes por tudo isso”.


Dinâmica dos Encontros de Juventude

A dinâmica dessas reuniões juvenis são de duas ordens: Sobrenatural e Natural


A - Dinâmica de ordem sobrenatural

Capela onde aconteciam os encontros
“Nós sozinhos somos fracasso ”reconhecem os dirigentes ao se lembrarem da frase de Jesus:” Sem mim nada podeis fazer”.

Movidos um dia para Deus, pelo poder de sua graça, os dirigentes não confiam em si próprios, a não ser como simples instrumentos da vontade do Espírito Santo na tarefa de levar outros à convivência com Deus.
Antes de cada ato importante, de cada apalestra ou palavra de animação, o dirigente volta-se para o Chefe e lhe confia os amigos a conquistar. Esta convicção da Graça de Deus está tão arraigada e assim deve continuar, que qualquer ufanismo pessoal, durante ou depois do E.J. , torna-se apor si mesmo ridículo.
O dirigente é um contínuo pedinte. Ainda que fale, esteja em reunião ou se divirta sua alma está diante de Cristo,em oração . “ Pedi e recebereis” . E uma multidão permanece em estado de oração e penitência , enquanto, em algum lugar ameno e recolhido se desenvolve um Encontro de Juventude. São as “ Alavancas ” que soerguerão os indecisos e tímidos e colocarão a todos em estado de aceitação da mensagem apresentada.
Durante os próprios Encontros, os jovens são constantemente convidados à oração, e a Missa do segundo dia é o ponto central de todo o desenvolvimento dos três dias.


B - Dinâmica de ordem Natural

A dinâmica de ordem natural é , em síntese, a formação de um ambiente capaz de transmitir a mensagem que se deseja. Por ambiente entende-se aqui, desde a simples disposição dos elementos numa sala, aos esquemas das palestras, à ordem dos fatos que se sucedem, até ao espírito de amizade e amor cristão que tomará conta de cada um dos instantes vividos no Encontro.
Ambiente capaz de transmitir é a linguagem simples e direta, tratando com os jovens de seus problemas existenciais. É a maneira de agir de cada dirigente e de todos unidos. Procura-se dialogar com a inteligência, o coração e a vontade dos jovens.
Fala-se à inteligência , apresentando , não tanto uma doutrina ou tratado de dogma, moral ou ascética , mas uma pessoa e a influência que essa pessoa pode exercer em uma vida.
Fala-se de Jesus Cristo, e de vida humana. Às explicações doutrinais que se fazem necessárias acrescenta-se : “ vale a pena VIVER isso . Sou FELIZ porque vivi isso...”
As palestras, ainda que esboçadas sob um único esquema, devem trazer a marca individual de quem as transmite. De forma alguma podem ser uma aula. O conteúdo das palestras procura dar uma visão clara e rápida daquilo que poderíamos denominar de “fundamental cristão”, isto é , as verdades fundamentais necessárias para uma conversão consciente à vontade de Deus, dando elementos ao Encontrista para fazer sua opção.
Ao mesmo tempo que a inteligência é esclarecida e muitos preconceitos caem por terra e muitas informações novas são recebidas com interesse, o coração dos jovens e sua vontade são movidos para ver em Cristo, o Grande Amigo, para ver em seus mandamentos, o Grande Caminho, para ver em seu seguimento a Grande Vocação.
A piedade deixa de ser considerada pieguice de beatos, a Caridade deixa de ser ato de comiseração e tudo é envolvido pelo novo mandamento do Senhor . “ Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
Descobre-se que para ser feliz há apenas um segredo, o amor verdadeiro. Descobre-se realmente que o sexo é um dom, um dos “mais expressivos” que Deus deu, quando vivido dentro dos seus planos que são maiores e mais verdadeiros que os nossos.
Os rapazes e as moças acabam descobrindo os valores positivos que impeliram seus dirigentes a deixarem seus lares e serviços por três dias para se encontrarem e dizer-lhes “aquelas coisas formidáveis”

Organização

A - Secretariados

Os Encontros de Juventude são organizados sob responsabilidade de Dioceses ou de Províncias Religiosas, para assim possibilitar segurança e continuidade. Devem os secretariados estar equipados com pessoal e meios materiais para a realização dos Encontros.
A tarefa dos Secretariados é a de preparar os Dirigentes dos Encontros principalmente através da Escola de Liderança, organizar as equipes para cada Encontro, prover a tudo o que for necessário no campo econômico, auxiliar os núcleos de encontristas no trabalho de perseverança e apostolado, promover os reencontros.


B – Qualidades dos membros da equipe, antes, durante e depois do encontro

Introdução: os dirigentes, sob a liderança do coordenador, precisam moldar esse grupo de 42 encontristas numa comunidade cristã, afim de atingirem o ideal a que todos se propuseram. Somente quando eles puderem ver Cristo nos seus companheiros encontristas , é que poderão ver que a maturidade cristã é possível, nas suas próprias vidas. o desenvolvimento desse espírito de comunidade e respeito mútuo é essencial. os dirigentes devem incrementá-lo estando sempre juntos com os encontristas.
Toda a equipe tenha sempre presente que cada um é um pecador que luta. Nunca um Dirigente deve apresentar-se de outro modo. Ninguém é o ideal do cristão amadurecido. Todos estão tentando, e é através dos Dirigentes que os encontristas precisam ver que essa tentativa não é uma impossibilidade.
Não existe um jovem Dirigente Padrão: cada uma dá o que tem. Alguns terão tido dez ou doze anos de instrução religiosa em colégios católicos; outros nenhuma. Alguns terão sido seminaristas, outros católicos não praticantes. Haverá brincalhões e intelectuais. Todos porém, deverão ter de comum com os dirigentes, muitas honestidade, total dedicação, irradiante entusiasmo e uma vida apostólica que indique suficiente maturidade cristã.
Um dirigente deve ser, acima de tudo, honesto consigo mesmo. Ele precisa a todo o momento ser aberto e espontâneo com os encontristas. Não poderá conviver três dias falando de Cristo aos colegas, caso não tenha sido em sua vida particular coerente com seu ideais. Se, alguma vez, ele se demonstrar desonesto ou exibir uma falsa fachada, os encontristas perceberão e cessará seu valor como Dirigente.


Antes do Encontro

O entusiasmo de um jovem Dirigente deve ser tão grande quanto a sua responsabilidade. Deve estar sempre consciente de sua posição de líder, sabendo que a alegria e entusiasmo do grupo, depende de sua própria alegria e entusiamo. O entusiasmo principalmente do Dirigente, dará vida ao Encontro. O empenho em fazer uma turma “vibrar” não deve levar, contudo o Dirigente a se esquecer dos cuidados que deve dedicar a cada um dos encontristas. A alegria deve ser irradiada a partir de cada jovem, na descoberta da grande verdade: “ DEUS ME AMA”.
A honestidade, a dedicação e entusiasmo devem se enquadrar para um objetivo único que é a formação de uma comunidade eclesial. Tratando-se de comunidade, deve-se falar de dois pontos essenciais: harmonia e ordem.
A harmonia, que é antes de tudo compreensão e caridade, fará com que conflitos de personalidade com outros Dirigentes, um preconceito qualquer contra um encontrista, divergência com o Coordenador ou com os assistentes Espirituais, - tudo - e outros possíveis desentendimentos, sejam postos de lado, ou completamente esquecidos, ou melhor, não devem existir.


Durante o Encontro

O trabalho durante os dias de Encontro é exaustivo. A tarefa confiada a cada um é por demais importante para ser negligenciada. Procure cada um fazer bem o seu papel, não deixando nunca transparecer cansaço ou irritação. Um desvio de atenção, mesmo por alguns poucos momentos poderá prejudicar um encontrista na sua compreensão da maturidade cristã. uma falta de coerência( por exemplo, exigir silêncio dos encontristas e não observá-lo ) poderá impedir a ação de GRAÇA, sobre os jovens encontristas.
Nos encontros todos os Dirigentes participarão dos Grupos pretendendo-se que haja um em de cada em cada um dos grupos. Enquanto o Dirigente procura orientar os debates, respeitando a ação do chefe do grupo, o Auxiliar procurará observar as as reações dos encontristas, ainda que não deixando de participar ativamente dos debates. Tanto os Dirigentes como os Auxiliares não devem participar dos Encontros com problemas pessoais não resolvidos. A insegurança dos Dirigentes se refletirá nos jovens, diminuindo a eficiência da ação. Quanto aos problemas dos círculos se voltará a eles mais adiante.
A harmonia e o interesse contínuo para que cada ato se desenvolva como fora previsto, deve estar permeado de uma humildade muito sólida, que faz do dirigente um instrumento de trabalho nas mãos do Senhor. Esta humildade deve colocar o Dirigente em estado de contínua oração. E será esta humildade que o fará concorde com as solicitações feitas pelo Coordenador, que muitas vezes se verá na contingencia de tomar decisões não previstas no andamento normal dos trabalhos. O Dirigente colocar-se-á então plenamente a disposição do Coordenador ou dos Assistentes Espirituais, ainda que nem sempre possam eles explicar o motivo dessa ou daquela ordem.


Depois do Encontro

A qualidade básica do Dirigente é a sua dedicação ao Movimento de Encontro. Precisa compreender que o Encontro de Juventude não é um fim em si mesmo, mas o começo do desenvolvimento dos jovens como cristãos amadurecidos. Para isso o Dirigente deverá ter suas vistas voltadas para os dias de Pós encontro, quando os encontristas enfrentarão sérios problemas de vivência cristã. Não terá esta visão de conjunto o Dirigente que não se preparar suficientemente para esta missão. Preparação que envolve dede conhecimento dos dados sociológicos e psicológicos da juventude de hoje. Quem almeja participar como Dirigente dos Encontros de Juventude deve participar com persistência da Escola de Liderança, ler muito e ser coerente com sua vocação de evangelizador, agradecido a cada momento à graça que Deus lhe concedeu e trabalhar para a perseverança dos encontristras, dando continuidade ao Encontro com convites, informações e orientação nos primeiros meses.


Equipe

Ao se preparar um Encontro de Juventude, o Secretariado escolhe o Coordenador e um assistente Espiritual, e de acordo com ambos estuda as possibilidades da escolha dos demais membros da Equipe, dentre os que fizeram Escola de Liderança ou que tenham formação equivalente.
Os Encontros de juventude exigem uma equipe composta de ao menos 13 leigos e dois sacerdotes, a saber:

  • 1 Coordenador
  • 2 (ou mais) assistentes espirituais (Sacerdotes)
  • 6 Dirigentes para dar Palestras
  • 6 Dirigentes para auxiliarem no trabalho de grupo.

Outros sacerdotes, religio9sos ou leigos poderão ser convidados a participar do Encontro com alguma palestra c(como por exemplo : um casal para “Família , obra de amor”, ou para o testemunho de vida, sem ter a obrigação de permanecer os três dias com os encontristas.



Encargos

O Coordenador

Quer para rapazes, quer para moças, deve se jovem, com idade um pouco superior a média dos participantes, ou adulto com as necessárias qualidades para entender e falar a Linguagem do jovem. Em ambos os casos exige-se suficiente maturidade cristã, capacidade de liderança e coordenação, pois é sua principal tarefa assumir efetivamente o andamento do encontro. torna-se, pois, necessário que um Dirigente, antes de assumir a chefia, participe de vários Encontros.
Os Assistentes Espirituais deverão conhecer a fundo a técnica dos Encontros onde exercerão sua função específica de sacerdotes, quer como ministros do culto, quer como vínculo de união da comunidade que se pretende criar durante três dias. A um dos sacerdotes será confiado um serviço de maior responsabilidade, a quem caberá o encargo de preparar junto com o Coordenador e o responsável pelo Secretariado, a equipe dirigente. Os assistentes Espirituais deverão deixar ao Coordenador e aos demais dirigentes tudo o que se refere ao andamento normal do Encontro a fim de que fique evidenciada sua ação de Direção Espiritual.

Dirigentes:

são os encarregados de ministrar palestras ou de colaborar nos grupos. Não há limite de idade para ser Dirigente. Exige-se apenas amadurecimento cristão, honestidade, dedicação , entusiasmo. É dentro desta linha que preparará o que deve dizer, lembrando-se sempre que deverá transmitir vivência cristã, mais do que conceitos cristãos de vida. Função igualmente importante, é sua participação nos círculos que se seguirão às palestras.
Os jovens Encontristas poderão voltar aos Encontros de Juventude como dirigentes.
Sendo da mesma idade, falando a mesma linguagem, vivendo os mesmos problemas darão aos colegas que iniciam o sentido de possibilidade existencial de tudo o que se diz e que se vive.


Secretário:

todo o encontro, em sua preparação e execução deverá contar com um secretário que trabalhará ao lado do Coordenador, respondendo por tudo o que se refere à parte material:

a) preparação das listas para o dormitório, refeitório, sala de palestras, grupos;
b) receber as contribuições monetárias, quando o Secretariado a não houver recebido;
c) receber os encontristas no local determinado para sua reunião antes de, juntos, partirem para a casa onde se realizará o encontro de Juventude;
d) preparar todo o material escolar necessário e providenciar sua distribuição na sala de palestras;
e) cuidar da biblioteca, onde serão expostos , para venda, livros de formação ;
f) preparar a folha de endereços para o listão;
g)depois do encontro prestar contas de usa administração ao secretariado.


Aos Dirigentes serão distribuídos ainda os seguintes encargos

a) Sineteiro: responsável pelo horário, nas dependência do Coordenador b) Liturgia: responsável pela Liturgia, na dependência do Assistente Espiritual c) Bar: responsável pelo bar(boutique) na dependência do secretário d) Bem estar: responsável pelo bem estar na dependência do Secretário e) Disciplina: encarregado do dormitório( precederá sempre os encontristas no dormitório f) Folclore: encarregado da animação e do show, na dependência do Coordenador g) Caçador: encarregado de procurar os encontristas que ficam atrasados h) Contador: encarregado de contar os encontristas principalmente na sala de palestras i) Ligação: comunicará à cozinha o horário exato das refeições. j) Refeitório: encarregado de distribuir os lugares no refeitório.


A Equipe Dirigente deverá reunir-se várias vezes anates do Encontro para um conhecimento mútuo, e para tomar contato com todos os pormenores necessários. nessas reuniões serão distribuídos os os encargos de cada uma dos membros da equipe e se fará um prévio estudo dos jovens que participarão do Encontro.
Após o Encontro haverá uma reunião de revisão, na qual é necessário que todos tomem parte. De tudo o que se disser dentro da reunião, recai sob o segredo profissional.
Uma vez formada a equipe, todos os dirigentes deverão empenhar-se em orar pelo outro, procurando que as “alavancas” se multipliquem por parte das pessoas que compreendem o valor da oração.



Os Círculos

A partir da primeira noite, após cada palestra, haverá reuniões dos encontristas, por grupos. Cada grupo terá a presença de dois Dirigentes, os quis , porém , não assumirão a chefia do grupo, o qual de início deverá escolher um coordenador e um secretário. Os Dirigentes devem ter na mente o esquema da palestra em debate, afim de facilitar aos encontristas na discussão dos temas propostos. Ainda que os Dirigentes não devam assumir a direção dos círculos cuidem, contudo que os jovens não desviem para assuntos laterais ao tema em estudo. Esta preocupação se deve a finalidade mesma dos círculos que é a assimilação das verdades apresentadas na palestra e sua aplicação `as circunstâncias da vida de cada um dos membros dos grupos.
É através dos grupos que os encontristas poderão avaliar o conteúdo das palestras e examiná-las à luz de sua vida. Os debates, por conseguinte, devem ser abertos e flexíveis. Os jovens devem sentir-se livres para trazer à baila quaisquer idéias, perguntas ou críticas que julguem dever fazer. Manter essa atmosfera é a função vital do Dirigente no grupo. Quando porém, os Dirigentes percebem que algum encontrista está levando o debate para problemas por demais pessoais ou conduzindo o grupo para assuntos muito fora dos apresentados, deve intervir, quer dizendo ao grupo que o tema será tratado mais tarde, quer prometendo ao encontrista em questão , que poderá manter uma conversa particular com ele.
Não se deve bater questões teológicas nos grupos..Quando vierem à tona e for impossível evitá- las procure o Dirigente,caso perceba que o tema já não é de sua alçada ,a a presença do Coordenador ou de um Assistente Espiritual.
Os Dirigentes darão prestígio ao coordenador do grupo, mas aproveitarão todas as oportunidades para que todo o grupo se manifeste e participe. As dúvidas que surgirem devem ser debatidas pelo grupo todo e é o grupo que deve apresentar as soluções e não os Dirigentes.
Nenhum assunto deve ser considerado delicado demais para ser debatido. Há legiões de problemas que preocupam profundamente os jovens e por isso devem ser debatidos. Durante os debates, a ênfase deve ser dada aos problemas práticos e cotidianos de maturidade cristã . Os encontristas precisam ser levados gradativamente a constatar que todos do grupo, inclusive os Dirigentes tem pela frente os mesmos problemas na busca da maturidade cristã, e que somente juntos, com Cristo e através dele, poderão se resolvidos. O conhecimento dos membros do grupo e um discreto acompanhamento de cada um durante o Encontro é fator essencial para o bom desenvolvimento dos círculos. Façam, pois , os Dirigentes todo esforço possível pra identificar cada encontrista de seu grupo pelo nome, tomando conhecimento dos dados principais referentes à sua personalidade, qualidades, procedência. Para isso muito útil será um conhecimento prévio dos dados individuais que o Coordenador procurará fornecer nas reuniões preparatórias, e o uso da identificação (crachás) com o nome de cada um, que os encontristas e Dirigentes deverão levar consigo.
Na manhã do terceiro dia os grupos serão convidados a faz uma reunião de perseverança de conformidade com os dados do roteiro de vida. Esta reunião deve se revestir de toda a seriedade, pois não é simplesmente uma demonstração, mas de fato, uma verdadeira reunião de perseverança. A maneira como conduzi-la será previamente indicada pelo Coordenador.
Durante os círculos, de-se liberdade aos jovens para que , caso desejem, possam apresentar-se para conversar com os Assistentes Espirituais. Se as saídas se tornarem freqüentes um dos dirigentes tomará o cuidado de controlar de forma delicada, se a ausência dos encontristas se deve ao fato da penitência ou a outro qualquer, e tomará as providências que a prudência aconselhar.
Os grupos serão convidados também, a fazer, para cada palestra , um cartaz, com desenhos e slogans que representa em a idéia do tema. Todo o grupo deve participar do cartaz, pelo que sendo necessário, o grupo fará mais de um cartaz, dividindo-se o círculo em dois ou três pequenos núcleos. Cuidará o Secretário ou quem por ele, que haja material suficiente para os diversos grupos. No fim da primeira manhã e na noite do primeiro e segundo dia, os grupos serão convidados a apresentar um resumos de seus debates. A apresentação dos trabalhos será dirigida pelo Coordenador que estudará com os Dirigentes a melhor maneira de conduzir a apresentação, e em todo caso deverá se sintética e refletir a explicação dos cartazes que ao fim de tudo deverão ser expostos nas salas. Solicitados pelo Coordenador sobre suas opiniões com relação aos resumos, os dirigentes que fizeram palestras devem sempre mostrar-se otimistas quanto aos trabalhos apresentados. Tal maneira de proceder será de estímulo para os grupos.

Finalmente , para atingir os objetivos previstos, os Dirigentes devem praticar algumas normas
de conduta em grupo. Entre outras, é necessário observar os seguintes itens:
  1. Pontualidade: hora de começar e hora de acabar.
  2. Recorde, no início, se for preciso, as normas para uma boa reunião.
  3. Cordialidade: sorria, deixe fora do Encontro preconceitos e antipatias; fale com todos, não se deixe levar pela timidez, não interrompa, porém, quem está falando.
  4. Abstenha-se de falar, intervir, se a discussão estiver se desenvolvendo normalmente.
  5. Procure que todos tomem parte nas discussões; provoque os tímidos através de perguntas, para que dêem sua contribuição.
  6. Não adote atitude inflexível, mas tenha espírito aberto às contribuições dos demais.
  7. É muito importante, em discussões em grupo, o modo de falar. Os que ouvem, sentem sempre o reflexo do modo de nos expressarmos. Fale com entusiasmo, humildade, sinceridade e simplicidade. Fale de tal forma que cada um dos membros do grupo se sinta como se estivesse falando com ele.
  8. não admita ironia, a ofensa em questões pessoais, enfim tudo o que possa prejudicar o clima do Encontro.
  9. Na dinâmica do Encontro, a participação dos membros do grupo aumenta gradativamente.
  10. Nas primeiras reuniões será necessário maior participação dos Dirigentes. Nas últimas, sua atennção estará voltada mais para conservar o grupo dentro do tema e encaminhar as contribuições para que sejam convergentes quanto aos objetivos de cada reunião.
  11. Auxilie o Coordenador do grupo, mas não o substitua. Provoque discretamente sua troca, caso seja ineficiente. Em todos os momentos dê-lhe total apoio naquilo que se refere a direção dos círculos.

Animação

Animação durante o encontro
Os quatro pontos sobre os quis se constrói um Encontro de Juventude são: Piedade, Palestras (Estudo), Círculos e Alegria (Ação).

A Alegria é um dom da Juventude. No Encontro ela se torna “ a manifestação da Graça de Deus. A manisfestação exterior da alegria interior tem nos Encontros, dois objetivos. Pretende em primeiro lugar criar um clima de verdadeiro amor cristão, manifestado em mil solicitudes. Em segundo lugar,formar um ambiente de liberdade exterior, contrastando com a seriedade com que são vividos alguns momentos do Encontro. Às manifestações espontâneas de alegria se dá o nome de animação.
Os dirigentes devem preparar-se para formar o clima ameno. Para isso saberão de cor os cantos tradicionais. Terá o seu “estoque” de piadas .Saberá colher os pontos divertidos dos acontecimentos. A animação deverá crescer gradativamente e ser forcada. Deve-se acompanhar o nível de disposição interior dos encontristas. Os cantos foram estudados para momentos determinados, pelo que não devem ser cantados antes do instante pré-determinado. Haverá um Dirigente encarregado de regular a aprendizagem dos cantos pelos encontristas. Esse Dirigente se entenderá com o Coordenador sobre o ritmo que deverá se imprimir à animação pelos cantos. Nenhum dirigente deve precedê-lo, uma vez que estará sempre à frente dos demais comandando a alegria através dos cantos.
Quando a piadas ou outras manifestações jocosas, seu ritmo dependerá de cada turma. Nas reuniões que se farão a noite, se estudará o modo mais conveniente de proceder. Fica, porém, sempre de pé, que as brincadeiras não devem descer a nível baixo. Evite-se colocar em ridículo situações que envolvam a Igreja e as pessoas de respeito. Muitas vezes não é necessário contar piadas. Na tarde do segundo dia costuma-se fazer a apresentação da cozinha, organizando-se um pequeno show, que estará a cargo de um Dirigente.
Nos Encontros femininos faz parte da Animação um gesto simbólico de delicadeza e carinho: no almoço do último dia as Dirigentes presentes nos vários grupos oferecem às meninas de seu grupo uma rosa. Essa flor é a seguir depositada nos vários grupos aos pés do sacrário no instante da visita de despedida.