Dinâmica dos Encontros de Juventude II

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Horário

Noite da Chegada

  • Chegada: Boas Vindas
  • distribuição dos lugares no dormitório
  • jantar: boas vindas do Assistente Espiritual e do Coordenador
  • palestra: Amizade – plenário e apresentação
  • distribuição dos lugares na sala de palestras
  • avisos do Coordenador
  • palestra: Ideal – debate e conclusão
  • aperto total
  • Palestra Caminho de Damasco reflexão
  • oração da noite
  • motivação de silêncio
  • repouso
  • reunião dos dirigentes


Primeiro dia

  • 07:00 - Alvorada

Oração da manhã – meditação:Plano de Deus
Café – perguntas no refeitório – conclusão
Palestra: Filhos de Deus (Graça); debates – cafezinho
Palestra: Família de Deus (Leigos) - debates - resumo
Apresentação dos trabalhos


  • 12:30 - Almoço de recreio

Perguntas no refeitório – debates – conclusão
Palestra Desamor reflexão - resumo – cafezinho
Palestra – capela: dezena do terço, orações, colóquio
Salão de inverno: murais e slogans


  • 18:30 - Jantar e recreio

Palestra: Penitência – Reflexão
Recolhimento (sala de palestras, capela, conversa com o padre)
Plenário – avaliação
Chá – oração da noite
silêncio (motivação) - repouso
reunião dos dirigentes – capela - repouso


Horário Pormenorizado

Noite de Entrada ou Noite da Chegada

  • Chegada dos dirigentes

Os Dirigentes deverão chegar antes ao local do Encontro (excetuando os que chegarão com os Encontristas). Logo ao chegar dirigir-se-ão à Capela para o oferecimento do Encontro.
Dirigir-se-ão depois à cozinha pra cumprimentar a Equipe da Cozinha. As bagagens deverão ser colocadas nos próprios quartos e cada um dirigir-se-à para o local que lhe foi confiado.

  1. sala de palestras: arrumação do material: caderno, lápis ou esferográficas, crachás, disposição da sala, carteiras e cadeiras, cinzeiros e material excedente no lugar devido.
  2. Dormitório: distribuição dos nomes, etc.
  3. Enfermaria: verificar se tudo está em ordem
  4. Chegada dos encontristas

Uma vez conferida a presença dos candidatos, no local estabelecido para a reunião. O secretário acompanha os encontristas até a casa onde se realizará o Encontro. Com o Secretário, e distribuídos em vários pontos da condução, estarão alguns dirigentes que o auxiliarão no cuidado da turma. Os encontristas devem chegar no local do Encontro, pelo que é bom que haja condução providenciada para esse fim. Conduções particulares tem atrasada a chegada de muitos, o que atrapalha o início das atividades.



Ao chegar ao local do Encontro, todos aguardam ordens numa ante-sala. Pode-se servir um café ou refresco. Esta espera não pode ser demorada. É importante que todos permaneçam no local. Também os dirigentes, e não se espalhem casa adentro.

Os dirigentes que não estiverem ocupados, desde logo procurem manter contatos com os participantes e prestem a eles os pequenos serviços necessários no momento, evitando, assim, que os dirigentes e encontristas formem grupos isolados. É um momento em que os jovens se sentem inseguros, apreensivos e desconfiados. A cordialidade dos dirigentes é fator de grau da imporância nesse início (ajuda-los e trazer as malas, cumprimenta-los, etc).


3 – Distribuição dos lugares no dormitório


Sem muitos rodeios, e deixando para mais tarde qualquer saudação individual, o Coordenador anuncia que vai distribuir os lugares no dormitório. Comunica que terão tempo para a arrumação das próprias coisas e um rápido asseio. O solicita a cooperação de todos para que aceitem o lugar que lhes foi designado, avisando que a um sinal dado. Todos devem dirigir-se ao refeitório.

Os jovens, a seguir, em pequenos grupos e acompanhados por um Dirigente, encaminhar-se-ão ao dormitório a medida que seus nomes forem lidos pelo coordenador. Os dirigentes tenham cuidado em não permitir trocas de lugares. Em caso de insistência, digam que aceitem por aquela noite o lugar designado, pois no momento, as trocas atrapalhariam a boa ordem dos trabalhos, deixando para resolver o caso no dia seguinte, com o Coordenador. O espírito que se cria, logo em seguida, acabará resolvendo essa resistência inicial. A permanência no dormitório deve ser rápida, dirigindo-se o grupo, logo em seguida para o refeitório, onde se servirá o jantar.


4 – Refeitório


Os jovens poderão escolher livremente seus lugares. Alguns dirigentes devem entrar antes, distribuindo-se em vários lugares, a fim de melhor observarem os grupos naturais que se formam e sevirem às mesas. O jantar deve ser alegre, sem forçar. Se necessário, para quebrar o gelo, alguma piada. Normalmente se comenta a viagem; pode-se contar piadas na mesa. No final, O assistente Espiritual toma a palavra para uma saudação de boas-vindas. Deve ser breve. Afirmará que todos, inclusive os padres, serão orientados pelo coordenador, durante o Encontro. Mencionará que qualquer problema deve ser encaminhado a ele, passando-lhe, em seguida, a palavra. O coordenador, após saudar os participantes, fala-lhes de entusiasmo, alegria, doação, que devem reinar durante ao Encontro. Comunica-lhes, também, que um dos dirigentes fará um bate-papo com a turma, sobre a importância de se criar um ambiente de intensa fraternidade. O termo ‘BATE-PAPO’ define bem o que se pretende com esta primeira palestrinha. O dirigente, apresentado pelo Coordenador, deverá interessa-los para uma reflexão conjunta sobre o assunto da amizade, trabalho em grupo e comunidade. Na verdade, uma das facetas importantes do encontro é dar aos jovens uma experiência vital de ‘VIDA EM COMUNIDADE”. Isso os animará a formar uma comunidade nos ambientes de onde tenham vindo ou a inserir-se nas comunidades já existentes. Os dirigentes, ao fim de seu bate-papo, formulará três perguntas que deverão ser respondidas pelos jovens agrupados nas mesas onde acabarão de jantar, após suficiente tempo de reflexão e debate:

1)– O que é a amizade? 2)– Por que o trabalho em grupo é mais eficiente? 3)– O que é comunidade?

Nesse momento, distribui-se papel e lápis para cada grupo, a equipe dirigente distribuída nas mesas participará dos debates, cuidado de não interferir diretamente ou monopolizar a discussão. Seu papel será o de animadores, conduzindo o grupo para reflexão e o debate.

Após 15 minutos, o dirigente do bate-papo retoma a orientação dos trabalhos, convidando o grupo a apresentar suas repostas. Chamará atenção para os elementos mais importantes de cada resposta. Usando dos elementos apresentados, dar-lhe a noção exata da amizade, de grupo, e comunidade. Mostrará as interligações existentes e as riquezas que daí decorrem. Encerrará seu serviço com convite à formação, nos três dias, de um verdadeiro ambiente de comunidade, e a levar a experiência que se inicia, para seus futuros lugares de trabalho.


5 – APRESENTAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA SALA DE PALESTRA


O Coordenador retoma a direção dos trabalhos, convidando a todos a iniciarem de imediato a vida de amizade que foi estudada. Isto se dará de início por meio de conhecimento um dos outros. Pede, então, que cada qual, por sua vez, levante-se dizendo seu nome, onde estuda, que série cursa, o que pretende ser no futuro, profissão que exerce, onde trabalha, esporte ou arte preferida, hobbies, ou outros interesses particulares, etc

Em seguida, remontando ao bate-papo inicial, o Coordenador anuncia que, para maior eficiência, todos trabalharão em grupos. Lê o nome dos componentes de cada grupo com seus dirigentes e os convida a passarem à sala de palestras, onde ocuparão os lugares designados. É o momento para se iniciar um primeiro canto. O Coordenador dá as orientações necessárias para o bom andamento das atividades. Explica o uso do material que se encontra sobre as carteiras. Insiste para que tomem nova durante as palestras, ao menos como exemplo.


6 – PALESTRA IDEAL


No início, citar exemplos de nomes que se realizaram plenamente (homens ilustres e humildes também). Deles, todos dizem: “eles sim, que souberam viver seu ideal”. É uma realidade da vida de cada dia, vermos tantos homens marginalizados, irrealizados, jovens descontentes, frustrados, desesperados. Deles também ouvimos dizer: “Não tem ideal... Mas o que é Ideal?

O dicionário nos diz: “objeto de nossas mais altas aspirações. Força interior que impulsiona uma pessoa para o seu objetivo”. Nós diríamos:

força interna que move o homem em direção a valores. Os homens vivem correndo atrás à procura de valores, e se esquecem que há duas classes distintas de valores:

- Valores permanentes: os que acompanham o homem de todas as épocas, sem que possam ser esquecidos: Justiça, Liberdade, Responsabilidade, Lealdade, etc.

- Valores Transitórios: os que variam conforme a época, mas que são necessários ao crescimento dos valores permanentes. Tais como dinheiro, progresso técnico, moda, método de educação, etc.

Infelizmente, há homens que invertem os papéis, colocando como único objetivo de suas vidas os valores transitórios.

Como conseqüência, a realidade nos mostra o desânimo, o desespero e a irrealização em muitos rostos. Estão à beira do fracasso profissional familiar, social, total, porque querem vida fácil, sem compromisso, e cômoda. Têm eles a inteligência para conhecer e ver a vontade para escolher e seguir. A inteligência lhes motra um ideal grande, possível, real, dinâmico, à vontade, porém, compete decidir e escolher; e após ter escolhido a necessidade de força para seguir... para levar em frente.

E nós, jovens, nos conhecemos para poder valorizar decididamente o que temos e o que somos? Revistas, rádio, televisão, cinema, jornais, tudo fala de jovens. E greve, passeata, encontro, debates, etc... mas é razão para os jovens serem best-sellers internacionais?

Juventude é a idade da descoberta, de construção de opção, de engajamento.

Idade de descoberta: Descoberta de si: EU

                                   Descoberta do outro: EU-COM-O-OUTRO
                                   Descoberta do mundo: EU-COM-O-OUTRO-NO-MUNDO

Em conseqüência, descobre que foi feito por amor e para amor Tende para o amor

                                                          Só será feliz amando.

Idade da construção: - Construção de si

                                                       do outro
                                                       do mundo

Idade de opção: até aqui, o jovem recebeu. O que vai começar a fazer, e a dar? Opção consciente – adulta – livre

Idade de engajamento: engajamento na família

                                                          no grupo
                                                          na sociedade (mundo)

O jovem que se descobre como pessoa, quer construir a sua personalidade, o seu EU, e opta por essa realização, engajando-se no seu meio, no seu ambiente, no seu grupo.

E você, qual a sua resposta? Já teve algum ideal na vida? Sua vida seria a mesma se tivesse tido um ideal a norteá-la? Conhece homens cujos ideais o influenciaram? (Pais, amigos, mestres) Não me interessa saber qual o seu ideal. O importante é que você o tenha. Pois é na juventude que se colocam as bases de um grande ideal. Aqueles homens que hoje nós admiramos, que se realizaram, viveram o seu ideal a vida inteira e não só por momentos. “Diga-me onde você gasta o seu tempo livre, seu dinheiro, em que você pensa continuamente; com que preocupação te delonga mais, e eu direi qual é seu ideal”.

Se hoje fosse passado um filme diferente – cujo principal personagem fosse você – o filme de sua vida – que pessoas você gostaria que assistissem? Seus pais, amigos, namorada? – Ou se você morresse hoje, haveria algo para se escrever sobre a lápide de seu túmulo?

Lembre-se: quem vive bem, vai de ideal.

	                   e só o ideal faz sua vida render o máximo

Só o IDEAL lhe dá o MÁXIMO...

Perguntas: 1- o que é ideal? 2- quais as qualidades do ideal? 3- que são valores transitórios e permanentes?


7 – MEDITAÇÃO “O CAMINHO DE DAMASCO”


Finalidade: dizer aos encontristas, sem rodeios, que a razão principal do Encontro é dar-lhe uma ocasião para um encontro pessoal com Cristo. “Cristo marcou um encontro com você aqui, hoje, como marcou um encontro com Paulo no caminho de Damasco”. Partindo do encontro de Damasco, o padre mostra que Paulo foi homem de fibra, fanático em suas convicções, acérrimo perseguidor dos cristãos por coerência com seus princípios, homem de grande ideal, embora mal orientado. Depois de se encontrar com Cristo nessa maneira violenta, depois de ouvir Ananias, que lhe falou do Senhor, mudou radicalmente a orientação de sua vida. Tornou-se um apaixonado por Cristo, o fervoroso criador de comunidades cristãs que pelo amigo foi até a morte. Fez de Cristo o ideal de sua vida: “Para mim, o viver é Cristo”. Da mesma forma, Cristo chama agora para o Encontro Pessoal, lhes envia muitos Ananias (Equipe de dirigentes). Para lhes falar desse Cristo, que talvez não conhece perfeitamente. Se forem capazes de ouvir tudo o que esses Ananias tem a dizer, poderão se transformar, mudar radicalmente o rumo de suas vidas. Tornarem-se apaixonados por Cristo, fervorosos criadores de comunidades cristãs.

Observações: Esta meditação deve ser contagiante. O Sacerdote deve transmitir entusiasmo, não só ter, mas demonstrar ter certeza daquilo que afirma. Preste-se particular atenção para não apresentar o Encontro com Cristo, como algo sensível. Deve-se mostrar claramente que tudo se passa na base da descoberta de um Cristo pessoal e amigo que não conhecia ou se conhecia à distância.


8 – REFLEXÃO, DIÁRIO, MOTIVAÇÃO DO SILÊNCIO, ORAÇÕES REPOUSO


A partir deste momento, depois de cada palestra ou meditação, se fará um tempo de reflexão. Esta reflexão pessoal é importante dentro da dinâmica do Encontro. Todos deverão empenhar-se de criar um ambiente favorável. No início, o tempo será curto, prolongando-se com o amadurecimento da turma. Cabe ao Coordenador sentir o ambiente e saber interromper logo que o clima comece a baixar.

O Coordenador apresentará, então, o diário. Todos terão o caderno e nele acentarão anotações pessoais, nos momentos de acontecimentos que mais os impressionaram. Será o diário de uso exclusivamente pessoal. O Diário, diz a experiência, é peça altamente válida durante e após o encontro. Todos devem cooperar para que seja bem aproveitado. O tempo que a ele se dedica. Após o diário, dirigem-se em silêncio para a Capela onde são rezadas as orações da noite. Depois, um dirigente falará brevemente sobre a necessidade do silêncio para a reflexão e para a preparação dos grandes momentos da vida.

Fala de necessidade do silêncio no momento em que estão vivendo. Convida a todos para que guardem silêncio até o café da manhã seguinte. Motiva o silêncio como autenticidade e introspecção (os jovens enfrentam, não fogem dos problemas). Haverá sempre um responsável pelo dormitório que, auxiliado por outros, dará assistência devida, atendendo as necessidades que surgirem, cuidado de boa ordem. O responsável permanece no dormitório até que todos se têm acomodados, e que tudo esteja calmo. Deve proceder os jovens que entram no dormitório (luzes acesas e presença amiga).

N.B.: O silêncio é para todos. Os dirigentes devem dar testemunho.


9 – REUNIÃO DOS DIRIGENTES


Os encarregados se ocuparão da limpeza de vários ambientes, o que, se possível, se fará durante o tempo de asseio dos encontristas.

Logo após, todos os membros da equipe se reúnem sob a direção do Coordenador. Fazem uma rápida avaliação dessa primeira noite. Relembram o horário do dia seguinte. A ordem dos trabalhos gerais e as incumbências apresentam-se também, os problemas ou dificuldades surgidas.

Ao final, irão à capela para uma visita coletiva ao Senhor. Retirar-se-ão no mais absoluto silêncio para repousar.

Não são permitidas alavancas especiais dos dirigentes à noite, e nem devem estar repassando palestras que já devem estar bem preparadas a essas alturas.

PRIMEIRO DIA

1º - ALVORADA E MEDITAÇÃO “PLANO DE DEUS”

A equipe levanta-se um pouco antes dos demais. Se a equipe assim o desejar, um dos Sacerdotes pode, a esta altura, distribuir a comunhão. O responsável pelo horário, acorda a turma ao som da sineta. O asseio deve durar trinta minutos. A um sinal do sino, todos se dirigem à Capela para as orações. A meditação breve, a uns 15 minutos, que deve seguir-se às orações será feita por um dos Sacerdotes, este apresentará em forma de “COLOCAÇÃO”. O Plano de Deus, através da história da Salvação não se trata, aqui, de contar a história da Salvação, nem de dissertar sobre o tema, mas levantar tópicos a exemplo do que faz a “Anáfora IV”, levando os jovens à reflexão, tal tema será desenvolvido durante todo o dia.

2º CAFÉ

Na passagem da Capela para o refeitório, inicia-se um dos cantos conhecidos. Os jovens, ao entrarem no refeitório, encontrarão seus nomes distribuídos nos vários lugares. Isso fará com que não se forme “grupinhos” a partir do café. Em todas as refeições, os nomes serão trocados, havendo um dirigente encarregado da troca.

Terminado o café, o Coordenador ou um Dirigente, no refeitório, apresenta e explica a pergunta que deverá ser respondida pelos grupos logo após: “Qual a finalidade de Deus ao criar o mundo e você? E não você sozinho? Mas você ao lado dos outros?” O debate é feito no mesmo lugar do café. O tempo não ultrapassa os 10 minutos.

A finalidade desta pergunta é desencadear um interesse e uma busca de solução, pois ela traduz um anseio profundo nos jovens: o porquê de sua existência.

A meditação já trouxe alguma luz, mas dificilmente. Eles seriam capazes de responder perfeitamente. Isto será muito bom, pois necessitando de uma resposta, seguirão com interesse as duas palestras seguintes, que irão dando todos os elementos para a solução.

Ao som da sineta, todos se calam e cada grupo tentará apresentar uma resposta. Os elementos certos devem ser valorizados. Quem dirige os trabalhos convidará a todos a porem um ponto final na busca da solução. Anuncia-se que as palestras que as seguirão hão de ajudar na pesquisa. Depois deles, cada grupo formulará sua resposta completa. Após este plenário, todos se dirigem à sala de palestra, onde o coordenador apresenta quem fará a primeira palestra do dia.

3º PALESTRA “FILHOS NA FAMÍLIA DE DEUS” (GRAÇA)

Finalidade: continuando a solução da questão apresentada, essa palestra mostra que Deus não quis simplesmente que nós fôssemos criaturas, como as demais, mas seu sonho foi fazer de mim e de cada um de nós, seu filho, e filho verdadeiro. E se filho, também herdeiro. A herança será a felicidade para a realização – perfeita desta família de amor em Deus. A partir desse, ocorreu nosso peregrinar pela vida. A palestra mostra como o homem recusou e rompeu o plano de Deus. Mostra a filiação divina reconquistada por Cristo e chega até nós através de sinais: os sacramentos ,dentre eles, o batismo. Este é apresentado como a nossa inserção em Cristo, como ponto de união entre a morte e a ressurreição de Cristo, e a nossa vida. Essa vida divina que nos é dada pelo batismo é a que chamamos graça santificante, fazendo-nos filhos de Deus, a)nos faz irmãos uns dos outros e irmãos de verdade “conseqüências...” b)nos torna Santos Santidade Verdadeira...

Daí as conseqüências: o Batismo exige de nós uma conversão inicial e continuada, uma coerência de vida: viver como filhos de Deus. Nesta fase da vida, exige-se de nós uma opção livre e responsável: aceitar a nossa posição e assumir nossas responsabilidades.

A palestra termina afirmando que esta opção inclui um risco. Muitos o assumiram e se sentem felizes. Mas compete a você, unicamente a você, responder se vale ou não a pena optar. Se vale ou não a pena viver como filhos de Deus.

OBSERVAÇÕES: nesta palestra, corre-se o risco de se ficar em um plano de conceitos e distinções teológicas. Como as demais, deve ser prática, vital. Deve levar os jovens a encarar seriamente a necessidade de uma opção livre e responsável diante do apelo a uma vida cristã autêntica. Segue-se à reflexão e os debates com as perguntas:

1)qual o sentido e as exigências do Batismo? 2)O que significa: “somos filhos de Deus e o somos de fato?”

4º PALESTRA “FAMÍLIA DE DEUS (LEIGOS)

Finalidade: mostrar que o sonho de Deus foi de que o homem viesse em uma família de amor, família dos filhos de Deus. Deus que é amor, que é família trinitária, e que cria o homem para viver em família. Quis também que o homem fosse livre, dando-lhe a liberdade. O homem, usando mal da liberdade, “desamou”, cortando a relação com Deus. Desmanchou o vínculo da união com os homens.

Mas Deus insiste no seu sonho, e através dos tempos, vai chamando os homens e tentando recompor com eles a sua família. Enviou, finalmente, seu Filho Jesus Cristo, que já em sua pessoa uniu à natureza divina, a natureza humana, vindo a unir os homens à Deus.

Cristo inicia a sua missão fundando e recompondo um pequeno grupo, a comunidade de jovens pescadores, que deverá desenvolver-se até constituir uma grande família, um grande povo, não mais limitado, mas aberto a todos os homens e radicado na lei do amor. A partir desta noção, mostrar que a Igreja não é nem templo nem a jerarquia, Igreja é família, o Povo de Deus, o Corpo Místico de Cristo. Igreja, somos nós. Daí, nossas obrigações como membros vivos e operantes da Igreja. Daí a atualização do “amai-vos uns aos outros”, levando até as últimas conseqüências. Daí a razão de nosso nome de cristãos. Devamos ser “sinal de Cristo”, “sinal de amor” no meio do mundo.

OBSERVAÇÕES: não se trata de uma aula, nem de uma manta de retalhos de citações do Concílio ou da Bíblia. A doutrina deve ser traduzida em mensagem simples e vital, e partir dela para conseqüências práticas e atuais. Deve ser uma palestra “quente”, transmitindo vivência e não apenas conceitos.

O tempo é de 40 minutos. Após breves instantes de reflexão, após o qual todos saem para o debate sobre as perguntas: 1) o que é a Igreja? 2) qual a missão do leigo na Igreja?

Durante o debate, pode-se aproveitar para bater as fotos dos grupos. Antes de voltar à sala, pode-se servir um cafezinho.

Os dirigentes permanecerão constantemente ao lado dos encontristas, não se permitindo a si mesmos regalias, como por exemplo: o cafezinho na cozinha, o atraso ao voltar à sala das palestras, etc. O dirigente responsável pelo horário, manter-se-á continuamente em comunicação com o o Coordenador, a fim de dar sinal para o início ou término das ações.

5º APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS

O Coordenador orienta os trabalhos. Cada grupo apresenta as conclusões a que chegou em ambas as palestras, e por fim a resposta à questão proposta no início da manhã (no refeitório). Com as respostas, e, se preciso, com a colaboração da turma e dos dirigentes, procura-se chegar a uma solução clara e satisfatória. O plenário, porém, deverá ser rápido. É oportuno neste plenário pedir aos encontristas que dêem um nome ao próprio grupo, citando uns exemplos positivos.

6º ALMOÇO E RECREAÇÂO:

O dirigente responsável pelo refeitório já deverá ter trocado os lugares de todos. A equipe dirigente servirá à mesa. As sãs alegrias e oportunas brincadeiras ajudarão a manter crescente o clima de animação.

Durante o tempo livre, após o almoço, é importantíssima a presença de toda a equipe “misturada” á turma, embora isso custe algum sacrifício. É um momento precioso – para o conhecimento das pessoas. Como nem todos estão ainda bem entrosados no ambiente do Encontro, a ausência ou descuido dos dirigentes poderia dar ocasião a situações desagradáveis e uma baixa no clima que se vinha criando.

7º APÓS O RECREIO: “CONTRASTE!”

Após a recreação, no refeitório ou no salão de inverno, um dirigente propõe à turma reunida uma nova questão.

Apresenta gravuras e manchetes de jornais que mostrem a situação do mundo. Compara-se com as conclusões da manhã: o sonho de Deus era que os homens construíssem uma verdadeira família de filhos e irmãos alicerçada no amor.

PERGUNTAS: 1 – Por que razão não se realiza o plano de Deus? 2 – Teria Deus falhado? 3 – Quem seria o responsável? 4 – Será possível a realização do plano de Deus?

Embora a questão seja unitária, a pergunta está dividida para facilitar o debate. Após 10- ou 15 minutos, faz-se o plenário: cada grupo, como de manhã, apresenta a sua resposta. A partir dos elementos apresentados, o Padre desenvolve a palestra do Desamor (na sala de palestras).

8º PALESTRA “DESAMOR”

Finalidade: Mostrar que Deus, querendo a realização do seu plano, deu ao homem uma lei interna, a consciência, que lhe mostre o bem e o mal. Além disso, uma lei externa, os mandamentos, que Cristo resumiu no “Amarás a Deus e amarás ao próximo”. Mas o plano de Deus é um plano de amor e, nele, quis que o homem fosse livre. O homem, usando o mal de sua liberdade, falseando sua consciência, não aceita, respondendo NÃO ao plano de Deus.

A esse “NÃO”, chamamos PECADO. Pecado, pois, é a rebelião do homem ao plano divino. É um NÃO categório à lei de Deus, à lei do Amor.

Destruir os conceitos falsos e infantis de pecado. Esclarecer as condições de culpabilidade: conhecimento claro (saber) e consentimento (querer). Prevenir contra o pecado ato (tropeçar), mas frisar o perigo do pecado estado (vida em pecado), o que é um absurdo para um cristão.

Apresentar o pecado como ruptura com Deus – fracasso pessoal: não realização de tudo o que vimos: progressiva escravidão – causa de todo o mal no mundo – de catástrofe final: perda de Deus, impossibilidade de amor: inferno.

Advertir sobre as causas do pecado: a desarmonia das nossas faculdades em nossa natureza decaída: o mundo que nos rodeia – o demônio e suas tentações.

Daí a pergunta: “É possível viver com filhos de Deus?” – é possível realizar em nós o plano de Deus? Nós, sozinhos, com nossas próprias forças, não: “sem mim, nada podeis fazer”. Mas “tudo posso naquele que me dá forças”. Pela graça de Deus, sou o que sou, e sua graça não foi inoperante em mim.

Mostrar claramente que Deus, diante de nossa incapacidade e querendo, assim mesmo, a realização de seu desejo, vem ele próprio em nosso auxílio, a que chamamos de graça atual.

Fazer ver que depende de nós aceitar ou não este auxílio. Até Deus respeita a nossa liberdade. Daí, a nossa responsabilidade acrescida pelo fato de ser um auxílio transitório. Passa e não volta.

Definir a atitude nossa de cooperação com a graça se quisermos vencer – lutar pela harmonia e jerarquia das nossas faculdades (sentimentos, sujeitos à vontade e iluminados pela inteligência) – fortalecer nossa personalidade pelo exercício de uma liberdade autêntica, pela formação da vontade rija, eplo enriquecimento da nossa capacidade de amar, eliminando as manifestações de egoísmo; humildade e confiança manifestadas principalmente pela oração.

OBSERVAÇÕES: A palestra deve ser viva, pois a hora é ingrata. No final, lê-se as alavancas, como testemunho: uma humildade que reconhece incapacidade e uma fé no valor de oração, e uma demonstração prática do espírito de Igreja, uma solicitude amorosa de uns pelos outros dentro da Família de Deus.

Perguntas: 1)qual o sentido do NÃO ao plano de Deus? 2)O que é pecado ATO? E pecado ESTADO? 3)O que é graça atual?o da vontade rija, eplo enriquecimento da nossa capacidade de amar, eliminando as manifestaç), o que

9º PALESTRA FÉ

Finalidade: partindo das palestras anteriores, em que se apresentou o plano de Deus e nosso respeito, mostrar-se-á que fé é justamente a nossa adesão ao plano de Deus, o nosso Pai, Adesão à Pessoa de Cristo e a seus ensinamentos. Ficou claro que nossa posição de batizados exige coerência de vida. Fé, por conseguinte, é responder com a vida ao chamado de Deus. Não é apenas acreditar em alguma coisa, em algumas teorias ou mesmo verdades, mas aderir a uma Pessoa. Daí, se entende que cristão é aquele que vive de fé, e que fé é vida.

Os encontristas, na idade em que estão, manifestam “dúvidas de fé”. Cumpre ajudá-los a entender que isso é resultado natural do seu amadurecimento, crescimento, cultura e transformações de mentalidade. Resultado natural da ruptura que o adolescente faz no mundo dos adultos, e com os padrões estabelecidos, nos quais incluem também a religião de Deus. Caminhando para uma maturidade sempre crescente, cabe fazer um re-exame de suas posições. Portanto, diante das dúvidas, é condenada a atitude

a)dos que abandonam tudo (isto é bobagem...), em uma atitude infantil, sinal de imaturidade; b)dos que acomodam-se e vão vivendo a sua religião, roteiros, sem convicção c)dos que se instalam nas dúvidas para viver como querem, para coonestar o próprio modo de vida.

O necessário é enfrentar as dúvidas e resolve-las...

Fé não é sinônimo de ignorância: aceitar tudo de olhos fechados. Nós só podemos aceitar uma fé esclarecida.

Outra afirmação generalizada da juventude: eu perdi a fé: é preciso mostrar-lhes que perderam o que deviam ter perdido: a fé, ou melhor, a religiosidade infantil, baseada nas afirmações dos pais e professores, sem nenhuma consistência.

Mostrar que se abre para todos, gora, uma fase de amadurecimento para uma fé adulta, que é adesão a um Deus Pessoal, traduzida numa religião de vida: Piedade – relacionamento amigo com o Pai.

Muitos jovens queririam ser coerentes com sua fé, queririam viver um cristianismo autêntico, mas vendo diante de si “caricaturas” de cristãos, se decepcionam. Recusam ser cristãos para não serem os exemplos. Outras vezes, percebem a inconsistência dessas caricaturas, mas, faltando-lhes coragem para se desinstalar de seu cristianismo acomodado, defende-se entrincheirando-se atrás desses pretextos. É preciso, pois, destruir esses falsos conceitos, mostrando que cristão autêntico não é:

o carola, o beato, o rezador, o beija-santo aquele que chamamos de “católico”, mas vive de práticas religiosas – orações, novenas, procissões, romarias, sem s entender, sem nenhuma coerência de vida. Fazem, de religião, de superstição: o mascarado, falso, hipócrita, reveste uma fachada de santidade, reveste uma túnica de justiça, que não passa de uma máscara escondendo sua podridão.

Cristão autêntico é aquele que luta para conservar a graça de Deus. É o que se esforça para viver como filho de Deus as 24 horas do dia. Que orienta toda a sua vida para o Pai. É o que realiza em si o santo do século vinte. Santidade ao alcance de todos, que será: - vivida com naturalidade; conquista com coragem viril, caliente; expressa com alegria e entusiasmo contagiante.

Esta palestra termina com um testemunho pessoal, mostrando como sua vida mudou depois dde seu Encontro com Cristo, depois que resolveu aderir a ele as últimas conseqüências, inserindo-se em uma comunidade cristã e nele trabalhando.

10º ORAÇÕES NA CAPELA E JANTAR

Após uns instantes de reflexão, o Coordenador convida a todos para passarem à Capela. Aí, reza-se uma dezena de terço, precedida de uma breve e resumida ‘meditação mistérios’. Faz-se a “oração dos fisis”, pedindo por todos os participantes. O Coordenador ou um dirigente anteriormente preparado conclui com suma oração colóquio com o Senhor presente no sacrário.

Não haverá debates. Os dirigentes convidarão os seus grupos para azem o mural, ilustrando graficamente as idéias centrais das palestras.

A um sinal do encarregado, todos irão para o refeitório. A animação deve se bem dosada. Procure-se criar um ambiente de alegria serena, evitando-se as manifestações ruidosas que chorariam neste momento. Cabe a cada dirigente provocar uma conversa calorosa e animada da qual todos participam, tirando-se, assim, de uma atitude introspectiva que, durante a refeição, seria prejudicial. Os dirigentes procuram conservar um ambiente de calor humano.

Depois do jantar:

- recreação para fazer murais e conversar com os dirigentes (trabalho de corredor)

11º PALESTRA “PENITÊNCIA”

Um dos sacerdotes, partindo da mensagem do Evangelho, mostra a solicitude do Pai que nos chama de volta à casa paterna. Pai que compreende, perdoa, esquece e se alegra com a volta. Apresenta o sacramento da penitência como instituição de Cristo. “Sinal” da volta à casa do Pai e do perdão que ele nos dá. Mostra a visão comunitária da penitência. A penitência é uma volta à comunidade dos filhos de Deus.

Três lugares são muito importantes e alegres na igreja: - a pia batismal, o altar e o confissionário. E deveriam ocupar lugares de destaque.

Adverte que a confissão é uma das partes da Penitência. Procura desmanchar os costumeiros preconceitos contra a confissão. Esta palestra não irá além dos 30 minutos.

12º RECOLHIMENTO

Depois desta palestra, o Coordenador anuncia um tempo de recolhimento. Inicialmente, haverá silêncio perfeito para todos, a fim de uma reflexão pessoal, encontro com o diário, conversa com os sacerdotes, oração na capela. Depois de uns 15 minutos, os que desejarem poderão sair da sala, para outras atividades, como resumos, murais, troca de idéias com colegas, dirigentes, etc. Na sala de palestra, contudo, continuará o silêncio e o recolhimento.

O Coordenador não tenha receio de motivar bem este tempo de recolhimento, pois ele foi colocado para atender aos contínuos pedidos dos jovens que queriam um tempo de reflexão, para estarem à sós, ainda que nem todos consigam guardar silêncio por muito tempo.

Todos os dirigentes cooperam, lembrando-se de que o recolhimento é também para eles. Os sacerdotes, durante todo o tempo, estarão à disposição para atender os encontristas.

13º APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS

Após um tempo suficiente dedicado “às conversas” com os padres, e confissões, o sineteiro dá sinal para o plenário na sala de palestras.

Segue-se a apresentação dos trabalhos, dos murais e dos slogans. No final, o Coordenador faz, com a colaboração de todos, uma rápida avaliação do dia, revendo o andamento dos trabalhos, o entrosamento dos grupos, a vida de fraternidade, colaboração e alegria, as práticas de piedade...

Aceitará, o Coordenador, todas as apreciações e críticas, e terá a habilidade de salientar os pontos positivos e o progresso alcançado.

14º FIM DO DIA

Chá Orações da noite na Capela Silêncio: O coordenador motiva o silêncio e recomenda que se deitem logo e procurem repousar para os trabalhos do dia seguinte. Recorda que os colegas precisam de recolhimento. Parar para concentrar-se.

Os dirigentes responsáveis da limpeza e arrumação dos ambientes se ocupam do que lhes cabe.

Haverá, como na noite anterior, a reunião dos dirigentes. Se a equipe quiser e preferir, um dos padres poderá distribuir a sagrada comunhão a seguir, em lugar de manhã cedo. A seguir, oração e o repouso.