Exorcismo

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"Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles" - Dom Bosco


Sobre o exorcismo
Por que o maligno invade uma pessoa?
Qualquer um pode praticar?
Como se manter liberto do mal
Família Salesiana


O exorcismo é uma forma de sacramental. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, sacramentais são sinais sagrados instituídos pela santa mãe Igreja, pelos quais, à imitação dos sacramentos, são realizados significados efeitos principalmente espirituais, obtidos pela impetração da Igreja.


Pelos sacramentais os homens se dispõem a receber o efeito principal dos sacramentos e são santificadas as diversas circunstâncias da vida. Os sacramentais não conferem a graça em si, à maneira dos sacramentos, mas são caminhos que conduzem a ela, ajudando a santificar as diferentes circunstâncias da vida. Eles despertam nos cristãos sentimentos de amor e de fé.


Dessa forma, o exorcismo é usado em caso de possessão diabólica e conferido por uma autoridade constituída pela Igreja, quando esta exige, publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio.


O Catecismo, no número 1673, nos diz: "Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou um objeto seja protegido contra as armadilhas do maligno e subtraída de seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus o praticou (Mc 1,25 ss), de Ele ten a Igreja o poder e o ofício de exorcizar". Jesus praticou o exorcismo. É dele que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, o exorcismo é praticado durante a celebração do Batismo. A solenidade do exorcismo, chamado "grande exorcismo", só pode ser praticado por um sacerdote, exorcista, que, formal ou informalmente, o bispo nomeia, levando em conta a sua formação científica e religiosa, a sua piedade e o seu comportamento moral. É preciso que um exorcista seja um homem de adoração, comprovado na moral e que tenha conhecimento da ciência religiosa.


O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. É importante, pois, verificar, antes de celebrar o exorcismo, se o caso trata-se de uma presença do maligno ou de uma doença. Por isso, torna-se necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja.


A sessão de exorcismo tem várias etapas, que se vão cumprindo de acordo com o tipo de demônio, o passado da pessoa e suas relações anteriores. Primeiro é preciso fazer uma oração pela árvore genealógica da pessoa que está sendo atendida, para que, com a ajuda de Deus e dos anjos, possa-se regressar ao passado dela e com a oração ir destruindo, gradualmente, os males existentes nos antepassados, curando-os até chegar ao presente. Depois, começa o verdadeiro exorcismo, e este não se faz num dia ou numa hora. São várias as etapas que a pessoa terá de voltar porque são situações que vão sendo quebradas com orações muito fortes.


As pessoas que vão intervir neste exorcismo, nessa sessão de cura e libertação, devem ter feito uma boa confissão, devem ser pessoas de fé e oração, para que, no momento exato em que Deus terminar, a pessoa fique completamente liberta. Se em volta da pessoa por quem se reza estiver uma, duas, ou três pessoas em pecado mortal, a libertação e a cura tornam-se difíceis, adiadas, porque estas estão sob domínio do maligno, e isso contribui e dá mais forças ao demônio que tem de ser expulso daquela pessoa. Daí a necessidade de não se ajuntar muita gente ao redor da pessoa por quem se está rezando e se ter a certeza de que todos, que estão ao redor, estão em estado de graça, em condições para ajudar, para que a libertação aconteça o mais rápido possível.


Depois de ser curado, o que deve ser feito para se manter liberto?

O objetivo da cura e da libertação é a conversão da pessoa. Deus a cura e a liberta para que se converta. Essa é a etapa principal. Converter-se significa fazer uma confissão bem feita, mudar de vida, deixando todo tipo de vício e pecado. Essa confissão bem feita implica necessariamente em escrever os seus pecados num papel, de forma que, quando chegar ao confessor, possa lê-los. Pois se chegar ao confessionário, sem seus escritos, acabará omitindo pecados muito graves por esquecimento. Esta técnica é muito boa, principalmente para aqueles que não se confessam há anos.


Assim, a confissão bem feita, a oração diária e bem feita e o sacramento da Eucaristia fecham a porta ao demônio e dificultam a volta dele. A pessoa deve ir à Santa Missa, se possível todos os dias; mas nunca deixar de ir aos domingos, porque a Eucaristia alimenta a alma e o espírito. Se tudo isso não for feito, ele volta com os piores demônios e num número muito mais elevado e essa situação torna-se pior que a primeira.


Referências