Jerusalém

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Jerusalém é localizada no coração do país, localizada nas Montanhas da Judéia, entre o mar Mediterrâneo e o mar Morto. A cidade possui história milenar e locais sagrados para as três religiões monoteístas: o judaísmo, o islamismo e o cristianismo.

A primeira menção conhecida à cidade de Jerusalém está em textos egípcios datados do século 19 a.C. Cinco séculos depois, o nome Jerusalém é encontrado em arquivos no Egito central. Entre os documentos, há letras escritas por Abdi Hepa, então rei de Jerusalém, que procurou a ajuda do rei egípcio para as guerras contra seus vizinhos. Arte Folha Online

A história da cidade acompanha a história do povo hebreu, com fugas, reconstruções e inúmeras dominações diferentes. Jerusalém foi o local escolhido para o rei Davi fixar residência, unificar as 12 tribos dos hebreus e concentrar o poder em suas mãos.

Com isso, os hebreus deixam de ser uma confederação de tribos e passam a ser uma nação. Em 931 a.C., após a morte de Salomão --filho de Davi-- uma guerra civil eclodiu no Estado de Israel. Jerusalém se tornou parte do reino do sul, Judá, enquanto as localidades do norte formaram o novo reino de Israel.

Desde então, a história da cidade é marcada por invasões, destruição, êxodos e retornos do povo judeu. Em 722 a.C., Judá foi conquistada pelos assírios e, posteriormente, pelos babilônios, do rei Nabucodonosor. A maioria da população do reino foi deportada para Babilônia em 586 a.C. Ministério de Turismo de Israel Visão da cidade nova de Jerusalém, parte mais moderna da capital israelense Visão da cidade nova de Jerusalém, parte mais moderna da capital israelense

Em seguida, os persas conquistaram a região e permitiram que os antigos habitantes de Judá voltassem. Em 332 a.C., a cidade sofre uma nova destruição, após a ascensão do macedônico Alexandre, o Grande.

Os próximos a dominarem Jerusalém são os romanos. Em 63 a.C., o general Pompeu faz da cidade a capital do reino de Herodes, vinculado ao Império Romano. Em 70d.C., porém, Tito tenta conter uma rebelião iniciada em Jerusalém quatro anos antes e, vendo-se sem alternativas, destrói a cidade. O Templo de Salomão é incendiado e dele só sobra o que hoje é conhecido como o Muro das Lamentações.

A cidade ainda passou pelo período islâmico, entre 638 e 1099, até ser conquistada pelas cruzadas cristãs, em 1099, e posteriormente tomada pelos egípcios e mamelucos.

Em 1517, Jerusalém cai sob domínio otomano juntamente com a Palestina e passa por um período de tolerância religiosa, quando permaneceu aberta às três religiões monoteístas.

Domínio britânico

Já em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido invade a cidade e torna-responsável pela área correspondente ao que é hoje Israel, faixa de Gaza e Jordânia. Jerusalém foi a capital desse território, denominado Palestina. Ministério de Turismo de Israel Local de escavação arqueológica em Jerusalém, capital do Estado de Israel Local de escavação arqueológica em Jerusalém, capital do Estado de Israel

Em 1947, a recém criada ONU estabeleceu a divisão do território entre árabes e judeus, de maneira que Jerusalém fosse uma cidade administrada pela comunidade internacional, sem pertencer a nenhum dos lados.

Porém, durante a primeira guerra entre o novo Estado de Israel e os árabes, os israelenses tomaram a zona ocidental de Jerusalém, enquanto os jordanianos ocuparam a zona oriental. O armistício assinado entre Israel e Jordânia em 1949 conhecia a soberania de cada um sobre os territórios já conquistados. Os israelenses, então, fizeram de Jerusalém a sua capital.

Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, os israelenses tomaram a parte jordaniana da cidade e determinaram a reunificação.

O futuro de Jerusalém é controverso. A Autoridade Nacional Palestina (ANP) deseja fazer de Jerusalém Oriental a futura capital de um Estado palestino. Israel, por outro lado, não abdica da sua soberania na cidade.

Atualmente, além de ser a capital de Israel, é a maior e mais populosa cidade do país.

Saiba mais sobre Jerusalém:

Área: 125,2 quilômetros quadrados

População: 693.200 habitantes (2003)

Judeus: 464.500 (67%)

Não-judeus: 228.700 (33%)

Crescimento natural (em 2003): cerca de 15.733 pessoas

Novos imigrantes (em 2003): cerca de 2.969 pessoas

Cidadãos que moram no exterior: Cerca de 1.385 pessoas

Empregados: 187.707 habitantes

Autônomos: 16.691 habitantes

Salário médio: 7.224 Sherkels (R$ 3.499,30)

Idade:

Entre 0 e 19 anos: 44,2%

Mais de 65 anos 8,3%

Educação: (para habitantes com mais de 15 anos)

Mais de 13 anos de estudo - 22% (Dos quais 10,3% têm mais de 16 anos de estudo)

Habitantes abaixo da linha da pobreza: - 41,8%

Idioma: Hebraico

Religião predominante: judaísmo

Fonte: Escritório Central de Estatísticas de Israel, 2003

Fonte: Site da prefeitura de Jerusalém

Fonte: Site do Ministério de Relações Exteriores de Israel

Fonte:Folha Online