O Formando do Liceu para Lavrinhas, Pindamonhangaba, Lorena, e no Pio XI

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  B : ==O FORMANDO,==  do Liceu  até chegar em Lavrinhas  Decada 1949-


O Liceu Coração de Jesus nessa fase de nossa adolescência foi nossa escola de vida: 'Eucaristia, Devoção à Maria e Amor aos empobrecidos

Num horário todo sincronizado, mais oExemplo que arrasta quer doSenhor Comendador Giovanni Gioia,um grande Salesiano Coadjutor que doou sua vida e foi sempre o Sacristão do Santuário do Sagrado Coração de Jesus , quando conheceu o adolescente Jonas Abib como coroinha do mesmo Santuário.E por falar em Coroinhas do Santuário temos que mencionar outro exemplo que arrasta,a figura do Comendador José Pinto Ferreira , leigo atuante na História do Liceu Coração de Jesus que plasmou corações de inúmeros adolescentes , não só formando o Pequeno Clero mas todos nós eramos incentivados a ser Congregados Marianos e Vicentinos . Nessa época era a única Conferência Vicentina de menores de idade . Daí é que brotava o coração Adorador o devoto de Maria e o amor aos empobrecidos. Ele foi um grande incentivador da pastoral vocacional. Levava grupos de aprendizes , alunos e oratorianos para fazer vigílias de Adoração na Igreja de Santa Ifigênia . Foi gerente, durante muitos anos das escolas Profissionais salesianas que até 1958 funcionaram no Liceu Coração de Jesus . Vivia-se a pré Canção Nova com exemplos irradiantes de Salesianidade leiga com a convivência sadia desses dois leigos, à sombra do Santuário. Antes do Vaticano II eram inúmeras Missas diárias , pois não havia concelebração, e os Coroinhas do Senhor José Pinto, bastava ouvirem um sinal direto da Sacristia , dado pelo Senhor Gioia, subiam correndo para ajudar mais uma Missa, que se realizava o mistério pascal, num dos dezoito altares laterias do Santuário. Das seis às oito horas da manhã estavam de plantão e havia sempre uma escala enquanto acontecia, na Capela dos alunos, a Missa dos alunos internos e aprendizes, durante o seu café , acontecia a Missa dos alunos externos do período da manhã os coroinhas ajudavam a Missas nos altares laterais e as famosas Missas de Requiem.. Congregados Marianos- Devoção à Nossa Senhora

No pequeno clero, assim eram tratados os coroinhas, nós eramos iniciados à Congregação Mariana e , no mês de maio recebíamos a fita e medalha de aspirantes. Conforme a frequencia e participação em setembro eramos admitidos e recebíamos a fita de Congregados. Além  de nossa participação na vida paroquial, nós participávamos das Horas Santas e Vigílias noturnas na igreja de Santa Ifigênia, igreja onde havia a Adoração Perpétua do SS.mo  Sacramento.

A tarde , todos os dias havia a REZA do terço e a Bênção do SS.mo. Todo dia 24 do mês, comemoração mensal de N.S. Auxiliadora com a Ladainha cantada e procissão interna do SS.mo Sacramento. Em fevereiro, devoção e novena de Nossa senhora de Lourdes, no altar gruta onde se venera sua imagem que veio diretamente de Lourdes, onde foi venerada por 25 anos Procissão de Nossa Senhora, no dia 24 de maio, e Mês Mariano com oferta de flores, diariamente. Em julho, Nossa Senhora do Carno , Solenidade do escapulário e recepção Em outubro, mês do Santo Rosário e novena a Nossa Senhora Aparecida, além da Romaria anual da paróquia. Além do altar de Nossa Senhora Auxiliadora,de Nossa Senhora das Dores,de Nossa Senhora do Carmo, o altar das Santas Almas do Purgatório tínhamos a presença da imagem de Maria junto a Jesus Morto. Sentíamos a presença da Mãe, em todos os nossos atos.Ao lado dos confessionários temos um belíssimo altar do Encontro de Jesus com Maria e José , ao lado dos doutores da lei. Em dezembro : a novena e festa da Imaculada Conceição e Ordenações Sacerdotais, seguida da novena do Santo Natal., cantada em gregoriano. Comunhão e Missas diárias Missas de Requiem Muitas vezes o Santuário, at´1952,assistido pelo Pároco P. André Dell'occa e seus dois auxiliares Pe Teófilo Tworz e P. João Grubber. Também nos dias de semana acontecia a Missa das 7, 8 e 9 horas, com canto de Requiem para as Missas de Sétimo Dia , pois no sétimo dia Deus, ao criar o mundo, êle descansou. Descansem em Paz "Requiescant in pacce" ou Missas simples com “Essa simples “, "Essa" com pano e quatro velas ou com "Essa Solene" com o Esquife e seis velas e com Cantor. A Missa era em latim . O paramento era preto, abolido abolido com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II. Tudo se fazia com muita piedade. No final da Missa se davam os pêsames para a família enlutada. Durante tres meses as mulheres usavam o luto ,vestidas de preto,e os homens , na lapela do seu palitó ou costume ) uma tarjeta preta de pano, indicando o sofrimento familiar. Era uma época de profundo respeito pelos fiéis falecidos e pelos seus familiares que sofriam a separação. Sempre houve a crença da Ressurreição, mas enfatizava-se muito mais a dor da separação. Depois da bênção o celebrante com os coroinhas dirigiam-se até o local , onde estava montada a Essa e fazia-se a encomendação final , com incenso e água benta. Somente então que o celebrante com os ministros se retiravam e todos os presentes começavam a dar as condolências, o santinho fúnebre com tarja preta e com a fotografia do falecido, as vestes de luto, o véu negro das mulheres casadas ou viúvas, o véu branco das Filhas de Maria, a aspersão do Pano de Essa ou do cadafalso ou esquife por todos os presentes, os cumprimentos de pêsames Ao Domingos tínhamos, que sempre foi o Dia do Senhor, era tudo bem diferente: até 1955 havia um calendário especial: Missas de hora em hora, começando às 6 horas até a missa das Onze. Com a reforma Litúrgica da Semana Santa começou haver Missa Vespertina,das dezoito e dezenove horas. Vocações saídas do Pequeno clero sob orientação do Comendador José Pinto Ferreira. Dom Ladislau Paz, Dom Antonio Barbosa, P. Francisco Silva, P.Jonas Abib, P. Dilermando Luiz Cozatti e ele nos afirmava o nome de doze padres, na maioria salesianos que foram seus coroinhas.