Mudanças entre as edições de "Obras Sociais Irmã Dulce"

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Edição atual tal como às 15h24min de 4 de maio de 2011

Irma-dulce.jpg


Vida e obra
Irmã Dulce
Cronologia da vida de Irmã Dulce
Processo de canonização Irmã Dulce
Milagre de beatificação Irmã Dulce

Estrutura

As Obras Sociais Irmã Dulce são constituídas operacionalmente por núcleos que prestam assistência médica, social e educacional à população em geral gratuitamente. A partir de 2005, a instituição passou a atuar também na gestão de centros de saúde do município de Salvador e hospitais construídos pelo governo do estado.


  • Ambulatório José Sarney (AJS)
  • Centro de Acolhimento e Tratamento de Alcoolistas (CATA)
  • Centro de Bio-Imagem (CBI)
  • Centro de Ensino e Pesquisa Professor Adib Jatene (CEPPAJ)
  • Centro de Fisioterapia
  • Centro de Pesquisa Clínica (CPEC)
  • Centro de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho)
  • Centro de Reabilitação e Prevenção de Deficiências (CRPD)
  • Centro Educacional Santo Antônio (CESA)
  • Centro Geriátrico Júlia Magalhães (CGJM)
  • Centro Médico Social Augusto Lopes Pontes (CMSALP)
  • Clínica da Mulher Dona Dulcinha
  • Hospital da Criança (HC)
  • Hospital Santo Antônio (HSA)
  • Laboratório de Análise Taciano Campos (LBTC)
  • Memorial Irmã Dulce (MID)
  • Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue (UCT)


Núcleos de Gestão Externa

  • Hospital Eurídice Santana
  • Hospital do Oeste
  • Hospital São Jorge
  • Centros de Saúde


As obras relacionadas à saúde atendem a qualquer pessoa pelo SUS. O perfil predominante dos beneficiários se concentra nas classes C, D e E, que não têm acesso aos planos de saúde e a consultas particulares. Dados levantados pelo Serviço Social do Hospital Santo Antônio apontam que 60% dos pacientes são analfabetos ou têm apenas o 1º grau incompleto. Outro fator de destaque para o perfil é a renda: 70% dos pacientes têm renda familiar mensal de, no máximo, dois salários mínimos, sendo que 15% têm renda menor que um salário.


O Centro Educacional Santo Antônio (CESA) oferece formação da 1ª a 8ª série do ensino fundamental em regime integral. Oferece ainda educação tecnológica, arte-educação, iniciação e formação profissional. Tudo é gratuito: alimentação, uniforme, material didático, assistência odontológica e programa de esportes. O programa pedagógico do CESA é amparado por uma estrutura que inclui biblioteca, laboratório de informática e quadras de esporte.


Cronologia

1949 a 1959

A história da instituição começa em 1949, quando Irmã Dulce abriga seus primeiros 70 doentes no galinheiro do Convento das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Dez anos depois, em agosto de 1959, nasce no local a Associação Obras Sociais Irmã Dulce. A primeira década foi marcada pelo apoio voluntário de médicos e amigos e pelas peregrinações de Irmã Dulce em busca de alimentos, remédios e doações para seus pobres e doentes. A falta de estrutura é compensada pela disposição de servir.


1960 a 1980

Período de consolidação da estrutura e dos serviços da Obra, mantidos unicamente de doações. A partir da criação do Albergue Santo Antônio, em maio de 1960, o trabalho da freira se torna conhecido e reconhecido. A gestão é feita com a ajuda de conselheiros. Na década de 70, ciente da importância da continuidade da missão junto ao corpo médico, Irmã Dulce inicia o trabalho de criação das residências médicas.


1981 a 1988


A ampliação dos serviços e a preocupação constante de Irmã Dulce com a sobrevivência de sua obra intensifica os contatos com as classes política e empresarial e a profissionalização da administração. Em 1983, a inauguração do novo Hospital Santo Antônio amplia para mil o número de leitos da instituição. Atendimentos em saúde, assistência social, educação: muitas vidas são salvas e outras tantas transformadas graças à perseverança do Anjo Bom do Brasil. A instabilidade econômica e o aumento da demanda desenham o cenário para a primeira grande crise de sustentabilidade da OSID.


1989 a 1992


A crise e a saúde de Irmã Dulce se agravam. Em 1989, o Hospital Santo Antônio já tem mais de 700 funcionários e o CESA oferece abrigo e educação a mais de 400 meninos. Com o crescimento das atividades, Irmã Dulce percebe a dificuldade de gerenciar sozinha um empreendimento tão complexo. Não sem antes relutar, temendo a perda da missão, ela firma convênio com a Previdência Social tornando o atendimento vinculado ao antigo Inamps. Sua preocupação é a de que a relação com o sistema de saúde pública do governo federal diminua a autonomia da Osid no acolhimento aos pacientes. Irmã Dulce é convencida com o argumento de que já atende a todos os seus potenciais beneficiários sem receber nada por isso. Em 1990 terceiriza a administração, que passa a ser feita pelos Camilianos. A terceirização acaba conflitando com a filosofia da Obra. Irmã Dulce, já bastante debilitada, exprime a vontade de ver a sobrinha Maria Rita Pontes à frente da OSID, fato que se consuma em 1992. Em 13 de março de 92, morre Irmã Dulce. A OSID se vê frente à incerteza da sobrevivência sem a presença de sua fundadora, cuja figura se confundia com o próprio legado. A superação se dá através da divisa Amar e Servir. A instituição voltou a ter administração própria fazendo da missão a ferramenta principal da sobrevivência.


1993 a 2002


A primeira década após o falecimento de Irmã Dulce se inicia com a incerteza acerca da sobrevivência de sua obra. Em 1994, no entanto, o esforço conjunto e a nova gestão lastreiam o caminho para a manutenção e a ampliação dos serviços com a criação de novos núcleos, como o CRPD.


No Hospital Santo Antonio o atendimento evolui mais de 600%, com a ampliação do centro cirúrgico e a criação da UTI; no ambulatório o aumento é de 714%; a área de ensino médico amplia em 500% o número de residentes, duplicando as especialidades. Outros exemplos são o serviço de Fisioterapia, que amplia a sua área física em 833% e o atendimento em 500%. O atendimento pediátrico ganha uma das mais modernas unidades do país, o Hospital da Criança, com 102 leitos. São criados ainda o Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP), o Centro de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais (Centrinho) e o Centro de Acolhimento e Tratamento de Alcoolistas (CATA). Na área educacional, o Centro Educacional Santo Antônio, passa a atender a 600 crianças, oferecendo ensino fundamental e profissionalizante, refeições, assistência médica e odontológica, material didático e assistência à família, tudo de graça.


A partir de 2000, a instituição reformula sua estrutura organizacional e investe em áreas estratégicas como informática, pesquisa, qualidade, comunicação e memória para dar suporte ao aumento crescente de serviços e possibilitar um planejamento seguro com base na autosustentação. Em 2002 obtém o certificado ISO 9001:2000 para o Centro Cirúrgico do HSA e serviços de apoio. No segundo semestre de 2002, a conjuntura econômica e o aumento crescente da demanda de pacientes obrigam as Obras a implantar uma cultura ainda mais rígida de controle de gastos e a reavaliar investimentos.


2003 a 2005


Após um período de crescimento planejado, a inflação, a queda de receita, o aumento de despesas e o crescimento da demanda de pacientes (da ordem de 21,75% no Hospital Santo Antônio), no primeiro semestre de 2003 desenham o cenário de uma crise financeira que tem sua fase crítica superada graças a um severo de controle de gastos e ao apoio dos profissionais e da comunidade. A gestão da crise reduz à metade o déficit projetado para o final do período fazendo com que a OSID encerre o exercício com um resultado negativo de R$ 1,575 milhão. A mobilização faz com que, mesmo enfrentando uma conjuntura desfavorável, as Obras reduzam em 7,68% o resultado negativo em relação a 2002. A missão não se submete às dificuldades.


Em 2004 a instituição assina dois protocolos que alteram a gestão de sua área de saúde. Em agosto, é firmado com o Ministério da Saúde o contrato que integra as Obras ao Programa de Reformulação dos Hospitais de Ensino e altera a forma de financiamento pelo SUS. A Obra passa a receber uma quantia fixa de recursos por mês, condicionada a metas em áreas como atendimento, qualidade e humanização. A OSID é a única instituição de saúde na Bahia a atender às exigências para fechar o contrato, por ser uma instituição de ensino médico, ter um trabalho reconhecido em pesquisa e por ser ainda, segundo o Ministério, o maior hospital filantrópico do país com atendimento 100% SUS. Em outubro, é assinado o protocolo de adesão ao processo de regulação de leitos do SUS em Salvador. Com o protocolo, as Obras asseguram o repasse dos recursos do contrato assinado em agosto com o Ministério da Saúde.


A palavra que define 2005 para a OSID é ‘amadurecimento’. O ano foi marcado por ações que demonstraram a confiança da Obra em encarar desafios e sua preocupação em garantir um futuro seguro preservando sua missão. Duas delas merecem destaque: a administração de centros de saúde do município e a adoção do Planejamento Estratégico, por representarem características marcantes da ‘personalidade’ institucional das Obras, como o movimento contínuo de ampliação dos serviços e o esforço de profissionalização e qualificação da gestão.


A decisão de assumir a administração de dois centros de saúde municipais, o 12º Centro de Saúde Alfredo Bureau e o Edson Teixeira Barbosa, localizados nos bairros da Boca do Rio e de Pernambués, em Salvador, respondeu ao desejo antigo de descentralizar a assistência e ficar mais perto da comunidade. O trabalho propiciou ainda uma maior integração e parceria com a gestão municipal de Saúde, aumentando a sinergia na prestação de serviços aos clientes do SUS. O trabalho superou as metas de atendimento fixadas pela Prefeitura. O 12º Centro é considerado pela Prefeitura exemplo de atendimento no município, e as duas unidades realizaram mais de 700 mil procedimentos em pouco mais de seis meses. A área de Educação ganhou impulso com a ampliação do ensino profissionalizante e do Centro de Panificação, unidade de autosustentabilidade do núcleo educacional.


Referências