Mudanças entre as edições de "Páscoa"

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(Definição)
(Catecismo da Igreja Católica - Páscoa)
 
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== Definição ==
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[[Imagem:Polly001.jpg|center]]Páscoa significa a passagem da “morte para a vida”, das “trevas para a luz”. A Páscoa é a festa  mais importante para a [[Igreja Católica]], pois nela se celebra o mistério da [[salvação]]. Onde os cristãos celebram a [[ressurreição]], após a morte e crucificação, de [[Jesus Cristo]].
  
[[Imagem:Pascoa-jesus.jpg|right|280px|thumb|Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo]]A Páscoa (do [[hebraico]] Pessach, significando passagem) é um evento religioso [[cristão]], normalmente considerado pelas [[igrejas]] ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da [[cristandade]]. Na Páscoa os cristãos celebram a [[Ressurreição]] de [[Jesus Cristo]] (Vitória sobre a [[morte]]) depois da sua morte por [[crucificação]] que teria ocorrido por volta do ano 30 ou 33 [[d.C.]] O termo pode referir-se também ao período do ano [[canônico]] que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao [[Pentecostes]].
 
  
== Significado da Páscoa ==
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== Significado ==
  
A Páscoa é uma festa cristã que celebra a [[ressurreição]] de [[Jesus Cristo]]. Depois de morrer na [[cruz]], seu corpo foi colocado em um [[sepulcro]], onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu [[espírito]] e seu [[corpo]] foram reunificados. É o dia santo mais importante da [[religião]] cristã, quando as pessoas vão às [[igrejas]] e participam de [[cerimônias]] religiosas. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais [[pagão|pagãos]] da primavera. Outros vêm da celebração do [[Pessach]], ou [[Passover]], a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário [[judaico]], que é celebrada por 8 dias e comemora o [[êxodo]] dos [[israelitas]] do [[Egito]] durante o reinado do [[faraó]] [[Ramsés II]], da [[escravidão]] para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de [[Cristo]], da morte para a vida.
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[[Imagem:131-passion_of_the_christ.jpg|thumb|right]]Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A palavra "Páscoa" – do hebreu "peschad"– significa "passagem". Sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isso muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade.  
No [[português]], como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do [[hebraico]] Pessach. Os [[espanha|espanhóis]] chamam a festa de Pascua, os [[itália|italianos]] de Pasqua e os [[frança|franceses]] de Pâques.  
 
  
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A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo, que de acordo com a [[Bíblia]] ocorreu três dias após a Sua crucificação. É comum em todas as Igrejas cristãs, o domingo ser um dia destinado à comemoração da ressurreição de Cristo, realizada pela [[Eucaristia]], contudo, o Domingo de Páscoa é diferenciado dos outros, neste é celebrado o aniversário da ressurreição de Cristo, a festa da vida.
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Essa festa  faz referência à última Ceia de Jesus com os discípulos, Sua prisão, julgamento, condenação, crucificação e ressurreição. A celebração inicia-se no Domingo de Ramos e termina no Domingo de Páscoa, período compreendido como [[Semana Santa]].  É uma das festas mais antigas existentes, e a principal festa do ano litúrgico cristão.
  
 
== Simbolos da Páscoa ==
 
== Simbolos da Páscoa ==
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[[Imagem:Papevinho.jpg|left|thumb]]As luzes, velas e fogueiras são uma marca das celebrações pascais. Em certos países, os católicos apagam todas as luzes de suas igrejas na [[Paixão de Cristo|Sexta-feira da Paixão]]. Na véspera da Páscoa, fazem um novo fogo para acender o principal círio pascal e o utilizam para reacender todas as velas da igreja. Então acendem suas próprias velas no grande círio pascal e as levam para casa a fim de utilizá-las em ocasiões especiais. O círio é a grande vela acesa na Aleluia, simbolizando a luz dos povos, em Cristo. Alfa e Ômega nela gravadas querem dizer: '''''"Deus é o princípio e o fim de tudo"'''''. Ainda temos como símbolos:
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*'''Cordeiro -''' que simboliza Cristo, sacrificado em favor do seu rebanho; O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, pois relembra o sacrifício realizado pelos israelitas, no primeiro dia pascal, como símbolo da libertação do Egito.
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No Novo Testamento, Cristo é o Cordeiro de Deus que se sacrificou pela salvação de toda a humanidade. "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". 
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*'''[[Cruz]]''' - que mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no sofrimento de Cristo; Jesus, que morreu na cruz para nos salvar, deu à humanidade mais uma lição de humildade. Sendo Filho de Deus, Ele morreu da forma mais humilhante que havia em Seu tempo. A cruz nos recorda o sofrimento e a ressurreição de Jesus Cristo.
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*'''Pão e Vinho''' - simbolizando a vida eterna, o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos; Foi na Última Ceia, na Quinta-feira Santa, que Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao Seu amor. Transformados em Seu Corpo e Sangue, os alimentos foram oferecidos a Seus discípulos.
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*'''Óleos Santos''' - É na Quinta-feira Santa que se celebra a Missa do Crisma. A cerimônia ocorre nas catedrais, onde os óleos sacramentais usados no batismo, na crisma e na unção dos enfermos são abençoados pelo bispo e os sacerdotes.
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O óleo simboliza o Espírito Santo, aquele que nos dá forças para viver o Evangelho de Jesus Cristo. 
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*'''O fogo''' - No início da cerimônia da Vigília Pascal, na noite do Sábado Santo, a celebração é iniciada com a bênção do fogo, chamado de "fogo novo", símbolo da vida nova, da realidade da criação renovada pela morte e ressurreição de Jesus.
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*'''O círio pascal''' - É uma vela grande e grossa, que deve ser acesa todos os anos, pela primeira vez, no Sábado Santo, no início da celebração da Vigília Pascal. Nela, é feita a inscrição dos quatro algarismos do ano em curso, depois se cravam cinco grãos de incenso para lembrar as cinco chagas de Jesus, além de duas letras gregas "Alfa" e "Ômega" - a primeira e a última letra do alfabeto grego. O alfa representa o princípio; o ômega, o fim.
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Durante a cerimônia, reza-se: “Por Suas santas chagas, Suas chagas gloriosas, Cristo Senhor nos proteja e nos guarde. Amém”. O sacerdote acende, depois, o Círio, que é a Luz de Cristo. Entoa-se o refrão: “Eis a Luz de Cristo”. E todos respondem: “Demos graças a Deus!”. Na porta da igreja, canta-se pela segunda vez. Todos acendem as velas no fogo do Círio Pascal e a procissão entra pela nave da igreja, que está às escuras. Chegando no altar, canta-se, novamente; então, todas as luzes da igreja são acesas.
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Após a solene entronização e incensação do Círio, o sacerdote entoa a proclamação solene da Páscoa, cantando o Exultet, que são as maravilhas da libertação do Senhor, vindo em socorro da humanidade e protegendo seu povo eleito. É um canto de louvor em ação de graças à vitória de Cristo que realizou a passagem, a Páscoa para a vida do amor e da fraternidade.
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O Círio, simbolizando o Cristo vivo e ressuscitado é a luz que ilumina e guia a vida do cristão, pois o próprio Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo!", "Eu sou o princípio e o fim".
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*'''A água''' - No Sábado Santo, durante a celebração da Vigília Pascal, o sacerdote faz a bênção da água batismal que será utilizada nos batismos durante todo o ano, mergulhando o Círio Pascal na água, invocando a força do Espírito Santo havendo ou não batismos.
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Na aspersão da água benta no povo, realiza-se a renovação das promessas batismais.
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A água simboliza a pureza, a purificação e a renovação.
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*'''Coelhos''' - É o símbolo da fertilidade. São animais que reproduzem com facilidade e em grande quantidade. Representam, portanto, a capacidade que a Igreja tem de produzir novos discípulos e espalhar, pelo mundo, a mensagem de Cristo.
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*'''Ovos de Páscoa''' - Simbolizam uma nova vida. Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa, simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. A Ressurreição de Jesus também indica o princípio de uma nova vida.
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== Significado dos ovos de Páscoa ==
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[[Imagem:2845281345_64a124c676.jpg|right|thumb]]O ovo representa nascimento e vida. Presentear pessoas com ovos é um costume de épocas remotas. Porém, os ovos (de verdade) foram substituídos por ovos de chocolate.
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As origens exatas do ovo de chocolate são incertas. Alguns associam à proibição da ingestão de alimentos de origem animal no período da quaresma, havendo sua substituição pelo chocolate e outros acreditam que está ligado ao surgimento e crescimento da própria indústria de chocolate no século XIX. Atualmente, presentear com ovos de chocolate na páscoa já faz parte das tradições comemorativas de vários povos pelo mundo nesse período.
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'''''O que não se pode esquecer é que mais do que as toneladas de chocolate,  o centro de nossa [[fé]] será sempre Cristo que morreu e ressuscitou para nos mostrar que o Reino de [[Deus]] pregado por Ele está presente e vivo entre nós. Esse sim é o verdadeiro sentido da páscoa.'''''
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== Catecismo da Igreja Católica - Páscoa ==
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*'''1150- Sinais da Aliança'''- O povo eleito recebe de Deus sinais e símbolos distintivos, que marcam a sua vida litúrgica: já não são unicamente celebrações de ciclos cósmicos e práticas sociais, mas sinais da aliança, símbolos das proezas operadas por Deus em favor do seu povo. Entre estes sinais litúrgicos da Antiga Aliança, podem citar-se a circuncisão, a unção e a sagração dos reis e dos sacerdotes, a imposição das mãos, os sacrifícios e, sobretudo, a Páscoa. A Igreja vê nestes sinais uma prefiguração dos sacramentos da Nova Aliança.
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*'''1169''' - É por isso que a Páscoa não é simplesmente uma festa entre outras: é a “festa das festas”, a “solenidade das solenidades”, tal como a Eucaristia é o sacramento dos sacramentos (o grande sacramento). Santo Atanásio chama-lhe “o grande domingo”, tal como a Semana Santa é chamada no Oriente “a semana maior”. O mistério da Ressurreição, em que Cristo aniquilou a morte, penetra no nosso velho tempo com a sua poderosa energia, até que tudo Lhe seja submetido.
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*'''1334''' - Na Antiga Aliança, o pão e o vinho são oferecidos em sacrifício entre as primícias da terra, em sinal de reconhecimento ao Criador. Mas também recebem uma nova significação no contexto do Êxodo: os pães ázimos que Israel come, todos os anos na Páscoa, comemoram a pressa da partida libertadora do Egito; a lembrança do maná do deserto recordará sempre a Israel que é do pão da Palavra de Deus que ele vive. Finalmente, o pão de cada dia é o fruto da terra prometida, penhor da fidelidade de Deus às suas promessas. O “cálice de bênção” (1Cor 10,16), no fim da ceia pascal dos judeus, acrescenta à alegria festiva do vinho uma dimensão escatológica – a da expectativa messiânica do restabelecimento de Jerusalém. Jesus instituiu a Sua Eucaristia dando um sentido novo e definitivo à bênção do pão e do cálice.
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*'''1339''' - Jesus escolheu a altura da Páscoa para cumprir o que tinha anunciado em Cafarnaum: dar aos seus discípulos o seu corpo e o seu sangue:
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“Veio o dia dos Ázimos, em que devia imolar-se a Páscoa. [Jesus] enviou então a Pedro e a João, dizendo: 'Ide preparar-nos a Páscoa, para que a possamos comer' [...]. Partiram pois, [...] e prepararam a Páscoa. Ao chegar a hora, Jesus tomou lugar à mesa, e os Apóstolos com Ele. Disse-lhes então: 'Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer. Pois vos digo que não voltarei a comê-la, até que ela se realize plenamente no Reino de Deus'. [...] Depois, tomou o pão e, dando graças, partiu-o, deu-lho e disse-lhes: 'Isto é o Meu corpo, que vai ser entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim'. No fim da ceia, fez o mesmo com o cálice e disse: 'Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós'" (Lc 22,7-20).
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*'''1340''' - Celebrando a última ceia com os seus Apóstolos, no decorrer do banquete pascal, Jesus deu o seu sentido definitivo à Páscoa judaica. Com efeito, a passagem de Jesus para o seu Pai, pela sua morte e ressurreição – a Páscoa nova – é antecipada na ceia e celebrada na Eucaristia, que dá cumprimento a Páscoa judaica e antecipa a Páscoa final da Igreja na glória do Reino.
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1363 - No sentido que lhe dá a Sagrada Escritura, o memorial não é somente a lembrança dos acontecimentos do passado, mas a proclamação das maravilhas que Deus fez pelos homens (188). Na celebração litúrgica destes acontecimentos, eles tomam-se de certo modo presentes e atuais. É assim que Israel entende a sua libertação do Egipto: sempre que se celebrar a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo tornam-se presentes à memória dos crentes, para que conformem com eles a sua vida.
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*'''O Domingo Pascal'''
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Páscoa, do latim paschalis, deriva da palavra hebraica Pessah, que significa passagem. Com este nome, designamos a festa judaica da saída do povo do Egito conduzido por Moisés. A Páscoa que esse povo comemora é a passagem pelo Mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando o profeta conduziu os hebreus para fora do Egito, onde eram escravos.
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Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó, teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água que ladeavam um corredor enxuto por onde o povo passou.
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Jesus também festejava a Páscoa. Foi isso que fez ao cear com seus discípulos.
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A celebração desse dia é considerada uma festividade verdadeira e própria, plena de alegria e esperança. As leituras são sempre as mesmas em todos os ciclos anuais. A sequência pascal marca a emoção e a esperança da comunidade. Jesus Cristo é o vencedor da Morte. Ele rompeu as barreiras do tempo e do espaço.
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Ele é um convite à nossa ressurreição.
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A celebração da Páscoa nos convida, portanto, a uma permanente mudança de vida. É um convite à renovação de nossos compromissos com Cristo e com os irmãos. A conversão não se realiza sem oração, jejum, caridade e perdão. Tudo deve ser fundamentado na Ressurreição de Jesus e na força do Espírito Santo. A Páscoa nos convida a uma contínua conversão, a fim de que possamos chegar à estatura de Cristo, o Homem perfeito (Ef 4,13).
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A Páscoa é repleta de símbolos importantes para todos nós. Mesmo nos mais diferentes países e culturas, muitos elementos estão sempre presentes nos rituais há centenas de anos. O mais antigo símbolo da Páscoa é a cor branca, que simboliza a pureza, a paz, a vitória, a ressurreição e a alegria.
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As [[luzes]], [[velas]] e [[fogueiras]] são uma marca das celebrações pascais. Em certos países, os [[católicos]] apagam todas as luzes de suas igrejas na [[Sexta-feira da Paixão]]. Na véspera da Páscoa, fazem um novo fogo para acender o principal [[círio pascal]] e o utilizam para reacender todas as velas da [[igreja]]. Então acendem suas próprias velas no grande círio pascal e as levam para casa a fim de utilizá-las em ocasiões especiais. O círio é a grande vela acesa na Aleluia, simbolizando a luz dos povos, em Cristo. [[Alfa]] e [[Ômega]] nela gravadas querem dizer: "Deus é o princípio e o fim de tudo". Ainda temos como símbolos:
 
* '''[[Cordeiro]]''' - que simboliza [[Cristo]], sacrificado em favor do seu [[rebanho]];
 
* '''[[Cruz]]''' - que mistifica todo o significado da Páscoa, na [[ressurreição]] e também no sofrimento de [[Cristo]];
 
* '''[[Pão]]''' e '''[[Vinho]]''' - simbolizando a vida eterna, o corpo e o sangue de [[Jesus]], oferecido aos seus [[discípulos]];
 
* '''[[Coelho]]''' - simboliza a [[ressurreição]], o [[renascimento]] e a [[fertilidade]];
 
* '''[[Ovos]]''' - simboliza o [[nascimento]], a vida que retorna;
 
* '''[[Chocolate]]''' - considerado [[sagrado]] e nobre, tal como o [[ouro]], para as [[civilização|civilizações]] [[Maias]] e [[Astecas]];
 
  
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*'''Vigília Pascal'''
  
== Porque a Páscoa nunca cai no mesmo dia todo ano? ==
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A celebração da Vigília Pascal abrange diversas partes:
  
[[Imagem:Ovos_de_pascoa.jpeg|200px|left]] O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da [[Lua]] Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do [[equinócio]]). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas [[Tabelas Eclesiásticas]]. (A [[igreja]], para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no [[Conselho de Nicea]] em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "[[lua eclesiástica]]").
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- A celebração da Luz
A Quarta-Feira de [[Cinzas]] ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de [[Carnaval]] ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da [[Quarema|quaresma]], que começa na quarta-feira de cinzas. Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento [[astronomia|astronômico]]. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de [[março]] e no máximo em 24 de [[abril]], transformando a Páscoa numa festa "móvel". De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso [[calendário]] [[Gregoriano]].
 
Para os curiosos, olha aí as datas da Páscoa até o ano de 2010:
 
* 2000 - 23 de abril
 
* 2001 - 15 de abril
 
* 2002 - 31 de março
 
* 2003 - 20 de abril
 
* 2004 - 11 de abril
 
* 2005 - 27 de março
 
* 2006 - 16 de abril
 
* 2007 - 08 de abril
 
* 2008 - 23 de março
 
* 2009 - 12 de abril
 
* 2010 - 04 de abril
 
  
 +
- A celebração do Círio
  
== Nem só de chocolate se faz a Páscoa ==
+
- A liturgia da Palavra
  
[[Ovos]] representam na Páscoa o que pode [[nascer]] e vir a ser. Além das [[tonelada|toneladas]] de [[chocolate]], para nós, os [[cristãos]], o centro de nossa fé será sempre [[Cristo]] que morreu e [[ressurreição|ressuscitou]] para nos mostrar que o Reino de [[Deus]] pregado por Ele está presente e vivo entre nós. A [[utopia]] de um mundo irmão, de [[paz]] e [[solidariedade]] é possível e é esse [[Reino]]. A vida, a morte e a ressurreição de [[Jesus]] são a concretização dessa utopia (Lc 17.21; Lc 21.28-33).
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-A liturgia do Batismo
  
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- A liturgia da Eucaristia
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- A celebração da Luz
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Inicia-se a comemoração da Ressurreição do Senhor. As cerimônias são um convite à alegria e à esperança. A bênção do fogo novo é símbolo da luz, da fé que procede de Cristo, é d'Ele que sai o fogo que ilumina e abrasa os corações.
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*'''A liturgia da Palavra'''
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Abrange as leituras bíblicas, sendo duas do Novo Testamento: a Epístola e o Evangelho, alusão ao mistério de nossa libertação. Pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento, mas nunca se deve omitir a narração da passagem do Mar Vermelho, pelo seu caráter de figura tipológica do mistério Pascal.
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Para cada leitura há um Salmo Responsorial e uma oração. Após a sétima leitura, que é a última do Antigo Testamento, acendem-se as velas do altar e o sacerdote entoa o canto Gloria in Excelsis ao som festivo dos sinos da igreja. Após a primeira leitura do Novo Testamento, o sacerdote ou outra pessoa indicada entoa o cântico solene do Aleluia, quebrando o clima de tristeza que acompanhava o tempo quaresmal.
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*'''A liturgia batismal'''
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Após a liturgia da Palavra, segue-se o batismo de alguns fiéis perante a comunidade. A apresentação dos candidatos à comunidade e o cântico da ladainha de todos os santos mostram a universalidade da Igreja. A renúncia do mal e a profissão solene da fé dão um caráter participativo à comunidade. Quando não há batismo-confirmação, sempre se benze a água, que é revelada solenemente até a pia batismal. É feita ainda a aspersão da água benta, recordando o batismo que deve ser renovado pela contínua inserção na fé e renúncia ao mal.
  
 
== Veja também ==
 
== Veja também ==
  
 
* [[Quaresma]]
 
* [[Quaresma]]
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* [[Semana Santa]]
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* [http://www.cancaonova.com/portal/canais/entrevista/entrevistas.php?id=975 Entrevista com Pe. Paulo Ricardo sobre Triduo Pascal]
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Linha 51: Linha 148:
  
 
* [http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa Wikipedia]
 
* [http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa Wikipedia]
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* [http://www.culturabrasil.pro.br/pascoa.htm Cultura Brasil]
 
* [http://www.culturabrasil.pro.br/pascoa.htm Cultura Brasil]
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* [http://www.mulher.palpitedigital.com.br/pascoa-os-ovos-e-seus-significados/ Mulher]

Edição atual tal como às 11h55min de 5 de abril de 2012

Polly001.jpg
Páscoa significa a passagem da “morte para a vida”, das “trevas para a luz”. A Páscoa é a festa mais importante para a Igreja Católica, pois nela se celebra o mistério da salvação. Onde os cristãos celebram a ressurreição, após a morte e crucificação, de Jesus Cristo.


Significado

Erro ao criar miniatura: Não foi possível salvar a miniatura no destino
Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A palavra "Páscoa" – do hebreu "peschad"– significa "passagem". Sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isso muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade.


A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo, que de acordo com a Bíblia ocorreu três dias após a Sua crucificação. É comum em todas as Igrejas cristãs, o domingo ser um dia destinado à comemoração da ressurreição de Cristo, realizada pela Eucaristia, contudo, o Domingo de Páscoa é diferenciado dos outros, neste é celebrado o aniversário da ressurreição de Cristo, a festa da vida.


Essa festa faz referência à última Ceia de Jesus com os discípulos, Sua prisão, julgamento, condenação, crucificação e ressurreição. A celebração inicia-se no Domingo de Ramos e termina no Domingo de Páscoa, período compreendido como Semana Santa. É uma das festas mais antigas existentes, e a principal festa do ano litúrgico cristão.

Simbolos da Páscoa

Erro ao criar miniatura: Não foi possível salvar a miniatura no destino
As luzes, velas e fogueiras são uma marca das celebrações pascais. Em certos países, os católicos apagam todas as luzes de suas igrejas na Sexta-feira da Paixão. Na véspera da Páscoa, fazem um novo fogo para acender o principal círio pascal e o utilizam para reacender todas as velas da igreja. Então acendem suas próprias velas no grande círio pascal e as levam para casa a fim de utilizá-las em ocasiões especiais. O círio é a grande vela acesa na Aleluia, simbolizando a luz dos povos, em Cristo. Alfa e Ômega nela gravadas querem dizer: "Deus é o princípio e o fim de tudo". Ainda temos como símbolos:


  • Cordeiro - que simboliza Cristo, sacrificado em favor do seu rebanho; O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, pois relembra o sacrifício realizado pelos israelitas, no primeiro dia pascal, como símbolo da libertação do Egito.

No Novo Testamento, Cristo é o Cordeiro de Deus que se sacrificou pela salvação de toda a humanidade. "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo".


  • Cruz - que mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no sofrimento de Cristo; Jesus, que morreu na cruz para nos salvar, deu à humanidade mais uma lição de humildade. Sendo Filho de Deus, Ele morreu da forma mais humilhante que havia em Seu tempo. A cruz nos recorda o sofrimento e a ressurreição de Jesus Cristo.


  • Pão e Vinho - simbolizando a vida eterna, o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos; Foi na Última Ceia, na Quinta-feira Santa, que Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao Seu amor. Transformados em Seu Corpo e Sangue, os alimentos foram oferecidos a Seus discípulos.


  • Óleos Santos - É na Quinta-feira Santa que se celebra a Missa do Crisma. A cerimônia ocorre nas catedrais, onde os óleos sacramentais usados no batismo, na crisma e na unção dos enfermos são abençoados pelo bispo e os sacerdotes.

O óleo simboliza o Espírito Santo, aquele que nos dá forças para viver o Evangelho de Jesus Cristo.


  • O fogo - No início da cerimônia da Vigília Pascal, na noite do Sábado Santo, a celebração é iniciada com a bênção do fogo, chamado de "fogo novo", símbolo da vida nova, da realidade da criação renovada pela morte e ressurreição de Jesus.


  • O círio pascal - É uma vela grande e grossa, que deve ser acesa todos os anos, pela primeira vez, no Sábado Santo, no início da celebração da Vigília Pascal. Nela, é feita a inscrição dos quatro algarismos do ano em curso, depois se cravam cinco grãos de incenso para lembrar as cinco chagas de Jesus, além de duas letras gregas "Alfa" e "Ômega" - a primeira e a última letra do alfabeto grego. O alfa representa o princípio; o ômega, o fim.

Durante a cerimônia, reza-se: “Por Suas santas chagas, Suas chagas gloriosas, Cristo Senhor nos proteja e nos guarde. Amém”. O sacerdote acende, depois, o Círio, que é a Luz de Cristo. Entoa-se o refrão: “Eis a Luz de Cristo”. E todos respondem: “Demos graças a Deus!”. Na porta da igreja, canta-se pela segunda vez. Todos acendem as velas no fogo do Círio Pascal e a procissão entra pela nave da igreja, que está às escuras. Chegando no altar, canta-se, novamente; então, todas as luzes da igreja são acesas.

Após a solene entronização e incensação do Círio, o sacerdote entoa a proclamação solene da Páscoa, cantando o Exultet, que são as maravilhas da libertação do Senhor, vindo em socorro da humanidade e protegendo seu povo eleito. É um canto de louvor em ação de graças à vitória de Cristo que realizou a passagem, a Páscoa para a vida do amor e da fraternidade.

O Círio, simbolizando o Cristo vivo e ressuscitado é a luz que ilumina e guia a vida do cristão, pois o próprio Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo!", "Eu sou o princípio e o fim".


  • A água - No Sábado Santo, durante a celebração da Vigília Pascal, o sacerdote faz a bênção da água batismal que será utilizada nos batismos durante todo o ano, mergulhando o Círio Pascal na água, invocando a força do Espírito Santo havendo ou não batismos.

Na aspersão da água benta no povo, realiza-se a renovação das promessas batismais. A água simboliza a pureza, a purificação e a renovação.


  • Coelhos - É o símbolo da fertilidade. São animais que reproduzem com facilidade e em grande quantidade. Representam, portanto, a capacidade que a Igreja tem de produzir novos discípulos e espalhar, pelo mundo, a mensagem de Cristo.


  • Ovos de Páscoa - Simbolizam uma nova vida. Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa, simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. A Ressurreição de Jesus também indica o princípio de uma nova vida.

Significado dos ovos de Páscoa

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O ovo representa nascimento e vida. Presentear pessoas com ovos é um costume de épocas remotas. Porém, os ovos (de verdade) foram substituídos por ovos de chocolate.


As origens exatas do ovo de chocolate são incertas. Alguns associam à proibição da ingestão de alimentos de origem animal no período da quaresma, havendo sua substituição pelo chocolate e outros acreditam que está ligado ao surgimento e crescimento da própria indústria de chocolate no século XIX. Atualmente, presentear com ovos de chocolate na páscoa já faz parte das tradições comemorativas de vários povos pelo mundo nesse período.


O que não se pode esquecer é que mais do que as toneladas de chocolate, o centro de nossa será sempre Cristo que morreu e ressuscitou para nos mostrar que o Reino de Deus pregado por Ele está presente e vivo entre nós. Esse sim é o verdadeiro sentido da páscoa.


Catecismo da Igreja Católica - Páscoa

  • 1150- Sinais da Aliança- O povo eleito recebe de Deus sinais e símbolos distintivos, que marcam a sua vida litúrgica: já não são unicamente celebrações de ciclos cósmicos e práticas sociais, mas sinais da aliança, símbolos das proezas operadas por Deus em favor do seu povo. Entre estes sinais litúrgicos da Antiga Aliança, podem citar-se a circuncisão, a unção e a sagração dos reis e dos sacerdotes, a imposição das mãos, os sacrifícios e, sobretudo, a Páscoa. A Igreja vê nestes sinais uma prefiguração dos sacramentos da Nova Aliança.


  • 1169 - É por isso que a Páscoa não é simplesmente uma festa entre outras: é a “festa das festas”, a “solenidade das solenidades”, tal como a Eucaristia é o sacramento dos sacramentos (o grande sacramento). Santo Atanásio chama-lhe “o grande domingo”, tal como a Semana Santa é chamada no Oriente “a semana maior”. O mistério da Ressurreição, em que Cristo aniquilou a morte, penetra no nosso velho tempo com a sua poderosa energia, até que tudo Lhe seja submetido.


  • 1334 - Na Antiga Aliança, o pão e o vinho são oferecidos em sacrifício entre as primícias da terra, em sinal de reconhecimento ao Criador. Mas também recebem uma nova significação no contexto do Êxodo: os pães ázimos que Israel come, todos os anos na Páscoa, comemoram a pressa da partida libertadora do Egito; a lembrança do maná do deserto recordará sempre a Israel que é do pão da Palavra de Deus que ele vive. Finalmente, o pão de cada dia é o fruto da terra prometida, penhor da fidelidade de Deus às suas promessas. O “cálice de bênção” (1Cor 10,16), no fim da ceia pascal dos judeus, acrescenta à alegria festiva do vinho uma dimensão escatológica – a da expectativa messiânica do restabelecimento de Jerusalém. Jesus instituiu a Sua Eucaristia dando um sentido novo e definitivo à bênção do pão e do cálice.


  • 1339 - Jesus escolheu a altura da Páscoa para cumprir o que tinha anunciado em Cafarnaum: dar aos seus discípulos o seu corpo e o seu sangue:

“Veio o dia dos Ázimos, em que devia imolar-se a Páscoa. [Jesus] enviou então a Pedro e a João, dizendo: 'Ide preparar-nos a Páscoa, para que a possamos comer' [...]. Partiram pois, [...] e prepararam a Páscoa. Ao chegar a hora, Jesus tomou lugar à mesa, e os Apóstolos com Ele. Disse-lhes então: 'Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer. Pois vos digo que não voltarei a comê-la, até que ela se realize plenamente no Reino de Deus'. [...] Depois, tomou o pão e, dando graças, partiu-o, deu-lho e disse-lhes: 'Isto é o Meu corpo, que vai ser entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim'. No fim da ceia, fez o mesmo com o cálice e disse: 'Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós'" (Lc 22,7-20).


  • 1340 - Celebrando a última ceia com os seus Apóstolos, no decorrer do banquete pascal, Jesus deu o seu sentido definitivo à Páscoa judaica. Com efeito, a passagem de Jesus para o seu Pai, pela sua morte e ressurreição – a Páscoa nova – é antecipada na ceia e celebrada na Eucaristia, que dá cumprimento a Páscoa judaica e antecipa a Páscoa final da Igreja na glória do Reino.

1363 - No sentido que lhe dá a Sagrada Escritura, o memorial não é somente a lembrança dos acontecimentos do passado, mas a proclamação das maravilhas que Deus fez pelos homens (188). Na celebração litúrgica destes acontecimentos, eles tomam-se de certo modo presentes e atuais. É assim que Israel entende a sua libertação do Egipto: sempre que se celebrar a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo tornam-se presentes à memória dos crentes, para que conformem com eles a sua vida.


  • O Domingo Pascal

Páscoa, do latim paschalis, deriva da palavra hebraica Pessah, que significa passagem. Com este nome, designamos a festa judaica da saída do povo do Egito conduzido por Moisés. A Páscoa que esse povo comemora é a passagem pelo Mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando o profeta conduziu os hebreus para fora do Egito, onde eram escravos.

Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó, teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água que ladeavam um corredor enxuto por onde o povo passou.

Jesus também festejava a Páscoa. Foi isso que fez ao cear com seus discípulos.

A celebração desse dia é considerada uma festividade verdadeira e própria, plena de alegria e esperança. As leituras são sempre as mesmas em todos os ciclos anuais. A sequência pascal marca a emoção e a esperança da comunidade. Jesus Cristo é o vencedor da Morte. Ele rompeu as barreiras do tempo e do espaço.

Ele é um convite à nossa ressurreição.

A celebração da Páscoa nos convida, portanto, a uma permanente mudança de vida. É um convite à renovação de nossos compromissos com Cristo e com os irmãos. A conversão não se realiza sem oração, jejum, caridade e perdão. Tudo deve ser fundamentado na Ressurreição de Jesus e na força do Espírito Santo. A Páscoa nos convida a uma contínua conversão, a fim de que possamos chegar à estatura de Cristo, o Homem perfeito (Ef 4,13).

A Páscoa é repleta de símbolos importantes para todos nós. Mesmo nos mais diferentes países e culturas, muitos elementos estão sempre presentes nos rituais há centenas de anos. O mais antigo símbolo da Páscoa é a cor branca, que simboliza a pureza, a paz, a vitória, a ressurreição e a alegria.


  • Vigília Pascal

A celebração da Vigília Pascal abrange diversas partes:

- A celebração da Luz

- A celebração do Círio

- A liturgia da Palavra

-A liturgia do Batismo

- A liturgia da Eucaristia

- A celebração da Luz

Inicia-se a comemoração da Ressurreição do Senhor. As cerimônias são um convite à alegria e à esperança. A bênção do fogo novo é símbolo da luz, da fé que procede de Cristo, é d'Ele que sai o fogo que ilumina e abrasa os corações.


  • A liturgia da Palavra

Abrange as leituras bíblicas, sendo duas do Novo Testamento: a Epístola e o Evangelho, alusão ao mistério de nossa libertação. Pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento, mas nunca se deve omitir a narração da passagem do Mar Vermelho, pelo seu caráter de figura tipológica do mistério Pascal.

Para cada leitura há um Salmo Responsorial e uma oração. Após a sétima leitura, que é a última do Antigo Testamento, acendem-se as velas do altar e o sacerdote entoa o canto Gloria in Excelsis ao som festivo dos sinos da igreja. Após a primeira leitura do Novo Testamento, o sacerdote ou outra pessoa indicada entoa o cântico solene do Aleluia, quebrando o clima de tristeza que acompanhava o tempo quaresmal.


  • A liturgia batismal

Após a liturgia da Palavra, segue-se o batismo de alguns fiéis perante a comunidade. A apresentação dos candidatos à comunidade e o cântico da ladainha de todos os santos mostram a universalidade da Igreja. A renúncia do mal e a profissão solene da fé dão um caráter participativo à comunidade. Quando não há batismo-confirmação, sempre se benze a água, que é revelada solenemente até a pia batismal. É feita ainda a aspersão da água benta, recordando o batismo que deve ser renovado pela contínua inserção na fé e renúncia ao mal.

Veja também


Referência