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As parábolas de Jesus são narrativas breves, dotadas de um conteúdo alegórico, utilizadas nas pregações e sermões de Jesus com a finalidade de transmitirem algum ensinamento.
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As parábolas de [[Jesus Cristo|Jesus]] são narrativas breves, dotadas de um conteúdo alegórico, utilizadas nas pregações e sermões de Jesus com a finalidade de transmitirem algum ensinamento.
  
As parábolas são apresentadas no Antigo Testamento da Bíblia (2 Sm 12; Is 5.1-7), nas literaturas rabínicas e no Novo Testamento.
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As parábolas são apresentadas no [[Antigo Testamento]] da [[Bíblia]] (2 Sm 12; Is 5.1-7), nas literaturas rabínicas e no [[Novo Testamento]].
  
 
Jesus utiliza-se das parábolas para transmitir ensinamentos profundos. A despeito disso, a maioria delas sempre é marcada pela simplicidade e brevidade. Poucas delas são longas, como acontece com a Parábola dos Talentos (Mt 25.14-30) ou a Parábola do Filho Pródigo (Lc 11.32).
 
Jesus utiliza-se das parábolas para transmitir ensinamentos profundos. A despeito disso, a maioria delas sempre é marcada pela simplicidade e brevidade. Poucas delas são longas, como acontece com a Parábola dos Talentos (Mt 25.14-30) ou a Parábola do Filho Pródigo (Lc 11.32).
  
Embora, em alguns casos, Jesus inclua exageros — a parábola dos dez mil talentos, uma soma astronômica de dinheiro (Mt 18.24) —, ou implicações alegóricas – maus vinicultores, Mt 21.3-44; Mc 12.12; Lc 20.9-19, que necessitam de interpretação — ou ainda símiles e metáforas. As parábolas de Jesus são sempre tiradas da realidade do mundo cultural e social em que ele vivia, contadas com o propósito de transmitir verdades espirituais.
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Embora, em alguns casos, Jesus inclua exageros — a parábola dos dez mil talentos, uma soma astronômica de dinheiro (Mt 18.24) —, ou implicações alegóricas – maus vinicultores, [[Evangelho São Mateus|Mt]] 21.3-44; [[Evangelho São Marcos|Mc]] 12.12; [[São Lucas|Lc]] 20.9-19, que necessitam de interpretação — ou ainda símiles e metáforas. As parábolas de Jesus são sempre tiradas da realidade do mundo cultural e social em que ele vivia, contadas com o propósito de transmitir verdades espirituais.
  
 
Jesus ministrava sua mensagens com facilidade em todos os níveis sociais. Ele tinha conhecimento das mais diversas áreas da sociedade e sabia quais eram as suas necessidades. Conhecia os fariseus e os peritos na lei. Por meio de suas parábolas Jesus levou aos seus ouvintes a mensagem de salvação, conclamava a se arrependerem e a crerem. Aos crentes, desafiava-os a porem a fé em prática, exortando seus seguidores à vigilância. Quando seus discípulos tinham dificuldade para entender as parábolas, Jesus interpretava.
 
Jesus ministrava sua mensagens com facilidade em todos os níveis sociais. Ele tinha conhecimento das mais diversas áreas da sociedade e sabia quais eram as suas necessidades. Conhecia os fariseus e os peritos na lei. Por meio de suas parábolas Jesus levou aos seus ouvintes a mensagem de salvação, conclamava a se arrependerem e a crerem. Aos crentes, desafiava-os a porem a fé em prática, exortando seus seguidores à vigilância. Quando seus discípulos tinham dificuldade para entender as parábolas, Jesus interpretava.
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Há também vários ditos parabólicos breves e sábios que pode ter sido circulado como provérbios nos dias de Jesus: "Médico, cura-te a ti mesmo" (Lc 4.23); "Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?" (Lc 6.39).
 
Há também vários ditos parabólicos breves e sábios que pode ter sido circulado como provérbios nos dias de Jesus: "Médico, cura-te a ti mesmo" (Lc 4.23); "Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?" (Lc 6.39).
  
Parábolas e ditos parabólicos, disposta em conformidade com o contexto geral dado nos Evangelhos:
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'''O Sermão da Montanha'''
 
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*O bom Pastor (Jo 10.1-42)  
 
*O bom Pastor (Jo 10.1-42)  
 
*Os discursos de despedida (Jo 13.1-17,26), que incluem os ditos acerca da casa do Pai (14.2ss), do caminho (14.6), da videira (15.1-16), e das dores de parto (16.2ss).
 
*Os discursos de despedida (Jo 13.1-17,26), que incluem os ditos acerca da casa do Pai (14.2ss), do caminho (14.6), da videira (15.1-16), e das dores de parto (16.2ss).
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[http://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1bolas_de_Jesus Mais informações- Parábolas]

Edição atual tal como às 09h41min de 27 de outubro de 2009

As parábolas de Jesus são narrativas breves, dotadas de um conteúdo alegórico, utilizadas nas pregações e sermões de Jesus com a finalidade de transmitirem algum ensinamento.

As parábolas são apresentadas no Antigo Testamento da Bíblia (2 Sm 12; Is 5.1-7), nas literaturas rabínicas e no Novo Testamento.

Jesus utiliza-se das parábolas para transmitir ensinamentos profundos. A despeito disso, a maioria delas sempre é marcada pela simplicidade e brevidade. Poucas delas são longas, como acontece com a Parábola dos Talentos (Mt 25.14-30) ou a Parábola do Filho Pródigo (Lc 11.32).

Embora, em alguns casos, Jesus inclua exageros — a parábola dos dez mil talentos, uma soma astronômica de dinheiro (Mt 18.24) —, ou implicações alegóricas – maus vinicultores, Mt 21.3-44; Mc 12.12; Lc 20.9-19, que necessitam de interpretação — ou ainda símiles e metáforas. As parábolas de Jesus são sempre tiradas da realidade do mundo cultural e social em que ele vivia, contadas com o propósito de transmitir verdades espirituais.

Jesus ministrava sua mensagens com facilidade em todos os níveis sociais. Ele tinha conhecimento das mais diversas áreas da sociedade e sabia quais eram as suas necessidades. Conhecia os fariseus e os peritos na lei. Por meio de suas parábolas Jesus levou aos seus ouvintes a mensagem de salvação, conclamava a se arrependerem e a crerem. Aos crentes, desafiava-os a porem a fé em prática, exortando seus seguidores à vigilância. Quando seus discípulos tinham dificuldade para entender as parábolas, Jesus interpretava.

Há também vários ditos parabólicos breves e sábios que pode ter sido circulado como provérbios nos dias de Jesus: "Médico, cura-te a ti mesmo" (Lc 4.23); "Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?" (Lc 6.39).

Parábolas e ditos parabólicos, disposta em conformidade com o contexto geral dado nos Evangelhos:

O Sermão da Montanha

  • O sal da terra (Mt 5.13; Mc 9.49-50; Lc 14.34-35)
  • A luz do mundo (Mt 5.14 e segs.; Mc 4.21; Lc 8.16)
  • Dos tesouros (Mt 6.19ss; Lc 12.33-34)
  • O olho são (Mt 6.22-23; Lc 11.34ss)
  • As aves do céu e os lírios do campo ( Mt 6.26ss; Lc 12.24-48)
  • Do servir a dois senhores ( Mt 6.24; Lc 16.13)
  • O argueiro no olho ( Mt 7.3-5; Lc 6.41-42)
  • Da profanação daquilo que é santo (Mt 7.6)
  • As duas estradas (Mt 7.13-14; Lc 13.23-24)
  • Os lobos disfarçados em ovelhas e “Pelos seus frutos...” ( Mt 7.15-20)
  • A casa edificada na rocha (Mt 7.24-27; Lc 6.47ss)

O Ministério na Galiléia

  • A seara é grande (Mt 9.35-38; Mc 6.6-34; Lc 8.1; Jo 4.35)
  • Os dois devedores ( Lc 7.41ss)
  • O sinal de Jonas (Mt 12.38-42; 16.1-4; Mc 8.11-12; Lc 11.16; Jo 6.40)
  • A parábola do semeador (Mt 13.1-9; Mc 4.1-9; Lc 8.4-8)
  • A razão do falar em parábolas (Mt 13.10-17; Mc 4.10ss; Lc 8.9-10; Jo 9.39)
  • Quem tem ouvidos para ouvir, ouça (Mt 11.15; Mc 4.8,23; Lc 8.8; 14.35)
  • A semente que cresce secretamente ( Mc 4.26-29)
  • O trigo e o joio ( Mt 13.24-30)
  • O grão de mostarda (Mt 13.31-32; Mc 4.30ss; Lc 13.18-19)
  • O fermento ( Mt 13.33; Lc13.20-21)
  • Por que Jesus falou por parábolas (Mt 13.34-34; Mc 4.33-34)
  • O tesouro oculto e a pérola de grande valor ( Mt 13.44ss)
  • A parábola da rede ( Mt 13.47-50)
  • Tesouros velhos e novos ( Mt 13.51-52)
  • Os verdadeiros parentes de Jesus (Mt 12.46-50; Mc 3.20-21; Lc 8.19ss; Jo 15.14)
  • O servo incompassivo (Mt 18.23-35)

No Caminho de Jerusalém

  • O Bom Samaritano (Lc 10.29-37)
  • O amigo à meia-noite (Lc 11.5-8)
  • A luz (Lc 11.33; Mt 5.15; Mc 4.21)
  • O olho bom (Lc 11.34ss; Mt 6.22-23)
  • O rico e o tolo (Lc 12.16-21)
  • A figueira estéril (Lc 13.1-9; Mt 21.19-18; Mc 11.12ss)
  • Contando o preço de construir uma torre e ir à guerra (Lc 14.28-33)
  • A ovelha perdida (Lc 15.1-7)
  • A moeda perdida (Lc 15.8ss)
  • O filho pródigo (Lc 15.11-32)
  • O administrador infiel (Lc 16.1-9)
  • O rico e o Lázaro (Lc 16. 19-31)
  • Somos servos inúteis (Lc 17.7-10)
  • O juiz iníquo (Lc 18.1-8)
  • O fariseu e o publicano (Lc 18.9-14)

O Ministério na Judéia

  • Das riquezas (Mt 19.23-30; Mc 10.23-31; Lc 18.24-30)
  • Os trabalhadores da vinha (Mt 20. 1-16)
  • Os talentos ( 19.11-27; Mt 25.14-30; Mc 13.34)

O Ministério Final em Jerusalém

  • Os dois filhos ( Lc 15.11-32)
  • Os lavradores maus (Mt 21.33-46; Mc 12.1-12; Lc 20.9-19)
  • As bodas (Mt 22.1-14)
  • A oferta da viúva pobre (Mc 12.41-44; Lc 21.1-4)
  • A figueira ( Mt 24.32-36; Mc 1328-32; Lc 21.29-33)
  • A exortação à vigilância (Mc 13.33-37; Mt 25.13ss; Lc 19.19-20)
  • O dilúvio, a vigilância e o ladrão de noite (Mt 24.37-44; Lc 17.26-36; 12.39-40)
  • O bom servo e o mau servo (Mt 24.45-51; Lc 12.41-46)
  • As dez virgens (Mt 25.1-13; Mc 13.33-37; Lc 12.35-38; 13.25-28)
  • As ovelhas e os cabritos (Mt 25.31-46)

Os discursos no Evangelho de João

O ensino de Jesus no quarto Evangelho apresenta-se em discursos e diálogos que, mesmo assim, empregam a linguagem figurada parabólica.

  • O novo nascimento (Jo 3.1-36)
  • A água da vida ( Jo 4.1-42)
  • O Filho (Jo 5.19-47)
  • O pão da vida (Jo 6.22-66)
  • O Espírito vivificante (Jo 7.1-52)
  • A luz do mundo (Jo 8.12-59)
  • O bom Pastor (Jo 10.1-42)
  • Os discursos de despedida (Jo 13.1-17,26), que incluem os ditos acerca da casa do Pai (14.2ss), do caminho (14.6), da videira (15.1-16), e das dores de parto (16.2ss).


Referência:

Mais informações- Parábolas